SAMBAS-ENREDOS
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2007
ENREDO: Ripa na tulipa
COMPOSITOR(ES): Alberto Varjão, Carlinhos Fuzil,
Jorginho, Mauricio Maia e Niva
Num toque de alegria
O doce sabor veio de lá
É tradição medieval, dá gosto no meu carnaval
Vem amor, saborear
Alimentar o corpo, bebendo com prazer
Em sacrifício à deusa, vamos oferecer
Osíris no Egito ao homem inspirou
Nasceu, o suco de cevada
É a cerveja que ao mundo encantou
Passa a espuma na pele que dá... beleza!
Vem pode chegar (bis)
Levanta a jarra amor, cai na folia
Oi, deixa transbordar!
Os incas bebiam, faziam festas e rituais
O índio abraça o descobridor
Com cauim, Tupinambá enche o pote e pede mais
Alô, Terra Brasil
Essa bebida conquistou a realeza
É canto, é dança, é pura emoção
Que delícia, sabor tropical
A “loura gelada”, sedução nacional
Faz a festa, Blumenau
Ripa na Tulipa, Ilha!
No calor da bateria, vem sambar! (bis)
Pisa forte nesse chão, incendeia o coração!
Tem mais cerveja pra comemorar! |
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2006
ENREDO: As Minas Del Rei São João
COMPOSITOR(ES): Maurício Maia, Ricardo Grassano,
Carlinhos Fuzil, Niva, Muca, Alberto Varjão, Carlinhos
Danoninho, Adilson Cobra Criada, Bebeto do Arrastão e
Pinto
Reluz no teu olhar
Azul, vermelho e branco
Que me faz sonhar
O ouro seduziu
O aventureiro insulano que partiu
Eh! Eh! Minas Gerais
Seu eldorado tem magia e muito mais
O quinto dos infernos
O povo se cansou do imposto que pagou
No esplendor da fé, barroco é devoção
Os sinos falam ao coração
O olho comprido traz má sorte? Eu sei lá!
Seu padre, se a moça é solteira, dá azar!
(bis)
Vai virar mula sem cabeça, eu quero ver
Essas beatas credo em cruz é bom benzer
Pisei no chão da liberdade
Berço da Inconfidência... do meu país
Segui os passos da independência
Nova República ... Povo feliz!
Nos "olhos livres" da artista
Refletem a arte e a brasilidade
Dessa gente divinal
Por São João Del Rei, eu me apaixonei
E dei as cores ao meu carnaval
Alegria, é a Ilha a cantar
Vem na Maria Fumaça (bis)
Vem que eu vou te levar |
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2005
ENREDO: Das veredas dos trilhos a um sonho de fé...
A Ilha traz a conquista do pináculo, Corcovado
tentação!
COMPOSITOR(ES): Djalma Falcão, Bicudo e Marco Moreno
Nas ondas do mar viajou, o Sol clareou!
O brilho no olhar do grande navegador
Gente de além horizonte
Vem conquistar o monte
Oh! Bem-vinda tentação!
A Ilha segue os passos do imperador
Traz nos braços a fauna, a flor...
Na magia do Criador
A águia traz os traços do pintor
Vem meu amor, vem, vem mergulhar...
O meu Rio é carioca, as águas vão rolar (bis)
Da fonte do beijo, no calor do desejo
Vejo a cidade despertar
A Corte passeia em delírio
Das trilhas, os trilhos vêm anunciar
Que o show é lá no Corcovado
Monumento abençoado
Paisagem que seduz e faz sonhar
Eu também tô nesse trem
Vou nesse zig-zag, nos abraços do meu bem!
Os anjos sorrindo, do céu vão surgindo
Em preces estão aplaudindo de pé
Meu povo em seu sonho de fé
No alto daquela colina, tem uma Luz!
Uma imagem divina (bis)
Que nos ensina o que é paz e amor
E ilumina a Ilha do Governador |
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2004
ENREDO:
Com pandeiro ou sem pandeiro... eu brinco. Com dinheiro
ou sem dinheiro... eu também brinco!
COMPOSITOR(ES): Tote, Tino Ayres, Miguel e Carlinhos do Sete
Amor, vem sorrir de novo...
Minha alegria tomou conta da cidade!
A tela que em preto e branco sonhei,
Da Atlântida lembrei... era só felicidade!
Vivo improvisando o ano inteiro,
Sem pandeiro ou sem dinheiro,
Vou brincar o Carnaval!
Na arte da batucada sou bamba,
Onde tudo acaba em samba...
É a magia do cinema Tropical!
Vou
fazer um sassarico, amor... eu vou,
Com Otelo e Oscarito... eu "tô"! ...
(bis)
(Mas
da vida)
Da vida eu quero é mais...
Quero a beleza dos antigos Carnavais,
Teatro de Revista e o glamour dos musicais;
Sou banana da terra, amor...
A Metro brasileira, eu sou!
Tenho humor e simpatia...
Vem pra chanchada colorida da folia!
Vem
brincar de "Roliúde",
Que o show vai começar; (bis)
Sou a Ilha entro em cena,
Faço o povo delirar
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2003
ENREDO:
Chega em seu cavalinho azul uma bruxinha boa. A Ilha trouxe
do céu Maria Clara Machado
COMPOSITOR(ES): Marcio André, Almir da Ilha, Miguel e Roxinho
Vou me vestir de alegria... Sonhar... Sonhar
Brincando nessa fantasia
No faz de conta atravesso o mar
O tablado entra em cena
E essa avenida vai se transformar
Tem magia e emoção... Tem bonecos da Ilusão.
