UNIDOS DA TIJUCA

10-12-2004

Entrevista
Paulo Barros

Paulo Barros, carnavalesco da Unidos da Tijuca e um dos destaques do Carnaval 2004, recebeu a reportagem de OBatuque.com e contou um pouco de sua história.

OBatuque.com - Nome completo, idade, onde nasceu?
Paulo Barros – Paulo Roberto Barros Braga, 42 anos, nasci em Nilópolis.

OBatuque.com - Sua formação?
Paulo Barros – Já tenho o terceiro grau completo, fiz Arquitetura durante dois anos, e sou artista plástico autodidata.

OBatuque.com - Trabalho fora das escolas de samba?
Paulo Barros – Trabalho justamente com isso, eu faço escultura em madeira resinada pra uma galeria de artes na Barra da Tijuca.

OBatuque.com - Quantos anos de carnaval?
Paulo Barros – Eu acho que a vida inteira. Mas trabalhando com carnaval, mesmo, dez ou onze anos.

OBatuque.com - Como foi o caminho até o mundo do samba?
Paulo Barros – Eu não tenho o que reclamar. Aliás, passei por todos os estágios, componente de ala, destaques, diretoria, enfim, tudo.

OBatuque.com - O que você mais admirava na escola de samba?
Paulo Barros – Eu sempre admirei isso de uma maneira geral. Isso é uma coisa que me acompanha desde garoto e lembro que o desfile era na televisão e todo mundo lá em casa ia dormir e eu era o único que ficava até tarde assistindo ao desfile.

OBatuque.com - O que mais o atraiu como profissional?
Paulo Barros – O que mais atraiu o profissional foi a paixão pelo carnaval mesmo. Eu senti uma ligação muito forte na parte da fantasia, desenvolvimento de alegoria, e comecei a cogitar a possibilidade de trabalhar com isso um dia em termos de carnavalesco.

OBatuque.com - Como você definiria seu estilo de trabalho em relação a enredo, materiais e concepção de adereços?
Paulo Barros – Como observador de carnaval durante muito tempo, a gente percebe que o carnaval vai mudando de tempos em tempos. O que se cobrou muito da Tijuca ano passado foi que ela era uma escola pobre e a concepção era diferente, porque as pessoas estão acostumadas com brilhos de plumas e tal, e na verdade esse diferencial que eu procurei ter. Então, eu observei o carnaval e as escolas de samba. Comecei a filtrar e a perceber bem isso. Isso eu gosto; isso não; aquilo tá chato. Enfim, dentro disso que consegui meu estilo.

OBatuque.com - Qual é o seu preferencial para que sua escola desfile, manhã ou noite?
Paulo Barros – Eu acho que a noite que é a grande chave do espetáculo. Eu já tive a oportunidade de desfilar de dia e acho que o brilho do espetáculo é a motivação, e toda vez que você vai ver um teatro ou cinema você está no escuro. Acho que o mais propício é desfilar à noite, e a gente tem aí como concreto. É que basicamente só uma escola desfila de manhã e todas as outras seis desfilam à noite. A última escola é que sai prejudicada, porque o dia está clareando. Poderia até começar o desfile um pouco mais cedo. Hoje, começa às 21h, mas não quero entrar nesse mérito, porque isso é com administração da Liesa, e eles sabem muito bem o que estão fazendo. A minha preferência, obviamente, é durante a noite.

OBatuque.com - Houve alguma influência de trabalho de um colega na sua formação? Alguém que servisse de exemplo, espelho ou inspiração?
Paulo Barros – Admiração eu tenho por todos, principalmente pelo Joãosinho Trinta, que foi o cara que uma vez no barracão, lá durante um final de semana, a gente sentado em cima do chassi de uma alegoria, me falou uma coisa que eu nunca esqueci: “Você não pode trabalhar o carnaval no óbvio”. Eu digo óbvio assim, o racional da sua mente. Você tem que trabalhar o seu lado da imaginação, porque o lado da reprodução de uma obra é muito fácil de se fazer: é só você abrir um livro e reproduzir uma alegoria, uma peça, entendeu? É essa coisa de João, do inventivo, que acho que é o grande lance do carnaval.
O João tem esse respaldo porque ele adquiriu esse respaldo, e acredito que se eu fizesse uma coisa dessas todo mundo cairia de pau em mim. Mas o João adquiriu esse know-how e esse respeito, então ele pode “viajar na maionese” porque as pessoas podem até criticar, mas vão aceitar.

