SAMBAS-ENREDOS
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2007
ENREDO: O futuro do pretérito, uma
história feita a mão
COMPOSITOR(ES): Toco, Rafael Paura, Marquinho Marino
Divina criação
Do pó da terra ao sopro da vida
“ O Grande artesão do universo”
Legou ao homem a inspiração criativa
Ao deixar o paraíso, se fez preciso
Viver pelas próprias mãos
Com o passar do tempo
O mundo em evolução
Escravizado pela sua ambição
Vê o futuro ao simples toque do botão
Amar, viver, sonhar, acreditar
Que a alma é a fonte, energia da vida (bis)
Na máquina jamais se encontrará
A inspiração que faz nascer a poesia
Mãos que se entrelaçam
Da natureza, toda forma de expressão
Transborda em cada peça, sua imaginação
Tão belas, tão lindas
Uma cultura em cada região
Aplausos, às estrelas da folia
O sonho se transforma em alegria
Sou eu, tenho samba no pé, sou sambista
Nas mãos, o talento de artista
Eu me orgulho de ser artesão
Um Brasil feito à mão
Um só coração – liberdade!
Da emoção, eu faço a arte (bis)
Em verde e branco, com a Mocidade |
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2006
ENREDO: A vida que pedi a Deus
COMPOSITOR(ES): Toco, Rafael Só e Marquinho Marino
Fui ao céu, viajei ao infinito
Meu sonho hoje é realidade
A suprema divindade atendeu o meu pedido
Para mudar a profecia
Apostei na alegria e na magia do meu carnaval
Na roda que o mundo gira
Roda baiana, faz o meu mundo girar
No compasso, a bateria faz meu povo delirar
A Mocidade risca o chão de poesia
Sob a luz da estrela guia
A vida vai se transformar
Sou a onda que te leva nesta folia
Um verde e branco mar de energia (bis)
Laços de amor
Unindo os povos num só coração
O homem que fazia a guerra
Hoje é um eterno folião
Há fartura em toda mesa
Da natureza todos vão compartilhar
A vida tem mais qualidade
Minha Mocidade traz o "vírus da felicidade"
E amanhã, quando brilhar o novo amanhecer
Com liberdade e igualdade
Será um mundo bem melhor pra se viver
A vida que pedi a Deus
A Mocidade me proporcionou (bis)
São 50 anos de história
Uma linda trajetória
Lembranças que o tempo não levou |
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2005
ENREDO: Buon mangiare Mocidade! A arte
está na mesa
COMPOSITOR(ES): Nilton Mello e Jorginho Valle
Abram as cortinas
No palco, toda forma de expressão
Eu agito a massa
Sou arlequim, tempero certo, sedução
Vai o saltimbanco pela rua
E a vida continua
Eh, Paixão!
Recheio lá dos bailes de Veneza
Quem sou eu? Quem é você?
Vem me dar seu coração
Ô, ô, ô, ô.
A ópera vai começar (bis)
Maestros e compositores
A magia está no ar!
Sonhar é renascer
O molho... tá na consciência
O homem recriou
Transformando em arte a ciência
O fogo atiçou a terra dos sabores
A moda em Milão
Mistura de cultura e liberdade
Cobre de brasilidade
Essa vida, esse chão
Artistas, descendentes desse traço
Pra Itália, aquele abraço!
Um banquete de união
Buon Mangiare, Mocidade! Amor...
Se a arte tá na mesa, eu tô... (bis)
É a trupe independente de Padre Miguel
Brilhou uma estrela lá no céu |
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2004
ENREDO:
Não corra, não mate, não
morra, pegue carona com a Mocidade!
COMPOSITOR(ES): Santana e Ricardo Simpatia
Brilhou um novo dia
Pegue carona com a Mocidade
O corso da alegria
A despertar toda cidade
É manhã de carnaval
Dou um alerta geral
Vamos colocar o cinto, respeitar a vida
Um descuido é fatal
A máquina evoluiu
O mundo inteiro aplaudiu
Atraindo aventureiros
Traiu o Senna, o orgulho brasileiro
Amor,
paixão, velocidade é ilusão
Dirijo meu carro (bis)
Se tomo um pileque
Dou a vez na direção
Basta de tanto acidente
Não seja imprudente
Subir ao pódio assim não dá (meu
Brasil)
Seja mais consciente
A vida é um presente
Chegou a hora de mudar
Sai desse "pega" moleque
Pisa no breque
Tem alguém a te esperar
Veja a harmonia do sol e da lua
Um exemplo a se espelhar
Pare,
pense
Olhe a sinalização (bis)
Proteja quem te ama
Siga em paz na direção
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2003
ENREDO:
Para sempre no seu coração, carnaval
da doação
COMPOSITOR(ES): Santana e Ricardo Simpatia
Um gesto de amor faz alguém sorrir
Só o doador faz a vida prosseguir
Basta se conscientizar
A família querer aceitar
Pro sonho se realizar
Vem fazer o bem sem olhar a quem
Com a Mocidade doar o coração
Nos braços da mitologia
Unindo o mundo na mesma missão
Sob a luz da estrela guia
Doar sem medo de errar
Ver um brilho no olhar (bis)
Amar é dar, receber
É tão bom viver
Cosme
e Damião
Pioneiros nessa arte divinal
Dando asas à ciência
O homem busca novos ideais
Os olhos ganham luz, vêem cores
Cura os males as dores
Renovando os conceitos sociais
Esse artista iluminado
Doou toda sua criação
Sua imagem é chama viva
Para sempre no seu coração
Alô você!