E o fantasminha tem medo de gente
Bruxinha boa, irreverente... Que legal,
Varre a tristeza e faz meu carnaval!
Maria Clara Machado (Meu Amor) (bis)
Quero ser o seu menino
No mundo que você criou
Bye
Bye Dragão (Cheguei)
Minha princesa eu agora sou seu rei
Tem bicho a bessa lá na Arca de Noé
Em Tribobó o couro como leva fé
Rolou trambique lá no circo
E quem dançou foi o leão
Cadê as cebolinhas?... Diz aí camaleão!
Que fuzuê! Que confusão!
A
estrela do meu céu, vem aí
Vem no cavalinho azul, vamos aplaudir
(bis)
Vem com a Ilha na maior felicidade
Vem acordar e sacudir essa cidade!
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2002
ENREDO:
Folias de Caxias - De João a João... É
o Carnaval da União!
COMPOSITOR(ES): Maurício 100, Carlinhos Fuzil, Ronaldo Maiato, Muca, Ronald, Niva e Régis
Encanto,
mistério e magia
Um canto, um ponto de luz
Ilumina um sonho na escuridão
Transformando em cores um imenso salão
Salve! O rei do candomblé
João da Golméia, a imagem da fé
Nos olhos se misturam, momentos de esplendor
Rufam os atabaques, Ogãs, Iabás e Iaôs
Vem mãe guerreira vem dançar... Epa-hei
Iansã
Abre os caminhos para um novo amanhã
O
tempo passou, Caxias mudou
É um novo lugar (bis)
'Feliz' 'Cidade', amor (amor)
Lar-doce-lar
Minha
terra tem Xerém
Onde canta um sabiá (ô iaiá)
Você de lá e eu de cá, na festa do
protetor
Anarriê no arraiá
O samba me levou pro coração de Caxias
Pulsa a Grande Rio, berço da folia
"Do lixo para as flores", Joãosinho é
genial
Viva o rei do Carnaval
De
João a João
A Ilha é pura emoção (bis)
Haja coração
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2001
ENREDO:
A União faz a força, com muita energia!
COMPOSITOR(ES): Marcio André, Djalma Falcão, Almir da
Ilha e Dito
Oh! Luz da inspiração
Vem clarear meus versos
Faz da avenida uma corrente de emoção
Uma explosão de energia
Colorindo o Universo
As águas vão rolar
Vem mergulhar na vida e ser feliz
Meu bem, vem ver a Ilha iluminada
Vem viver o sonho que eu sempre quis
Já pedi ao céu, estrelas e luar
Eu vou enfeitar a noite para te dar
Me manda um alô, me chama de amor
Que no primeiro bonde eu vou
Abre a porta e deixa o Sol entrar
Quero amanhecer no teu olhar (bis)
Eu trago alegria, força e calor
Hoje o astro-rei eu sou
Vento que move os moinhos
Traz teus carinhos, vem me buscar
Me leva que além do infinito
Tem um futuro mais bonito
Toda magia que a terra me dá
É fonte, é vida do meu caminhar
Mas, todo cuidado é pouco
Quem brincar com fogo pode se queimar
Se liga, eu sou a voz do povo
E a vibração do teu cantar
A Ilha é...
Paz e amor... Felicidade
A energia está no ar (bis)
Eu vou zoar toda cidade
É nessa que eu vou te levar
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2000
ENREDO:
Pra não dizer que não falei de flores
COMPOSITOR(ES): Marquinhos do Banjo, Niva e Franco
"Vô",
eu "vô" que "vô"!
"Vô" cantando em verso e prosa!
Vou abrir meu coração! (eu vô, eu
vô!)
Vou me libertar no perfume desse mar, num mar de rosas!
Vou das cinzas pra folia! Minha arma é uma flor!
E vestido de alegria vou florir esta avenida pra falar
de amor!
Vem!
Vamos embora!
Quem faz a hora bota o "bicho" para "correr"!
(bis)
Vem, vem, vem, que tá na hora!
A Ilha canta não espera acontecer!
Eu
"vô" botar a boca no mundo!
Pode até me "censurá" mas a terra
é do "hôme"!
Carcará é um pega, mata e come!
Quem tem fé na paz de Deus e na mão que
faz a guerra!
Não vi, não sei! Se ouvi, neguei! Calei,
mas resisti!
Num anjo, mãe de um querubim, nas guerrilhas do
Pasquim!
Caminhando e cantando, seguindo a canção
Voltei "nas águas" do refrão!
Marcha
soldado! Bate tambor! Ôôô!
Que o "barco da volta" chegou pra ficar! Ai, iaiá!
(bis)
Rasga no peito esse meu coração! Meu amor!
Mais do que nunca é preciso cantar! Ai, ioiô!
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1999
ENREDO:
Barbosa Lima, 102 anos do sobrinho do Brasil
COMPOSITOR(ES): Bicudo, Djalma Falcão, Dito e Jota Erre
A
mesma lua que te viu nascer
Brilha no céu, volta pra te ver
Vem orgulhosa iluminar o carnaval
O seu menino é manchete de jornal
Assim a Ilha vem pra festa
Atravessando o mar azul
Taí o que você queria, sacode bateria
Hoje tem frevo e tem maracatu
Nas folhas do matutino
Sua história, seu destino (vem ver)
Um sábio com livro nas mãos
Um craque com a bola no pé (É gol, olé)
Mente sã, corpo são, entregou a paixão
Ao amor de uma mulher
Deixa,
deixa eu te amar
Me assanha com teus beijos (bis)
Me faz sonhar
Liberta
esse nó da garganta, vem cantar
Pra poder melhorar, tem que lutar
Vai dar a luz à esperança
Vai mal Brasil!
