UNIDOS DO VIRADOURO

SAMBAS-ENREDOS

 

2007

ENREDO: A Viradouro vira o jogo
COMPOSITOR(ES): Gustavo Clarão, Gilberto Gomes, Nando, Pablo e PC Portugal

Vamos mergulhar nessa jogada
A sorte está lançada
Hoje é o grande dia
No tabuleiro da emoção
Vou apostar na alegria
Pra ganhar seu coração
Meu cassino é fantasia
Vi nas cartas do tarô
O que o destino reservou
Mas se o tempo mudar
Aos búzios eu vou

E nesse jogo vou amar
Você é a dama do prazer  (bis)
Um xeque-mate vou te dar
Quero vencer

Faço qualquer coisa
Pra deixar você feliz
De cartas, um castelo
De peças, um país
Essa diversão
É adrenalina em minha vida
A euforia toma conta da avenida
Respiro fundo
No pinball quero brincar
É perceber e desvendar
Quebrar a cabeça pra encontrar
Achar você no meio dessa multidão
Chama que acende um povo
E faz do jogo a paixão

Sou Viradouro e vou cantar
"Com muito orgulho, com muito amor"
Esse jogo vai virar  (bis)
Eu quero ser o vencedor

 

2006

ENREDO: Arquitetando folias
COMPOSITOR(ES): Waldeir Melodia, Dadinho, Evaldo, Tamiro e Peralta

Brasil! Terra de encantos mil
Que a miscigenação
Alterando os conceitos incentiva a criação
Vindos de além-mar, não poderiam imaginar
Quanta beleza, a natureza
Pros nativos era um lar
Nas obras de pedra-sabão
Barroco, fé e devoção
Nas senzalas, eu vi brotar
A nova raça brasileira

Com a moda de Paris
A burguesia faz seu carnaval  (bis)
Resiste, reluz o samba
E o artista, arquiteta o visual

Chega de ver tanto sonho desabar
A humanidade deve mudar
Favela oh! favela
O teu passado, me faz lembrar
Dos tempos em que a noite estrelada
Salpicava a morada
Obrigado meu Senhor, por ter iluminado
A mente desse homem, pelo mundo consagrado
Que fez cidade sem igual,
Museu como nave espacial
Arquitetando folias
Na apoteose, sou o astro principal

De vermelho e branco amor, vou sambar
Seja onde for, terra, céu e mar  (bis)
De braços abertos, que emoção
A Viradouro mora no meu coração

 

2005

ENREDO: A Viradouro é só sorriso!
COMPOSITOR(ES): Gusttavo, Gilberto Gomes, Paulo Cesar Portugal, José Antônio e Dominguinhos do Estácio

Numa expressão de amor
Com meu jeito de encantar
O divino Criador
Me deu o dom de conquistar
Às vezes me entrego por simples prazer
Juízo, não nego, até posso perder
Na Grécia brinquei da maneira que quis
Em Roma fiz o povo mais feliz
Já fui contido e proibido
Como um vilão qualquer
Mas um sonho em mim se realiza
Desvendei em Mona Lisa
Os segredos de Molière

Iluminado eu sou, palhaço do amor
Na bossa da bateria eu vou  (bis)
E no compasso eu traço a arte, e assim
A vida vai sorrir pra mim

É mais um dia de graça
Na simpatia do artista
Aquarelando ele passa
O bom humor em revista
Os amigos do sorriso
Brilham no meu clarear
É Carnaval, oh! quanto riso
Sou criança vou brincar

Eu quero ver você cantar, extravasar
Quando a Cidade Sorriso passar  (bis)
Eu quero ver, eu quero ver
Geral gritar, já é, já é
Na Viradouro, eu levo fé

 

2004

ENREDO: Pediu pra Pará, parou... Com a Viradouro eu vou, para o Círio de Nazaré!
COMPOSITOR(ES): Aderbal Moreira, Dario Marciano e Nilo Esmera Mendes

No mês de outubro
Em Belém do Pará
São dias de alegria e muita fé
Começa com intensa romaria matinal

O Círio de Nazaré
Que maravilha a procissão
E como é linda a Santa em sua berlinda
E o romeiro a implorar
Pedindo a Dona em oração
Para lhe ajudar

(Oh! Virgem)
Oh! Virgem Santa
Olhai por nós  (bis)
Olhai por nós
Oh! Virgem Santa
Pois precisamos de paz