Abrace essa corrente pela vida! (bis)
Sou doador, sou Mocidade
Dou um alerta para o bem da humanidade
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2002
ENREDO: O
grande circo m ístico
COMPOSITOR(ES):
Beto Corrêa, Dico da Viola, Jefinho e Marquinho Índio
É show, que euforia
Festa na cidade
O grande Circo Místico chegou, ô ô
De mãos dadas com a Mocidade
Abra as cortinas do seu coração
Nossa arte é vida, cheia de emoção
Vem sonhar acordado
Esse mundo encantado
É fascinação
Palhaço e sambista
Em estado de graça (bis)
Pro malabarista, aplausos da massa
E o trapezista, bailando no ar, ô...
E na cartola, a surpresa, o que será?
Taí o real picadeiro
A cada instante
Uma viagem além da imaginação
É nobreza e cultura, magia, ternura
Uma doce ilusão
Mãe de toda arte, seduz os meus olhos
Teu chão de estrelas
Aonde chega é felicidade
Quando vai embora, é um mar de saudade
Hoje tem alegria
Sonho da criançada? (Tem sim, senhor) (bis)
Hoje o céu é de lona
Vamos dar gargalhada, meu amor |
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2001
ENREDO: Paz
e harmonia, a Mocidade é alegria
COMPOSITOR(ES):
Joãozinho, Marcelo do Rap, Domenil e J. Brito
Desperta uma luz, lá do céu clareou (ô ô ô ô)
Unindo o céu e a terra
Iluminado eu vou
Vem me abraçar! "Felicidade!"
Plantei amor no coração
Brotou a paz na humanidade
Num beijo e um aperto de mão
Eu vejo o bem vencer o mal
Na Mocidade a alegria
Trocou de mal com a tristeza
É um povo em plena harmonia
Eu quero amar! Amor eu vou
Ser feliz nessa paixão (bis)
Minha arma é alegria
Conquistei seu coração
É bom meu país sem guerra
Foi brincando com a terra
Que a criança se encantou
Na luz do sol da Primavera
É a flor da nova era que desabrochou
Me embala num só coração
Onde amar e ser amado
Vem de Deus essa missão
Nos olhos dos anjos da terra
Acendeu a luz eterna
Da bondade e da razão
Explode amor
É Carnaval (bis)
O mundo se abraça
Pela paz universal |
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2000
ENREDO: Verde,
amarelo, azul-anil,
colorem o Brasil no ano 2000
COMPOSITOR(ES): Dico da Viola, Jefinho,
Marquinho PQD e Marquinho Índio
O coração do mundo está em festa
E bate forte nesse carnaval
Mas a saudade de uma forma iluminada
Vem trazendo visitantes do espaço sideral
É bom recordar o que já passou
Também vou mostrar como estou
Eu quero aprender um pouco mais a caminhar
Com os índios do futuro viajar
E mergulhar nessa paixão
Com as cores da bandeira no meu coração (bis)
Oh! Meu Brasil, esperança que pode curar
Encantos mil e um segredo pra se desvendar
Riqueza que desperta o avanço cultural
Reflete muito mais que o brilho do metal
Oh! Meu Brasil, o infinito quando toca o mar
Num beijo anil, um cenário que me faz sonhar
Que o amor pode guiar o novo amanhecer
E a gente ensinar o que é viver
Viver em paz, pra ser feliz
É só amar nosso país (bis)
É preservar o que se tem
Seguir a Deus, plantar o bem
É abraçar o nosso irmão
Ao inimigo só perdão
A nossa estrela vai brilhar
E a luz da paz eternizar |
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1999
ENREDO: Villa-Lobos
e a apoteose brasileira
COMPOSITOR(ES):
Santana, Nascimento e Ricardo Simpatia
Rompeu barreiras
Atravessou fronteiras
Para sua música despontar
Esse gênio brasileiro
Conquistou o mundo inteiro
Fez nosso país se orgulhar
Palmilhando os quatro cantos do gigante
De folclore fascinante
Fonte de belezas naturais
Criou grandes temas musicais
Papagaio do moleque enfeitando o céu azul
O uirapuru a encantar de norte a sul (bis)
As Bachianas, quanta emoção!
É lindo o chorinho rasga o coração
Deixou cantar em sua música
A fauna, flora, rio e mar (o mar)
No concerto da floresta ao luar
Canta o pajé... Dança o mandu çarara
Refletindo a poesia, mistérios e magias
Da cultura popular
Criança esperança vem pra folia cirandar
Que hoje a batuta do maestro
Rege a sinfonia desta arte milenar (Villa-Lobos)
Villa-Lobos é prova de brasilidade
Sua obra altaneira (bis)
Vem na voz da Mocidade
Cantando a apoteose brasileira |
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1998
ENREDO: Brilha
no c éu a estrela que me faz
sonhar
COMPOSITOR(ES): Joãozinho, Guinna, Muca e J. Brito
O céu vai me guiar
O brilho das estrelas
Vai iluminar!!!
Nesta noite a magia
Cai do céu e a poesia
Vem da estrela que me faz sonhar (sonhar!)
Nesse universo de mistérios
Um livro aberto cheio de fascinação
Vejo nos astros minha luz na escuridão
Amor vou te levar
Nesse mar de alegria (bis)
Iluminado vou na paz da estrela guia
Reluz no mapa celeste
A sorte e o destino
Dos grandes impérios
Deixa o sonho te levar (levar)
Pro futuro que virá
Entre heróis, mitos, animais
Cruzeiro do Sul, não me perco jamais
Se o mundo gira o Sol se põe
A lua vem e anuncia
Uma chuva de estrelas
Vai cair nesta folia
Uma luz riscou
O espaço sideral (bis)
Fiz um pedido
Pra brilhar no Carnaval |
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1997
ENREDO: De
corpo e alma na avenida
COMPOSITOR(ES):
Chico cabeleira, Joãozinho, Muca e J. Brito
Eu vou, eu vou, amor!