OBatuque.com - O que você mais pensa quando está elaborando um enredo? Na receptividade junto ao público, na satisfação de desenvolvimento pessoal, divulgar idéias ou assuntos que gostaria de compartilhar com as comunidades da escola de samba ou outras pessoas?
Paulo Barros – Eu acho que isso tudo é um conjunto. O que procuro fazer dentro de um enredo é o que se faz normalmente dentro de um enredo de escola de samba, que é assim: você faz uma pesquisa e depois faz um texto, pra depois produzir as suas imagens em termos de alegorias e fantasias - e eu faço exatamente o contrário. Eu busco o que eu quero, o tema, e vou pensar dentro disso. Quais são as imagens que iriam causar o meu efeito plástico? E dentro disso vou fazer a minha descrição do enredo e a minha setorização e é por isso, dentro de alegorias-temas tão ricas em termo de informação e de visual, que você vê o Frankenstein, que é de conhecimento muito rápido, muito popular, de todo mundo. Olhou e sabe quem é. Eu trabalho dessa forma, procuro trabalhar dessa forma. O DNA me deu a liberdade de trabalhar da forma que eu quisesse, porque o DNA foi reproduzido dessa forma pela arte, porque ninguém sabe se ele é realmente dessa forma. Então, meu carro de DNA foi a minha concepção de DNA. Até por isso as pessoas não jogaram pedra. E foi aquilo que eu falei do João: você tem que imaginar a forma daquilo que vai representar

OBatuque.com - É difícil passar uma idéia do papel para o barracão?
Paulo Barros – Meu processo é básico como o de qualquer profissional. Você passa do papel, faz as plantas e começa a produzir isso. Só que, muitas das vezes, o que está no papel é inviável. Nessa adaptação para o real, às vezes, você vai mudar um pouco e também é um grande barato, porque produzir para o papel e tentar reproduzir aquilo fielmente às vezes não acontece. Um exemplo disso é que meu abre-alas deste ano (2005) não tem desenho, porque foi criado sem desenho. Ele surgiu da idéia e discutimos aqui no barracão e começamos a fazer o carro. Não tem planta e não teve desenho até hoje, por isso você pode produzir sem projetar, isso vale da imaginação.

OBatuque.com - Você tem um estilo em relação a movimentação e alegoria, que está parada e de repente se move. Você fez isso na Tuiuti e surtiu um efeito muito grande, e na Tijuca você fez este ano, com os carros vazados e, de repente, aquela movimentação de gente que foi um sucesso na Avenida. Como surgiu essa idéia?
Paulo Barros – Essa idéia surgiu ano retrasado, quando comecei a reproduzir as alegorias do espantalho da Tuiuti. Eu peguei as telas do Portinari e fiquei horas olhando e pensei: “O que eu vou fazer para representar os carros dos espantalhos?”. Foi quando me veio a idéia de fazer o milharal. Tanto que brincavam comigo quando passavam perto do barracão da Tuiuti, porque era um carro todo verde, e as pessoas falavam assim: “Pô, eu tô vendo um carro da Tuiuti lá de baixo do viaduto todo verde listrado. Parece até uma melancia”. Ouvia piadinha desse tipo, e eu peguei um espantalho e botei em cima do carro, e comecei a imaginar, produzir vários espantalhos dentro desse carro e a multiplicar isso, que, na verdade, era para ter sido o dobro, mas você sabe que a verba que você tem no grupo de Acesso é muito reduzida. Então eu tive que me limitar e deixar só umas trinta ou quarenta pessoas, mas na verdade seria o dobro. Então, meu tesão não tinha se concretizado, e quando vim para a Tijuca eu falei assim: “Epa, aqui eu posso botar setenta. Aqui eu vou conseguir”. E quando no meu enredo vi a imagem do Frankenstein, eu falei que estava na hora de reproduzir a minha forma, e as pessoas falaram que “ele está repetitivo”. Mas eu tô repetindo o que é meu.

