UNIDOS DE LUCAS

SAMBAS-ENREDOS

 

2007

ENREDO: Circo, futebol e samba, a expressão de um povo
COMPOSITOR(ES): Carlinhos Boemia, Mozart barros, Licínio Simpatia, Ernandes Tinta Forte, Cosminho da Tia, Beto Piranha e Cossito

Vejo um brilho diferente de felicidade
Em cada gesto, em cada olhar
O circo do samba chegou
É arte é cultura popular
Luzes iluminam os atores
O show vai começar
É a sedução de interpretar
Que faz o povo delirar

Tonho ou realidade
Tudo pode é só querer  (bis)
Vem vestir vermelho e ouro
E deixe o resto acontecer

Nesse festival de emoção
CIrco, futebol e samba
Mexem com meu coração
Torcer, torcer, torcer
Sou da torcida organizada
Que não gosta de perder
Pode aplaudir Sapucaí
Meu samba está em alto astral
Sinto alegria fluir
Na beleza do meu carnaval

Sou trapezista, malabarista
No futebol sou pentacampeão  (bis)
Tenho orgulho de ser sambista
Lucas é minha paixão 

 

2006

ENREDO: Lua viajante (reedição Carnaval 1982)
COMPOSITOR(ES): Zeca Melodia, D. Gertrudes e Dagoberto de Lucas

Vale um tesouro
O que por merecer
Hoje a vermelho e ouro
Vem cantando pra você
Somente as dádivas do céu
Poderiam ofertar tanta grandeza
Àquela terra iluminada pela própria natureza
Em Exu (Exu), madrugada linda !
O vento soprou pro mar
Ao ver Zelação passar
Januário delirou (ô delirou)

Rogando uma boa sorte
Pr'um cabra-macho do norte  (bis)
Sanfoneiro e cantador

Vindo de uma terra quente
Onde viveu Lampião
Foi no Rio de Janeiro
Que o famoso sanfoneiro
Tornou-se rei do baião
Com seu fole prateado
Quando voltou ao sertão
Lá no seu pé de serra
Onde deixou seu coração
Já cantava "Asa Branca"
Assum Preto, mula preta
Como se dança o baião (alô Luiz!)

Luiz, respeita Januário
Respeita os "oitos baixos"do seu pai  (bis)

 

2005

ENREDO: Mar baiano em noite de gala (reedição Carnaval 1976)
COMPOSITOR(ES): Carlão Elegante, Pedro Paulo e Joãozinho

Zamburei, atotô, aiê ieo, agoiê
(...e o negro chegou)
O negro chegou às terras da Bahia
No tempo do Brasil colonial
Com seus costumes e crenças, fé sem igual
O delogum, mareou todo o povo do mar
Netuno a participar das louvações da rainha do Aiuká

Uma pedra, uma concha
Pedra e concha têm areia
Quem mora no fundo do mar é sereia

E o povo da terra em romaria
Integrava-se à magia
Os saveiros dos milagres
No azul-verde do mar
Senhores, sinhazinhas arrumadas
E os pregoeiros a gritar:

Tenho frutas, balangandãs
Vem comprar para a deusa do mar lhe ajudar

Hoje a festa continua
E a raça se iguala
Cantos e batuques anunciam
O mar baiano em noite de gala

Muçurumim, nagô
Omolokô, Congo e Guiné  (bis)
Atotô de Zambi-rei do Candomblé

 

2004

ENREDO: Da Pedra Bonita, ao resgate social, Itaboraí uma história sem igual
COMPOSITOR(ES): Luis Carlos, Samuca, Edmilton de Bem e Sereno

Oh! Que linda tela, o criador pintou uma aquarela
Vou viajar em sua história
Relíquia do cenário nacional
Negro, nesse chão plantou riqueza
Ostentava a nobreza todo luxo imperial
O ouro verde reluziu como um tesouro
O café tão precioso na era colonial
Fonte cristalina que te fez surgir
Pedra Bonita que ao índio inspirou
Tens teu nome em Tupí
Um poema de amor... minha Itaboraí

Nessa terra tem bom mel... vem provar
Se encantar com o azul do céu... o luar  (bis)
Seus campos verdes, canaviais
Olhai as flores nos laranjais

Oh! Divina luz, ilumina seus mananciais
Quero desfrutar sua beleza
Ouvir cantar os pássaros nos manguezais
O barro tem a sua tradição
És o berço da cultura, és produto exportação
Me leva, nas suas festas de amor
Esse povo que tem fé
Rende tributo a seus vultos imortais
Avança pro progresso, orgulha esse país
A nova era que nos faz feliz