Em torno da Matriz
As barraquinhas com seus pregoeiros
Moças e senhoras do lugar
Três vestidos fazem pra se apresentar
Tem o circo dos horrores
Berro-Boi, Roda Gigante
As crianças se divertem
Em seu mundo fascinante
E o vendeiro de iguarias a pronunciar
Comidas típicas do Estado do Pará

Tem pato no tucupi
Muçuã e tacacá  (bis)
Maniçoba e tucumã
Açaí e aluá

(No mês)

 

2002

ENREDO: Viradouro, Vira-Mundo, Rei do Mundo
COMPOSITOR(ES): Gilberto Gomes, R. Mocotó, Gustavo, P.C. Portugal e Dadinho

Okê, okê
Sou Viradouro, Vira-Mundo eu sou
Escravizado, sem destino
Meu desatino, meu dissabor
Pra vencer os grilhões do dia-a-dia
Pra esquecer a solidão, a agonia
É Carnaval, o meu peito explode de alegria
E no encontro com o rei
Eu também sou um rei nesta magia

Em liberdade eu peço axé
Vou na onda do afoxé  (bis)
Os negros na sua fé, trazendo a paz
No canto dos orixás

E nas visões dos Xamãs, a cura
Que a raça vermelha traz
Ao som dos gurus, um manto em harmonia
Vêm chegando os povos amarelos
Com incenso que nos contagia
Então, em forma de oração
A raça branca faz a sintonia
E nesta festa de coroação
O rei do mundo é o rei da folia

Nesta ciranda é que eu vou
Contagiando esta cidade  (bis)
Hoje eu quero paz, amor
E um mundo de felicidade

 

2001

ENREDO: Os sete pecados capitais
COMPOSITOR(ES): Gilberto Gomes, R. Mocotó, Gustavo, P.C. Portugal e Dadinho
Eu vi brilhar...
E para os vícios minha mente me conduz
Eu quero e quero muito mais
Eu quero o ouro pois o ouro me seduz
Sou o narcisista, o melhor artista
Nesta festa popular
Com o meu encanto, o meu acalanto
Vou te conquistar

Me dá o teu calor e vem me enfeitiçar
Seduz à bel prazer que eu vou delirar  (bis)
Se o cupido jogou, a flecha vai me pegar
"Vou amar!"

Pra que tanta raiva
Mais amor no coração
Vivendo em paz o homem faz o mundo lindo
E quem tem amor pra dar
Sente alegria se o outro está sorrindo
Traz a figa-de-guiné, me dá o meu patuá
Cada um com sua fé, olho grande sai pra lá (bis)
Quero sombra e água fresca
Eu quero na minha rede balançar
Brasil, meu Brasil!
Em nossa terra se plantando tudo dá
Tem uns que vivem pra comer
Tem gente que só come se sobrar

Eu vou me acabar
Abrir meu coração  (bis)
A Viradouro é meu tesouro
No Carnaval da redenção

 

2000

ENREDO: Brasil: visões de paraísos e infernos
COMPOSITOR(ES): Gilberto Gomes, R. Mocotó, Gustavo, P.C. Portugal e Dadinho

Na era medieval começa o meu Carnaval
No paraíso eu me vesti de branco
E no "martírio eterno", o vermelho é meu manto
Navegando ao Oriente, "seu" Cabral
O "Jardim das Delícias" descobriu
"Seu" Caminha escreveu o que ele viu
Maravilhas do Brasil
Bordunas, tacapes e Ajarés
Na dança o índio põe ao seus pés
Mas nascem idéias diversas, são mentes perversas
Não foi essa a lição dos pajés

Irê, irê, pra agba yê
O negro canta, o negro dança em liberdade  (bis)
Irê, irê, pra agba yê
Pra agba yê, felicidade

Bem longe daqui, na festa da coroação
O negro africano, nos seus desenganos
Desfaz-se dos planos, pro branco explorar
Preso nas correntes da vida
São marcas que jamais esquecerá
Mas o tempo passou e a felicidade eu vejo brotar
Na luz da esperança, há paz e alegria
Pro rei do universo abençoar

O dia vai raiar, amor, amor
Com a Viradouro eu vou, eu vou, eu vou  (bis)
Meu canto de amor se espalha no ar
Quinhentos anos vamos festejar

 

1999

ENREDO: Anita Garibaldi - Heroína das 7 magias
COMPOSITOR(ES): Gilberto Gomes, R. Mocotó, Gustavo, P. C. Portugal e Dadinho

