SAMBAS-ENREDOS
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2007
ENREDO: Os deuses do Olimpo na terra do
carnaval - Uma festa do esporte, da saúde e da beleza
COMPOSITOR(ES): Diogo Nogueira, Ciraninho e Celsinho
de Andrade
O mensageiro do Olimpo anunciou: é carnaval!
Brasil, hoje é a terra dos deuses
Lindo paraíso tropical
A majestade do samba
Acende a chama e recebe as nações
Seu manto cobre o Rio de janeiro
Chegou a hora de unir os corações
Voa minha águia leva o meu cantar
Semeando a paz pelas Américas
O show do Pan vai começar
Sou recordista de samba no pé
Exemplo de garra e fé (bis)
Medalha de ouro em bateria
Eu sou atleta e canto até raiar o dia
O homem lutou por fronteiras
Por seus interesses, religiões...
Hoje derruba barreiras,
Desfaz preconceitos, juntando nações...
Esporte é vida! É beleza e emoção
É esperança, amizade, inspiração
Portela, de azul e branco em aquarela
Supera todos os limites
Vem levantar sua bandeira
O samba, de alma verde e amarela
Abençoado pelos deuses
Vem coroar Oswaldo Cruz e Madureira
Eu sou a raiz do samba
Saúde e beleza na Passarela (bis)
O ninho da águia, celeiro de bambas
Sou Rio, sou esporte, sou Portela |
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2006
ENREDO: Brasil - marca sua cara e mostra
ao mundo que o melhor do Brasil é o brasileiro
COMPOSITOR(ES): Mauro Diniz, Ary do Cavaco, Junior
Escafura, Marquinhos de Oswaldo Cruz e Naldo
O Brasileiro é o nosso maior tesouro
A Portela vem mostrar
Através da história, nossa formação
Fatos que marcaram a nação
Contam que outras civilizações
Também estiveram por aqui
Deixaram marcas que estão no tempo
Antes da cobiça invadir (meu Brasil)
A lua banhava de prata
As matas, os rios e o mar (bis)
Será que tanta beleza
fez nativa riqueza
refletiu num povo singular
Invasão que deixou neste chão
O traço europeu
Alma e raça africana
Que nos acolheu
Se misturou com sabor imigrante
Deixando heranças culturais
Incomparável mistura que aqui se faz
Brasil belo paraíso multicor
Arte que a fé espalhou
Exemplo para o mundo inteiro
A alegria e o talento brasileiro
É o povo que faz a cara desse país
Risonho, capaz, feliz (bis)
Nos olhos da Águia, eu vejo a nossa inspiração
Raiando o dia no azul da emoção |
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2005
ENREDO: Nós podemos: oito metas para mudar
o mundo
COMPOSITOR(ES): Darcy Maravilha, Noca da Portela, J.
Rocha e Noquinha
Portela hoje abraça o mundo
Num amor profundo pela fraternidade
O samba é o porta-voz
E nós podemos desatar os nós
Da desigualdade
E vem, num sorriso de criança
A esperança em cada coração
E nesse dia de folia, faz a sua profecia
Recriando a criação
Um mundo sem fome, sem dor e sem guerra
Quem viver verá (bis)
O manto da paz cobrindo a Terra
O que há de ser, será
Ensinando a ver a vida como ela é
Respeitando os direitos da mulher
Dando à juventude um novo amanhã
Saúde, corpo forte, mente sã
Combater o HIV
E toda epidemia que aparecer
Preservar a natureza
Ver o bem vencer o mal
A ONU e o samba, parceria ideal
Pro desenvolvimento mundial
A mensagem da Portela
É pra toda humanidade (bis)
Vamos semear amor
Pra colher felicidade |
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2004
ENREDO:
Lendas e mistérios da Amazônia
COMPOSITOR(ES): Catoni, Jabolô e Valtenir
Nesta avenida colorida
A Portela faz seu carnaval
Lendas e mistérios da Amazônia
Cantamos neste samba original
Dizem que os astros se amaram
E não puderam se casar
A
lua apaixonada chorou tanto
que do seu pranto nasceu o rio-mar (bis)
E
dizem mais
Jaçanã, bela como uma flor
Certa manhã viu ser proibido o seu amor
Pois o valente guerreiro
Por ela se apaixonou
Foi sacrificada pela ira do Pajé
E na vitória-régia
Ela se transformou
Quando
chegava a primavera
A estação das flores
Havia uma festa de amores
Era tradição das amazonas
Mulheres guerreiras
Aquele ambiente de alegria
Terminava ao raiar do dia
Ô
skindô lalá,
Ô skindô lelê, (bis)
Olha só quem vem lá
É o saci pererê
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2003
ENREDO: Ontem, hoje e sempre Cinelândia
- O samba entra em cena na Broadway brasileira
COMPOSiTOR(ES): Caixa d'Água, Alexandre Fernandes, Júlio
Alves
De um sonho fez-se um gesto de amor, amor, amor
Das luzes uma "cidade" criou
O Rio assiste em cena
O "Mundo" que o maestro imaginou
Um chão de estrelas vai surgindo
Envolvendo os corações
Cinemas, Night and day, teatros, felicidade é a
lei
No palco da paixão a cinelândia "faz
opinião"
Boêmios, cantores, um beijo roubado ao luar
A poesia sorrindo em cada mesa de bar
A
voz não pode calar, a gente tem que lutar
O povo "faz a hora" de mudar (bis)
Onde
o amor faz morada já é madrugada
Deixa o dia clarear
É bom estar com você, do Bola Preta a gente
vai ver
O sol, a rua, o filme que o vento não levou
Somos o "cais", emblema da paz
Velas ao vento, vem "navegar"
Voar no azul mais bonito, buscar no infinito
A alegria do meus carnavais
Voa,
voa, divina luz de Madureira
O samba na praça, no embalo da massa
(bis)
A Portela não é brincadeira
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2002
ENREDO: Amazonas, esse desconhecido - Delírios
e Verdades do Eldorado Verde
COMPOSiTOR(ES): David Corrêa, Grillo e Naldo
Meu coração está em festa
Enlouqueceu
No seu rio-mar
Meu rio azul vai desaguar
Sob o verde desse olhar
O Ajuricaba seu canto ecoou
A cunhatã se banhou no lago
Na índia flor se transformou
Amazonas seiva na mata a jorrar
Alumia candeeiro São José do Rio Negro
Vai Caboclo seringar
Teatro, sinfonia
Zona Franca e o industrial
Portela faz a festa nesse enredo
Universo tropical
Gira
mundo a respirar
Dentro do meu coração (bis)
Nesse eldorado Verde
Na palma da minha mão
Poema
Odisséia
Emergiu e conquistou o país
Vai meu barco deslizando
Vou pintando esse matiz
É o presente consciente no porvir
Que a vida se preserve
Assim serei feliz
Como a natureza quis
É
Boi Bumbá
É boi maneiro (bis)
Garantido e Caprichoso
No meu Rio de Janeiro
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2001
ENREDO: Querer é Poder
COMPOSiTOR(ES): Flávio Bororó, Zeca Sereno, Wagner
Alves e Paulo Aparício
Vai voar, minha águia, meu bem querer
Soberana
na avenida, desfilando seu poder
Água, terra, fogo e ar
A natureza fazendo o mundo girar
No pensamento há solução
Pra salvar nosso mundo ou pra destruição
O bem e o mal, eterno conflito
Emana da mente poder infinito
Fé num ser maior que nos conduz
Certeza de encontrar a sua luz
Sou
energia, cristal, o brilho do carnaval
Sou Portela (bis)
Magia de uma paixão, misteriosa emoção
É meu coração na passarela
Ter
é poder, não ter é querer
Nem sempre traz felicidade
Compra ilusão, corrompe a razão
Transforma sonho em realidade
O mundo onde impera a ambição
Pode ir pros ares no aperto de um botão
Podres poderes que fazem o homem
Tentar tomar a vez do criador
Tirando vidas que um dia ele plantou
O
povo vai cantar
Querer é poder, queremos mudar (bis)
Na esperança de um novo dia
De paz, amor e alegria
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2000
ENREDO: Trabalhadores do Brasil - A época
de Getúlio Vargas
COMPOSiTOR(ES): Amilton Damião, Ailton Damião,
Edynel, Zezé do Pandeiro e Edinho Leal
O raiar de um novo dia
Desafia meu pensar
Voltando à "Época de Ouro"
Vejo a luz de um tesouro
A Portela despontar lá láiá...