Trago paz, cidadania (ô, ô, ô)
Lucas faz a alegria, uma voz a ecoar  (bis)
Sapucaí, Itaboraí hoje quer te abraçar

 

2003

ENREDO: Bernard do vôlei, uma jornada de sucesso
COMPOSITOR(ES): Budica, F. Light, Klebinho, Derval, Lenildo, Nestor, Licinio, Basílio, Altair, Beto Professor, Tito, Nilton e Vilson Balthar

Galo de Ouro pinta o sete na avenida
Sua gente destemida
Mostra sua tradição
Nesta explosão de euforia
Este samba contagia, faz pulsar o coração

Do vôlei ao sucesso
Caminho aberto, história pra contar
Nas areias de Copacabana
Desde menino com o esporte a sonhar
Seu talento reluziu
Aos olhos de quem sabe treinar
No Fluminense foi jogar
Fazendo uma jornada espetacular

É saque, é bloqueio
Toda galera delirar  (bis)
É bronze, é prata, é ouro
Tantos tesouros
Bernard soube conquistar

Tocha acesa
A chama iluminar
E na nova geração
A esperança está no ar
Um exemplo de valor
Drogas não! A paz é o ideal!
Dando a mão à juventude
"Jornada nas Estrelas"
Hoje é Carnaval

Eu quero ver alegria
Ao som dessa bateria  (bis)
De mente sã e corpo são
Nesta folia

 

2002

ENREDO: Centenário de Paulo da Portela
COMPOSITOR(ES): Waldir Basílio, Adelson, Licínio, Elias e Sergio Walder

Paulo Benjamin de Oliveira
Foi belo o seu alvorecer
Vulto centenário dessa nossa história
Lucas canta pra você
Menino bom... Trabalhador
Lutou pelos direitos sociais
Pequena África
Crenças e costumes divinais

Agô... Agô ô ô... Obá
Olorum... Obatalá  (bis)
Atabaques e tambores ecoam
Em louvor aos orixás

Príncipe... Elegante negro
Por Oswaldo Cruz se apaixonou
Fascinado por cultura
Esse artista de grande valor
Fez do samba vida e obra tão singela
Consagrado pelo povo
Senhor Paulo da Portela

Sob o manto Azul e Branco Oh! Saudade
Voa Águia em poesia... Quanta Felicidade  (bis)
Bordo em vermelho e ouro... da cor do samba
A fidalguia de um bamba

 

2001

ENREDO: Agnaldo Timóteo, o filho de dona Catarina
COMPOSITOR(ES): Pinto, Licínio, Elias Azevedo, Paulo Roberto, Beto Piranha e Jairo

Desce o morro e vem ouvir
Meu cantar... meu cantar
Neste dia de alegria
Lucas vem exaltar
Timóteo, o cancioneiro popular
Mergulhei!
Mergulhei na idéia do artista
Dos seus sonhos fiz conquistas
Como é lindo o seu pensar
(Seu pensar)
Essa luz que me ilumina
Vem de Dona Catarina
A razão do meu versar
(A razão do meu versar)

Vim no trem da esperança
Pelas trilhas da canção  (bis)
E dos circos da cidade
Para os braços da nação

Eu quero!
Quero meu povo feliz
Ver nosso país
Fazendo como sempre fiz
Força, fé, esperança e amor
Tornando-se um vencedor

"Bota fogo" na tribuna
Dê seu grito de alerta  (bis)
Todos com a mente sã
O triunfo é coisa certa

 

2000

ENREDO: Se eu não cumprir promessa, me processa!!!
COMPOSITOR(ES): Roberto Farmaco, Maneco de Lucas, Rosângela Ribeiro e Viviane de Paula

Quem vive de promessa samba
Com bate-bola, malandro, ... e o marajá
Não contem com o ouro na galinha
Se o galo velho é mais de blá blá blá
Brasil quinhentos anos, no milênio da esperança
O "eu prometo" e "a realização'
Abaixo ao candidato que não cumprir de fato
O que prometeu vencida a eleição
Eu quero um trabalho, que diz o seu baralho?
Cigana! Leia a sorte em nossa mão

"Me engana que eu gosto", não é brincadeira
"Fala sério!"... O povo não "tá" de bobeira  (bis)