Clareou na ilha da magia
No esplendor era um ser de prata que surgia
E voou em busca da sabedoria
Os mistérios do oriente nas asas da poesia
Está em festa a aldeia da tribo Carijós
É força que semia poder em nossa voz
Vêm desbravando mares
Corsários, aventureiros
Abraindo caminhos para a liberdade
De um povo guerreiro

Rufam os tambores mãe África
Nossa gente quer dançar  (bis)
Invocando a magia
Com a paz de Oxalá

Heranças culturais nas etnias teus ideais
Nos verdes campos de Santa Catarina
Berço dessa menina, voa borboleta voa
Guerreira, brava loba romana
Heroína que encanta os dois mundos
Hoje o samba te aclama

Viradouro está aqui, vai sacudir
Agitar essa cidade inteira  (bis)
E com Anita eu vou, é Garibaldi, amor
Espelho da mulher brasileira

 

1998

ENREDO: Orfeu - O negro do Carnaval
COMPOSITOR(ES): Gilberto Gomes, R. Mocotó, Gustavo, P. C. Portugal e Dadinho

Lá, onde a vida faz a prece
E o Sol brilhante desce para ouvir
Acordes geniais de um violão
É o reino de Orfeu, rei das cabrochas
Seduzidas pela sua inspiração
Eurídice, o verdadeiro amor
Do vencedor por aclamação geral
Da escola de samba do morro
Que vai decantar nos seus versos
A história do carnaval

É na magia do sonho que eu vou
Mitologia no samba, amor  (bis)
Aí, o zumbido da fatalidade
Que atinge a cidade

Traz mais uma desilusão
Orfeu caiu no abismo da saudade
E voa para a eternidade
Levado pela ira da paixão
Tem no seu talento, reconhecimento
Num desfile magistral
O Grêmio do morro venceu
E o samba do negro Orfeu
Tem um retorno triunfal

Hoje o amor está no ar
Vai conquistar seu coração  (bis)
"Tristeza não tem fim, felicidade sim"
Sou Viradouro sou paixão

 

1997

ENREDO: Trevas! Luz! A explosão do universo
COMPOSITOR(ES): Dominguinhos do Estácio, Mocotó, Flavinho Machado, Heraldo Faria

Lá vem a Viradouro aí, meu amor!
É Big-Bang, coisa igual eu nunca vi!  (bis)

Que esplendor
Vem das trevas, tudo pode acontecer
A noite vira dia, luz de um novo amanhecer!
Vai, meu verso, buscar a Terra em embrião
Da poeira do universo
Desabrocha a natureza em expansão
Oh! Mãe Iemanjá, deusa das águas!

Nanã, deixa o solo se banhar!
Ora, iê, iê, ô, mamãe Oxum  (bis)
Vem com ondinas reinar
No fogo, a salamandra a dançar

As pombas brancas simbolizando o ar
Explodem as maravilhas
Vejo a vida brilhando afinal!
Surge o homem iluminado
Com hinos de luta e cantos de paz:
É o equilíbrio entre o bem e o mal
E com o coração nesta folia
Seja noite ou seja dia, amor
Eu quero me acabar!

Vou cair na gandaia
Com a minha bateria  (bis)
No balanço da mulata
A explosão de alegria

 

1996

ENREDO: Aquarela do Brasil ano 2000
COMPOSITOR(ES): Heraldo Faria, Jorge Baiano, Mocotó e Flavinho Machado

Vem o Sol, com seus raios dourados
Iluminando a natureza, do Oiapoque ao Chuí!
Tenho forma de coração
Sou encanto, sou beleza,
Sou Brasil, sou nação!
Amazônia: é meu rio, é meu ar
O seu manto verdejante
Faz o mundo respirar

Meu Nordeste exuberante
Bumba-meu-boi, meu boi-bumbá  (bis)
Dos meninos de Olodum
De louvor aos orixás!