Aclamado pelo povo, o "Estado Novo"
Getúlio Vargas anunciou
A despeito da censura
Não existe mal sem cura
Viva o trabalhador ô ô ô
Nossa indústria cresceu (e lá vou eu...)
Jorrou petróleo a valer... (bis)
No carnaval de Orfeu
Cassinos, MPB
O Rei da Noite, o teatro, a fantasia
No rádio as rainhas, a "baiana de além-mar"
Tantas vedetes, cadilacs, brilhantina
Em outro palco o movimento popular
E no "Palácio das Águias"
Ecoou um grito a mais
Vai à luta meu Brasil
Pela soberana paz
Quem foi amado e odiado na memória
Saiu da vida pra entrar na história
Meu Brasil-menino
Foi pintado em aquarela (bis)
Fez do meu destino
O destino da Portela |
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1999
ENREDO: De volta aos caminhos de Minas Gerais
COMPOSiTOR(ES): Noca da Portela, Colombo, J. Rocha e Darcy Maravilha
Lá vem o trem, lá vem, lá vem
Nesse balanço eu vou também
Com minha Portela e você meu bem
Viajei... Pelos caminhos de Minas
Encontrei obras bem feitas pela mão divina
Solo rico em minerais e belezas sem iguais
E essa gente hospitaleira
Trabalhando com bravura e amor
Pela cultura brasileira
Poetas,
cantores, escritores geniais
Mago da escultura e figuras imortais
Heróis inconfidentes e presidentes
Que deram o coração
Pelo progresso da nossa nação
Ô,
ô Minas Gerais, ô, ô Minas Gerais
Quem te conhece não te esquece mais
(bis)
Quem te conhece não te esquece jamais
Lá
teve escrava que se fez rainha
E a feiticeira lá em Araxá ... E sinhá
...
Um rei ... Com seu toque de bola encantou o mundo
Guerreira, com o canto de um sabiá
Pura magia e poesia popular
Traz
o tempero desse teu quitute
Um cafezinho pra adoçar o paladar
Vem pra congada, marujada, cavalhada
Toca sanfona nesse arrasta-pé
Canta pro santo um canto de fé
Luz
com seus raios divinais
Iluminai nossa Portela (bis)
Que vem cantar Minas Gerais
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1998
ENREDO: Os olhos da noite
COMPOSiTOR(ES): Noca da Portela, Colombo, J. Rocha, Darcy Maravilha
e Celino Dias
A noite
Se vestiu de azul e branco
Abriu seu manto
Com encanto e poesia
Seus
olhos, são a luz do luar
Que ilumina a passarela
Para a Portela brilhar
Poetas,
trovadores, canções de amores
Sonhos, fantasias, mistério, magia
E a noite veio seduzir o dia
Vem
me beijar, amor
Te quero só pra mim (bis)
Maravilhosa flor
Que enfeita o meu jardim
Vem,
sem medo de ser feliz
Mariposas, travestis
Dama da noite faz a vida
Tem
lendas, fascínio e sedução
E a Portela na avenida
O que é, o que é...
É uma noite de paixão
É
lua cheia, amor
Sai dessa fossa (bis)
Cai no meu samba
Que hoje a festa é nossa
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1997
ENREDO: Linda, eternamente Olinda
COMPOSiTOR(ES): Doutor, Renato Valle, Tonico da Portela e Eli
Penteado
Um paraíso secular
Novo mundo vou mostrar
Majestosa e tão bela
Vim brilhar na passarela
Oh! Linda eterna Portela
Nas ladeiras poesia
Seu ouro branco e coqueirais
Bordada pelo mar
Ninguém esquecerá
Seu folclore popular
Vou
invadir seu coração, Olinda
Encantando esta nação, tão linda
(bis)
Acervo de beleza natural
Olinda, patrimônio mundial
Vou
viajando assim
No frevo e maracatu
Ciranda e serenata
Vejam!