Faz do povo a riqueza
Com Barbosa festeja
A cassação da tristeza
Cara
pintada de verde e amarelo
De azul, vermelho e branco colori meu coração
(bis)
Sou do Nordeste, sou cabra da peste
Meu país é meu patrão
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1998
ENREDO:
Fatumbi, a ilha de todos os santos
COMPOSITOR(ES): Márcio André, Almir da Ilha e Maurício
100
Vem
brilhar, um dom divino
Na regência de Ifá, nasce o filho do destino
E com a Ilha atravessa o mar
O navio é negreiro, ô ô ô
E na vinda vem os orixás
Pra surgir nossos terreiros
Na cultura Yorubá nagô, ô ô
Se entrega por inteiro
E se sagrou babalaô
Homem branco feiticeiro
Negro
chora, negro ri, amor, amor
Negro é raça, negro é grito (bis)
Negro é tão bonito
Fatumbi fotografou
E
com Jubiabá na memória
Muda sua trajetória, vem-se embora
E da Bahia faz o seu canto
Se torna filho de santo, de mãe senhora
E sua obra no candomblé
Mostra a força do nosso axé
E a grandeza dessa nação
Iluminado pela paz de Oxalá
É luz que brilha com seu encanto
É Ilha de Todos os Santos
Vem
ver, vem ver a bateria arrepiar
Xirê, Sapucaí vai tremer (bis)
Pra Fatumbi Ojuobá
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1997
ENREDO:
Cidade Maravilhosa, o sonho de Pereira Passos
COMPOSITOR(ES): Bujão, Carlinhos Fuzil e Wanderlei Novidade
O
meu pensamento voa
Me leva ao infinito
Vou girando meu compasso
Passo a régua e mudo o traço
Fazendo o Rio ficar mais bonito
Botei
tudo abaixo (botei)
Levantei poeira (levantei) (bis)
Dei muita porrada (eu dei)
Taí o Rio que sonhei
O
carioca...
Ah!... O carioca está contente
A alegria bailou no ar
Gozando de boa saúde, muda de atitude
O esporte já pode praticar
No jogo de bola (com muito prazer)
O banho de mar (se tornou lazer) (bis)
Fiz brilhar...
Pintei meu Rio com retrato de Paris
Com a cidade iluminada
O carioca tem a noite mais feliz
Mostrando ao mundo a riqueza nacional
Meu Rio agora é Belle Époque tropical
A burguesia me levou ao Teatro Municipal
Berço de boêmios seresteiros
Fervilham os bares do meu Rio de Janeiro
Amanheceu...
Amanheceu,
floresceu um novo dia
Vou passear, extravasar minha alegria
De bem com a vida eu tô ô ô ô...
É lindo o meu carnaval
E hoje o Rio se tornou cartão postal
Lá
vem a Ilha que vem
Toda gostosa também (bis)
Cantando o Rio, cidade maravilhosa
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1996
ENREDO:
A viagem da pintada encantada
COMPOSITOR(ES): Alberto Varejão e Vicentinho
Lendas
que cruzaram além mar
No Olimpo a pintada foi buscar
É da Índia, é da Guiné, é
do Egito, d'Angola é
Tem mistério e magia e muito axé
Viajando pelo oriente e por todo o ocidente
Mercados, mercadores fascinou
E chegando ao novo mundo
A mistura de cultura se formou
Holandeses no Brasil, ela pintou
A
ie ie ô, a ie ie ô, a ie ie ô
Emakualê Oxum, erê (bis)
Samborokô, Samborokô, ô ô
Na
cultura afro-brasileira assim surgiu
Seus costumes, raça, crenças nos uniu
Bicho feito que espanta a morte
Povo de santo a primeira Iaô
Catulou, raspou, pintou
Canto, dança a esplendor
Oferenda para os orixás
Saravá, que a sorte quero mais
Vai, meu pombo branco, anunciar
Que a Ilha pede a paz
A
Ilha tem na viagem sedução
Oxalá criou o mundo, deu ao povo a união (bis)
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1995
ENREDO:
Todo dia é dia de índio
COMPOSITOR(ES): Almir da Ilha e Franco
Eu
quero ver o sol brilhar
Eu vou nas ondas desse mar
Eu sou tupi, eu sou de quizumbar
E sou bem mais!
Sou mestiço, moleque, sou "ruim" de aturar
E de cara pintada eu quero gritar: sou de paz!
Sou bom sujeito e vilão,
Inocente e brincalhão,
Sou do povo, sou brigão!
Cantando eu vou!...
Ôôô!
Vou buscando
a liberdade!
"Mim só quer brasilidade"!
Me deixa que eu quero sambar!
Oi me larga, me solta, aqui é meu lugar! (bis)
Sou Tupi, "tupini-ilha" sem canudo e de cocar
Arte
é o sol, é cultura,
É a vida em pintura... É! É É!...
É o livro do saber... Êê! Êê!
Um país que tem no palco essa chama
tem no filme da memória amor à sua história
Como o canto de quem ama!
A
Ilha é minha tribo e vai passar
Vai batendo o seu tambor (bis)
Que é pro "dia" clarear!