Eu vou nessa viagem
De corpo e alma com a Mocidade
Semeando amor, espanto a dor
Sou alegria arrepiando esta cidade
Dos pés à cabeça
Marcando forte vai meu coração
Porque o coração é o grande palco da paixão
É onde aperta a saudade
E pulsa forte a emoção
Me beija na boca
Vem me abraçar (bis)
Tem cheiro de amor no ar
Ouvindo o teu canto ecoar
Nos teus olhos vejo
Minha estrela brilhar
Máquina da vida
Mão abençoada foi quem criou
Nasce, cresce, envelhece
A mente comanda, o corpo obedece
És célula viva!
Corre na veia da gente
Luz que brilha no ventre,
Raiz dos seus descendentes
Senhor que criou nesse mundo a matriz
Faz esse povo feliz!
Saúde e harmonia
Prazer de viver (bis)
Vou virar pelo avesso
Teu avesso eu quero ver |
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1996
ENREDO: Criador
e criatura
COMPOSITOR(ES):
Beto Corrêa, Dico da Viola, Jefinho e Joãozinho
Cheio de amor
O criador
Findou sua divina solidão
Fez surgir a natureza
Universo de fascinação
Luz, terra e mar
No firmamento os astros a bailar
E numa luminosa inspiração
Fez o homem a mais sublime criação
Assim, o homem com sua ousadia
Avança o sinal no jardim do amor
Deu um salto, dominou a terra
Terra de nosso Senhor
Olha pra mim
Diga quem sou (bis)
Eu sou o espelho
Sou o próprio criador
Gênios, artistas e inventores
Fazem um mundo diferente
Mexem com a vida da gente
Dando asas à imaginação
Em uma nova era
A gente não sabe o que nos espera
Vem nessa, amor, pra um novo dia
Brincar no paraíso da folia
A mão que faz a bomba, faz o samba
Deus faz gente bamba (bis)
A bomba que explode nesse Carnaval
É a Mocidade levantando o seu astral |
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1995
ENREDO: Padre
Miguel, olhai por nós
COMPOSITOR(ES):
Marquinho PQD, Santana,Wanderley Marcação e Cardoso do
Cavaco
Bravos navegantes portugueses
Encontraram o eldorado tropical, nosso chão,
Rezaram a primeira Missa, abrindo as portas pra religião
Mas o dono da terra índio Tupi
Se admirou, sem nada entender
Confundiram o seu credo natural
Suas lendas e seu jeito de viver
Vieram os negros africanos
Com seus tambores, orixás e suas manifestações
Quantos imigrantes te abraçaram, mãe gentil
Trazendo novas crenças pro Brasil
E aí no meu país em louvação
Sagrou-se a mistificação
Com tantas festas e a livre devoção
Com a bandeira do divino e o reisado me encantei
Da lavagem do Bonfim à cavalhada delirei (bis)
Padre Cícero e os romeiros, quanta emoção!
A fé se espalhando no sertão
É maravilhosa! É fascinante! É sedução!
A mídia anunciando e provocando tentação
O paraíso do futuro é aqui
Com a nova era que virá
E hoje a Mocidade, devota de paixão
Te canta assim em forma de oração
Padre Miguel, Padre Miguel
Olhai por nós, olhai por nós (bis)
Se liga que essa gente tão sofrida, meu Senhor
Tá sempre aguardando a sua voz |
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1994
ENREDO: Avenida Brasil, tudo passa, quem não
viu?
COMPOSITOR(ES): Dico da Viola, Jorginho Ganem e Jefinho
De lá pra cá
Daqui pra lá
Eu vou (ai como vou)
Com meu amor
Vou viajando
Nessa avenida
Pela faixa seletiva
No sufoco dessa vida
"Tudo passa quem não viu?"
Uma confusão de coisas
Assim é a Avenida Brasil
Linha Vermelha
Vem cortando a maré
É a bailarina da cidade
Ziguezagueando eu vou
Outra vez com a Mocidade (bis)
Do importado à carroça
O contraste social
Nesse rio de asfalto
O dinheiro fala alto
É a filosofia nacional
Sou passageiro da alegria
O meu destino é o prazer
Passo por ela todo dia
E hoje ela passa por você
Vem cantar e sambar
Com a Mocidade (bis)
De carona na estrela
Rasgando o coração dessa cidade |
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1993
ENREDO: Marraio, feridô sou rei
COMPOSITOR(ES):
Serafim Adriano, Edu Ferreira e Antonio Andrade
Vai começar
A Mocidade acende a chama da emoção
Lembrando a Grécia onde o jogo se tornou
Uma forma de competição
Iluminada pelos deuses
A Mocidade vem jogar no Carnaval
A sorte da estrela que nos guia
No pano verde desta minha fantasia
Já joguei muito com a vida
Já rodei igual pião (bis)
A sorte pode vir parar na minha mão
Vem me seduzir
Com seu jogo de olhar (bis)
É um jogo de prazer, sem medo de perder
É o gosto de arriscar
A vida é como um jogo de xadrez
Vem do começo da humanidade
Aqui se nasce jogando, perdendo ou ganhando
Em busca de felicidade
Rola bola, bola rola
Na vida sempre joguei (bis)
Se carambolar eu ganho
Feridô marraio sou rei |
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1992
ENREDO: Sonhar não custa nada! Ou quase nada
...