Como é lindo seu carnaval
Quarta-feira de cinzas
Vou sair no bacalhau
E
a Portela
Mostra como é linda (bis)
Oh! Linda, Olinda
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1996
ENREDO: Essa gente bronzeada mostra seu valor
COMPOSiTOR(ES): Jorginho Don, Picolé da Portela, Renatinho
do Sambola e Carlinhos Careca
Chegou a hora
Portela alegremente vem cantar (lá laiá
lá)
Com um brilho atraente de swing irreverente
Fazendo assim o mundo inteiro "delirar" (ô
delirar)
Melodias que se tornaram marcantes
De artistas delirantes
Iluminados pela estrela do criar
Como "Memórias" de Paulinho da Viola
Ismael, mestre Cartola
Eu vou cantando para os males espantar
Canta
iaiá pra ioiô, canta ioiô pra iaiá
Um samba quente, um chorinho de amor (eu vou)
(bis)
Na onda do iê-iê-iê, eu sou o rei pra
você
Fazendo a festa até o dia amanhecer
"Chega
de saudade"
Meu peito invade, eu lembro do meu amor
Linda é a "Garota de Ipanema", seu gingado
é um poema
Na "Asa Branca" sou eterno sonhador
"Pra não dizer que não falei das flores"
Vou me expressar mostrando todo o meu valor
Eu sou a arte que embala a esperança
Onde passo sou bonança
Bela "Aquarela Brasileira" decantou
A
Portela demorou, mas abalou
E o povo canta novamente, já ganhou
(bis)
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1995
ENREDO: Gosto que me enrosco
COMPOSiTOR(ES): Noca da Portela, Colombo e Gelson
É carnaval
O Rio abre as portas pra folia
É tempo de sambar
Mostrar ao mundo a nossa alegria
Veio bailando pelo mar
E de lá pra cá nasceu essa magia
Samba, que me faz feliz
Em sua raiz tem arte e poesia
Bate o bumbo, lá vem Zé Pereira
E faz Madureira de novo sonhar
A Portela não é brincadeira
Sacode a poeira, faz o povo delirar
Gosto
que me enrosco de você, amor
Me joga seu perfume, hoje eu tô que tô
(bis)
Praça
Onze, berço das nossas fantasias
Deixa Falar deixou no peito a nostalgia
Dos ranchos, blocos e cordões
Dos mascarados nos salões
Pierrot beijando a Colombina
Chuva de confete e serpentina
Dos bondes ficou a saudade
Ah! Que saudade do luxo das Sociedades
Abram
alas, deixa a Portela passar
É voz que não se cala (bis)
É canto de alegria no ar
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1994
ENREDO: Quando o samba era samba
COMPOSiTOR(ES): Wilson Cruz, Cláudio Russo e Zé
Luiz
África encanto e magia
Berço da sabedoria
Razão do meu cantar
Nasceu a liberdade a ferro e fogo
A Mãe Negra abriu o jogo
Fez o povo delirar
Deixa falar, ô, ô, ô
Deixa falar, ô, iaiá
Esse batuque gostoso não pode parar
Entra na roda ioiô
Entra na roda iaiá
Lá vem Portela é melhor se segurar
Axé
vem de Luanda
Sacode negritude da cidade (bis)
Trazendo a bandeira do samba
N'apoteose da felicidade
Samba
é nó na madeira
É moleque mestiço
Foi preciso bancar
Resistência que a força não calou
Arte de improvisar
Capoeira
O samba vai levantar poeira (bis)
Tem zoeira
Em Oswaldo Cruz e Madureira
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1993
ENREDO: Cerimônia de Casamento
COMPOSiTOR(ES): Wilson Cruz, Cláudio Russo e Jorginho
Estrela Negra
Eu vou lhe convidar pro camarote
Quero lhe mostrar o dote
Desta doce união
Veja, arquibancada está em festa
Na mais sublime relação
Até que enfim
Encontrei alguém que gosta só de mim
E na verdade, essa tal felicidade
Vai comigo até o fim
Me
leva, amor (ô ô ô)
Sou Adão no Paraíso (bis)
Me encantou
A sedução do seu sorriso
É
hora de emoldurar contos de fada
De conquistar a paz sonhada
E festejar no arraial
Eu sei que o amor conduz à eternidade
Da colorida amizade
À comunhão tradicional
Lá vou eu
Meu casamento é minha fé
Quero fazer bodas de ouro
E preservar a criação como Noé
É
bom demais amar, amar, amar
Vou me acabar nesse véu (bis)
Vem Portela consagrar
Meu samba em lua-de-mel
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1992
ENREDO: Todo azul que o azul tem
COMPOSiTOR(ES): Carlinhos Madureira, Café da Portela e
Ary do Cavaco
Encontrei no pavilhão da minha Escola
A beleza mais notória pro meu visual
Tá nas cores da bandeira do meu país
Tá no espaço sideral
Não esquente a cabeça
Tá tudo azul, tudo legal
Olha
nós aí de novo
Com a Portela azulando o seu astral
É
dos deuses, é divinal
Vem da Pérsia tradicional
Quero
a alegria de um azulão
Sobrevoando o lindo azul do mar
Dei bilhete azul para a tristeza
Amor vem comigo sambar
Oh! Estrela, soberana triunfal
Cor de pedra preciosa
Traz a nobreza para o carnaval
Que
saudade, que felicidade
Novamente encontrar (bis)
Eu sou o rio que passou em sua vida
Tem corações se deixando levar
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1991
ENREDO: Tributo à Vaidade
COMPOSiTOR(ES): Carlinhos Madureira, Café da Portela e
Iran Silva
Eu sou vaidosa
Eu sou assim
Vaidade não tem preço
Mas eu tenho seu apreço
Pois você gosta de mim
Eu
sei que faço seu corpo arrepiar
Eu sei que você não vai sem me ver passar
Eu já vi você chorar
Na hora do meu desfile encerrar
Perguntei
ao espelho meu
Qual delas é mais linda do que eu (bis)
Ele então me respondeu
Mas linda do que eu só eu
O
meu azul veio lá do infinito
O meu canto é mais bonito
Salve Oswaldo Cruz e Madureira
Me chamam celeiro de bamba
A majestade do samba
Da velha guarda formosa e faceira
Eu
sou e sei que sou
Mais fascinante, deslumbrante, mais amor
Bem sei que você aprova
Pois meu visual comprova
Eu sou luxo e esplendor
Olha
eu aí
Cheguei agora (bis)
Cheguei pra levantar o seu astral
Posso perder, posso ganhar, isso é normal
Vinte uma vezes campeã do carnaval
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1990
ENREDO: É de ouro e prata esse chão
COMPOSiTOR(ES): Cila da Portela, Espanhol e Sylvio Paulo
Eu segui a luz da poesia
Às regiões mais distantes
E encontrei toda a magia
De três raças tão amantes
Eu vi caciques adorando a lua
E caravelas colorindo o mar
Eu vi a dança de uma virgem nua
E as oferendas pra Iemanjá
Eu vi a arte com o nome da folia
Desse chão se levantar
Tomar carona na ciranda da alegria
Dar a mão ao tempo e comigo brincar
Canta
meu cordel
Eu fiz de barro as imagens lá do céu
(bis)
Ê muié rendá
Tira essa renda que hoje eu quero namorar
Me
leva minha luz às tradições
Quero violas ao luar desses sertões
Quero ser o rei dessa congada
General da marujada
Bicho solto dos cordões
Meu sangue se mesclou de vez
Em caiapós, cateretês
Nos frevos e maracatus
Mentiras, "tus", "anarriês"
Eu
vi num colorido amanhecer
O sonho da Portela acontecer (bis)
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1989
ENREDO: Achado não é roubado
COMPOSiTOR(ES): Neném, Mauro Silva e Carlinhos Madureira
Achei
Juro eu não roubei
Desde o meu tempo de criança
A vovó sempre dizia
Achado não é roubado
Tá na lembrança
De repente o Sr. Cabral
Chegou ao Brasil
Aportou a sua nau
E disse ao mundo que o descobriu
Na verdade a história conta
Um faz de conta
Ao seu modo e ao revés
Aí, e aí
A natureza se impôs tão ricamente
A Amazônia é um tesouro
Que hoje está presente
(Olha
lá!)
Olha
lá, olhá lá
Olha lá Salomão (Salomão, Salomão!)