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1994
ENREDO:
Abrakadabra - O despertar dos mágicos
COMPOSITOR(ES): Almir da Ilha e Franco
Eu
vou "zoar" nessa avenida
Meu samba da cartola vai rolar
E na luz da estrela-guia
Minha alegria vem nas ondas desse mar!
(Desse mar!... Desse mar!)
Meu fogo veio te aquecer
E o ouro fez o chão brilhar
Mago do mundo! Mágico mundo!
Que vem girando sem parar
É
vida! É sorte! É fé
É figa de Guiné! (bis)
Roda baiana que esse povo tem axé
Meu
sonho... Energia em verso
Porta do universo que Deus abrirá
E meu amanhã é paz e amor
Da "nova era" que virá
Eu sou um sonhador, sou ilusão
Que tá dentro do teu coração! (Amor!
Amor!)
Amor!
A noite brilha!
A magia encanta a cidade (bis)
Amor! Que maravilha!
A Ilha dando um banho de felicidade
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1993
ENREDO:
Os maiores espetáculos da Terra
COMPOSITOR(ES): Bicudo, Djalma Falcão e Guará da
Empresa
Alô,
alô, chegou a hora
Brilhou no céu a luz da felicidade
Sob o clarão da poesia
Cruzo o mar da alegria
E me abraço com a cidade
Laiá, laiá, laiá, laiá
Batam palmas que o palhaço vai passar
Vovô vai sorrir, criança brincar
É muito bom poder sonhar
Cigano a dançar à luz do luar
O show tem que continuar
A
vida é um grande circo
É o chão da ilusão (bis)
Sou artista na avenida
Vou roubar seu coração
Senhoras
e senhores
Nossa atração principal
É o povo que está na corda bamba
Esperando a voz do samba pra brincar o carnaval
E vai desfilar, ô ô ô
Em preto e branco mais um sonho colorido
Mostrando na telinha com emoção
Que o domador quando entra em "senna"
Não dá mole pro "leão"
Compra
que eu vendo alegria, meu amor
Sou a Ilha, sou a dona dessa festa multicor
(bis)
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1992
ENREDO:
Sou mais minha Ilha
COMPOSITOR(ES): Carlinhos Fuzil, Maurício 100 e Marquinhos
do Banjo
Viajando
o mundo afora
Lá vou eu...
A desfrutar dessa sorte
Que a vida me deu
De realizar o sonho meu
Ao passar nas ilhas me encantei
Ao ver o que jamais imaginei
Neblina Londrina, a guarda Real
Que me fez lembrar meu carnaval
Nesse
mar que me leva, amor
Pra Madagascar eu vou! (bis)
A
arte milenar me fascinou
A mais rica fauna conheci
Nessa viagem de encantos e magias
Eu tirei onda do Hawaii
Depois de ver as outras maravilhas
Estou de volta ao meu Brasil
Da Ilha de Marajó naveguei
Ao paraíso natural
Vitória de natureza tão bela
Que saudade!
Vou rever minha aquarela
Sou
mais minha Ilha
Tu és meu amor! (bis)
Em ti me planto
Ilha do Governador
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1991
ENREDO:
De bar em bar - Didi, um poeta
Autor: Franco
Hoje
eu vou tomar um porre!
Não me socorre
Que eu tô feliz! (eu tô)
Nessa eu vou de bar em bar
Beber a vida
Que eu sempre quis
E no bar da ilusão eu chego
É pura a paixão que eu bebo
Amor, me deseja, me dá um chamego
Me beija e faz um cafuné
"Bebo"
vem e "bebo" vai
Que nem maré (bis)
Balança mas não cai
Boêmio é!
Garçom!
Garçom!
Bota uma "cerva" bem gelada aqui na mesa
Que bom! Que bom!
Minha alegria deu um porre na tristeza
Poeta, enredo da canção
Cartilha que eu aprendi
Canta a Ilha d'emoção
Saudade de você, Didi! (Amor, amor!)
Amor,
amor! Eu vô!
É nessa aqui que eu vô!
O Sol vai renascer do meu astral (bis)
Amor, amor! Eu vô!
Ô skindô, skindô!
Num gole eu faço um Carnaval
Olha eu falei que eu vô!...
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1990
ENREDO:
Sonhar com rei dá João
COMPOSITOR(ES): Franco, J. Brito e Bujão
Sonhei
que a vida fez um rei
Que tinha o reino da folia
Sonhando o mar atravessei
Sorri pra minha alegria (alô)
Alô, bumba-meu-boi! Meu boi-bumbá (obá)
Que veio lá do Maranhão
A fonte da manhã
Brilhou no ribeirão
Sonhar com rei dá João
Fez a cor salgueirar, em coro!
Ilha D'Assombração! Eh, touro!
Salomão e Sabá! É ouro!
Tesouro que mandou buscar
E
no sonho de sonhar
É menino sonhador (bis)
No jogo popular
O palpite é Beija-flor!
Amor,
vovó chorou sentida
O Carnaval é multicor
Bailou no ar o show da vida
E vai girando o carrossel do amor
Reluz no céu! Reluz Pinah!
Rainha negra que seduz o meu cantar
Vem! Vem meu amor!
Que eu não quero acordar
E fez o luxo e fez o lixo do país
Rei do paetê! Rei do miserê! (bis)
No seu reinado fez o povo mais feliz
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1989
ENREDO:
Festa profana
COMPOSITOR(ES): J. Brito, Bujão e Franco
O
rei mandô cair dentro da folia
E lá vou eu (bis)
O Sol que brilha nessa noite vem da Ilha
Lindo sonho que é só meu
Vem, vem amor!