OBatuque.com - Você acha que alguns carnavalescos vão seguir esse caminho que você introduziu?
Paulo Barros – Olha, vai ser um grande prazer se isso acontecer. Porque, na verdade, acredito até que já tenha ouvido falar alguma coisa. Alguns carnavalescos vão continuar com sua linha de trabalho; acreditando no seu trabalho. O que eu acho muito respeitável, e acho que eles até devem fazê-lo. Porque a Rosa, que é a grande mestra, junto com o João, vai continuar fazendo o seu trabalho. O próprio João. O Renato Lage, que tem a leitura do carnaval dele, também. São pessoas que você tem que respeitar e tirar o chapéu. Mas eu também já ouvi de outras agremiações que outros carnavalescos vão apostar na minha idéia do ano passado, baseada no Frankenstein. Eu fico feliz com isso, porque vai ficar provado que foi uma boa idéia.

OBatuque.com - As pessoas se assustaram quando viram os carros vazados no barracão? P perguntaram “O que é isso?”?
Paulo Barros – É, realmente essa história já foi contada mais de milhões de vezes no barracão, ano passado. Porque realmente houve uma estranheza pela forma dos carros. As pessoas não entendiam, não tinham leituras disso e ficavam muito desconfiadas. Eu ouvia ti-ti-ti e tinha gente que dizia assim: “Esse cara tá maluco. Quer descer com a escola”. Mas foi aquilo que eu falei. O Bruno, que está aqui do meu lado, sempre acreditou no meu trabalho. O próprio Fernando Horta nunca me atrapalhou. Deixou que eu trabalhasse. Se ele estava com medo ou não, nunca falou para mim. Agora, houve muita estranheza das pessoas, com certeza.

OBatuque.com - Você não ficou na hora preocupado, tipo assim: “De que forma os jurados vão interpretar?”. Se houvesse um erro de um componente na coreografia, poderia prejudicar tudo?
Paulo Barros – Olha, nós tivemos uma preocupação muito detalhista em tudo, tanto que o DNA, ninguém sabe disso, foi o carro que me deu um problema danado, em termos de estrutura. Foram dois meses e meio para fazer aquelas coreografias. Pra você ter uma idéia, eles demoravam três horas, mais ou menos, só para subir no carro, isso dentro do barracão. Para você organizar essas pessoas, para elas se acostumarem com aquela estrutura, para subir no carro, para arrumar cada um em seu lugar... Isso demorou três horas. Alguns eram bailarinos, outros, não. O que aconteceu no último ensaio do carro é que eles estavam demorando um minuto e quinze segundos para fazer isso. Aquilo virou parte da vida deles. Tanto que eles pegaram intimidade com o carro. Na própria concentração do desfile, eu dei uma passada perto do carro e ninguém estava entendendo nada do que estava acontecendo. Chegou um fotógrafo e pediu para que eles subissem para que ele fotografasse o carro. Eles levaram menos tempo. Eles subiram naquele carro com uma rapidez! Eu acho que não levou trinta e cinco segundos para que eles subissem ali. Do outro lado do mangue foi uma festa, uma gritaria... Foi emocionante.

OBatuque.com - O seu enredo foi considerado confuso antes do carnaval e no desfile foi fácil de entender. O que você tem a dizer sobre isso para as pessoas que o criticaram, qual o recado que você manda para elas?
Paulo Barros – Elas tiveram que engolir sapo. Todos os sapos tiveram que ser engolidos. Este ano a coisa se repetiu quando eu soltei o nome do enredo. Como nós escolhemos o nome do enredo, nós soltamos o nome sem soltar o conteúdo e criou-se de novo um mal-estar dentro da própria Internet. Estão perguntando “o que esse cara tá fazendo? Que merda é essa?”. Quer dizer, o nosso propósito foi justamente esse, criar essa polêmica, que as pessoas começassem a pensar e imaginar e só depois de uma semana é que liberamos o conteúdo do enredo. Ano passado as pessoas tinham as mesmas dúvidas, que o enredo era ruim, era frio e tal. Só que a gente sabia do conteúdo, ala, alegoria, setor. Era muito claro e eu sabia que o tiro ia sair pela culatra, por isso têm que engolir.

OBatuque.com - Você participa da escolha do samba?
Paulo Barros – Não. Eu não participo. E prefiro não participar, porque eu não sou entendedor de samba-enredo. Eu posso dizer se ele traduz o enredo ou não, e ponto. Agora, em questão de harmonia, evolução, se seria bom para a escola, porque tem tipos de escolas que desfilam bem o samba e outras não, nisso não tenho que meter o dedo, a escola é que tem que decidir. Óbvio que este ano o Fernando até perguntou a respeito da minha preferência, e eu dei minha preferência, em termos de conteúdo e de enredo. E foi o que ganhou, porque a gente não teve dúvida.