COMPOSITOR(ES): Paulinho Mocidade, Dico da Viola e Moleque Silveira
Sonhar não custa nada
E o meu sonho é tão real
Mergulhei nessa magia
Era tudo o que eu queria
Para esse carnaval
Deixe a sua mente vagar
Não custa nada sonhar
Viajar nos braços do infinito
Onde tudo é mais bonito
Nesse mundo de ilusão
Transformar o sonho em realidade
E sonhar com a Mocidade
É sonhar com o pé no chão
Estrela de luz
Que me conduz (bis)
Estrela que me faz sonhar
(Ai, amor!)
Amor sonhe com os anjos
Não se paga pra sonhar
Eu sou a noite mais bela
Que encanta o teu sonho
Te alucina por te amar (amar, amar)
Vem nas estrelas do céu
Vem na lua-de-mel
Vem me querer
Delírio sensual
Arco-íris de prazer (bis)
Amor eu vou te anoitecer
Eu vejo a lua no céu
A Mocidade sorrir (bis)
De verde e branco na Sapucaí |
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1991
ENREDO: Chuê, Chuá, as Águas
vão Rolar
COMPOSITOR(ES): Toco, J. Medeiros e Tiãozinho da Mocidade
Naveguei, naveguei
No afã de encontrar (encontrar)
Um jeito novo de fazer meu povo delirar (delirar, delirar)
Uma overdose de alegria
Num dilúvio de felicidade
Iluminado mergulhei
No verde e branco mar da Mocidade
Aieieu mamãe "Oxum"
Yemanjá mamãe Sereia (bis)
Salve as águas de "Oxalá"
Uma estrela me clareia
É no chuê chuê
É no chuê chuá
Não quero nem saber
As águas vão rolar
É no chuê chuê
É no chuê chuá
Pois a tristeza já deixei prá lá
Da vida sou a fonte de energia
Sou chuva, cachoeira, rio e mar
Sou gota de orvalho, sou encanto
E qualquer sede posso saciar
Quem dera...
Um mar de rosas esta vida
Lavando as mentes poluídas
Taí o nosso carnaval
Eu tô em todas, tô no ar eu tô aí
Eu tô até na liquidez do abacaxi (bis) |
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1990
ENREDO: Virou, virou, a Mocidade chegou
COMPOSITOR(ES): Toco, Jorginho e Tiãozinho da Mocidade
A luz (oi divina luz)
Que me ilumina é uma estrela
Da aurora ao arrebol, arrebol
Eu em paz no verde da esperança
Tive sonhos de criança
Comecei no futebol
Agora, que me tornei realidade
Vou encontrar o meu futuro por aí
Curtindo a minha Mocidade
E a paradinha de outros carnavais
Sei que ninguém pode esquecer jamais
Sou Independente
Sou raiz também (bis)
Sou Padre Miguel
Sou Vila Vintém
Apoteose ao samba
Todo o povo aplaudiu
Com as bênçãos do divino aconteceu
O descobrimento do Brasil
Quem não se lembra
Do lindo cantar do uirapuru
Quando gorjeava parecia que falava
Como era verde o meu Xingu
Meu ziriguidum fez brilhar no céu
A estrela-guia de Padre Miguel
A vira virou, vira virou
A Mocidade chegou (bis)
Virando nas viradas dessa vida
Um elo, uma canção de amor |
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1989
ENREDO: Elis,
Um trem chamado Emoção
COMPOSITOR(ES):
Paulinho Mocidade, Dico da Viola e cadinho
Lá pelas bandas de lá
No sul do meu país
Eternamente a cantar, Elis, Elis, Elis
Nas andanças, travessias
No caminhar por entre as pedras desse chão
Na perfeição de se cantar a liberdade
Na poesia de uma canção (bis)
Brilhando nessa passarela
Eu sou Elis com a Mocidade
Numa rota de luz e emoção
No céu da imaginação
Artista, mãe, mulher, irreverente e tão sutil
Cantando uma canção que faz lembrar o irmão do Henfil
Amigo é pra se guardar dentro do peito
Do lado esquerdo, no coração (bis)
Vem do céu essa magia
Essa luz que ilumina
É fascinação, num trem azul chamado emoção
O sonho mais lindo que sempre sonhei
Uma esperança de paz
Cruzando espaços siderais
Hoje aqui na terra
Para mostrar que a paz existe
E é possível conseguir
Derramando verde e branco na Sapucaí
Agora sou uma estrela
Trago um sorriso de amor e de verdade (bis)
Eu sou o samba
Sou a Mocidade |
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1988
ENREDO: Beijim,
beijim, bye bye Brasil
COMPOSITOR(ES):
Ferreira, J. Muinhos e João das Rosas
Bye bye Brasil, beijim, beijim (beijim)
Encanta a Mocidade assim (bis)
E canta a Mocidade
A constituinte independente
Dividiu a nação naufragada
Em sete brasiléias encantadas
O progresso despontou
O Cruzeiro se valorizou
E hoje nem saudade (bis)
Daquele Brasil devedor... que ficou...
Tchau, cruzado, inflação
Violência, marajás, corrupção (bis)
Adeus à Dengue e hiena-leão
(E à era...)