Na poesia vem rimar sem dor
Na fantasia, vem colorir
Que a vida tem mais cor
Vem na magia
Me beija nesse mar de amor
Vem, me abraça mais
Que eu quero é mais
O teu coração
Eu
vou tomar um porre de felicidade
Vou sacudir, eu vou zoar toda cidade (bis)
Eh!
Boi Ápis
Lá no Egito, festa de Ísis
Eh! Deus Baco, bebe sem mágoa
Você pensa que esse vinho é água?
É primavera!
Na lei de Roma, a alegria é que impera
Oh! Que beleza!
Máscara negra lá no baile de Veneza
Oi
joga água que é de cheiro
Confete e serpentina (bis)
Lança perfume no cangote da menina
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1988
ENREDO:
Aquarilha do Brasil
COMPOSITOR(ES): Robertinho Devagar e Marcio André
Saudade,
só deixou saudade
Pra ser mais um dos menestréis
Vem na cegonha pra ver
Ari Barroso, o tema é você
Na Bela Época, nasceu em Ubá (em Ubá,
em Ubá)
O menino iluminado
Hoje atravessa o mar
Com a minha Ilha
Nessa Aquarilha do Brasil
Marcou gerações, ligou corações
E o povo ainda canta as suas canções
Tia Ritinha, foi ela
Que abriu as portas pro seu caminhar (ô dá
nela)
Machucou meu coração
Ô Maria, na palma da minha mão
Vai cantar o quê? Calouro
Morena da boca de ouro
Quindim
gostoso
Quem vai provar? (bis)
No tabuleiro de Iaiá
Boneca
de piche, faceira, grau dez
Trabalha, trabalha, nego
Alô amigos, Zé Cariocou
Divina musa
Sua voz maior no exterior
A
gaitinha tocando... é gol
A galera vibrando... Mengo! (bis)
Na
homenagem veio a paz, a emoção
Minha Ilha risque agora (bis)
A saudade nesse chão
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1987
ENREDO:
Extra! Extra!
COMPOSITOR(ES): Franco, J. Brito e Bujão
Amor,
acorda pra folia
Vem, desfolha o dia-a-dia
Novamente cruza o mar a alegria
Caminha mandô!
Foi de cocheira, foi de notícia de primeira
Seu Cabral (seu Cabral) , que legal! (falei)
Olha
eu aí, olha eu aí
Vim botar a banca na Sapucaí (bis)
(E
aí)
Li que a lição do "economês"...
é exportar
Diz a manchete que a guerra... vai acabar
Aqui na terra tem Cruzado pra valer
Caderno "B", o dia "D", é luxo
só
É bafafá, é tititi no tátátá
Olha a dica, vai na boa
Que o astral vai melhorar
Dançou,
dançou
Dançou, dançou (bis)
Deu milonga nessa Copa
"Dona Zebra" até dançou
Quem
tem amor pode dar
Quem não tem vai achar
Quem tem, ama
Você é a chama do meu coração
Oi,
brilha emoção
Antes que eu me esqueça (bis)
Extra! Extra!
Deu Ilha na cabeça!
Olha
eu falei meu amor...
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1986
ENREDO:
Assombrações
COMPOSITOR(ES): Robertinho Devagar, Marcio André, Armandinho
e Barbicha
Veio
de lá, buscando riquezas
As treze naus de Portugal
Na viagem, tantas miragens
Chegaram até ver dragões do mar
O índio, o dono da terra
Deu grito de guerra
Também se assombrou
A lenda diz (oi, a lenda diz)
Que o lobisomem
Era o pavor das crianças
Diz então que Nhá Jança
Assombrava o Maranhão
O
leão
Só morde o bumbum do pobre (bis)
E o rico é quem explode
A boca do balão
O
FMI chegou aqui, fincou o pé
Devo e não nego
Um dia eu pago, leva fé
Coração (ai, coração)
Marca passo com esperança
O amor é a herança
Para o mundo se encontrar
Um carnaval eu vou fazer lá no céu
E a bomba nuclear
Mando lá pro beleléu
Quem
carrega amor
Vai com Deus (bis)
Sem assombrações
Vai com Deus
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1985
ENREDO:
Um herói, um enredo, uma canção
COMPOSITOR(ES): Didi, Aurinho da Ilha e Aritana
Lá
na minha aldeia
Já não canta a chibata
Sangrando a Guanabara
Um dia
Um novo Dragão Verdes Mares
Bailando nos mares e lares
Um lenço era o seu espadim
Unindo
a negrura
Sacrifício e destemor (bis)
Se o sangue assina a tortura
O sangue se apaga com amor
E
viu o cais sorrir
O mulherio vibrando de alegria
E viu também um batalhão
Cheio de feitiço e de magia
A mentira veio no fantasma da anistia
O mar nunca afogou
As ondas que agitam a liberdade
O vento que passou
Só ventou saudade
Yemanjá
Sentiu no ar (bis)
O cheiro do meu Brasil
Tempera o meu vatapá
O
samba hoje impera
Frevo e bumba-meu-boi
O que vem da terra
Não encerra quem se foi
Taí,
Elis, taí
Olha o feiticeiro negro (bis)
Na Sapucaí
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1984
ENREDO:
Quem pode, pode, quem não pode...