(Só promessa)
Só promessa... Babá, noivinha, bruxa e camelô
Prometem doce pra amansar "um diabinho"
Tem camisinha que até jura que não fura
Não vou mais fumar (não vou mais fumar)
Não vou mais beber (não vou mais beber)
Não paquero mais... É muito fácil prometer
Saúde, pão, educação, justiça ... e casa pra morar
Nem cegonha acredita, tantos anos de namoro
Na minha promessa de casar

Meu amor... "Me processa!"
Se eu não cumprir a minha promessa  (bis)
Venha com Lucas pro ziriguidum
Mas não me chama de "um sete um"
(Mas quem vive)

 

1999

ENREDO: Valeu Valença, Valeu Osmar
COMPOSITOR(ES): Messias Dória, Cosminho Magnata, Ivanildo e Maneco

Eu quero ver o "Galo" cantar
Vem nessa onda Lucas vai passar
Prestando homenagem a esse bamba
Valeu Valença - Valeu Osmar
É carioca da gema
Vasco da Gama de coração
No samba fez história
Salgueiro tantas vezes campeão
Chica da Silva
O rei de França na ilha da assombração
Quem não se lembra
O segredo das minas do rei Salomão
No sassarico da Colombo, sou freguês
Fez a Império da Tijuca delirar
Sob a batuta do grande malandro Osmar
É carnaval

Tem batuque, tem zoeira
Arrebenta bateria  (bis)
faz a festa a noite inteira

 

1997

ENREDO: Capela e Aprendizes o galo canta a sua história
COMPOSITOR(ES):

Fui capela e Aprendizes
Hoje sou Galo de Ouro  (bis)
Minha vida tem raízes
O meu passado é um tesouro

Fantástico, sensacional
A idéia do artista foi genial
Mesclando o passado e o presente
E o Galo canta neste carnaval
Devoção, cultura, futebol e poesia
Uma tabajara que fazia
Todo povo delirar

Chorei, chorei, mas sem querer chorar
Oi, abram alas, deixa a Capela passar  (bis)

Aí, eu gargalhei de alegria
Ao fazer a travessia
Um tamborim diferente eu escutei
Era uma euforia
Ali reinavam os aprendizes
Em verde e branco seu terreiro era um encanto
Que tempos felizes
Um pouco do sul, quanta riqueza
Festa da uva, novidade e beleza

Nesse samba fiz escola nessa escola estudei
Prato, taco, frigideira e no samba inovei

(E assim)
Assim surgiu o Galo de Ouro
Com seu primeiro desafio
Festa tradicional do Rio
Oh, Sublime Pergaminho
Lindo samba que marcou
Cidade feita de memória
Na ginga do samba Lucas conta sua história
(Eu fui...)

 

1996

ENREDO: Rua da Carioca a mais carioca do Rio
COMPOSITOR(ES):

A musa baila em meu interior
Viaja o poeta em desvario
Hoje Lucas canta em louvor
A rua mais carioca do Rio
Que através da voz do povo
Foi e sempre será
Um marco de grande imponência
Nos seus 300 anos de existência
Conta a história
Que na monarquia a guarda imperial
Vigiava os escravos
No chafariz do Largo principal
E com a República
O desenvolvimento despontou
Surgiu a bela arquitetura
E o comércio prosperou
Na Galeria Cruzeiro
Chegaram os malandros
O carnaval no bonde era maneiro
No Bar Luiz o chopinho gelado
Boemia, iguarias o ano inteiro
Confraria dos garotos
Brincalhões, velhos marotos
Espantam no Cine Íris o azar
Tem concurso de Rei Momo
Miss e rainha onde o povo
Brinca até o dia clarear

A carioca é, um canto de amor
História, arte e graça  (bis)
Que a S.A.R.C.A resgatou

 

1995

ENREDO: Os Quindins de Iaiá
COMPOSITOR(ES): Ribeiro, Messias Doria, Altair Cardoso e Cosminho Magnata

Me pega me leva
Nesse embalo eu também vou
Vou pro velho cais dourado
Sou Ioiô apaixonado
Foi Iaiá que me encantou
Oh linda mulata
Seus olhos da cor do mar
São lindos e tão brilhantes
Refletem a luz do luar é o saveiro que vem
é a jangada que vai
São pescadores com saudades de Iaiá
Lucas através dessa História
Traz os quindins de Iaiá
Bahia terra da magia
és rica em poesia
Do folclore popular
A lavagem do Bonfim
A festa do lava pé
és o mito de uma raça