A era nucear, usina Rio-Mar
Itapoã, Iracema, Iguarias de Itamaracá
E bate-bate de maracujá
Paulo Afonso, Juazeiro
Padim Ciço, Petrolina que reluz
Pedras preciosas, mulatas gol gay
Vinho enlatado e o gado revoltado
Chimarrão como exportei
O ouro de Serra Pelada
O P.I. como gritava
Rock outra vez
Divinamente, o salvador surgiu
Dando um toque diferente
Alô... bye bye Brasil |
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1987
ENREDO: Tupinicópolis
COMPOSITOR(ES):
Gibi, Chico Cabeleira, Nino e J. Muinhos
Vejam
Quanta alegria vem aí
É uma cidade a sorrir
Parece que estou sonhando
Com tanta felicidade
Vendo a Mocidade desfilando
Contagiando a cidade
E a oca virou taba
A taba virou metrópole (bis)
Eis aqui a grande Tupinicópolis
Boite Saci
Shopping Boitatá (bis)
Chá do Raoni
Pó de guaraná
No comércio e na indústria
No trabalho e na diversão
É Tupi (é)
Amando este chão (bis)
Até o lixo é um luxo
Quando é real
Tupi Cacique
Poder geral
Minha cidade
Minha vida
Minha canção
Faz mais verde meu coração
Laiá, laiá, laiá, laiá
Lá, lá laiá, lá, laia, lá (bis) |
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1986
ENREDO: Bruxarias
e histórias do arco-da-velha
COMPOSITOR(ES):
Jorginho, Tiãozinho da Mocidade e Dudu
Pode rogar
Praga em minha sorte
Meu santo é forte
Ninguém vai me derrubar
Sou mandingueiro, sei fazer feitiçaria
E bruxarias de todo lugar
Padre Miguel
Sua estrela minha guia
Mocidade manifesta na cidade
Os encantos da magia
Esconjuro, pé de pato
Mangalô três vezes (bis)
Sai pra lá com esse gato
Sexta-feira treze
Tantos mistérios ao redor
Que medo nas estórias da vovó (da vovó)
Mas o futuro que se atreve perguntar
Agora o meu destino: Que será?
Um novo tempo despontou
E vem trazendo amor
Ave sonhada, cristalizada
Raça dourada numa era de esplendor
O luar clareia
Clareia, deixa clarear, clarear (bis)
Meia-noite, lua cheia
Oi tem magia no seu jeito de olhar |
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1985
1985
ENREDO: Ziriguidum
2001, um carnaval nas estrelas
COMPOSITOR(ES):
Gibi, Tiãozinho da Mocidade e Arsênio
Desse mundo louco
De tudo um pouco
Eu vou levar, pra 2001
Avançar no tempo
E nas estrelas fazer meu Ziriguidum
(meu Ziriguidum)
Nos meus devaneios
Quero viajar
Sou a Mocidade
Sou Independente (bis)
Vou a qualquer lugar
Vou à Lua, vou ao Sol
Vai a nave ao som do samba (bis)
Caminhando pelo tempo
Em busca de outros bambas
Quero ver no céu minha estrela brilhar
Escrever meus versos à luz do luar
Vou fazer todo o universo sambar
Até os astros irradiam mais fulgor
A própria vida de alegria se enfeitou
Está em festa o espaço sideral
Vibra o universo, oi, é Carnaval
Quero ser a pioneira
A erguer minha bandeira (bis)
E plantar minha raiz
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1984
ENREDO: Mamãe
eu quero Manaus
COMPOSITOR(ES):
Edson Show e Romildo
Me leva, mamãe me leva...
Nessa viagem tão legal
Eu quero, mamãe, eu quero, ô
Mamãe, eu quero Manaus
Muamba, Zona Franca e carnaval
Viajando...
Viajando ô...
País afora caminhei... (caminhei)
Num bar negro de astúcia
E eu naveguei... (como eu naveguei)
Caí num mundo de aventuras
Meu dom de muambeiro despertei
(Oi, tem muamba)
Tem muamba
Cordão de couro, chapéu,
anel de bamba (bis)
Bagulho bom é no terreiro e no meu samba
Meu bisavô é quem fazia
A cabeça do freguês... (do freguês)
Coisas que vovó gostava
Tapete persa e azulejo português (e na banca)
E na banca do meu tio...
Havia o puro uísque escocês
E o cheirinho da titia era francês
Paga um, leva dois, alô, quem vai
Tô baseado na idéia do papai (bis)
Sou muambeiro, meu tabuleiro
Tem tabaco e tem bebida (diz aê!) (bis)
E no carnaval sou batuqueiro... (eu sou!)
Com a Mocidade n'avenida |
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1983
ENREDO: Como
era verde o meu Xingu
COMPOSITOR(ES):
Paulinho Mocidade, Dico da Viola, Adil e Tiãozinho da Mocidade
Emoldurado em poesias
Como era verde o meu Xingu, meu Xingu
Sua fauna, que beleza
Onde encantava o uirapuru
Palmeiras, carnaúbas, seringais
Cerrados, florestas e matagais (bis)
Oh! Sublime natureza
Abençoada pelo nosso criador (criador)
Quando o verde era mais verde
E o índio era o senhor
Kamaiurá, Kalapalo e Kaikuru
Cantavam aos deuses livres no verde Xingu
(Ó morená...)
