UNIDOS DE VILA ISABEL

SAMBAS-ENREDOS

 

2007

ENREDO: Metamorfoses: do reino natural à corte popular do Carnaval – As transformações da vida
COMPOSITOR(ES): Bocão, André Diniz, Serginho 20, Carlinhos Petisco e do Professor Wladimir

Vai brilhar minha vila
Ainda mais linda
No tempo que faz sonhar
Inspira a luz da ciência
Mantém sua essência
E segue a se transformar...
A mudar sua natureza
Pouco a pouco evoluindo
Imponente, feito um humano
Seus passos vão refletindo

Renasce a luz da sabedoria
O homem se lança ao mar  (bis)
O sonho é fonte dessa energia
E fabricando, ilusões renovar

Quero sempre me superar
Cruzar o céu, poder voar
Remodelar o que deus criou
Brincando então de criador
A vila também se modificou
No universo do carnaval
Lindamente desabrochou
e um sonho fez real

Samba não tem preconceito
Brancos, negros, iguais!  (bis)
O beijo da Vila Isabel, princesa
Metamorfose assim se faz

 

2006

ENREDO: Soy loco por ti, América: a Vila canta a latinidade
COMPOSITOR(ES): André Diniz, Serginho 20, Carlinhos do Peixe e Carlinhos Petisco

Sangue "caliente" corre na veia
É noite no Império do Sol
A Vila Isabel semeia
Sua poesia em "portunhol"
E vai... buscar num vôo à imensidão
Dourados frutos da ambição
Tropical por natureza
Fez brotar a miscigenação

"Soy loco por tí, América"
Louco por teus sabores  (bis)
Fartura que impera, mestiça mãe-terra
Da integração das cores

Nas densas "Florestas de cultura"
Do "sombrero" ao chimarrão
Sendo firme sem perder "la ternura"
E o amor por este chão
Em límpidas águas, a clareza
Liberdade a construir
Apagando fronteiras, desenhando
Igualdade por aqui
"Arriba", Vila!!!
Forte e unida
Feito o sonho do libertador
A essência latina é a luz de Bolívar
Que brilha num mosaico multicor

Para bailar "La Bamba", cair no samba
Latino-americano som  (bis)
No compasso da felicidade
"Irá pulsar mí corazón"

 

2005

ENREDO: Singrando os mares... construindo o futuro
COMPOSITOR(ES): André Diniz. Prof. Newtão, Sidney Sã e Miguel Bedê

Olokum, abre caminhos no mar
Pra minha Vila Passar
Depois da tempestade
Branca paz, felicidade, a bonança
O azul retorna a seu lugar
O povo de Noel singra a história em direção
À Arca de Noé que navegou pra salvação
Egito que embarcou, cultura milenar
À fria região, com o viking a velejar
A proa da ambição fez brilhar

Caravela "leve" a Vila, "Oriente"...
O paraíso é aqui, vem descobrir  (bis)
O "feitiço" dessa gente

Lágrimas corriam no semblante negro
Oceano de lamento nos tumbeiros
Jangadeiros sobre a bravura de um dragão
Negavam desembarcar a escravidão
Num cisne branco flutua
A luz do Almirante em noite de lua
O Barão de Mauá, se fez pioneiro
Na construção do naval
Que volta a soprar de cada estaleiro
Ventos à indústria nacional

É carnaval um "Rio" de prazer
Cada turista que chegar vai ver  (bis)
É linda, a Vila balançando nas ondas do mar...
Rumo à vitória navegar

 

2004

ENREDO: A Vila é Para Ti
COMPOSITOR(ES): Leonel, Serginho 20, Sidney Sã, Professor Newtão e André Diniz

Reluz na avenida
Chegou minha Vila a girar
Sonho cobiçado
Brilho dourado, conquistar
Segui teus encantos, veio azul e branco
Encontro a “jazida do mar”
Terra desejada por piratas
Índio e natureza em comunhão
Fé e interesses portugueses
Negro e o suor da escravidão

É a Vila a caminho do ouro
Foi doce chegar até lá
  (bis)
No “compasso” o traço e um povo
Que construiu a liberdade em seu lugar

Um paraíso de riquezas naturais
Que preserva tradições
E se “alinha” às transformações
A paz dos hippies encontrando a morada
O amor, sua bandeira
Também é uma Veneza brasileira
Tanta beleza em Paraty
Me embriagou e saí por aí
Unindo a alma do carnaval
A um patrimônio da história mundial

É o orgulho na avenida cantar,
Refletir...
  (bis)
O meu canto em poesia, no mar
A Vila é Para Ti

 

2002

ENREDO: O glorioso Nilton Santos... Sua bola, sua vida, nossa Vila...
COMPOSITOR(ES): Leonel, Serginho 20, Si, Leno Dias e Ivan da Wanda

Alma e paixão popular
A coroa a girar, "é show de bola"
No futebol, "escola" da vida
Ou quando entro na avenida
Busco a glória da vitória
Sob o manto azul-e-branco
"Gol de placa" é Nilton Santos
"Falta pouco" pra gritar é campeão
Esse jogo veio lá da Inglaterra
Espalhou-se pela Terra, está em cada coração