Hoje o samba se propaga
Nessa festa popular  (bis)
Tem capoeira tem berimbau
é samba quente é carnaval

 

1994

ENREDO: Conservatória, cidade serenata, samba na Sapucaí
COMPOSITOR(ES): Birão, Tia Marlene e Luiz de Lima

A lua vem clarear
A poesia no recanto do colibri
Clareia a divina serenata
Conservatória faz a festa
Sambando na Sapucaí
Existe um cantinho na terra
Entre o céu e as serras
Distante do rio-mar
Uma cidade feliz, berço dos araris
Terra fértil igual a essa não há
Até a Maria Fumaça
Um dia foi e por lá ficou
Virou brinquedo de criança
Parou na praça e nunca mais voltou
Sublime noite estrelada
A brisa da madrugada
A me inspirar, inspirar
Qual pierrô da Colombina
Com seu arlequim sempre a cantar
Cada rua um poema
Toda casa tem o nome de uma canção
Sua arquitetura secular
Faz lembrar o tempo da escravidão

É fantástico, mas é verdade
Na serra da beleza até disco voador  (bis)
Já pousou nesta cidade

 

1993

ENREDO: O galo cantou e Lucas saboreou
COMPOSITOR(ES): Pezão, Zé de Paula e Waldir Imperial

Diz o reino do mitologia
Que Dionisio o criador
Fez raiar a liberdade
E Baco, em deus se transformou

Traz felicidade
Lucas, hoje vai saborear  (bis)
A seiva se extrai da uva
O velho vinho
Tem requinte paladar

Com, o despertar do novo tempo
A modernidade se alastrou
A seiva
Vira fonte de riquezas
Nos conduz ao delírio
Tem aroma e sabor
Branco ou tinto
licoroso ou rosé
Esta essência é oásis de prazer

Lá vou eu
Me embriagar nessa folia
Lá vou eu
Brindando a fraternidade universal

 

1992

ENREDO: Baía com i
COMPOSITOR(ES): Geraldo Santa Rita, Barcelos, Adelson e Paulo Roberto

Baía com "i", baía
A mais bela do Brasil
Paraíso tropical, colossal
Onde tudo começou
O índio viu, quando partiu
Na caravela o pau-brasil
Transação pirataria
No espelho d'água da baía
E assim
Um-sete-um poluidor, desembarcou
De gravata e paletó, vejam só
Rola o que sempre rolou
Veio de longe
Habitar os espigões
Mercador das ilusões
Na Rio-Street o "armador"
Caramba lá vem muamba
Ninguém sabe quem mandou
Ainda é
A menina dos olhos, "baía mulher"

Um brilhante visual (legal)
Que virou cartão postal  (bis)
A Guanabara é do patropi
Hoje eu sou pirata na Sapucaí

 

1991

ENREDO: Pare a big Bang-Bang, nem todo amarelo é ouro nem todo vermelho é sangue
COMPOSITOR(ES): Luiz de Lima e Cosminho Magnata

Diga não à violência
Com a paz na consciência
Faça tudo com amor
Pare já com o Bang-Bang
Nem todo amarelo é ouro
Nem todo vermelho é sangue
Tudo começou de um bum
Bum bum bum, um big-bang universal
E nas trevas se fez luz
Uma explosão de cores
Brilhou no espaço sideral
(E lá no céu...)

E no céu surgiu o Sol
Iluminando a imensidão
Um pinto rompeu o ovo
Aprendiz teimoso
Galo de Ouro
Valente brigão
Voou pelo infinito
Numa nave espacial
Fez castelo, fez favela
Pintou anjos na capela
E deuses no carnaval
Mas na sua inconseqüência
Feiticeiro da ciência
Gerou a bomba da final destruição
No samba o povo se agita
E na passarela grita
Big Bang-Bang não
A Mãe Natureza
Ofereça uma rosa com amor
Negue a guerra, viva em paz
Faça o que Lucas faz

Nesta explosão de cor
Ame a terra coração  (bis)
Arborize a imensidão
Cultivando a flor

 