COMPOSITOR(ES): Didi e Aurinho da Ilha
Vovó
sempre dizia
Olha menino, leia o bê-á-bá
Na grande cartilha desta vida
Procure aprender um dito popular
Devagar se vai ao longe
Quem espera sempre alcança
E lá vou eu
Seguindo os conselhos de criança
Quem
pode, pode
Quem não pode, quá (bis)
Quá, quá, quá
Quá, quá, quá
A
Lua só reluz a Terra
E brilha na serra
Mas ouro não é
Canta, canta
Espanta esse mal da garganta e vem brincar
É hoje que o circo pega fogo
É hora do palhaço gargalhar (vovó...)
Vovó
falou, falou
Esclareceu (bis)
Que a voz do povo, amor
É a voz de Deus, será?
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1983
ENREDO:
Toma lá dá cá
COMPOSITOR(ES): Robertinho Devagar e Armandinho
Simpatia
O poeta me batizou
A poesia me abençoou
A mão da parceria me afagou
Construindo um sonho novo
A nova morada do amor
Comigo
eu levo
Uma figa de guiné (bis)
Mandei buscar na Bahia, meu axé
E
eu... estou aqui para colher
O que semeei, no solo dos corações
Onde plantei a paz
Nas mãos das crianças
A nossa esperança não se desfaz
Desarmar a mão da guerra
Seus aplausos irão julgar
Quem plantou para colher
Vai agora receber
Toma lá dá cá
Embala
eu, mamãe
Na dança das mãos (bis)
Quero me embalar
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1982
ENREDO:
É hoje!
COMPOSITOR(ES): Didi e Mestrinho
A
minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da Terra
Será que eu serei o dono desta festa
Um rei
No meio de uma gente tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar
Levei
o meu samba
Pra mãe-de-santo rezar (bis)
Contra o mau olhado
Carrego o meu Patuá
Acredito
ser o mais valente
Nesta luta do rochedo com o mar
(E com o mar)
É hoje o dia da alegria e a tristeza
Nem pode pensar em chegar
Diga
espelho meu
Se há na avenida (bis)
Alguém mais feliz que eu
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1981
ENREDO:
1910 - Burro na Cabeça
COMPOSITOR(ES): Franco, Barbicha, Jangada e Dazinho
O
mago ô
Do tempo me apareceu em um sonho
E me levou
Por um chão salpicado de estrelas
Numa carruagem encantada voltei
Ao meu Rio de Janeiro
Cantando em poesia louca fantasia eu vivi
As
cocotes me chamaram de cherrie
Mon amour, oui oui, mon petit
O bonde de ceroulas eu peguei
Pra ver a "Aída" no municipal
Na Avenida Central eu vi
A moda e o charme de Paris
Tudo era festa
E meu povo era feliz (bis)
E
no palácio do Catete
Com seu violão num dedilhado
Dona Nair de Teffé
Tocava Chiquinha Gonzaga
Provocando um movimento musical
Rui "Barboseava" no senado
Dizendo ser grosseira
A música popular brasileira
Num
requebrado bem apertado
O corta-jaca eu dancei (bis)
Cortajacando bem gostoso num roçado
Foi tudo um sonho, eu acordei
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1980
ENREDO:
Bom, bonito e barato
COMPOSITOR(ES): Robertinho Devagar, Jorge Ferreira e Edinho Capeta
Colori
Com toda minha simpatia
Um visual de alegria
Cante comigo essa canção de amor
Sou a comunicação
Não tenho luxo e nem riqueza
Há simplicidade e beleza
Na festa do seu coração
Muito
bom
O meu bonito é barato (bis)
Da simpatia, o retrato
Do povo no carnaval
Obrigado
madrinha Portela
Que me ajudou a caminhar
(Caminhei)
E onde andei
Pelos caminhos meu nome deixei
Nos
confins de Vila Monte
Eu decantei
Com um sorriso de esperança
A Praça Onze delirei
Domingo, na sutileza do amanhecer
Meu colorido encantou você
O Amanhã,
O que será?, O que será?
E outra vez na passarela
Colorida e tão singela
O sangue novo faz toda gente vibrar
Sou
eu, sou eu
Trazendo felicidade (bis)
Sou eu
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1979
ENREDO:
O que será?
COMPOSITOR(ES): Didi e Aroldo Melodia
Eu
queria saber agora
O que será?
Vou perguntar
A menininha do Gantois
Pode
ser um grande Herói
Índios, africanos ou magia
Ou será um tema da velha Bahia?
Já ouvi dizer que é Debret
Ou antigos carnavais
Mas
se for candomblé
Eu peço axé (bis)
Aos meus orixás
Depois
no barracão
Suor, amor e fantasias
Alas, figurinos e passistas
Harmonia e ritmistas
Até o raiar do dia
E
as lágrimas de alegria e dissabor
Modificam o rosto do poeta
No meio de um cenário multicor
Está
na hora, é Carnaval
O artista descreveu (bis)
Um enredo original
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1978
ENREDO:
O amanhã
Autor: João Sérgio
A
cigana leu o meu destino
Eu sonhei
Bola de cristal, jogo de búzios, cartomante
Eu sempre perguntei
O que será o amanhã?
Como vai ser o meu destino?