"Tem peixe na rede" e um menino atrás da bola
Talento, simplicidade e raça
  (bis)
Vira artista do gramado, para sempre idolatrado
Explode em grito de gol a massa

Glorioso, estrela a brilhar
"Enciclopédia" a irradiar
No Maracanã ou pelo mundo inteiro
Vestia o orgulho de ser brasileiro
Tantos sonham ser Nilton Santos
"Santificado" nos campos
Lenda viva do esporte mundial
A taça é nossa, a gente segue o seu exemplo
Eterniza em nosso "templo"
Sua história "em forma" de Carnaval

Bate palma, "bate-bola", bate junto bateria
Igualzinho ao Nilton Santos, "toca com categoria"
  (bis)
É o gingado da baiana, é futebol, samba no pé
"A galera já delira", minha Vila "dando olé"

 

2001

ENREDO: Estado maravilhoso cheio de encantos mil
COMPOSITOR(ES): Claudinho, Miguel Bedê, Jejê do Caminho e Haroldo Filho

Vamos renascer
Nessa explosão tão colorida
Gritando: Viva o Ano Novo!
Na esperança de ver um povo feliz
E sair por aí, pra conferir o que se fala
Do Rio de Janeiro e seu interior, jóia rara
Tão maravilhoso e cheio de encantos mil
Centro cultural do meu Brasil

Amor, me leva
Nessa barca eu também vou
  (bis)
Vou que vou
Sou turista neste dia
E no meio da folia
Sou um menestrel do amor

E a viagem continua
Sobe serras, vê-se terras
Um grande manancial, que litoral!
Nosso solo tem riqueza
Generosa natureza
Aí tem Dedo de Deus
Em Duas Barras
Vi Festa de Reis, mineiro-pau
Dessa viagem sem igual
Volto ao Rio em fevereiro
Pra brincar meu Carnaval
Laiá, laiá, que maravilha!
A magia está no ar
  (bis)
Nessa fonte de energia
Minha Vila é minha vida
A emoção me faz cantar

 

2000

ENREDO: Eu sou índio, eu também sou imortal
COMPOSITOR(ES): Evandro Bocão, Serginho "20", Tito, Leonel e Ivan da Wandal

Ouvindo os murmúrios da cascata
A minha Vila foi pra mata
E, ao voltar, canta o que tenho pra mostrar
A avenida vira aldeia, "Porto Seguro"
Pro azul e branco me exaltar
O samba e a alma de um povo
"Unidos" tal qual oração
Tupã abençoando esta união

Iara do Igarapé, meu coração é seu lugar
A proteção do meu pajé
  (bis)
Abre os caminhos para a Vila desfilar

Vi lá em harmonia com a floresta
Em canto, dança, caça e pesca
Respeito à criação de um Deus Maior
Vi lá, sabedoria em minha gente não letrada
Jaci iluminar a madrugada
Sublimes rituais e soluções medicinais
Vila querida!
Guerreira, tua coroa hoje é cocar
Cavaco é arco e flecha, "lança" nessa festa
Um rio de amor em pleno carnaval
Ao ver tanta cultura me faz tua pintura

Hoje eu sou índio, eu também sou imortal!
O meu tambor vai ecoar a noite inteira
  (bis)
A "tribo-Brasil" festeja o ano 2000
500 anos, a história brasileira

 

1999

ENREDO: João Pessoa, onde o Sol brilha mais cedo
COMPOSITOR(ES): Evandro Bocão, Serginho "20" e Tito

Viajando pra onde o sol brilha mais cedo
Abro as portas das Américas
Sob a luz te faço enredo
Chão de potiguaras, tabajaras, cariris
Raízes desse povo lutador
A mulher por sua terra vira macho, sim senhor

Filipéia abençoada
Por missões estrangeiras cobiçada
É negra, é sangue, é verde mata
Não "nego" tua bandeira tão amada

Folia se faz... na rua
Dançando ao clarão... da lua
  (bis)
Xaxado ou forró, o sanfoneiro
Mostra a força do folclore brasileiro

Tua gente fascinante
Borda em rendas a história
Molda a vida em argila
A natureza, a maior glória
O astro-rei, o azul do mar...
A culinária, o paladar
Nos doces frutos do teu chão, o sabor da região

A arte embala a inspira, suave, a brisa
Convida o luar pro dia descansar,
O pôr-do-sol ouvindo o Bolero de Ravel
Cai a noite, estrelas lá no céu
Brilham para Vila Isabel

Acorde Brasil, no acorde da Vila
Hoje sou João Pessoa, sou a força Paraíba
  (bis)
Do braço do mar pros braços do povo
Luz que vai guiar um mundo novo

 

1998

ENREDO: Lágrimas, suor e conquistas no mundo em transformação
COMPOSITOR(ES): David da Vila, Sérgio Freitas e Helinho Mascote