1990

ENREDO: O magnifico Niemeyer
COMPOSITOR(ES): Ueber

Chegou a hora o Galo cantou
Liberdade, liberdade!
Brasília você é bonita
Cartão de visita desse meu país
Candango, deputado, senador, ô ô
O Brasil virou menino
Amor de Juscelino de Oliveira
Era chão, era poeira
A arte fez brotar
Eu quero ver Cuba lançar! (obá, obá)
Êta rabo de foguete!
Camarada Gorbachov
Em Paris ou em Argel
Tempo ruim é quando chove
Baiana, baiana, baiana
Roda que eu quero ver (quero ver)
Na Apoteose do Samba
Obra de bamba
Com pimenta e dendê
Sangue latino na veia
Oscar Niemeyer, Lucas é você

No teu compasso eu passo traço
Quero ver você riscar  (bis)
No meu riscado
Eu vou fazer você sambar

 

1989

ENREDO: Estrelas solitárias - Linda e Dircinha Batista
COMPOSITOR(ES): Acyr Marques e Maneco

No céu
O sol chegou pra clarear
Duas estrelas vão brilhar
É saudade
No ar
Ecoa em festa a cidade
Um canto de felicidade
Lucas vem mostrar
É Dircinha, é Linda Batista
Meu cantar
A vida é poesia
Num livro aberto pra contar
Berço de bamba
Papai apadrinhou a voz angelical
Na Tupi e Nacional
Meu povo o sucesso foi geral

Periquitinho verde tá voando
Nega maluca risque as saudades do malandro  (bis)
Por amor à Madalena eu fui também
Da Central até Belém

Joga o jogo que o cassino já abriu
Seu Getúlio com orgulho aplaudiu
Foi rainha onze vezes, que conquista !
Fez cinema e foi capa de revista
Cantou pra "Tio Sam"
Pra terra do "Can-Can"
Fez muito português seu fã
Cantou samba-canção,
Chorinho e malandragem
Vem de Lucas esta homenagem

 

1988

ENREDO: Na ginga do samba, aí vem Ataulfo
COMPOSITOR(ES): Barcelos, Dagoberto e Zeca Melodia

Assim dizia o poeta
Amélia que era mulher de verdade
Às vezes passava fome
Sentia felicidade Oh!
Miraí, enalteceste a história
Com o menino encantador
Foste com o Rio de Janeiro
O palco verdadeiro
Do grande compositor

O primeiro amor
Quem sabe onde andará  (bis)
E a professorinha
Que ensinou o bê-á-bá

Covarde, chorar pra quê
Morre o homem e fica a fama
Pois é oh! Mulata assanhada
Leva o meu samba
O bonde São Januário
Saudade do meu barracão
Lagoa serena e laranja madura
Fizeram o seu nome correr chão
Ataulfo Alves, poeta
Que a musa iluminou
Receba do galo de ouro
Nossa homenagem
Pelas obras que deixou

"Na ginga do samba" Lucas vem assim
Acenando lenços brancos  (bis)
Saravá foi Joaquim
(Vamos cantar)

 

1987

ENREDO: Olha que coisa mais linda mais cheia de graça
COMPOSITOR(ES): Geraldo Santa Rita, Gustavo e Antonio Gaúcho

Através de suas obras geniais
Seu nome foi consagrado
Na galeria dos imortais
É Carnaval, é alegria
Lucas faz com euforia
Um tributo a Vinícius de Moraes
Oh! Menestrel...
Diplomata, jornalista, escritor
Compositor de rara inspiração
Peças teatrais, temas colossais
Como "Orfeu da Conceição"
Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
Quanta imaginação
A beleza, a poesia
Cantada em forma de canção
Sensível para o clássico e o popular
O piano, o bar, a esquina
E o papo com as meninas à beira-mar
E com Toquinho, Carlos Lyra, Baden Pawell e Tom Jobim
O poetinha fez da vida
Uma canção sem fim
(Oh! Mestre...)
Como recordar é viver
E por falar em saudade
Onde andará você

E entretanto é preciso cantar
Para alegrar a cidade  (bis)
Neste festa popular

 

1986

ENREDO: No ano da Copa bota no meio
COMPOSITOR(ES): Jorge Machado, Anelito Martins e Gertrudes

Bailam as bandeiras
Em homenagem aos clubes nacionais
Exaltando as origens
E as Copas Mundiais
E os torcedores gozadores
Apelidam os times
Numa curtição legal
Diabo, Pato Donald e Cartola...
Periquito, Urubu e Bacalhau
Deixou saudade (deixou saudade)
Os lindos dribles do Mané (do Mané)
E as feras do Saldanha
Era bola de pé em pé
O povo extravasava alegria
Com mais um gol do Rei Pelé
O nosso futebol é arte
Fazemos craque para exportação
Avante Brasil salve a seleção
Já somos tri...
E falta o tetra campeão