Já desfolhei o mal-me-quer
Primeiro amor de um menino
E vai chegando o amanhecer
Leio a mensagem zodiacal
E o realejo diz
Que eu serei feliz
Como
será o amanhã
Responda quem puder (bis)
O que irá me acontecer
O meu destino será como Deus quiser
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1977
ENREDO:
Domingo
COMPOSITOR(ES): Waldyr da Vala, Aurinho da Ilha, Ione do Nascimento
e Adhemar de A. Vinhaes
Vem
amor
Vem à janela ver o sol nascer
Na sutileza do amanhecer
Um lindo dia se anuncia
Veja o despertar da natureza
Olha amor quanta beleza
O domingo é de alegria
No
Rio colorido pelo Sol
As morenas na praia (bis)
Que gingam no samba
E no meu futebol
Veleiros
que passeiam pelo mar
E as pipas vão bailando pelo ar
E no cenário de tão lindo matiz
O carioca segue o domingo feliz
Vai o sol e a lua traz no manto
Novas cores, mais encanto
A noite é maravilhosa
E o povo na boate ou gafieira
Esquece da segunda-feira
Nesta cidade formosa
Há
os que vão pra mata
Pra cachoeira ou pro mar (bis)
Mas eu que sou do samba
Vou pro terreiro sambar
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1976
ENREDO:
Poemas de máscaras e sonhos
COMPOSITOR(ES): Da Vala, L. Barbicha, Wilson Jangada, Dito e
Mestrinho
Delira
a Praça Onze de encanto
Com o mesmo quê de quebranto
Em fascinação, feitiço e magia
Ela que foi berço de bamba
Santuário do samba
Das escolas e folia
A União com seu lirismo
Deleitada em romantismo
Vem acrescentar
Poemas de máscaras e sonhos
Para a velha praça engalanar
Em
qualquer terra
O sonho fascina (bis)
Na roda do tempo
O amor de colombina
(Como
é lindo...)
Como é lindo e divinal
O colorido de confete e serpentina
E o desejo ardente de arlequim
Por amar a linda colombina
Oh! Mulher fascinação
Dos cabelos cor de Sol
És a luz, minha vida, o arrebol
Pierrot, eu te amo e te quero
Te adoro e venero, coração do meu peito
Pierrot abraçado a guitarra
Sufoca o sonho do amor desfeito
Crava,
crava, crava as garras
No meu peito em dor (bis)
Diz o poeta, no seu desamor
(Mas delira...)
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1975
ENREDO:
Nos confins de Vila Monte
Autor: Cezão
Sob
o Sol escaldante
Gemia o Nordeste de dor
Nos confins de Vila Monte
Uma triste história se passou
O
beato rezadeiro
Arrastava a multidão
E a fúria do cangaço
Assolava o sertão
Violeiros,
repentistas
Cantavam trovas ao luar
Bumba-meu-boi, maracatu
Mulé-rendê, mulé-rendá
Ô
Sinhô, ô Sinhá
Só Isaura na viola (bis)
Fazia o Nordeste cantar
Numa
união de sangue
Num adeus a despedida
Nhá Branca deu a Bento
Seu amor pra toda vida
Velho
Corené Tunico
Num ataque traiçoeiro
Transformou menino Bento
Num temível cangaceiro
Correu
chuva, correu sangue
Misturando-se no chão
Branca e Bento Lampejo
Foi mais um drama no sertão
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1974
ENREDO:
Lendas e festas das Yabás
COMPOSITOR(ES): Haroldo Melodia e Leôncio da Silva
Era
madrugada
Quando a Natureza me inspirou
Para mostrar os nossos rituais
Lendas e festas das Iabás
Oh! Deusas Oh! Orixás
Agô Agô iê
Trago para este Carnaval
Esta homenagem a vocês
Na apologia do destino
O misticismo propagou
O Brasil é lindo e merece
O nosso amor
E a nossa escola colorida
Vem mostrar nessa avenida (bis)
Todo o seu valor
Oiá
Oiá Oiá eu
Oiá matamba (bis)
De cacurucaia zinguê
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1973
ENREDO: Y Juca Pirama
COMPOSITOR(ES): Luiz Barbicha, Wilson Jangada, Juca da Praia e
Valdir da Vala
Neste domingo de alegria e de emoção
É que a escola de samba da Ilha
Denominada União
Homenageia em forma de samba
Este valente guerreiro Tupi
Que foi Y Juca Pyrama
Recebendo intimação
Para entoar seu canto de morte
Ele pediu em lamento, para ver seu pai
Que estava entregue à própria sorte
Auê, auê o meu pai eu quero ver
Chefe Timbira ele não pode morrer (bis)
Ao libertar-se do sacrifício
Penetra pela mata em desespero
O velho apalpando-lhe o corpo sentiu
Que pela primeira vez, seu filho mentiu
O jovem indignado
Ecoa seu brado de guerra
Ao atacar o inimigo
O velho Tupi chorou
Pelo filho em que ele sempre confiou
Auê, auê o meu pai eu quero ver (bis)
Chefe Timbira ele não pode morrer |
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1971
ENREDO: Ritual afro-brasileiro
COMPOSITOR(ES): Aurinho da Ilha e Didi
Quem diria
Que o negro queria
Há tempos atrás
Ver um dia
O branco escravo
Dos seus rituais
Vem do cativeiro
Cultos e festivais brasileiros
Isso é conquista de uma raça
É alegria em nossos carnavais
Candomblé, congada, terreiro
Ogum o guerreiro
Iemanjá divinal
Veio o samba, batuca o bamba
Daí a mulata sensacional
O negro vem da terra africana
Carregando mitos
Misturando cor por aí |
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1967
ENREDO: Epopéia dos Palmares
COMPOSITOR(ES): Aurinho da Ilha e Didi