O homem no tempo guerreia
Seu rastro semeia ambição
É a chama da conquista acesa no seu coração
"A luz de Roma se apaga"
Daí se propaga a transformação
O clero, a bem da verdade,
Julgava o herege na inquisição

Baila no ar a esperança
O homem avança no velho mar
  (bis)
Um horizonte de riquezas
Fazia a Europa prosperar

Da burguesia surge o renascer
Valorizando ideais
Aniquilando o jeito de ser
Da soberania dos feudais
A sede da cobiça deságua na deriva das águas
A chegada triunfal
Às Índias, ao novo continente
E a este paraíso tropical
Velas ao vento! O rei mandou
O navegante outras terras conquistou
Tantos sem terra ficaram!
A sabedoria o poder contestou
Raios divinais iluminaram a humanidade
Na França movimentos radicais
Deram ao mundo outra mentalidade

No girar da coroa, a liberdade
Igualdade ecoa no meu cantar
  (bis)
A Vila, numa boa, agita o Carnaval
É fraternidade universal
O homem...

 

1997

ENREDO: Não deixe o samba morrer
COMPOSITOR(ES): J. C. Couto

Rio de Janeiro
Não deixe o samba morrer
Ouça esse grito de alerta
Faz o Sol renascer
Viver na inspiração desses poetas
Ratifica nossos laços
Com a mais pura raiz
Pra que o samba tenha espaço
No carnaval desse país

Hoje a festa do povo
Faz a gente sambar
  (bis)
Vendo blocos e corsos
Como é bom recordar

Lindo é ver um sonho em fantasias
Vem mergulhar na nostalgia
Os velhos tempos não se vão jamais
Era nossa cidade a passarela
Que hoje a Vila traz tão bela
Os bons momentos tradicionais
O meu coração, batendo forte nos salões
Pierrôs e colombinas
E o Zé-Pereira com a multidão

Vem nessa onda, ioiô
Vem nessa onda, iaiá
Porque o samba é arte popular
Vem nessa onda, ioiô
Vem nessa onda, iaiá
Porque o samba não vai acabar

 

1996

ENREDO: A heróica cavalgada de um povo
COMPOSITOR(ES): Tião Grande e Cafu Ouro Preto

Baila minha porta-estandarte
E com a Vila vem mostrar toda emoção
A heróica cavalgada de um povo
Sua história, seus costumes, tradições
Sepé Tiaraju protege a terra
Na luta contra a força da invasão
Fez da bravura sua arma
Defendendo os sete povos das missões
São Pedro do Rio Grande do Sul
Se faz província, ganha capital
Porto dos Casais tem charqueadas
Lanceiros negros dançam nas congadas

Epopéia Farroupilha, clamor de voz
Chimangos ou Maragatos
  (bis)
O gaúcho é aclamado o grande herói

Progresso, miscigenação
O vento sopra, traz a colonização
Cerveja, dança, culinária
Festa da Uva, o churrasco e o chimarrão
Brilha no ar a Senhora Liberdade
E no Rincão um canto de felicidade
Boitatá é brasileiro
Cuida do rebanho Negrinho do Pastoreio
E a Salamanca do Jarau, que o folclore nacional
Mostra para o mundo inteiro

Bailando na avenida minha Vila Isabel
Faz o Grenal mais bonito
  (bis)
Com Lupicínio e Noel

 

1995

ENREDO: Cara ou coroa, as duas faces da moeda
COMPOSITOR(ES): Evandro Bocão, André Diniz

O cauri que eu vou jogar já foi dinheiro
O salário vem do sal que é tempero
  (bis)
No azul desse mar eu faço o meu Carnaval
Com a Vila levantando o meu astral

A Vila ao girar sua coroa
Mostra a cara na avenida
E diz que a vida sempre foi um troca-troca
A Arábia em duas faces se escondia
Atraindo pro Oriente os interesses da Europa
Ao aumentar suas fronteiras
Surgiram novas rotas financeiras
O ciclo da moeda refletia
O comércio das especiarias

O "Eldorado Negro", império e tesouro
  (bis)
Taghaza transformava "ouro em pó" em pó de ouro

Renascem da evolução novos filões
Entre o Ocidente regiões
Daí a cobiça tão viril
Caravelas aportaram no Brasil
Um paraíso, um "colírio" no olhar
Novo eldorado fez a corte delirar
Pregoeiros de riquezas
Pau-Brasil de mão em mão
Nosso chão virou senzala
Um mercado a escravidão
D. João trouxe o progresso
A inflação deixou de herança
No real, realidade é a esperança

 

1994

ENREDO: Muito prazer! Isabel de Bragança e Drumond Rosa da Silva, mas pode me chamar de Vila
COMPOSITOR(ES): Vilani Silva "Bombril", Evandro Bocão, André Diniz

Vou cantando...
Os meus encantos vou mostrar
  (bis)
Muito prazer, eu sou a musa, sou a fonte
Deixa meu feitiço te levar