Ó morená
Mmorada do Sol e da Lua (bis)
Ó morená
O paraíso onde a vida continua
Quando o homem branco aqui chegou
Trazendo a cruel destruição
A felicidade sucumbiu
Em nome da civilização
Mas Mãe Natureza
Revoltada com a invasão
Seus camaleões guerreiros
Com seus raios justiceiros
Os caraíbas expulsarão (mas deixe)
Deixe nossa mata sempre verde
Deixe nosso índio ter seu chão (bis) |
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1982
ENREDO: O Velho Chico
COMPOSITOR(ES):
Da Roça, Adil, Edu e Dico da Viola
No meu tempo de criança
Dei de beber
E ouvi cantar os passarinhos
Dei cambalhotas pela casca d'anta
Atravessando o sertão com alegria
E as cascatas murmuravam sinfonia
Anunciando "o Velho Chico" que surgia
Mas, é o que o tempo passou
Minha vida mudou assim
Vem mergulhar
No meu mundo de água doce (bis)
O navegante foi quem trouxe
Gaiola, batelão e ubá
Bate batéia na peneira fica o ouro
O que cai não é tesouro
Deixa a água carregar
Casei donzelas, me fizeram oferendas
Fiz mistérios, criei lendas
Decidi meu caminhar
Ôô, ôôôô, ôô
Até carranca no meu leito navegou
Lindo cortejo para o mar me carregou
Lá vou eu
Mar afora (bis)
Num barquinho prateado
Yemanjá me leva embora |
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1981
ENREDO: Abram alas pra folia, a í vem a Mocidade
COMPOSITOR(ES): Ney Vianna e Nezinho
Hoje vou erguer meu estandarte
Vou mostrar beleza e arte
Dos antigos carnavais
Vou me vestir de alegria
Com a Mocidade minha gente
Abrindo alas pra folia
Vejam que beleza o Zé Pereira
No bloco de sujo com a zabumba a tocar
Essas canções tão famosas
Do folclore popular
Quebra quebra gabiroba
Quero ver quebrar (bis)
Mamãe eu quero oi mamar
E na avenida colorida
O Sol enche a folia de luz e calor
Onde o pierrô e a colombina alegremente
Trocam lindas juras de amor
As negras, brancas e mulatas
Mostrando um show de visual, oi
Ao som do batuque alucinante
Vindo de terra distante
Para alegrar o carnaval
O corso e as grandes sociedades
Eram o luxo da cidade
Lá vai a baiana
Rodando pra lá e pra cá (bis)
Arrastando a sandália
Fazendo o meu povo cantar
Laiá laraiá laraiá
Ôôôô (bis) |
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1980
ENREDO: Tropicália
maravilha
COMPOSITOR(ES):
Djalma Santos, Domenil e Arsênio
Baila no ar a poesia
A Mocidade irradia
Sua magia neste carnaval
Oh natureza linda
Deu beleza e vida
A este país tropical
Tropicália Maravilha, oi
É enredo e fascinação
Rios
e cascatas
Como véu de prata (bis)
Na imensidão
E
neste turbilhão de luz
Vem a flora e a fauna
Brasileira que seduz
O cravo brigou com a rosa
Por causa da margarida gostosa
Terra boa, tudo que se planta dá
E o gorjear da passarada
Anunciando a alvorada
Numa sinfonia de amor
Tupinambá, ê ê,
Iorubá
Oropa, França e Bahia (bis)
Salve meu pai Oxalá
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1979
ENREDO: O Descobrimento do Brasil
COMPOSITOR(ES): Toco e Djalma Crill
A musa do poeta
E a lira do compositor
Estão aqui de novo
Convocando o povo
Para entoar um poema de amor
Brasil! Brasil!
Avante meu Brasil
Vem participar do festival
Que a Mocidade Independente
Apresenta neste carnaval
De peito aberto é que eu falo
Ao mundo inteiro (bis)
Eu me orgulho de ser brasileiro
Partiu de Portugal com destino às Índias
Cabral comandando as caravelas
Ia fazer a transação (a transação)
Com o cravo e canela
E de repente o mar transformou-se em calmaria
Mas deus Netuno apareceu
Dando aquele toque de magia
E uma nova terra Cabral descobria (Vera Cruz)
Vera Cruz, Santa Cruz
Aquele navegante descobriu (descobriu) (bis)
E depois se transformou
Nesse gigante que hoje se chama Brasil |
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1978
ENREDO: Brasiliana
COMPOSITOR(ES): Gilson
Loiola, Djalma Santos e Domenil
Ê, terra chão, terra chão
Nosso céu azul de anil (bis)
Vem da alma brasileira
Radiante e hospitaleira
Arquiteta do Brasil
Foi D. Santa, Rainha do Maracatu
Que saudoso Vitalino da Feira de Caruaru
Bumba meu boi
M meu boi-bumbá (bis)
Cadê meu boi
Mateus onde é que está
No lendário São Francisco
Vem carrancas navegar
E tecem rendas com beleza
R rendeiras do Ceará
Que sedução
A Festa do Divino
Cristãos na cavalhada
P pelejando como é lindo
Na Bahia tem Romaria, tem tem sim
Flores e água de pote na lavagem do Bonfim (bis)
Louvor a São Benedito
O bloco tão bonito segue a procissão
E o nosso Rio é um desafio
Com seu Carnaval atração
O boto se transforma em namorado
Bailarino encantado e sedutor irreal
E sacristão guarda o tesouro
Na famosa salamanca do Jaral
Olha o saci-pererê
Cobra grande e caipora (bis)
Deslumbrando todo mundo
A Mocidade mostra agora |
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1977
ENREDO: Samba, Marca registrada do Brasil
COMPOSITOR(ES): Dico da Viola e Jurandir Pacheco
Através dos tempos
Que o nosso samba despontou
Trazido pelos africanos
Em nosso país se alastrou
Foi Donga que tudo começou
Com um lindo samba (bis)
(Pelo telefone) se comunicou
E, no limiar do samba
Que beleza, que fascinação
Na casa da Tia Ciata
Oh, como o samba era bom! (bis)
Dança o batuque
Ao som da viola (bis)