Bota no meio...
Lindo lindo lindo  (bis)
Tem peixe na rede
A galera está sorrindo

 

1985

ENREDO: Essa gente brasileira
COMPOSITOR(ES): Cosminho Magnata, Altair Cardoso e Zebinho C. Barros

Explode na idéia do artista
O samba é a cultura nacional
Sufoca a ciência sem ninguém poder falar
Desta maneira não dá mais pra segurar

Quem sou eu
Quem vem lá  (bis)
Brasileiros reclamando o seu direito de votar

Precisamos lutar por um dia melhor (bem melhor)
Deste povo sofrido devemos ter dó (ter dó)
Crise do desemprego
Em nosso dia a dia
Já não como, não durmo vivo na agonia
Na esperança de ver um Brasil bem maior (bem maior)
Sem a dívida externa pro povo pagar
Cantamos com o rosto banhado em pranto
Por esta gente do campo
Sem reforma pra plantar
E vejam nossos índios no abandono
Sendo os verdadeiros donos, deste rico chão
E hoje só impera a burguesia
Esta tal democracia
Enche o pobre de ilusão
No cruzeiro vejo a grande constelação
E o dólar massacrando o progresso da nação
Eu digo explode...

 

1984

ENREDO: Dança Brasil
COMPOSITOR(ES): Geraldo Santa Rita, Anelito Martins e Gustavo Coelho

Nas asas da poesia
De braços com alegria
Nesta festa popular
Dança Brasil
O galo de ouro vem mostrar
Maracatu, bumba-meu-boi e baião
Chagança , cateretê , maculelê
E o samba de salão
Nos versos do violeiro
O fandango irradia
Batuque e samba de roda
'Vai até o raiar do dia

Tem ciranda na avenida
Frevo, Jongo e lundu  (bis)
Joga a perna capoeira
Quero ver cair mais um

É o folclore reunido
Com todo o seu visual  (bis)
E as baianas coloridas
Enfeitando o carnaval

 

1983

ENREDO: Senta que o leão é manso
COMPOSITOR(ES):

Tudo era maravilha
neste paraíso tropical
um dia acabou a ilusão
quando chegou o leão
e as caravelas comandadas por Cabral
criou-se as captanias
era preciso navegar
homens forte e solo fertil para se cultivar
mas, o leão deu um jeito
de cobrar seus direitos
e aqui se alimentar
cobrar impostos das minas douradas
um dia por mim falarás
era o lamento em forma de poesia
outra cruel covardia
do leão lá nas gerais
através dos tempos o nosso leão mudou
no apogeu do império continuou
e na república do aço fortificou
ipi, ic , icm, ip
taxa pra taxa pagar sem ninguém saber pra quê

Alegria minha gente
aumentou a inflação  (bis)
Lucas vem pagar
com samba sua contribuição
(Tudo era)

 

1982

ENREDO: Lua viajante
COMPOSITOR(ES): Zeca Melodia, D. Gertrudes e Dagoberto de Lucas

Vale um tesouro
O que por merecer
Hoje a vermelho e ouro
Vem cantando pra você
Somente as dádivas do céu
Poderiam ofertar tanta grandeza
Àquela terra iluminada pela própria natureza
Em Exu (Exu), madrugada linda !
O vento soprou pro mar
Ao ver Zelação passar
Januário delirou (ô delirou)

Rogando uma boa sorte
Pr'um cabra-macho do norte  (bis)
Sanfoneiro e cantador

Vindo de uma terra quente
Onde viveu Lampião
Foi no Rio de Janeiro
Que o famoso sanfoneiro
Tornou-se rei do baião
Com seu fole prateado
Quando voltou ao sertão
Lá no seu pé de serra
Onde deixou seu coração
Já cantava "Asa Branca"
Assum Preto, mula preta
Como se dança o baião (alô Luiz!)