Antes habitada pelos índios
E os jesuítas cultivaram a cana no meu chão
Era "Fazenda dos Macacos"
A preferida do Imperador desta nação

Também fui o dote de D.Pedro para duquesa
Com o progresso de Drumond
Ganhei cultura e requinte "à francesa"

"Peguei o bonde", "passei" no Boulevard
E a "Confiança" é doce recordar
  (bis)
"Os três apitos" cantados por Noel
Ainda ecoam pela Vila Isabel

Blocos, corsos, "lenhadores"...
Alegria dos meus carnavais
Embalei, os namorados
Na magia do amor formei casais

Em noites de festas, serestas, violões e "Os Tangarás"
Virei a predileta dos amantes e poetas
Gravados nas calçadas musicais

Desperta "Seu China"! Acorda "Noel"!
Pra ver a nossa escola desse branco azul do céu
E o "Zé Ferreira" (alô Martinho!)
Vem saudando a multidão
Pode me chamar de Vila
Que orgulho é o meu "Brazão"!

Quem põe não tira
Nesta ceia popular
  (bis)
Sou do morro à nobreza
E de quem quiser amar

 

1993

ENREDO: Gbalá - Viagem ao templo da criação
COMPOSITOR(ES): Martinho da Vila

Meu Deus
O grande Criador adoeceu
Porque
A sua criação já se perdeu
Quando acaba a criação
Desaparece o Criador
Pra salvar a geração
Só esperança e muito amor

Então
Foram abertos os caminhos
E a inocência entrou
No templo da criação

Lá os guias protetores do planeta
Colocaram o futuro em suas mãos
E através dos Orixás se encontraram
Com o deus dos deuses, Olorum

E viram...
Viram como foi criado o mundo
Se encantaram
Com a Mãe Natureza
Descobrindo o próprio corpo compreenderam
Que a função do homem é evoluir
Conheceram os valores
Do trabalho e do amor
E a importância da justiça
Sete águas revelaram em sete cores
Que a beleza é a missão de todo artista

Gbalá é resgatar, salvar
E a criança, esperança de Oxalá
Gbalá, resgatar, salvar
A criança é esperança de Oxalá

Vamos sonhar...

 

1992

ENREDO: A Vila vê o ovo e põe às claras
COMPOSITOR(ES): Sidney Sã, Miro Jr., Carlinhos da Vila, Claudinho do Orvalho e Arturzinho Só

Vila Isabel, neste mar de amor (de amor)
Veleja nas ondas
Que o passado nos soprou
Quando as três embarcações
Nas Américas surgiram
Outras civilizações
A estas terras (bis)
Já tinham chegado
Negros africanos
Do Império da mandinga
Já navegavam os sete mares
Há provas no solo mexicano
Cabeças de negros
Moldadas em pedras antes de Colombo
Movidos pela ambição
Os europeus chegaram ao continente novo
Que ainda é
A galinha (bis)
Dos ovos de ouro
A flora devastaram
Poluíram rios e mares
Agredindo a ecologia
E a paz que bailava nos ares
Índios foram dizimados
Mas aos negros revoltados
Outros se irmanaram
Assim resistiram
E o Brasil nasceu cafuzo
De Oxalá e Tupã
Na mata tem mironga, eu quero ver

As ervas que
Servem pro bem e o mal
  (bis)
Do maracatu
Ao nosso carnaval

Erês, curumins
Quilombolas
  (bis)
A Vila vê o ovo e põe às claras
Verdade não contada na escola

 

1991

ENREDO: Luiz Peixoto - E tome polca
COMPOSITOR(ES): Adil, Celsinho, Jorge Secretário e Helinho

Vem, vem amor...
Que a minha Vila hoje é poesia
Entre acordes musicais
É lirismo, show e fantasia
Para exaltar, um inusitado poeta
Literato e compositor
E suas obras que o tempo consagrou

"E tome polca...", "Iaiá..."
Sua arte ainda encanta
  (bis)
E me faz cantar

Retratando a bela época
Caricaturando nosso Rio de Janeiro
Cinema e teatro de revista
Luiz Peixoto foi o pioneiro
Almofadinhas, melindrosas
E avenidas eram inspiração
Até o "M" de Maria, na palma da sua mão
"O olhar da mulata..." Que seduzia!
Vendilhões e realejos, em pregões e melodias
"O verde-esperança" desta mata tropical
E os negros foram artes literária e visual
Com sua divina vocação
Criou, criou, criou... (e cantou)
Que a pequena notável
Dolarizou e não americanizou
E a Vila, faz na folia um sarau
Polca-sambando neste Carnaval

Põe tempero baiana
Esquenta batuqueiro
  (bis)
Enquanto há chama neste candeeiro

 

1990

ENREDO: Se esta terra, se esta terra fosse minha
COMPOSITOR(ES): Jorge Tropical, Jorginho Pereira, Anninha Guedes, Antônio Grande e Vilani Silva - o "Bom Bril"

Vem de longo tempo
O mesmo cantar
Se esta terra fosse minha, se esta terra
Eu iria semear, semear...
Assim disse o português
Ao ver tanta riqueza neste chão
Quando os invasores aportaram
Com a sede louca da ambição
Cana-de-açúcar e pau-brasil
Uma delirante obsessão

(Mas brilhou...)
Brilhou no ouro a cobiça
Levando os bandeirantes ao sertão
Com o progresso e a colonização
Era o índio espancado sem perdão

E o herói Guarani
Gritou forte defendendo sua terra
  (bis)
Mas de nada adiantou
Aquele grito de guerra

Se minha fosse esta terra
Das pedras nasceriam flores
Com sangue, suor e lágrimas
Cantou o negro em suas cores (mas vindo...)