Cai no fandango
Dá umbigada
Na dança de roda
Grandes sambistas
Mostraram o seu valor
Ismael Silva, Carmem Miranda
Noel e Sinhô
Mas surgiram
As Escolas de Samba
O ponto alto do nosso carnaval
E o nosso samba evoluiu
E se tornou marca registrada do Brasil |
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1976
ENREDO: Mãe Menininha de Gantois
COMPOSITOR(ES): Toco e Djalma Crill
Já raiou o dia
A passarela vai se transformar
Num cenário de magia
Lembrando a velha Bahia
E o famoso Gantois
Arerê, arerá
Candomblé vem da Bahia (bis)
Onde baixam os orixás
Oh, meu pai Ogum na sua fé
Saravá Nanã e Oxumaré
Xangô, Oxossi
Oxalá e Yemanjá
Filha de oxum
Pra nos ajudar (bis)
Vem nos dar axé
Com os Erês dos orixás
Oh, minha mãe
Menininha (bis)
Vem ver, como toda cidade
Canta em seu louvor com a Mocidade |
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1975
ENREDO: O Mundo Fantástico do Uirapuru
COMPOSITOR(ES):
Tatu, Nezinho e Campo Grande
Sonhei, sonhei, sonhei
Com a floresta encantada
E seu pequenino rei
E o som, os rios e as matas
E sonoras cascatas
Espelhando o céu azul
E ao longe eu ouvia
Ao som da magia
O canto do uirapuru
Lendário pássaro cantor
Quando canta seu amor
Todos param pra escutar
E quem ouvir o seu cantar
Abraça a sorte, afasta o azar (bis)
E no alto do meu sonho
O uirapuru surgiu
Na imensidão da floresta
Enriquecendo o folclore do Brasil
Eu acordei no seu canto original
Radiante de alegria porque era Carnaval (bis) |
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1974
ENREDO: A Festa do Divino
COMPOSITOR(ES): Tatu, Nezinho e Campo Grande
Delira
meu povo
Neste festejo colossal
Vindo de terra distante
Tornou-se importante e tradicional
Bate tambor, toca viola
A bandeira do Divino (bis)
Vem pedir a sua esmola
O badalar do sino
Anuncia a coroação do menino
Batuqueiro, violeiro e cantador
Alegram o cortejo do pequeno imperador
Leiloeiro faz graça
Com uma prenda na mão
A banda toca com animação
Oh, que beleza
A festa do Divino
Flores, músicas e danças
E fogos explodindo
Roda, gira, gira, roda
Roda grande vai queimar (bis)
Para a glória do Divino
Vamos todos festejar
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1973
ENREDO: Rio – Zé Pereira
COMPOSITOR(ES):
Sebastião Nascimento (Tião da Roça) e Eduardo Ferreira
É Carnaval...
Canta ioiô canta iaiá
É o Zé Pereira
Chegando lá da Beira
Para anunciar
Olelê, olalá
Me solta, me deixa (bis)
Que eu quero sambar
Olelê, olalá
Eu quero cantar, batucar e pular
Era contagiante
O Rio no Carnaval
O entrudo com suas fantasias
E o Zé Pereira com seu bumbo original
E num delírio multicor
De confete e serpentina
Desfilavam pierrôs
A Madame Pompadour
Luís XV e colombinas
(Que maravilha)
Que maravilha, que esplendor
Hoje a Mocidade Independente
Convida toda gente
A cantar em seu louvor
Olelê olalá
Me solta, me deixa (bis)
Que eu quero sambar
Olelê, olalá
Eu quero cantar, batucar e pular |
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1972
ENREDO: Rainha mestiça no templo do Lundu
COMPOSITOR(ES):
Serafim Adriano da Silva e Jurandir C. N. Mello
Oi, que dança boa
Para se dançar (bis)
Dava um negócio no corpo
Ninguém conseguia parar
Vamos falar de nossa história
Lembrando o Brasil Imperial
Exaltando a rainha mestiça
Neste carnaval
Vamos falar dos bantos
Que para alegria geral
Trouxeram de Angola
O Lundu para alegrar o pessoal
Saiu da senzala
Entrou nos salões (bis)
Para alegria de todos os corações
Os violeiros tocavam a melodia
Iaiá dançava, sinhá sorria
A rainha desfilava
Airosa como a palmeira
Ao som da melodia
A tristeza da senzala
O escravo esquecia
Cantando o Lundu
Dançando o Lundu
E tudo terminava em alegria |
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1971
ENREDO: Rapsódia
de saudades
COMPOSITOR(ES): Toco
Canto
Faço do samba minha prece
Sinto que a musa me aquece
Com o manto da inspiração
Ao transportar-me pelas asas da poesia
Ao som de lindas melodias
Que vão fundo no meu coração
Então componho um poema singular
Rememorando obras célicas (bis)
Do cancioneiro popular
Oh, divina música
Tua magia nos envolve a alma
Tua sutileza nos seduz
Pois emanas a luz
Que enebria e acalma
Tu és a linguagem dos cantores
Tuas entonações nos inspiram amores
Música
Nos traz saudades coloridas (bis)
Dos trovadores em serestas
E das canções sentidas |
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1970
ENREDO: O
meu pé de laranja lima
COMPOSITOR(ES): Walter Pereira e Arsênio
Isaías
Era uma vez
Frase que traz felicidade
Às pequeninas majestades
No seu reino de ilusões
Reis, fadas e rainhas
As estórias contadas pelas dindinhas
Entre outras seduções
Dominam suas imaginações
Nas inocentes travessuras
Merecem ternura e muita compreensão
No seu reino de alegria
Do seu mundo de fantasia
Não as devemos despertar
Para as tristezas enegrecidas
Dos infortúnios da vida
Oh como é triste fazer a criança chorar
Oh crianças queridas
Alegrias coloridas
Esperança de toda a geração
Eis a mensagem
Continuem o espetáculo
Ao sabor dos seus corações
Ah eu entrei na roda
Eu entrei na roda-dança (bis)
Eu entrei na contra-dança
Eu não sei dançar
Era uma vez....