No Centro-Oeste ainda se vê
Os majestosos Pantanais
A capital das capitais
Seu misterioso Vale do Amanhecer
No Sul, o vaqueiro trovador
Canta a história do gigante que um dia despertou
Sudeste: fonte de inspiração
Do carnaval, da emoção
Do jeitinho brasileiro
Do meu Rio de Janeiro
Ainda tendo céu anil
Vou seguindo meu destino
Com meu peito varonil

Pierrô cara pintada
No ano 2000  (bis)
Com a Viradouro
Na aquarela do Brasil

 

1995

ENREDO: O rei e os três espantos de Debret
COMPOSITOR(ES): José Antonio, Gonzaga, Olivério, Rico Medeiros, Wilsinho, Fabrino, Portugal, Bernardo, Gilberto e João Sergio

Que felicidade!
Eu vim da França convidado pelo rei
Eu trouxe a arte e me espantei maravilhado
Quando aqui um paraíso encantado encontrei
Índios, brancos e negros
Em harmonia racial
Realçando a natureza deste país tropical

Todo encanto em poesia, oi...
Traduzi nos meus painéis (eu pintei)  (bis)
Pintei, bordei, aquarelei

Coloquei amor nos meus pincéis
Iluminado parti
No céu fui descansar
Tempos depois em Paris renasci
Um triste espanto me fez lamentar
Notícias más, de homens maus
Perturbando a paz, criando o caos...
Voltei, o que havia?
Desigualdades da evolução
Quanto um grito de alegria
Prenuncia a nova civilização
Brasil, Brasil, Brasil,... ô ô
É campeão!!! É campeão!!!

Vai raiar o dia
O meu terceiro espanto aconteceu  (bis)
Eu sou Debret, a minha arte é fantasia
Explode Viradouro, o carnaval sou eu

 

1994

ENREDO: Tereza de Benguela - Uma rainha negra no Pantanal
COMPOSITOR(ES): Cláudio Fabrino, Paulo César Portugal, Jorge Baiano e Rico Medeiros

Amor, amor, amor...
Sou a viola de cocho dolente
Vim da Pérsia, no Oriente
Para chegar ao Pantanal
Pela Mongólia eu passei
Atravessei a Europa medieval
Nos meus acordes vou contar
A saga de Tereza de Benguela
Uma rainha africana
Escravizada em Vila Bela
O ciclo do ouro iniciava
No cativeiro, sofrimento e agonia
A rebeldia, acendeu a chama da liberdade
No Quilombo, o sonho de felicidade

Ilê Ayê, Ara Ayê Ilu Ayê
Um grito forte ecoou  (bis)
A esperança, no quariterê
O negro abraçou

No seio de Mato Grosso, a festança começava
Com o parlamento, a rainha negra governava
Índios, caboclos e mestiços, numa civilização
O sangue latino vem na miscigenação
A invasão gananciosa, um ideal aniquilava
A rainha enlouqueceu, foi sacrificada
Quando a maldição, a opressão exterminou
No infinito uma estrela cintilou

Vai clarear, oi vai clarear
Um Sol dourado de Quimera  (bis)
A luz de Tereza não apagará
E a Viradouro brilhará na nova era

 

1993

ENREDO: Amor, sublime amor
COMPOSITOR(ES): Heraldo Faria, Flavinho Machado e Gelson

Vou levantar minha bandeira
Amor sublime amor (Que beleza!)
Meu sonho eu vou realizar
Esse futuro o que será?
Vou apertar o botão do coração
E vencer a força da razão
Da paixão primitiva à natureza em flor
É, ninguém resiste aos encantos do amor
Nasceu na floresta
Um guerreiro, um artesão
Na fonte da vida
O dono da terra defende seu chão
Negra Xica, eu te amo

Amor que renuncia, a corte zombou
Que divino exemplo, que lição de amor  (bis)

Bandido amor no sertão
Em Palmares o grito do rei
No sonho do herói inconfidente
Mesmo que tarde a liberdade
Na arte o amor no gênio mulato
No Guarani e Orfeu do Carnaval
A Colombina não foi embora
Hoje o Pierrot não chora
Clareia mãe Oxum, clareia minha fé

Para as crianças a pureza
Do bem me quer, do mal me quer  (bis)
A Viradouro clama em versos
Paz e amor no Universo

 

1992

ENREDO: E a magia da sorte chegou
COMPOSITOR(ES): Heraldo Faria, Flavinho Machado e Gelson Rubinho

Uma estrela brilhou
Brilhou, brilhou, brilhou
Tão cintilante e os magos iluminou
Será, será
O novo sol do amanhã (do amanhã)
O arco-íris da aliança
Que não se apagará
Vem do Oriente
Com sua arte de criar
Na palma da mão lê a sorte
Com a magia do seu olhar
Chegando ao velho continente
A marca da desilusão
Castigo, degredo, açoite
Por que tanta discriminação?