Vindo... lá das bandas do Agreste
- Terra seca do Nordeste
O homem em busca de aventuras
Quando a vontade mais pura do irmão
Era produzir no seu quinhão

(Se esta terra...)
Se esta terra fosse minha
É a Vila a cantar
  (bis)
Que felicidade é dividir
Com igualdade pra reforma reformar!

 

1989

ENREDO: Direito é direito
COMPOSITOR(ES): Jorge King, Serginho Tonelada, Fernando Partideiro, Zé Antonio e J.C. Couto

É hora da verdade
A liberdade ainda não raiou
Queremos o direito de igualdade
Viver com dignidade
Não representa favor
Hoje, a Vila se faz tão bonita
E se apresenta destemida
Unida pelos mesmos ideais
Lutando com a maior sabedoria
Contra os preconceitos sociais
A Declaração Universal
Não é um sonho, temos que fazer cumprir
A justiça é cega, mas enxerga quando quer
Já está na hora de assumir (eu sei)
Sei que quem espera não alcança
Mas a esperança não acabará
Cantando e sambando acendo a chama
E sonho um novo dia clarear

Clareou
Despertou o amor, que é fonte da vida
  (bis)
Vamos dar as mãos e lutar
Sempre de cabeça erguida

E quando o amanhã surgir, surgir
A flor da paz se abrir, se abrir
Será prosperidade
A brisa vai trazer mais alegria
No mundo haverá fraternidade

Direito é direito
Está na declaração
  (bis)
A humanidade
É quem tem razão

 

1988

ENREDO: Kizomba, a festa da raça
COMPOSITOR(ES): Rodolpho, Jonas e Luiz Carlos da Vila

Valeu Zumbi!
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a abolição
Zumbi valeu!
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e maracatu

Vem menininha pra dançar o caxambu
  (bis)

Ôô, ôô, Nega Mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ôô, ôô Clementina
O pagode é o partido popular

O sacerdote ergue a taça
Convocando toda a massa
Neste evento que congraça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção

Esta Kizomba é nossa Constituição
  (bis)

Que magia
Reza, ajeum e orixás
Tem a força da cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais

Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
  (bis)
Nossa sede é nossa sede
De que o "apartheid" se destrua
Valeu!

 

1987

ENREDO: Raízes
COMPOSITOR(ES): Martinho da Vila, Ovídio Bessa e Azo

A Vila Isabel, incorporada de Maíra
Se transforma em deus supremo
Dos povos de raiz
Da terra kaapor
O deus morava nas montanhas
E fez filhos do chão
Mas só deu vida para um
No templo de Maíra
Sete deusas de pedra
Mas vida só pra uma
Destinada a Arapiá
Querubim Tapixi guardava a deusa para ele
Que sonhava conhecer a natureza

Então ele fugiu
Da serra, buscando emoções
E se encontrou com a mãe dos peixes Numiá
Por ela, Arapiá sentiu paixão
E quatro filhos Numiá gerou

Verão, calor e luz
Outono, muita fartura
Inverno, beleza fria
  (bis)
Primavera, cores e flores
Para enfeitar o paraíso

Mas eclodiu a luta entre os dois amantes
Pelo poder universal
Vovô Maíra interferiu na luta
E atirou os dois pro ar
Pra lá no céu jamais poderem se envolver

Arapiá, Guaraci, bola de fogo
E Numiá, é Jaci, bola de prata
  (bis)
E fez dos quatro netos, governantes magistrais
Surgindo, assim, as estações dos anos
A Vila Isabel...