(bis)
O tesouro é meu majestade
Não vá tirar da minha mão
Assim
a história segue em frente
Sinceramente eu não consigo entender
Quem é o dono da cartola
Que fez este gigante aparecer
É tão triste olhar
Sem poder, sem poder reconquistar
Índio é o filho da terra
Que no meio desta guerra
Só faz se lamentar
Quem
foi, diz quem foi amor
Ninguém sabe, ninguém viu (ninguém
viu) (bis)
Eu queria é saber, saber
Quem descobriu o meu Brasil
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1988
ENREDO: Na lenda carioca, os sonhos do Vice-Rei
COMPOSiTOR(ES): Neném, Mauro Silva, Isaac, Luizinho e
Carlinhos Madureira
Está fazendo um centenário
A Portela em louvação
Voa com a liberdade
A águia e o negro num só coração
Tece versos de amor
Que o Vice-Rei sonhou
Neste cenário de paixão... de paixão
A hora é esta
De irmanar a multidão
Canta,
meu povo
Canta, meu povo (bis)
Vem no embalo
Que a lenda é carioca (canta, canta)
Canta, meu povo
Vem sambar de novo
Peripécias
do amor, ô ô
O Vice-Rei sofreu
Foi Vicente quem casou, ô ô
O sonho se acabou
Suzana, musa deste mar de lama
Simplesmente a tua chama
Queima o peito de quem ama
Valentim, foi ele sim
Sim, quem esculpiu
A fonte dos amores
Recanto tão sutil
Briga,
eu, eu quero briga
Hoje eu venho reclamar (bis)
(O que que tem, o que que há)
Esta praça ainda é minha
Eu também estou fominha
Jacaré quer me abraçar
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1987
ENREDO: Adelaide, a pomba da paz
COMPOSiTOR(ES): Neném, Mauro Silva, Arizão, Isaac
e Carlinhos Madureira
Como se fosse magia
Nosso poeta alcançou
O afã da poesia
Foi aí que clareou
Clareou
é do infinito
Oh! Que tema tão bonito
Adelaide, a pomba da paz
Está escrito
Voa,
voa, voa
Deixa a tristeza de lado (bis)
Voa, voa, voa
Vai levar o seu recado
Leia
esse matutino vai mudar o seu destino
Disse o tucano falador
Preciso de um mensageiro
Que seja bem ligeiro
Que leve a paz aonde for
Pomba,
entre na floresta
Aproveite, a hora é esta
De aliviar a sua dor
Ilumine a escuridão
Faz feliz o coração
De qualquer sofredor, ô ô ô
São
quatro letras
Que fazem sonhar
É o amor, que se espalha no ar
Neste dia de folia
Sigam o exemplo desta pomba
Desativem esta bomba
Prá ninguém se machucar
Amar
é bom, amar é bom
É bom demais, é felicidade (bis)
É sinônimo de paz
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1986
ENREDO: Morfeu no Carnaval, a utopia brasileira
COMPOSiTOR(ES): Ary do Cavaco, Carlito Cavalcante, Vanderlei,
Nilson Melodia e Paulinho
Eu hoje só quero saber
De esfriar minha cabeça
Cantar, sorrir, pular
E esquecer minha tristeza (oh Morfeu)
Deixa Morfeu me levar
Nos seus braços, sonhador
Quero fugir da realidade
Desse mundo sofredor
Nessa noite eu vou
Fazer da dor minha alegria
Sepultar eu vou o dissabor
Do dia-a-dia
Ver o meu irmão plantando
No verde sertão
Descolar um troco e pagar
Geral pro meu patrão (que é vacilão)
Ver minha Portela estourando
A boca do balão
Vai,
meu time, arrebenta
Até parece o escrete de setenta (bis)
O
índio em sua selva a sorrir
Feliz nesse torrão
Livre do FMI e da poluição
Como
é triste o despertar dessa ilusão
Que
pesadelo
Meu Deus, quanta taxa pra pagar
É trem lotado, que sacrifício danado
Desempregado e com criança pra criar
O nosso ouro lá da serra tá pelado
Já que está tudo arrombado
Deixa o leão se arrumar
No
país da bola
Só deita e rola (bis)
No país da bola
Quem vem com dólar...
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1985
ENREDO: Recordar é Viver
COMPOSiTOR(ES): Noca da Portela, J. Rocha, Edir e Poly
A Portela vem
Tão bela, oi, tão bela
Colorindo a passarela
Com pedaços de alegria
Traz na mente a saudade
No peito, a esperança
Voa Águia em sua liberdade
Abre as asas da lembrança
(Mergulhei)
Mergulhei no passado (e sonhei)
E sonhei, sonhei !
Com o meu mundo encantado
Majestoso e divino
O meu reino era um cassino
Com cenário multicor
Onde a noite tinha vida
E a vida mais amor
Façam o jogo
Que a roleta vai girar (bis)
Quem brincar com fogo
Pode se queimar
(Recordar)
Recordar é viver
O sonho prosseguia
No teatro de revista
Com milhares de artistas
O palco e a magia, ôôôô
Ôôôô, ôôôôôô
O circo chegou, meu povo (bis)
Revivendo a "Marmelada"
Na Sapucaí de novo |
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1984
ENREDO: Contos de Areia
COMPOSiTOR(ES): Dedé da Portela e Norival Reis
Bahia é um encanto a mais
Visão de aquarela
E no ABC dos Orixás
Oranian é Paulo da Portela
Um mundo azul e branco
O deus negro fez nascer
Paulo Benjamim de Oliveira
Fez esse mundo crescer (okê, okê)
Okê-okê
Oxossi
Faz nossa gente sambar (bis)
Okê-okê, Natal
Portela é canto no ar
Jogo
feito, banca forte
Qual foi o bicho que deu?