Vamos colorir bem a memória
Recordando aquela história
Do nosso Brasil
Pernambuco é palco do cenário
Episódio relicário, colonial
Os negros na escravidão
Vivam sob opressão
Da chibata do senhor
Na senzala ao longe se ouvia
Gemidos de dor
E o negro
Fugindo aos rigores da escravidão
Buscavam nos palmares a salvação
E foi de Ganga-zuma
O brado heróico e varonil
Libertação
Ôôôô o liberdade
Surgiu nos Quilombos dos Palmares
Um jovem valente guerreiro
Que decidiu unir a sua gente
Zumbi o grande herói
Ao ver a sua tróia destruída
Se atira do alto da serra
E assim encerra
A sua vida
Ôôôô liberdade |
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1966
ENREDO: A queda da monarquia
COMPOSITOR(ES): Aurinho da Ilha e Didi
Ao nascer daquele dia
Uma nova história se escrevia
No Brasil
Quinze de novembro que comove
De mil e oitocentos e oitenta e nove
A monarquia com seus privilégios se acabou
Na derradeira passagem para liberdade
Num uma gota de sangue o cenário manchou
E Deodoro Benjamim Constant
Logo após a queda de Ouro Preto
Foram para história como heróis
Mas antes daquele dia
Há muito tempo atrás
Vitimados pela ousadia
Defendendo seus ideais
Tiradentes, Frei Caneca, Domingos José Martins
Todos três tiveram fim cruel
Todos três falaram em liberdade
E o sonho destes três
Já teve a sua vez
De se tornar realidade |
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1964
ENREDO: Riquezas do Brasil
COMPOSITOR(ES): Aurinho da Ilha e Didi
O dia que eu parei para pensar
Como é lindo o meu Brasil
Fiquei tão encantado e caminhei, decantando
O Amazonas selva enfeitada de belezas naturais
Com seus costumes e suas cabanas
As tribos em festas e seus rituais
Pernambuco também tem
Maravilhas de cenários tão sutis
Olinda em dias de festa
Tem gente modesta vivendo feliz
Tem maracatu na rua, tem bumba-meu-boi
E quando o frevo passa
A tristeza já se foi
Caboclo vem do mar ou vem da mata
É Ogum, é Xangô, é meu pai
Lá na Bahia é sempre assim
Gente que presta homenagem ao Senhor do Bonfim (bis)
Guanabara no domingo de carnaval
Tristeza se faz de alegria
E vai para avenida colorida
São Paulo, vanguardeiro com seu Parque Industrial
Gigante não parou na sua marcha triunfal
Da terra montanhosa e hospitaleira
Vem a tradição mineira
No Rio Grande do Sul
A festa da videira |
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1962
ENREDO: Catulo da paixão cearense
COMPOSITOR(ES): Aurinho da Ilha e Didi
No sertão um dia surgiu
Um famoso vate do Brasil
Descortinando a beleza
Que então se escondia
Na terra que um dia
O viu nascer
Divulgou inesquecíveis canções
Nos mais distantes rincões
Do seu querido torrão natal
Catulo da Paixão Cearense
Filho do sertão maranhense
Sua vida pontilhada de glória
É o mais lindo verso
Algo adverso
Do comum da nossa história
Ele foi cantor
E introdutor de serenatas
E todo mundo viu, no dedilhar de violões
Cantando lindas canções
Laia, laia, laia, laia, laia
E a nobreza se curvou (bis)
Ao poeta consagrador |
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1960
ENREDO: Homenagem às Forças Armadas
COMPOSITOR(ES): Aurinho da Ilha e Didi
Homenageando
As Forças Armadas de nossa Nação
Vou dizer cantando
O que vem ao coração
Bravos e herdeiros de heróis
Prontos p’ra lutar
E defender a todos nós
A todos nós, ó povo ordeiro
Eu me orgulho do soldado brasileiro (bis)
Quem nos protege no mar
É a valorosa, Marinha de Guerra
Nosso Exército também
Nos tranqüiliza em terra
A nossa Força Aérea
Guarnece este vasto céu de anil
Unidas as Forças Armadas
Para a tranqüilidade do Brasil (bis)
Laia laia laia
Laia laia
laia |
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1959
ENREDO:
Paisagens da Ilha
COMPOSITOR(ES): Aurinho da Ilha e Didi
Vejam como é linda nossa Ilha
Cheia de encantos mil
Com paisagens tão belas
Sob um céu cor de anil
É uma beleza
Uma riqueza de Brasil
É orgulho do mar
Em plena Guanabara
Onde o poeta se inspira
Em paisagens tão raras
Por isso mesmo é grande o seu valor
Salve a Ilha do Governador
La ia laia laia
La ia la ia
La ia la ia
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1955
ENREDO:
Fundação da cidade do Rio de Janeiro
COMPOSITOR(ES): Aurinho da Ilha e Didi
Narrando um grande feito da história
Do nosso Brasil
Revivemos nomes de outrora
Fundaram a cidade dos encantos mil
O seu fundador
Tombou ferido após a luta
Por uma flecha mortal
Assim partiu mais um valor nacional
Estácio de Sá
Um grande herói vamos lembrar
Foi a vinte de janeiro
De mil e quinhentos e sessenta e sete
Que Araribóia, Salvador e Mem de Sá
Ajudaram a expulsar
Vilegagnon, deu-se então a fundação
Todos são heróis
Desta data gloriosa
A fundação desta cidade
Que hoje é maravilhosa
La ri laia
Laia laia
Lara lara |
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