 

1986

ENREDO: De alegria cantei, de alegria pulei, de três em três, pelo mundo rodei
COMPOSITOR(ES): David Corrêa e Jorge Macedo

Sou rei, sou luar
Na vida eu tudo e nada, la laiá lá
Vira, brinca em três dias
E cai de quatro na folia
Não venha agora me sacanear
Levando o meu samba pra lá
Que ontem era popular
Já joguei minha tristeza, iaiá
Nas ondas de prata do mar
Ô ô ô ô ô ô, canto q saudade que ficou, ficou
O morro desce, me alucina
Fazendo o mundo girar

É passo, é pó, é paetê
Pro rei rodar
  (bis)
Ô lelê
Mas o mundo é pra eu brincar

(Ai, o mundo...)
O mundo viajando na canção
Alô, alô, viola
Um dengo de um repique pelo ar
Um ai me deixa
De cavaco e ganzá
Requebra quero ver
Quebrando pra mexer
Ô lê lê lê lê lê lê lê
Será, ô será
Que o samba ginga na voz Brasil
Mas deixa isto pra lá
E vá na pura do barril (ô nana)

Ô nanã ê okê
Ô nanã ê oka
  (bis)
Axé pra quem brincar

 

1985

ENREDO: Parece até que foi ontem
COMPOSITOR(ES): David Corrêa, J. Macedo, Tião Grande

Eu vou desaguar neste encanto
De riso pra decantar
Deixa eu ser a sua fonte cristalina
Ser criança nesse olhar
Poema que afaga
É vento que o arauto soprou
Eu dei pra ti uma cidade doce
Há cheiro de doce no ar
Inhá Preta, um doce de amor

Entra nessa roda
Menino vem cirandar
  (bis)
Eu perdi a conta
Na ponta do meu polegar

No baile colorido lá vou eu
Pra ver Cinderela, mel de amor
Menina e o vento fez o par
Vem Narizinho na luz do luar
No Sítio Encantado, rolar, correr
Sentir a brisa do amanhecer
Oh minha Vila!
Contigo de braço rodei
Dançando no azul do horizonte
Eu e ela, parece até que foi ontem
(Eu digo balão...)

Ê balão (balão, balão)
Balão que leva eu
  (bis)
Balão me dê luar
E o céu pra eu brincar

 

1984

ENREDO: Pra tudo se acabar na quarta-feira
COMPOSITOR(ES): Martinho da Vila

A grande paixão
Que foi inspiração
De um poeta é o enredo
Que emociona a velha-guarda
Lá na comissão de frente
Como a diretoria

Glória a quem trabalha o ano inteiro
Em mutirão
São escultores, são pintores, bordadeiras
São carpinteiros, vidraceiros, costureiras
Figurinista, desenhista e artesão
Gente empenhada em construir a ilusão
E que tem sonhos
Como a velha baiana

Que foi passista
Brincou em ala
  (bis)
Dizem quem foi
Um grande amor de um mestre-sala

O sambista é um artista
E o nosso tom é o diretor de harmonia
Os foliões são embalados
Pelo pessoal da bateria
Sonhos de reis, de pirata e jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Mas a quaresma lá no morro é colorida
Com fantasias já usadas na avenida
Que são cortinas
E são bandeiras
Razões pra vida
Tão real da quarta-feira
(É por isso que eu canto...)

 

1983

ENREDO: Os imortais
COMPOSITOR(ES): Rodolpho, David da Vila, Jonas e Jorge King

Meu samba
Entra feliz na academia
E faz um elo com os imortais
Tira os fardões e veste a fantasia
Neste meu sonho que traz
Sinhazinha passeando na liteira
É tempo de namorar
Esmeraldas colorindo as bandeiras
Envergonhando o luar
Vem da cascata uma sinfonia divinal
Cecy e Pery se amando
A tribo festejando em ritual

Jandaia conta na Jurema
O arco-íris borda o céu da Iracema
  (bis)

Gemidos nas senzalas
Nos sertões, o grito de dor
O cangaço espalhando a rebeldia
Mas a poesia faz viver o amor
No meu despertar
Me vi tão criança
Nos braços da felicidade
Soltei meu balão, brinquei na ilusão
Cantei e sorri sem maldade

Eu queria ser amado
Tanto quanto é a Bahia
  (bis)
Ser chamado de sinhô
Contemplar a Yaô
No desabrochar do dia

 

1982

ENREDO: Noel Rosa e os poetas da Vila nas batalhas do Boulevard
COMPOSITOR(ES): J. Albertino

Resplandeceu
Iluminando a minha vida
Uma estrela que surgiu
A desfilar nesta avenida
Em raios coloridos
Contagiando o povão de alegria
Esta é a Vila
Brilhando neste dia de folia

Ô ô ô ô ô
Ô ô ô
  (bis)
Nesta noite reluzente
Lembramos um passado envolvente

As batalhas do Boulevard
E os poetas da Vila Isabel
Belos corsos, pierrôs e colombinas
Sob chuvas de confete e serpentinas
Desfiles de fantasias
Blocos de sujos e outros mais
Encantavam os antigos Carnavais

De azul e branco
Por este mundo sem fim
  (bis)
Lembrando Noel Rosa
Eu vou cantando assim

Até amanhã, se Deus quiser
Eu volto novamente pra lhe ver
  (bis)
Vou fazer o que puder
Pra você nunca mais me esquecer

 

1981

ENREDO: Dos jardins do Éden, à era de Aquarius
COMPOSITOR(ES): Jonas, Lino Roberto e Tião Grande

Uma nova era
O sol iluminará
Num facho de Quimera
A luz nos alcançará
Oh, que maravilha é o jardim
Ao qual iremos retornar, retornar