Deu Águia, símbolo da sorte
Pois vintes vezes venceu
É
cheiro de mato
É terra molhada (bis)
É Clara Guerreira
Lá vem trovoada
Epa
hei, Iansã! Epa hei! (bis)
Na
ginga do estandarte
Portela derrama arte
Neste enredo sem igual
Faz da vida poesia
E canta sua alegria
Em tempo de Carnaval
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1983
ENREDO: A ressurreição das coroas
(Reisado reino reinado)
COMPOSiTOR(ES): Hilton Veneno e Mazinho da Piedade
Vou me embalar na poesia
Do amor e sedução
Extravasando de alegria
O meu coração
Tecendo nas malhas do tempo
De toda coroação
Do
índio à nobreza
A beleza da ressurreição (bis)
Reisado
reino reinado
Ganga-Obá Chico-Rei foi coroado (bis)
A
teia que a realeza teceu
A terra amada acolheu
Um sol se fez raiar
Velas brancas
Deslizando nas ondas
De um eterno azul do mar
A independência flutuou
Assim a liberdade ecoou
Ôôô ôôô
Um canto forte se alastrou
Trazendo a miscigenação de amor
De pluma, de ouro, de prata ou de lata
As coroas têm as suas tradições
O
rei mandou sambar
O rei mandou vadiar (bis)
No carnaval das ilusões
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1982
ENREDO: Meu Brasil brasileiro
COMPOSiTOR(ES): David Corrêa e Jorge Macedo
Vem me fascinar
Oh! Que sedução
O canto de minha gente
Assediando meu coração
Semente que a arte germinou
E o tempo temperou
Amor (ô amor)
Como é gostoso amar (amar)
Se a vida é contradança
O folclore é o par
Espalhei no meu caminho, ô
Olê, olê, olá (olê, olá)
(bis)
Sou folclore, sou a brisa
Esta noite no meu verso
Vou lhe beijar
No meu país tudo é assim
A Lua acende a poesia lá no céu
Violeiro, repentista, seresteiro e sambista
Desafiam em Cordel
Sou namorado, troco mágoas pela flor
Capoeira também chora
Quando perde seu amor
Amar, eu sei
Isso é muito mais que amor
Eu sou amante
E sou menino sonhador
Das Escolas de Samba
Me leva, me leva
Me leva baiana que eu também vou (bis)
Mestre-sala e porta-bandeira
Girando num conto de amor
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1981
ENREDO: Das maravilhas do mar fez-se o esplendor
de uma noite
COMPOSiTOR(ES): David Corrêa e Jorge Macedo
Deixa-me encantar
Com tudo teu
E revelar, lá lá rá
O que vai acontecer
Nesta noite de esplendor
O mar subiu na linha do horizonte
Desaguando como fonte
Ao vento a ilusão teceu
O mar (oi, o mar)
Por onde andei mareou (mareou)
Rolou na dança das ondas
No verso do cantador
Dança quem tá na roda
Roda de brincar (bis)
Prosa na boca do vento
E vem marear
Eis o cortejo irreal
Com as maravilhas do mar
Fazendo o meu carnaval
É a vida a brincar
A luz raiou pra clarear a poesia
Num sentimento que desperta na folia (amor, amor)
Amor sorria, ô ô ô
Um novo dia despertou
E lá vou eu
Pela imensidão do mar (bis)
Essa onda que borda a avenida de espuma
Me arrasta a sambar |
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1980
ENREDO: Hoje tem marmelada
COMPOSiTOR(ES): David Corrêa, Norival Reis e Jorge Macedo
A brisa me levou ô ô
Para um reino encantado
Onde eu me fiz menino-rei
E era o circo
O meu palácio dourado
Como é doce
Ser criança outra vez
E me atirar nos braços da alegria
Quero me perder na minha imaginação
E brincar na ilusão
Ôôôô ôôôô
Vem de lá ó criançada (bis)
Que hoje tem marmelada
Pois o circo já chegou
E nesse reino encantado
A arte se faz aplaudir
Me embala na rede do tempo
Feliz sonhador
Sou criança e vou sorrir
Arranco do peito um aplauso
E num abraço venho homenagear
Hoje a alegria do palhaço
Na tristeza dá um laço
E faz minha escola cantar
O raia o Sol o dindin
Suspende a Lua dindin (bis)
Salve o palhaço
Que está lá no meio da rua |
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1979
ENREDO: Incrível, fantástico,
extraordinário
COMPOSiTOR(ES): David Corrêa, Tião Nascimento e
J. Rodrigues
Chegou o Carnaval
Vou me abraçar com a cidade
Eu quero saber só da folia
Nesta festa que irradia
Sonhos mil, felicidades
Oh! Quanto esplendor!
Há palhaços, colombinas
Arlequins e pierrôs
O povo vai viver doce ilusão
Se extasiando no jardim da sedução
Ôôôôôôôôôô
Alegria já contagiou (bis)
A ordem do "rei" é brincar
Quatro dias sem parar
Incrível! Fantástico! Extraordinário!
O talento de um povo
Que mantém acesa a chama da tradição
O carioca tem um "quê"
Sabe amar e viver
Ao dançar no salão ou no cordão
Trabalha de janeiro a janeiro
Em fevereiro cai na delícia da folia
Mestre-sala e porta-bandeira
Riscam o chão de poesia
Segura baiana
Ioiô e iaiá! (bis)
Na quarta-feira
Tudo vai se acabar |
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1978
ENREDO: Mulher à Brasileira
COMPOSiTOR(ES): Jair Amorim e Evaldo Gouveia
Amor, amor, amor
A mulher em festival
Traz a Portela
É riso, é luz, é cor
É poema o Carnaval
Falando nela
Tanta história pra contar
Tantos nomes pra lembrar
Com ternura e emoção
Das heroínas que são
Nosso orgulho e nossa tradição
Dessas mulheres gentis
Que fizeram meu país feliz
(Vou cantar para exaltar!)
Um sorriso em sua boca
Um olhar daquele jeito
Nossa alma fica louca
Coração bate no peito
Brancas, negras e morenas tem (ora se tem)
O feitiço que as mulatas têm (e como têm)
Brasileira é uma beleza em flor
E beleza não tem cor
Olê olê
Olê olá (bis)
Podem falar
Mas mulher como a nossa igual não há |
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1977
ENREDO: Festa da Aclamação
COMPOSiTOR(ES): Catoni, Dedé da Portela, Waltenir e Jabolô
O dia raiou
À tarde a passarada anunciou
Que à noite era a festa
Ao som de clarins
A corte se apresentou
Em vários dias de festa
A cidade se veste
Com seu traje mais novo
A praça em alegria se engalana
Para receber o nosso povo
Tribuna real, camarote e nobreza
Que maravilha de luz e de cor
O povo canta e o rei se encanta
Com a força do canto de amor
Viva o rei
Viva o rei Dom João (bis)
O rei mandou vadiar
Na Festa da Aclamação
(Que beleza!)
Que beleza
Uma índia com o seu manto real
Que lindas alegorias
O Deus Netuno protegendo o pessoal
Vejam nessa passarela
A imagem daquela festa tão bela
Carnaval
Festa do povo (bis)
Aclamação
É festa de novo |
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1976
ENREDO: O Homem do Pacoval
COMPOSiTOR(ES): Noca da Portela, Colombo e Edir
Voando
Nas asas da poesia
A Portela em euforia
Vive um mundo de ilusão
E vem cantar
Os mistérios da Ilha de Marajó
Uma historia que fascina
Vem do alto da colina do Pacoval
Sob o poder de Atauã
O seu povo evoluindo
Nas crenças costumes e tradições
E o deus sol
Era figura de grandeza
A mãe Tanga a pureza
Era símbolo da vida dos Aruãs
Belzebu o rei do mal
Era festejado em cerimônia especial (bis)
Lá lá lá
Iara que seduzia
Pela magia do seu cantar
E os Aruãs que felizes viviam
Não há explicação no seu silenciar
O seu tesouro foi a causa da invasão
Mas os tempos se passaram
Veio a colonização
Viveram nesse recanto de beleza
Catarina de Palma e outros mais
Terra abençoada pela natureza
Com suas festas tradicionais
Vaquejada, boi-bumbá
Vem o gaiola vou viajar (bis)
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1975
ENREDO: Macunaíma, herói de
nossa gente
COMPOSiTOR(ES): David Corrêa e Norival Reis
Portela apresenta
Do folclore tradições
Milagres do sertão à mata virgem
Assombrada com mil tentações
Cy, a rainha mãe do mato, oi
Macunaíma fascinou
Ao luar se fez poema
Mas ao filho encarnado
Toda maldição legou
Macunaíma índio branco catimbeiro
Negro sonso feiticeiro (bis)
Mata a cobra e dá um nó
Cy, em forma de estrela
À Macunaíma dá
Um talismã que ele perde e sai a vagar
Canta o uirapuru e encanta
Liberta a mágoa do seu triste coração
Negrinho do pastoreio foi a sua salvação
E derrotando o gigante
Era uma vez Piaiman
Macunaíma volta com o muiraquitã
Marupiara na luta e no amor
Quando para a pedra para sempre o monstro levou
O nosso herói assim cantou
Vou me embora, vou me embora
Eu aqui volto mais não (bis)
Vou morar no infinito
E virar constelação |
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1974
ENREDO: O mundo melhor de Pixinguinha (Pizindim)
COMPOSiTOR(ES): Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Velha
Lá vem Portela
Com Pixinguinha em seu altar
E altar de escola é o samba
Que a gente faz
E na rua vem cantar
Portela
Teu carinhoso tema é oração
Pra falar de quem ficou (bis)
Como devoção
Em nosso coração
Pizindin! Pizindin! Pizindin!