Luiz, respeita Januário
Respeita os "oitos baixos"do seu pai  (bis)

 

1979

ENREDO: O Rio de Janeiro em tempo de Debret
COMPOSITOR(ES): Altair, Erodilson e Joãozinho

Sonhei com a beleza do meu Rio
Despertei no momento de lhe exaltar
Abracei as asas da poesia
Me inspirei com alegria
Neste tema espetacular

Debret vindo de terra distante
Com a missão importante
Do nosso Brasil retratar
Pintou a tribo de índios guerreiros,
Desenhou no cativeiro
Negros no tronco a penar

Que maravilha!
Lucas apresenta neste carnaval  (bis)
Lindos quadros de pintura
Obras-primas deste gênio imortal

A corte engalanada,
Na alegria do seu esplendor!
O desembarque da Princesa Leopoldina
E a coroação do nosso Imperador
As mulheres na Liteira,
A folia do divino,
O passeio da nobreza
Oh! que cortejo tão lindo

 

1976

ENREDO: Mar baiano em noite de gala
COMPOSITOR(ES): Carlão Elegante, Pedro Paulo e Joãozinho

Zamburei, atotô, aiê ieo, agoiê
(...e o negro chegou) O negro chegou às terras da Bahia
No tempo do Brasil colonial
Com seus costumes e crenças, fé sem igual
O delogum, mareou todo o povo do mar
Netuno a participar das louvações da rainha do Aiuká

Uma pedra, uma concha
Pedra e concha têm areia  (bis)
Quem mora no fundo do mar é sereia

E o povo da terra em romaria
Integrava-se à magia
Os saveiros dos milagres
No azul-verde do mar
Senhores, sinhazinhas arrumadas
E os pregoeiros a gritar:

Tenho frutas, balangandãs
Vem comprar para a deusa do mar lhe ajudar

Hoje a festa continua
E a raça se iguala
Cantos e batuques anunciam
O mar baiano em noite de gala

Muçurumim, nagô
Omolokô, Congo e Guiné  (bis)
Atotô de Zambi-rei do Candomblé

 

1975

ENREDO: Cidades feitas de memórias
COMPOSITOR(ES): Baianinho, Ladyr Goulart e Laci

Cidades feitas de memórias
É o tema da historia
Que Lucas apresenta neste carnaval
Seus grandes amores, suas glórias
Cenário de belezas sem igual
De Sabará as suas crenças
E as atrações imensas
Dos seus contos sensacionais
A verdadeira legião de heróis
Vila Rica de Ouro Preto
Palco dos mais nobres ideais
Terra de Chico Rei
Negro que com sua inteligência enriqueceu
E da grande amorosa da literatura
Eterna Marília de Dirceu
Também nascida da febre do ouro
Mariana o tesouro
De aventureiros, que buscavam emancipação
Barbacena formosa, cidade das rosas
Canto teus encantos com sublime emoção
São João del Rei berço natal
De uma geração fenomenal
Tiradentes o heróico inconfidente
Heliodora a poetiza imortal

É grande o esplendor
Das obras de raro valor  (bis)
Lá em Congonhas do Campo
Ápice da arte do mestre escultor

Da legendária Diamantina
Uma história que fascina
E ao mundo deslumbrou
Chica da Silva a escrava
A alta nobreza conquistou
(cidades feitas...)

 

1973

ENREDO: Histórias que ouvimos na infância
COMPOSITOR(ES): Zeca Melodia

Brindemos com alegria
Esta apoteose triunfal,
Exaltando com euforia
Mais um importante carnaval
Porque guardamos na lembrança,
Belas estórias que ouvimos na infância
Falavam de bravos índios guerreiros
Assim como Sepé Tiarajú
Que deixou seu nome marcante,
Nas estrelas brilhante
Do Cruzeiro do Sul;
Das artimanhas de Curupira...
E a doce Iára
Rainha dos rios que correm p’ro mar;
Oxum-Abaé e senhora Nanã a mais velha Orixá,
Saluba, Kaokabecile saravá Xangô
E negrinho do Pastoreio
Tradição do Rio Grande do Sul
E um menininho de nome Tupi,
Que o povo chama de moleque Saci.
Orererê-Rerê-Rerê-Rerê
Pula numa perna só pula Saci Pererê

 

1972

ENREDO: Brasil das 200 milhas
Compositores: Pedro Paulo, Jorginho de Caxias, Capixaba e Joãozinho

Brasil! Brasil! Brasil!
Do nascente ao poente
Existe um céu cor de anil
E o Sol resplandecente
Iluminando esta terra de encantos mil
A passarada gorjeia contente
Saudando o gigante Brasil
Oh! País de progresso onipresente
De notáveis recursos naturais,
E seu profundo mar azul
Fértil em peixes, petróleo e minerais
Belezas tem de norte a sul
Lindas praias ornando o seu litoral Ó pescador
Ó pescador, ó pescador
Solta o barco e abra a vela
Como se fosse um pintor
Estendendo a sua tela!
Oh! Duzentas milhas sagradas
E por muitos outros cobiçadas,
Tem no povo heróico a defesa varonil,
Guardião avançado da soberania
Do nosso Brasil! Brasil!