OBatuque.com - Por quais escolas você passou?
Paulo Barros – Eu passei pela Vizinha Faladeira e Arranco do Engenho de Dentro. Na verdade, eu sempre fiquei em longo anos nessas escolas. Na Vizinha eu fiquei três anos. Passei para a Arranco, mais três anos, e me afastei do carnaval. Fiz uma pequena participação na Cabuçu, só como ajuda mesmo, porque a Teresinha me pediu e ela é uma grande amiga, e retornei pra Vizinha, na qual fiquei um ano e fui para a Tuiuti, que foi meu passaporte para a Unidos da Tijuca.

OBatuque.com - Como você se sentiu vendo um enredo desenvolvido por você passando pelo Sambódromo, como no Carnaval 2004?
Paulo Barros – Olha, foi uma coisa que eu sempre busquei. É muito difícil de você traduzir essa sensação. Eu sempre tentei, por vários anos. Eu bati na porta das escolas de samba tentando entrar e algumas do Grupo Especial e essa porta nunca se abriu, tanto que o enredo de Portinari foi levado para o Salgueiro, não me lembro quando. Porque esse enredo do Portinari, luz do Egito, tava guardado comigo há muito tempo e eu apresentei esse enredo no Salgueiro e perdi. A porta não abriu, tanto que esse enredo estava guardado para o Grupo Especial. Quando chegou na época da Tuiuti, eu falei: “Cem anos do Portinari, não vai ter jeito”. O Salgueiro estava numa época, meio que de transição. Eu acho que eles ficaram com medo de apostar em uma pessoa nova. Foi quando o Mário Borriello falou da loucura. Essa coisa de chegar ao Grupo Especial, eu sempre quis. Quando, no ano passado, o Fernando Horta me convidou, aí as pernas tremeram, e no dia do desfile eu estava muito tranqüilo.

OBatuque.com - Como é que partiu o convite do Fernando?
Paulo Barros – A Caprichosos tinha me contatado no sábado das campeãs. Eu fui chamado no camarote da presidência e me deram uma camisa e tal. “Paulo está na Caprichosos” e eu apresentei esse enredo. Uma pessoa depois me ligou e disse que tinham escolhido por outra. Eu disse “tudo bem”. Aí entrei em uma depressão básica, porque não tinha sido daquela vez, de novo. Eu comecei a procurar outra escola do Grupo de Acesso, porque eu já tinha me desligado da Tuiuti. Se passaram, mais ou menos, vinte dias e o Fernando me ligou, e a gente se acertou. Quando eu saí da conversa, tive que tomar um calmante para poder dormir, porque você passa de uma segunda divisão para o Grupo Especial, onde todo mundo está olhando pra você. E quando eu agarrei essa oportunidade, eu falei que tinha que ser diferente. Se eu não levar um carnaval diferente, eu vou ser apenas mais um. Eu estava apostando nisso, e eles também.

OBatuque.com - Você recebeu muitas propostas?
Paulo Barros – Muitas, não. Recebi algumas, mas pra mim o mais importante foi o agradecimento. Talvez tenha sido, também não vou dizer que foi agradecimento, eu fiz o meu trabalho e o Fernando também apostou, mas eu também. Dei retorno para eles. Estaria livre para ir para qualquer lugar. Só que você quando entra em uma escola de samba começa do zero dentro do conhecimento de quem você vai enfrentar, cada escola é muito diferente. Eu já tinha a Tijuca e toda essa engrenagem, seria muito mais fácil continuar aqui. Eu já sabia até onde poderia chegar, e se eu fosse para outra escola, não.

OBatuque.com - Qual foi o momento mais marcante na sua vida? Foi o desfile deste ano?
Paulo Barros – Eu, inclusive, no Desfile das Campeãs, estava chegando à Marques de Sapucaí com o Bruno e estava com duas camisas para ir ao camarote do Rio Samba e Carnaval, que mandaram e tal, e eu falei: “Bruno vamos ao camarote deixar essas camisas, porque eu não vou ficar com elas na mão, não.”. Aí eu saí pelo setor 1, ali pela pista, e não tinha ninguém desfilando, o Salgueiro que estava para entrar, e o setor 1 começou gritar "É campeã! É campeã!" pra mim, e eu falei: “Gente, isso não está acontecendo!”. Então, pra mim, foi o ponto mais alto da minha vida inteira.