Era assim que a vovó
Pixinguinha chamava
Menino bom na sua língua natal
Menino bom que se tornou imortal
A roseira dá
Rosa em botão
Pixinguinha dá
Rosa, canção
E a canção bonita é como a flor
Que tem perfume e cor
E ele
Que era um poema de ternura e paz (bis)
Fez um buquê que não se esquece mais
De rosas musicais
Lá vem Portela... |
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1973
ENREDO: Pasárgada (O Amigo do Rei)
COMPOSiTOR(ES): David Corrêa
Ao embarcar na ilusão
Senti palpitar meu coração (bis)
Na passarela um reino surgia
Quanta alegria
Desembarquei feliz
Tudo era fascinante
Nesse mundo pequenino
Até relembrei os dias
Do meu tempo de menino
Nas brincadeiras de roda
Rodei pelo mundo afora (bis)
Neste reino azul
Tem tudo que desejei
Auê, auê, auê eu sei
Eu sei que sou o amigo do rei (bis)
Nas ondas do mar caminhei
No azul do céu eu voei (bis)
Lá vem ela na avenida
Cinqüentenária tão florida
Portela, ô Portela!
Na vida és a Pasárgada mais bela |
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1972
ENREDO: Ilu Ayê (Terra da Vida)
COMPOSiTOR(ES): Cabana e Norival Reis
Ilu Ayê, Ilu Ayê Odara
Negro dançava na Nação Nagô (bis)
Depois chorou lamento de senzala
Tão longe estava de sua Ilu Ayê
Tempo passou ôô
E no terreirão da Casa Grande
Negro diz tudo que pode dizer
É samba, é batuque, é reza
É dança, é ladainha (bis)
Negro joga capoeira
E faz louvação à rainha
Hoje
Negro é terra, negro é vida
Na mutação do tempo
Desfilando na avenida
Negro é sensacional
É toda a festa de um povo
E dono do Carnaval |
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1971
ENREDO: Lapa em três tempos
COMPOSiTOR(ES): Ary do Cavaco e Rubens
Abre a janela formosa mulher
Cantava o poeta trovador
Abre a janela formosa mulher
Da velha Lapa que passou...
Vem dos Vice-Reis
E dos tempos do Brasil Imperial
Através de tradições
Até a República atual
Os grandes mestres do passado
Dedicaram obras de grande valor
A Lapa de hoje
À Lapa de outrora (bis)
Que revivemos agora
As serestas
Quantas saudades nos traz
Os cabarés e as festas
Emolduradas pelos lampiões a gás
As sociedades e os cordões
Dos antigos carnavais
Olha a roda de malandro
Quero ver quem vai cair (bis)
Capoeira vai plantando
Pois agora vai subir
Poeira oi, poeira
O samba vai levantar poeira (bis)
Imagem do Rio Antigo
Berço de grandes vultos da história
A moderna arquitetura lhe renova a toda hora
Mas os famosos arcos
Os belos mosteiros
São relíquias deste bairro
Que foi o berço de boêmios seresteiros
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1970
ENREDO: Lendas e mistérios da Amazônia
COMPOSITOR(ES): Catoni, Jabolô e Valtenir
Nesta
avenida colorida
A Portela faz seu carnaval
Lendas e mistérios da Amazônia
Cantamos neste samba original
Dizem que os astros se amaram
E não puderam se casar
A
lua apaixonada chorou tanto
que do seu pranto nasceu o rio-mar (bis)
E
dizem mais
Jaçanã, bela como uma flor
Certa manhã viu ser proibido o seu amor
Pois o valente guerreiro
Por ela se apaixonou
Foi sacrificada pela ira do Pajé
E na vitória-régia
Ela se transformou
Quando
chegava a primavera
A estação das flores
Havia uma festa de amores
Era tradição das amazonas
Mulheres guerreiras
Aquele ambiente de alegria
Terminava ao raiar do dia
Ô
skindô lalá,
Ô skindô lelê, (bis)
Olha só quem vem lá
É o saci pererê
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1969
ENREDO: Treze Naus
COMPOSITOR(ES): Ari do Cavaco e Rubens
Apesar de muitos séculos passados
Jamais o povo esquecerá
Essa gloriosa página
Que hoje tornamos a exaltar
Saindo de Portugal
Trazendo sob o seu comando treze naus
Com destino às índias
Seguia Pedro Álvares Cabral
Mas ao se afastar das calmarias
Novas
terras descobria
Criava assim um mundo novo
E glorificava um grande povo
Lá, lá lá ( etc)
Esse
feito colossal
fez o nobre de Belmonte, imortal
O seu sangue de aventureiro
Seu amor de marinheiro
Ao seu Rei e a Portugal
Sua
bravura e coragem
Cruzando mares de estranhas regiões
Deles fizeram herói
Orgulho de duas nações
Ao finalizar esta epopéia deslumbrante
Com imenso orgulho exaltamos
O nome desse nobre navegante
Lá, lá lá lá ( etc )
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1968
ENREDO: O Tronco do Ipê
COMPOSITOR(ES): Cabana
Apresentamos neste carnaval
Esta estória exuberante
Cheia de trechos sensacionais
De episódios eletrizantes
Escrita por José de Alencar
Grande vulto de valor excepcional
Orgulho da literatura nacional - tronco do Ipê
É o ponto culminante desta estória
Onde o pai Benedito fazia feitiçaria
Reunia os escravos no local
E lá fazia um batuque infernal!
(solfejo do batuque) Muito importante e também
de emoção
Foi quando Alice caiu no boqueirão
Mário num esforço sobrenatural
Consumou a sua salvação
Outro fato bem marcante foi a carta
Testemunho do barão
E a passagem mais bela
Foi o casamento de Mário e Alice na Capela
Ô Ô ô |
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1967
ENREDO: Tal dia é o Batizado
COMPOSITOR(ES): Jabolô, Catoni e Waltenir
Tiradentes,
Valoroso mártir inconfidente
Que o Brasil possuiu
Em Vila Rica
Cidade de Minas Gerais
Que há muitos anos atrás
Foi o palco de um capítulo a mais
Da nossa história
A senha dos revoltados
Era:- TAL DIA É O BATIZADO
Para que o Brasil fosse libertado
Pelos conspiradores
Que eram bravos inconfidentes
intelectuais, vigários e coronéis
Liderados pelo alferes Tiradentes
Aquela época
Visconde de Barbacena
Executor da derrama
Foi móvel essencial
Para este episódio nacional
Que
incentivou indiretamente
Tornar o Brasil independente
Mais
tarde, foram traídos
Por JOAQUIM SILVÉRIO DOS REIS
O delator
Só ameaçado o vigário Confessou
Ô......ô......