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1969
ENREDO: Vida
e glória de Francisco Adolfo Varnhager
COMPOSITOR(ES): Claudino N. Costa
São Paulo
Terra dos bandeirantes
Torrão natal
De um artista tão brilhante
Francisco Adolfo de Varnhagem
Ilustre personagem
Este vulto imortal
Exaltamos neste carnaval
Glória
Ao eminente historiador (bis)
Assim cantamos
Em seu louvor
Ô ô ô ô ô ô ô ô ô
Apresentamos
Nesta passarela
Esta história tão bela
De Visconde de Porto Seguro
Este gênio do passado
Foi honrado e agraciado
Com justas distinções
Por outras grandes nações
Obras literárias
Deste notável escritor
São lidas até hoje
Mostrando seu real valor
Existe
no Largo da Glória
O busto deste grande brasileiro (bis)
Embelezando ainda mais
O cenário do Rio de Janeiro
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1968
ENREDO: Viagem
pitoresca através do Brasil
COMPOSITOR(ES): Da Roça e Djalma
Ao rever a história
Que Maurício Rugendas deixou
Eu destaquei na memória
Essa página de glória
Muito importante e tão viril
Viagens Pitorescas
Através do Brasil
As nossas praias sem iguais
Interrompidas por rochedos colossais
E as matas verdejantes
Onde existiam vários animais
Rugendas observou essa beleza
Ao contemplar a natureza
Caminhando por esse Brasil afora
Entusiasmado Rugendas catalogou
As cenas tristes e alegres
Nos idos tempos do Brasil Imperial
Glórias...
A esta bela viagem sua (bis)
Pois existem até hoje em Munique
Lindos quadros retratados em pinturas
Ainda dentro do seu roteiro
Luta e lamentos de raça
Rugendas anotou
Com orgulho o nosso povo brasileiro
E a mulata
Com seu feitiço e beleza (bis)
Era disputada a peso de ouro
Pela mais alta nobreza
Eu
revi na minha música a memória
Estas páginas de glória (bis)
Que Rugendas deixou
No lindo berço de sua história
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1967
ENREDO: História
do teatro através dos tempos
COMPOSITOR(ES): Ala dos Compositores
Na história do teatro no Brasil
Encontramos páginas lindas mil
De coloridos fortes e celestinas
Meigas como as turmalinas
Líricas, dramáticas e repentinas
Que embalaram majestades
Plebeus, burgueses e abades
Embevecidos vemos, no Scala de Milão
O Guarani sob aclamação
Da mais seleta platéia alucinada
Com os bemóis e sustenidos em florada
Sete vezes foi aclamado...
E pelo mestre Verdi saudado
Aos trinta e quatro anos teve os louvores
Tônico de Campinas
Rua das Flores
Carlos Gomes
De Salvador Rosa e Maria Tudor
Lírico magistral como maestro compositor ...
Saindo desta quimera de notas vivas
Achamos a mais alta expressão vocativa
O maior trágico do teatro brasileiro
O homem que fez chorar o cavalheiro...
Da platéia, camarote ao bilheteiro
Lágrimas de alegria de dor e saudade
Oscar, Otelo, Camões com felicidade
O
dramaturgo João Caetano
dos Santos
Que o palco verte dores e prantos
Da lacuna que deixou
No gênero dramático que tanto amou
Lacrimosos, deslumbrados e pensativos
Passamos a página Leopoldo Fróis
Que fez rir até nossos avós
De tamanha peçonha e graçola
Fazia qualquer um ensacar a viola
Dizia-se: no apache está um esplendor
Sinos de Cornevile é um amor
Faz um bem assistir: punhado de rosas
Seu Brito genro de muitas sogras
O príncipe da comédia nacional
Era alegre contagiante e original
Lemos interessados este triário
Brumas e relíquias do passado
Páginas de amores,
Linhas de dores
E gênios entretedores
Na história de teatro brasileiro
Através dos tempos, mensageiro
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1958
ENREDO: Apoteose
ao samba
COMPOSITOR(ES): Toco e Cleber
Nas noites enluaradas
No
tempo do cativeiro
Todos
devem conhecer
A
fama de carrasco
Do
coronel Trigueiro
Mas
existia um porém
É que
o "seu" coronel, toda fúria
perdia
Quando
escutava no terreiro
Um
preto velho amarrado no tronco
Que
entoava uma singela melodia
Era
o Samba, sim senhor
Entoado
com sofrimento e dor
Neste
ritmo cadenciado
Que
pelo Brasil se propagou
Radiofonia,
imprensa falada
Associação,
departamento de turismo
Que
com muito brilhantismo
Pelo
nosso samba trabalhou
Confederação
Brasileira
Lutou
pelo mesmo ideal
Para
que o samba se tornasse
O orgulho nacional |
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