OBatuque.com - O sonho quase virou realidade, né?
Paulo Barros – Não virou por oito décimos.

OBatuque.com - Então isso foi um campeonato para vocês?
Paulo Barros – Na verdade, no carnaval de 2004 vai se falar Tijuca como se falou no ano do João no Ratos e Urubus, e poucas pessoas sabem que a Imperatriz foi campeã.

OBatuque.com - Tem algum enredo que você pode falar de primeira mão que você pensa assim: “Um dia você vou levar esse enredo para a Avenida?”?
Paulo Barros – Eu tenho muita coisa que gostaria de fazer. Mas, por exemplo, não sou a favor da reedição, mas tem alguns que eu adoraria fazer, como, da própria Tijuca, “Brasil, devagar com o andor que o santo é de barro”, alguma coisa assim. E talvez seja até ousadia minha, mas “Tupinicópolis” da Mocidade é outro; o da Portela, “Hoje tem marmelada”.

OBatuque.com - Como você avalia o desfile de 2004 em relação ao seu trabalho e de uma maneira geral?
Paulo Barros – Eu acho que a Tijuca ficou isolada, mas eu tive uma grande surpresa no carnaval, que foi ver a o Império Serrano desfilar, porque foi uma escola que causou emoção por causa do samba; ver a Viradouro desfilar, a Portela... Porque pra mim, e eu vivi isso aí, foi reviver esses sambas e o talento de todos. Então, não adianta porque as pessoas jogam pedras nos outros e elas têm que tomar cuidado com isso. Porque todos são críticos de samba. Em fazer alegorias. Aqueles que eu falei da brincadeira da Internet... Eles são experts, deveriam sair de lá e vir para as escolas de samba para ensinar a gente a fazer carnaval.

OBatuque.com - Como será o carnaval da Unidos da Tijuca em 2005?
Paulo Barros –  Claro, objetivo, comunicativo, de fácil leitura e com grandes momentos de prazer e de alegria. É levar aquele público a mexer com a estrutura da Marques de Sapucaí, porque antigamente ela mexia, e hoje não. Então, pra mim, hoje o meu grande prazer é levar alegria para o povo que está ali e, óbvio, ganhar o carnaval.

OBatuque.com - E você acha que esse carnaval de 2005 estará melhor do que o de 2004?
Paulo Barros – Olha, é até engraçado porque eu já vi o desfile da Tijuca mais de mil vezes e não me canso de ver e quando eu começo a ver o carnaval deste ano (2005) eu já acho que o carnaval do ano passado tá chato. Eu não suporto mais ver aquelas fantasias do DNA. Eu já vi aquilo ali, por todo mundo, é lógico que cada ano você quer melhorar cada vez mais.

OBatuque.com - Um enredo?
Paulo Barros – O meu. "Entrou por um lado, saiu pelo outro... Quem quiser que invente outro!".

OBatuque.com - Um samba-enredo?
Paulo Barros – Eu podia até falar que era o meu, de novo, mas aí ia ficar muito repetitivo, e aí é que as pessoas vão falar mesmo. Vou falar deste ano, eu não ouvi tudo ainda, mas eu gosto muito do samba da Mocidade.

OBatuque.com - Um carnavalesco?
Paulo Barros – João Trinta, Rosa Magalhães, Renato Lage e o Chico Spinosa, que, aliás, muita coisa eu aprendi com ele.

OBatuque.com - Que recado você daria para a comunidade do Borel para o carnaval?
Paulo Barros – Eu acho que eles têm que desfilar da mesma forma de 2004, porque se eles fizerem isso com certeza a gente levanta esse caneco. 

Clique aqui e leia a sinopse e a letra do samba-enredo da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2005.


Paulo Barros

 


Carro do DNA - Unidos da Tijuca 2004

 


Carro dos Frankenstein - Unidos da Tijuca 2004



Detalhe do Frankenstein

 


Carro dos relógios foi outro destaque tijucano em 2004


 


Paulo Barros e o diretor de Carnaval Luiz Carlos Bruno

 


Os espantalhos que assustaram a Avenida
 no desfile da Paraíso do Tuiuti em 2003

 


Outro plano do carro dos espantalhos

 


O abre-alas de latas de tinta da Tuiuti em 2003

 


Detalhe do acabamento do abre-alas da Tuiuti em 2003

 

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