 

1969

ENREDO: Rapsódia folclórica
COMPOSITOR(ES): Herlito Fonseca (Tolito), Nélson Pechincha e Zavariz (Ruço)

Abrem-se as cortinas coloridas
Mostrando os matizes da vida
Num cenário espetacular
Lendas, flores, lindas fantasias
Contos que o poeta vem cantar
Do céu, da terra e do mar
Do sol, das noites de luar
Esclarecendo em alto som
Que a liberdade é o lado bom
Em cortejo de grande alegria
O vaqueiro anuncia a dança do Boi-Bumbá
O meu Boi morreu, o meu Boi-Bumbá
Manda buscar outro, maninha lá no Ceará
Olê lê lê olê lê Olá lá Pernambuco e Ceará
As legendárias Amazonas e a Rainha Conhori
Guerreira de braço forte, que lutou até a morte
Na seita dos Canaraí
No Rio Grande do Sul
O legendário negrinho do Pastoreio
Foi surrado e amarrado e jogado dentro de um formigueiro
Foi o Príncipe Obá, homem de grande projeção
Que lutou bravamente na guerra
Foi herói do seu batalhão
E as Pastorinhas com seus belos madrigais
Entoavam lindos cantos
Que hoje não se houve mais
Na Bahía tem, tem, tem
Na Bahia tem ho! Baiana
Água de Vintém

 

1968

ENREDO: Sublime pergaminho - História do negro no Brasil
COMPOSITOR(ES): Carlinhos Madrugada, Zeca Melodia e Nílton Russo

Quando o navio negreiro
Transportava os negros africanos
Para o rincão brasileiro
Iludidos com quinquilharias
Os negros não sabiam
Ser apenas sedução
Para serem armazenados
E vendidos como escravos
Na mais cruel traição
Formavam irmandades
Em grande união
Daí nasceram os festejos
Que alimentavam os desejos de libertação
Era grande o suplício
Pagavam com sacrifício
A insubordinação
E de repente uma lei surgiu
Que os filhos dos escravos
Não seriam mais escravos do Brasil
Mais tarde raiou a liberdade
Daqueles que completassem
Sessenta anos de idade
O sublime pergaminho
Libertação geral
A princesa chorou ao receber
A rosa de ouro papal
Uma chuva de flores cobriu o salão
E um negro jornalista
De joelhos beijou a sua mão

Uma voz na varanda do Paço ecoou
Meu Deus, meu Deus  (bis)
Está extinta a escravidão

 

1967

ENREDO: Festas tradicionais do Rio de Janeiro
COMPOSITOR(ES): Ladyr Goulart

Rio de Janeiro – inesgotável celeiro
De grande atração, festa das Canoas foi à pioneira
No tempo da tua fundação
Que nos lembra a proteção guerreira
Do milagroso São Sebastião
Em nossa exaltação
Reunidos no Largo do Paço Imperial
Os escravos dançavam batuque
Origem do samba de nosso Carnaval
O povo delirantemente aclamava
Quando um cortejo desfilava
Com muito garbo e alegria
Era a passagem do Rei Congo
E sua formosa rainha
Outro fato importante
E de grande atração
Era a bandinha doida que saia a rua

Para a festa do Divino
A Mercê da caridade de toda a população
E entre relíquias e glórias desta época
Não poderemos deixar de exaltar
Um dos mais lindos pregões de rua tão popular
“Sorvete laia é de coco da Bahia”
elas vieram do passado
e se tornaram uma tradição
com suas saias rodadas, chinelos de saltinho
traçavam círculos no chão
era o rancho das baianas
em evolução
colocada num pedestal indestrutível
distribuindo ao povo proteção nossa Senhora da Penha
com sua festa foi a atração
ao finalizar esta história
citaremos uma grande maravilha
no solar do Visconde de Meriti
nobre e fidalgos se reuniam
participando da festa da Glória
dançavam a bem marcada quadrilha

Bulaiê, Bulaiê
Bulaiô,
Airá-ê Xangô,
Airá-ê-ô
Agulelê, agulelê
Gulê ô lorum
Axá norogô

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