A cada passo
A poeira levanta do chão  (bis)
Ferreiro, feiticeiro, bandoleiro
A liberdade é sua religião

E vem chegando
O dono desse chão
No berço, a mão do menino
Abriu-se ao destino
Eis a nova Canaã
Ê, ê cigano
Bandeirante em busca de cristais
Canta, dança, representa
Dá vida a nossos laços culturais
Cigano-rei, mineiro iluminado
O mundo não vai esquecer
Plantou no solo brasileiro
A realização do amanhecer
É uma nova era, ô, ô
A magia da sorte chegou

O sol brilhará, oi
Surge a estrela-guia  (bis)
E sob a proteção da lua
Canta Viradouro que a sorte é sua

 

1991

ENREDO: Bravíssimo - Dercy Gonçalves, o retrato de um povo
COMPOSITOR(ES): Gelson, Rubinho, Odir Sereno e Adir

Ah, obrigado Dercy
Mercy Dercy
Abriu-se a cortina pro seu show
São cinco letras a sorrir
De Madalena pra Sapucaí
Um dia, lá no trem da esperança
Vai o sonho de criança
Descendo a serra, tão linda e feliz
A luz então brilhou, o palco se acendeu
O show vai começar
Na Casa de Caboclo
A menina deslumbrou (ô ô, ô ô)
E no seu primeiro ato
O sucesso abriu os braços
Pra você
Brilhante no Teatro de Revista
Em cena o talento de Dercy (oi, fala Dercy!)
Da comédia à piada
Com humor e gargalhada
Eu vou me acabar
Quá, quá, quá, quá, quá...
No cassino e no cinema
No sangue o dom de criar (ô, e viajou...)
E viajou, lá foi Dolores
Que dor no coração
Mas quem pensou que a luz se apagou
Se enganou, ela voltou
Ela voltou, com mais garra e inspiração (vejam vocês!)
Cada vez mais sapeca, quem diria
Soltando a perereca da vizinha!
Vou entrar no circo
E com você sonhar
No fim da peça
Pra você gritar, um bravo

Bravo, bravíssimo
Mil aplausos pra você, Dercy  (bis)
Ao retrato de um povo
A homenagem da Viradouro

 

1990

ENREDO: Só vale o escrito
COMPOSITOR(ES): Adir, Odir, Sereno, Gelson e Gilberto Barros

Riscando a pedra com sangue e semente
O homem a escrita projetou
O esperto do chinês, o papel criou
E o Egito a grande idéia tratou de copiar
De lá pra cá até a honra sem "h", "h" virou
E ninguém mais acredita no bigode enganador
Ah, dona cegonha
Traga no bico minha certidão
Quero estudar pra ter um canudo na mão

Deu meu bicho na cabeça, deu, deu, deu
É a grana do aluguel que o cartório comeu  (bis)

Eu vim rezar
Pro olho grande se afastar daqui (da Sapucaí)
Sete galhos de arruda e azeite de dendê
Foi a receita que a vovó passou pra mim
O doutor pra me curar
O desquite receitou
Mas o meu mal era mal de amor
Não há remédio pra curar a minha dor
Dando adeus a esta vida
Só a paz é que me importa
E no baile das caveiras tudo à brasileira
Meu Deus, ainda encontro um agiota

Eu acredito, oi eu acredito
Assinado: "Viradouro"  (bis)
Só vale o escrito

 

1989

ENREDO: Mercadores e mascates
COMPOSITOR(ES): Gilberto, Mário, Odar, Nilo, Charuto, Carlos, Japona e Delfim

As histórias que vovó contava
Não passavam de uma afirmação
Depois que encontraram
Este solo varonil
Levaram ouro e pau-brasil
"Oh! Minas"

Oh! Minas Gerais
Quantas saudades nos traz  (bis)
Lá em Vila Rica, bons tempos
Que não voltam mais

Eu compro e vendo
No varejo e atacado  (bis)
Vendo barato
Pra não vender fiado

Venha enfeitar o seu amor
Eu tenho blusas de seda estampadas
Rendas, fitas e rosas
Pérolas e pedras preciosas
Sempre fiz de tudo nesta vida
Pra freguesia se sentir numa legal
O bom mascate deve ser malabarista
Humorista e artista...
Fazer de tudo pra agradar o pessoal
"Ê baiana", ê baiana
No seu tabuleiro tem quindim
Sou Viradouro
E vou cantando assim
"As histórias"...

UNIDOS DO VIRADOURO

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