Nas previsões para a era de aquários, a paz
A paz sobre nós reinará
  (bis)

O homem com a sua expulsão
Saiu do Éden a explorar nosso planeta
Desenvolvendo a arte e a ciência
Impulsionando o poder da razão
Para desvendar todos os segredos
Que envolviam a mãe natureza
No Oriente a força mágica dos astros
Era obra da divindade
E o homem confiante consultava
O caminha da prosperidade

A chama brilha, brilha a chama do progresso
Num futuro que virá
Está bem perto o paraíso
Com a conquista do universo
E a Vila Isabel se faz presente
Num vendaval de alegria
Cantando em verso e prosa o dia-a-dia

Gira, Gira, meu povo
Deixe a vida girar
  (bis)
No final desta gira
Só o amor encontrar

 

1980

ENREDO: Sonho de um sonho
COMPOSITOR(ES): Martinho da Vila, Rodolpho e Graúna

Sonhei
Que estava sonhando um sonho sonhado
O sonho de um sonho
Magnetizado
As mentes abertas
Sem bicos calados
Juventude alerta
Os seres alados

Sonho meu
Eu sonhava que sonhava
  (bis)

Sonhei
Que eu era um rei que reinava como um ser comum
Era um por milhares, milhares por um
Como livres raios riscando os espaços
Transando o universo
Limpando os mormaços

Ai de mim
Ai de mim que mal sonhava
  (bis)

Na limpidez do espelho só vi coisas limpas
Como uma Lua redonda brilhando nas grimpas
Um sorriso sem fúria, entre o réu e o juiz
A clemência, a ternura
Por amor da clausura
A prisão sem tortura
Inocência feliz
Ai meu Deus
Falso sonho que eu sonhava
Ai de mim
Eu sonhei que não sonhava

Mas sonhei...

 

1979

ENREDO: Os dourados anos de Carlos Machado
COMPOSITOR(ES): Jonas, Rodolpho, Tião Grande e Luiz Carlos

Bela época
Com o luxo e a arte a sorrir
A malícia retratada
Na elegância do vestir
Eram festas
Cada show uma obra de amor
Era um festival de cores
E poesia, que esplendor!
Oba, oba, com o feitiço da Vila eu cheguei
Oba oba chegou o rei
Vim mostrar a alegria
Da boemia, cassinos e cafés
A mulata que fascina
Carnavais e cabarés

Lembro Noel, Chico e Lalá
Pierrôs e colombinas
  (bis)
E a platéia a delirar

Fiz da noite o meu reinado
O meu mundo encantado
Iluminei
Palcos e lugares que passei
E a Bahia decantei
Nas "graças do Bonfim"
Baianas enfeitadas
De sandálias prateadas
E turbantes de cetim (e o Rio...)

O Rio amanheceu cantando lá lá lá
O Rio amanheceu cantando
Clarins em fá
(Tão bela...)

 

1978

ENREDO: Dique, um mar de amor
COMPOSITOR(ES): Jarbas, Garganta de Ferro, Boanezio e Augusto Messias

Vindo da África distante
Lendas e crenças fascinantes
Só vovô sabe contar
Como se fez bela a natureza
Os deuses de grandeza
O céu, a terra e o mar
De uma grande união
Com todos os seus orixás
Força, luz e esplendor
Prá governar
O seu reino de amor
Todo ano na Bahia tem romagem
Na mistura de seus cantos
São preces em homenagem

Chuê chuê
Chuê chuá
  (bis)
As ondas levam saveiros
Com oferendas a Yemanjá

Lendas e crenças
Vamos mostrar pra vocês
  (bis)
O vovô, por favor conte outra vez

 

1977

ENREDO: Ai que saudade que eu tenho
COMPOSITOR(ES): Dida, Gemeu e Rodolpho

Ai que saudades que eu tenho
Da Lapa que simbolizou
A boêmia de ontem
Que nem o tempo apagou
Do teatro de revistas
Que na Tiradentes,

Muito tempo imperou
Ah, que saudade do cassino
  (bis)
Que mudou tanto destino
E o artista consagrou

Noel...
És amor, és poesia
Tua Vila carnaval
Cantando nostalgia,
La ra ra
Como era lindo,
Nos Carnavais
O pierrô, a colombina
E os ranchos tradicionais
Da Praça Onze,
Que bom lembrar
Quando as escolas iam desfilar
Onde os sambistas iam batucar

Abre a roda meninada
Que o samba virou batucada
  (bis)

Ai, que saudade...