E aqui no Rio de Janeiro
TIRADENTES tornou-se prisioneiro
Sendo sacrificado a 21 de abril
abrindo o caminho
da INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
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1966
ENREDO: Memórias de um sargento de
milícias
COMPOSITOR(ES): Paulinho da Viola
Era no tempo do rei
Quando aqui chegou
Um modesto casal
Feliz pelo recente amor
Leonardo, tornando-se meirinho
Deu a Maria Hortaliça um novo lar
Um pouco de conforto e de carinho
Dessa união nasceu um lindo varão
Que recebeu o mesmo nome de seu pai
Personagem central da história
Que contamos neste carnaval
Mas um dia Maria
Fez a Leonardo uma ingratidão
Mostrando que não era uma boa companheira
Provocou a separação
Foi assim que o padrinho passou
A ser do menino tutor
A quem deu imensa dedicação
Sofrendo uma grande desilusão
Outra figura importante de sua vida
Foi a comadre parteira popular
Diziam que benzia de quebranto
A beata mais famosa do lugar
Havia nesse tempo aqui no Rio
Tipos que devemos mencionar
Chico Juca era mestre em valentia
E por todos se fazia respeitar
O reverendo, amante da cigana
Preso pelo Vidigal, o justiceiro
Homem de grande autoridade
Que à frente dos seus granadeiros
Era temido pelo povo da cidade
Luizinha, primeiro amor
Que Leonardo conheceu
E que dona Maria
A outro como esposa concedeu
Somente foi feliz
Quando José Manuel morreu
Nosso herói outra vez se apaixonou
Quando sua viola a mulata Vidinha
Esta singela modinha contou:
Se os meus suspiros pudessem
Aos seu ouvidos chegar
Verias
que uma paixão
Tem poder de assassinar
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1965
ENREDO: Histórias e tradições
do Rio quatrocentão - do morro Cara de Cão
à praça Onze
COMPOSITOR(ES): Candeia e Waldir 59
Rio és um marco de glória
És um berço na história do país
Tens um povo alegre, hospitaleiro e tão feliz.
É com desvelo e orgulho que iremos exaltar
Teu fundador, o bravo Estácio de Sá
Que transformou seus sonhos em realidade
Expulsando os invasores
Decidiu a sorte da cidade
Pagando com a própria vida
O preço do amor à liberdade.
E após um século decorrido
O povo conquistou retumbante vitória
Jerônimo Barbalho, o herói destemido
Com refulgência
Nos legou os ideais da independência.
Rio de Janeiro de São Sebastião
Cidade-estado, em expansão secular.
Salve!
O Conde de Bobadela
Benfeitor da cidade
Que é a mais linda aquarela
Rio
antigo, das batucadas
Dos rituais, capoeiras e congadas
Oh! Meu Rio colonial
Do mestre Valentim, artista genial.
Não devemos esquecer o mártir Inconfidente
O heróico Tiradentes!
Salve! A princesa redentora Isabel
Que aboliu a escravatura tão cruel
Esse fato que tanto nos comove...
Após
a vinda de d. João VI, no século XIX
Prosseguindo esta feliz apologia
Lembramos o último baile da monarquia.
Hoje
no século XX, do caldeamento de raças
Surgiu com requinte e graça
No mundo aristocrata
Consagrada beleza exuberante da mulata.
Rio,
teu panorama é um lindo relicário
Todo Brasil se engalana
Com a passagem de teu IV Centenário
Ô
ô ô ô ô
Ruas do Rio, sempre cheias de esplendor
Ô ô ô ô ô
Hoje cantamos em teu louvor
Lará lará lará...
Lará lará lará...
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1964
ENREDO: Segundo casamento de D. Pedro I
COMPOSITOR(ES): Antônio Alves
Era desejo de todos
que D. Pedro I
desse ao povo brasileiro
uma nova imperatriz
para ser feliz
embora o jovem imperador
também sonhasse
em conquistar um grande amor
num principado da Europa
a sua esposa mandou buscar
fazendo da princesa Amélia
Imperatriz do Brasil
e companheira do seu lar.
Lá
lá lá lá lá lá lá
lá lá
No
dia do seu casamento
a Ordem da Rosa ele criou
a corte estava engalanada
era um lindo cenário
de raro esplendor
as ilustres personagens
ao par imperial
desde o ato religioso
das alianças e do bolo
a valsa nupcial
a orquestra animava a festa
no salão da corte imperial.
Nã
nã nã nã nã nã nã
não
nã nã nã nã nã nã
nã não
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1963
ENREDO: Exaltação ao Barão
de Mauá
COMPOSITOR(ES): Valter Rosa e Antonio Alves
Vulto de notável mérito
que a indústria do país glorificou
Irineu Evangelista de Souza
a primeira estrada de ferro criou
base para a siderurgia do Brasil
fundição na Ponta da Areia
o fator primordial do progresso nacional
e também o canal do Mangue
com suas palmeiras imperiais
quantas lembranças nos traz.
Heranças
históricas
Rio antigo dos lampiões a gás
Rio
Grande do Sul
berço desse ilustre brasileiro
que adquiriu conhecimento no estrangeiro
desenvolveu e protestou contra a navegação
em trânsito livre no rio Amazonas
por outra nação.
Após sofrer rudes golpes de sorte
nos derradeiros momentos da monarquia,
O
pioneiro barão de Mauá
em 89 desaparecia
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1962
ENREDO: Viagem pitoresca através
do Brasil
COMPOSITOR(ES): Zé Ketti, Batatinha, Carlos Elias
e Marques Balbino
Achou
tão maravilhoso
os costumes e a nossa natureza
que transportou para as telas
toda a imensa beleza.
Deixou muitas aquarelas
retratos a óleo, paisagens diversas e composições
a arte de desenhar
cresceu em suas mãos.
Há de existir no museu de Munique
documentado em pintura
as cenas tristes e alegres
das fazendas do Brasil
nos tempos da escravatura.
Retratou
vários tipos raciais
as paisagens e os costumes regionais
do nosso Brasil de outrora
catalogou os seus trabalhos e, embevecido,
publicou-os, tornando conhecido
um pouco do Brasil por este mundo afora.
João Maurício Rugendas
para nós é uma glória
cantar e reviver teu passado
tua obra grandiosa e tua história
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1961
ENREDO: Jóias das lendas brasileiras
COMPOSITOR(ES): Walter Rosa
As jóias das lendas e crendices brasileiras
entre as quais
daquele que amarrava os animais a noite inteira
cantando e assobiando era o Saci-Pererê
as minhas chagas doem como o quê
Iara, mãe d’água doce, a fascinadora
dos homens que se aventuraram a ir até as margens
do rio
da esperança de conquistar sua beleza encantadora.