 

1976

ENREDO: Invenção de Orfeu
COMPOSITOR(ES): Rodolpho, Paulo Brazão e Irani

Ilhado na imaginação
Que mar de fantasia
O poeta vai cantando
Estórias tão sem história
De tristeza e alegria

No seu veleiro sem vela
Peixe que voa
  (bis)
Ave que é proa

Tem o barão, triste barão
Um homem sem reinado
Tem girassol reluzente
Tem leão rei coroado

Navegando, navegando
Navegando sem parar
  (bis)
Dedilhando sua lira
Fazendo o vento cantar

Em seus devaneios
Imagens diferentes
Cavalo todo de fogo
Mulheres metade serpente
Nesta ilha inventada
Procurando sua amada
Seu candelabro astro-rei
E a mulher imaginada
Desperta então o poeta
Clamando Orfeu
Clamando Orfeu

Uma luz nas trevas se acendeu
Mentira pra quem não crê
  (bis)
Milagre pra quem sofreu

 

1975

ENREDO: Quatro séculos de paixão
COMPOSITOR(ES): Tião Graúna e Arroz

Quero o perfume das flores
Ação, luz e cores
Nesta festa popular
Eu sou o teatro brasileiro
Da vida o espelho verdadeiro

Sambando neste Carnaval
Com a minha arte que é imortal
  (bis)

Barreiras as venço com bravura
Transmitindo a toda gente
Distração e cultura
Sou a magia permanente
Que na história do Brasil
Sempre se fez presente

Tenho beleza, sou a esperança
Trago alegria
  (bis)
Neste dia de folia

 

1974

ENREDO: Aruanã-Açu
COMPOSITOR(ES): Paulinho da Vila, Rodolpho

A grande estrada que passa reinante
Por entre rochas, colinas e serras
Leva o progresso ao irmão distante
Na mata virgem que adorna a terra
O uirapuru, o sabiá, a fonte,
As borboletas, perfumadas flores
A esperança de um novo horizonte
Traduzem festa, integração e amores

Lá, lá, laiá, lá, laiá
Lá, laiá, lá, laiá
  (bis)
Ô, ô

Noite de festa na praça da aldeia
Dançam em pares índios Carajás
E lá no céu brilha a Lua cheia
Iluminando os mananciais
Raça morena que desbrava a mata
Canta a beleza do alto Xingu
Adora lendas, rios e cascatas
Pois isso é Aruanã-açu

Tem seringueiro, tem pescador
Índio guerreiro que também é caçador
  (bis)

 

1973

ENREDO: Zodíaco no samba
COMPOSITOR(ES): Paulo Brazão e Irany S. Silva

Abriu-se a cortina do universo
Pra Vila cantar em verso
Uma história astral
Uma astrologia criada
Na primeira madrugada
A sorte foi lançada
Daí pra frente não há futuro nem presente
Que o destino esteja ausente

Nada se fez, nada se faz
Os astros não mentem jamais
  (bis)

Dim dim dim, dim dim dim
O destino é assim
  (bis)

Se cada tem signo tem sua missão
Seja virgem, libra ou leão
Por que a sorte procurar
Se ela em suas mãos virá
Hoje tudo é sonho, fantasia
Esplendor e folia
Nesta era em que Aquarius nos traz
Felicidade, amor e paz

Cheguei a ver na bola de cristal
Que os astros vêm brincar o Carnaval
  (bis)

Dindinha lua, dindinha lua
Desça do céu e vem sambar na rua
  (bis)

 

1972

ENREDO: Onde o Brasil aprendeu a liberdade
COMPOSITOR(ES): Martinho da Vila

Aprendeu-se a liberdade
Combatendo em Guararapes
Entre flechas e tacapes
Facas, fuzis e canhões
Brasileiros irmanados
Sem senhores, sem senzala
E a Senhora dos Prazeres
Transformando pedra em bala
Bom Nassau já foi embora
Fez-se a revolução
E a Festa da Pitomba é a reconstituição

Jangadas ao mar
Pra buscar lagosta
  (bis)
Pra levar pra festa em Jaboatão
Vamos preparar lindos mamulengos
Pra comemorar a libertação

E lá vem maracatu
Bumba-meu-boi, vaquejada
Cantorias e fandangos
Maculelê, marujada
Cirandeiro, cirandeiro,
Sua hora é chegada
Vem cantar esta ciranda
Pois a roda está formada

Cirandeiro, cirandeiro, oh
A pedra do seu anel
  (bis)
Brilha mais do que o sol

 

1971

ENREDO: Ouro mascavo
COMPOSITOR(ES): Jonas, Arroz e Djalma

Ao despertar do dia
O povo com imensa alegria
Festejava a moagem da cana
Ao som de vibrante melodia
Vivendas ornadas de lindas flores
Davam um toque sutil e atraente
Numa mistura de cores
Nos terreiros bandeiras a oscilar
Sorriam brancos e negros
Ao verem a moenda girar

Gira gira moenda
GIra sem parar
  (bis)
Pra fazer garapa
Pra negro velho tomar

No auge da festa colossal
Na casa grande
O luxo e a graça imperavam
Senhores e damas desfilavam
No salão senhorial
Esquecendo a senzala
Num canto forte que fala
Batucando com efusão
Os negros dançavam
Sob grande emoção

Ô ôôô ôôô
Ao Ouro Mascavo
O nosso louvor
Ô ôôô ôôô
Hoje é dia de festa
Senhor

UNIDOS DE VILA ISABEL

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