A
cobra grande do Nordeste cuja aparição
teve início no dia
em que a cabocla virgem atraída adormeceu
só quem sabia do milagroso fruto
era o filho do cacique
que viu onde ela o escondeu.
O
Negrinho do Pastoreio e seu fiel ginete
o mártir religioso
superstições de várias regiões
desse imenso Brasil poderoso
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1960
ENREDO: Rio, capital eterna do samba
COMPOSITOR(ES): Walter Rosa
Cidade
de São Sebastião do Rio de Janeiro
rainha das paisagens
maravilha do mundo inteiro
o teu cenário histórico
passamos a ilustrar
o sonho do teu fundador, Estácio de Sá
simbolizando em cânticos alegres
hoje viemos exaltar.
Estão consumados
cidade, teus ideais
apologia aos teus vultos imortais
Rio, dádiva da natureza
aquarela universal
os sambistas te elegeram ao som da música
a nova Guanabara, eterna capital
de encantos mil.
Lá
lá lá lá lá lá lá
lá lá
orgulho do meu Brasil
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1959
ENREDO: Brasil, Pantheon de Glória
COMPOSITOR(ES): Casquinha, Bubu, Candeia, Waldir 59 e Picolino
Brasil,
pantheon de glória
Salve! Os heróis da nossa história.
Há muitos anos atrás
Felipe Camarão e outros vultos mais
expulsaram os invasores
do território nacional
Salve! Caxias imortal guerreiro
patrono do brioso Exército brasileiro.
Santos
Dumont
pioneiro da aviação
Rui Barbosa
imortalizou a nação
com sua rara inteligência
Salve a FEB imponente viril
nós saudamos as glórias do Brasil.
Lá,
lá, lá
lará, lará
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1958
ENREDO: Vultos e efemérides
COMPOSITOR(ES): Simeão e Jorge Porqueiro
Em
vinte e dois de abril de mil e quinhentos
nosso gigante vi cair
por diante com amor edificou
essa grande pátria varonil
e Portugal ao mundo revelou
Brasil, ô meu Brasil.
Tiradentes,
o mártir inconfidente
o pioneiro do Brasil independente
da Inconfidência Mineira
bela página brasileira
do exemplo de amor à liberdade.
José
Bonifácio mentor de inteligência
influenciou d. Pedro I
a dar o grito da independência.
A
princesa Isabel foi o anjo da Abolição
Deodoro, Rui Barbosa e Quintino Bocaiúva
os baluartes da Proclamação
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1957
ENREDO: Legados de D. João VI
COMPOSITOR(ES): Candeia, Waldir 59 e Picolino
Quando veio para a nação que mais tarde
o consagraria
D. João VI no navio majestoso ao passar pela
Bahia
instituiu novos textos abrindo os portos do Brasil
para o mercado universal
logo após seguiu o seu roteiro
com destino ao Rio de Janeiro.
Quando aqui chegou
desembarcou com toda a família real
incomensurável séquito
vulto de notável mérito
o eminente príncipe regente.
Um ano depois sua alteza ordenou
a invasão da Guiana Francesa
e depois criou com sabedoria
a Academia da Marinha, o Selo Nacional
Escola de Belas-Artes, também o primeiro jornal.
Mais tarde o povo aclamou esta figura de grande marca
unida em cores mil
Viva o grande monarca regente do destino do Brasil
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1956
ENREDO:
Riquezas do Brasil
COMPOSITOR(ES): Candeia e Waldir 59
Brasil tu eras uma dádiva divina
cacau, cana-de-açúcar e algodão
borracha, mate e café
produtos desta imensa nação
tem-se o campo tão fértil em matéria-prima
e a tua riqueza inveja o mundo
és belo, forte e varonil
Brasil, Brasil, Brasil.
Tuas gloriosas
Forças Armadas
com desvelo zelam pelo teu tesouro
em tua história consagrada
escreveram páginas de ouro.
Guias defensores
do amanhã
futuros doutorandos do Brasil
estejam sempre alertas
tragam uma lembrança
o conselho do poeta
criança não haverá país
nenhum como este
imitam na grandeza
a terra em que nasceste
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1955
ENREDO: Festa Junina em Fevereiro
COMPOSITOR(ES): Candeia e Waldir 59
A Fazenda alegre ficou
Quando se anunciou
O casamento da filha
De Antônio João Pedro Santana
Conhecido Coroné Carreteiro
Com a filha do afamado José Fagueiro
Que verdadeira maravilha
Em noite de fevereiro
Todos dançando a quadrilha
A festança está tão bela
Com as sinhazinhas tão exuberantes
E o cura inaugurando a nova capela
Que ficou ainda bem mais linda
Ao receber o fulgor da fogueira trepidante
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1954
ENREDO: São Paulo Quatrocentão
COMPOSITOR(ES): Picolino e Waldir 59
São Paulo
tu és o celeiro da nossa Nação
por isso mereces teu quatrocentão
e em tua homenagem nos congratulamos
São
Paulo
com teus cafezais, tua indústria fabril
tu és o orgulho do nosso Brasil
São
Paulo
tu és cidade-orgulho de nossa nação
tu és a cidade-jardim
Terra
da Promissão
Tu és, São Paulo, centro industrial
Verdadeiro arsenal desta imensa Nação
Salve teus quatro centenários
teus bandeirantes lendários
desbravando o sertão
Salve teus bravos fundadores
que têm seu nome na história
Salve teu povo varonil
orgulho do nosso Brasil
foste formado com honras e glórias
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1953
ENREDO: Seis datas magnas
COMPOSITOR(ES): Althair Prego e Candeia
Foi Tiradentes o Inconfidente
e foi condenado à morte
trinta anos depois o Brasil tornou-se independente
era o ideal de formar um país livre e forte
Independência ou morte
D. Pedro proferiu
mais uma nação livre era o Brasil.
Foi em 1865 que a história nos traz
Riachuelo e Tuiuti foram duas grandes vitórias
reais
foram os marechais Deodoro e Floriano e outros vultos
mais
que proclamaram a República e tantos anos após
foram criados
Hinos da Pátria amada
nossa bandeira foi aclamada
pelo mundo todo foi desfraldada |
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1942
ENREDO: A vida do Samba
COMPOSITOR(ES): Alvaiade e Bibi
Samba foi uma festa dos índios
Nós o aperfeiçoamos mais
É uma realidade
Quando ele desce do morro
Para viver na cidade
Samba, tu és muito conhecido
No mundo inteiro
Samba, orgulho dos brasileiros
Foste ao estrangeiro
E alcançaste grande sucesso
Muito nos orgulha o teu progresso |
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1939
ENREDO:
Teste ao Samba
COMPOSiTOR(ES): Paulo da Portela
Vou começar a aula
Perante a comissão
Muita atenção! Eu quero ver
Se diplomá-los posso
Salve o fessor
Dá nota a ele senhor
Quatorze
com dois são doze
Noves fora tudo é nosso
Cem divididos por mil
Cada um com quatro fica
Não
pergunte à caixa surda
Não peça cola à cuíca
Nós lá no morro
Vamos vivendo de amor
Estudando com carinho
O que nos passa o professor
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PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
PORTELA
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