SAMBAS-ENREDOS
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2007
ENREDO: Minha pátria é minha língua.
Mangueira meu grande amor. Meu samba vai ao Lácio e
colhe a última flor
COMPOSITOR(ES): Lequinho, Júnior Fionda, Anibal e
Amendoim do Samba
Quem sou eu?
Tenho a mais bela maneira de expressar
Sou Mangueira... Uma poesia singular
Fui ao Lácio e nos meus versos canto à última flor
Que espalhou por vários continentes
Um manancial de amor
Caravelas ao mar partiram
Por destino encontraram o Brasil...
Nos trazendo a maior riqueza
A nossa língua portuguesa
Se misturou com tupi tupinambrasileirou
Mais tarde o canto do negro ecoou
Assim a língua se modificou
Eu vou nos versos de Camões
Às folhas secas caídas de mangueira (bis)
É chama eterna dom da criação
Que fala ao pulsar do coração
Cantando eu vou
Do Oiapoque ao Chuí ouvir
A minha pátria é minha língua
Idolatrada obra-prima te faço imortal
Salve... Poetas e compositores
Salve também os escritores
Que enriqueceram atua história
Ó meu Brasil...
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Hoje a herança portuguesa nos conduz
À estação da luz
Vem no vira da Mangueira vem sambar
Meu idioma tem o dom de transformar (bis)
Faz do palácio do samba uma casa portuguesa
É uma casa portuguesa com certeza |
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2006
ENREDO: Das águas do VELHO CHICO, nasce um
rio de esperança
COMPOSITOR(ES): Gilson Bernini, Henrique Gomes e
Cosminho
Vou navegar
Com a Estação Primeira
Nas águas da integração chegou Mangueira
Opará... rio-mar, o nativo batizou
Quem chamou de São Francisco foi o navegador
Na serra ele nasce pequenino
Ilumina o destino, vai cumprir sua missão
Se expande pra mostrar sua grandeza
"Gigante pela própria natureza"
A carranca da Mangueira vai passar
Minha bandeira tem que respeitar (bis)
Ninguém desbanca minha embarcação
Porque o samba é minha oração
Beleza... o bailar da piracema
Cachoeiras, um poema a preservação
Lendas ilustrando a história
Memórias do valente Lampião
Mercado flutuante, um constante vai-e-vem
Violeiro, sanfoneiro, que saudade do meu bem
O sabor desse tempero, eu quero provar
Graças à irrigação, o chão virou pomar
E tem manga sem fiapo pra saborear
Um brinde à exportação, um vinho pra comemorar
O Velho Chico! É pra se orgulhar
O sertanejo sonhou
Banhou de fé o coração (bis)
E transbordou em verde e rosa
A esperança do sertão |
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2005
ENREDO: Mangueira energiza a Avenida.
Carnaval é pura energia e a energia é o nosso desafio
COMPOSITOR(ES): Lequinho, Junior Fionda e Amendoim
Mangueira despontou no infinito
Uma explosão de cor
Em sua sutileza e dom divino
O universo Deus criou
Fez a luz, separou da escuridão
Coloriu de verde e rosa
Toda a sua criação
O mundo gira, avança a tecnologia
A ciência faz o homem acreditar
Que a vida é uma fonte de energia, pra sonhar
O vento corta o mar
Faz o moinho girar – vem sambar (bis)
Com pensamento de amor, traz alegria no olhar
Que a energia negativa não vai te pegar.
O desafio é ciclo da vida
A água banha e guarda o tesouro desse chão
Da terra vi brotar tanta beleza
Do ventre da mulher uma nação...
Mangueira, tu és o ar que eu respiro
O fogo que aquece o meu coração
A esperança de um novo amanhecer...
É reciclar, sobreviver...
Se me desafiar, pode contar, não vou desistir
Pois a energia é o nosso desafio
E o nosso desafio é aqui
A energia do samba
É combustível pro amor, sou Mangueira (bis)
Nos braços do povo fazendo fluir
A Verde e Rosa na Sapucaí |
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2004
ENREDO:
Mangueira redescobre a Estrada Real... E
deste Eldorado faz seu carnaval
COMPOSITOR(ES): Cadu, Gabriel, Almyr e Guilherme
Mangueira,
Um brilho seduziu o meu olhar
E me fez encontrar
A Estrada do Sonho
Real desejo de poder e ambição
As trilhas bordadas em ouro
Levaram um tesouro à caminho do mar
Teu chão é um retrato da história
E o tempo não pode apagar
Hoje, eu descubro a beleza
Que faz a riqueza voltar
Por
belos recantos passei
Das suas águas, provei, (bis)
De mansinho eu peço passagem
A Mangueira vai seguir viagem
Tempero
bom!
Pode avisar que a comida está na mesa
Se a pinga não "pegar"
Eu chego ao Rio com certeza
Na Arte, eu vi obras que o gênio esculpiu
Igrejas, o Barroco emoldura o Brasil
Ó Minas!
És um berço de cultura, és raiz
Que brilha forte em verde e rosa
Herança e patrimônio de um país
Eu
vou embarcar
Na Estação Primeira (bis)
Tesouro do Samba, minha paixão
"Ê Trem Bão!"
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2003
ENREDO:
Os dez mandamentos! O Samba da paz canta
a liberdade
COMPOSITOR(ES): Marcelo Dáguiã, Bizuca, Gilson
Bernini e Clovis Pê
Um
clarão no céu
Iluminou... Mangueira!
Surge um caminho de luz
Pra mergulhar na história
No Egito, um faraó
Poder e riqueza, cruel tirania
E um povo sonhava na lama
Que o "libertador" ali nasceria
Flutua nas águas do Nilo
A esperança guiando o menino
Criado no luxo da corte
Enfrenta o deserto, sagrado destino
É o vento que sopra, poeira!
Segue o homem em busca da fé (bis)
Do alto uma voz anuncia
A certeza de um novo dia
Moisés
desafia o Rei
A ira divina desaba na terra
Libertação! E num gesto encantado
O mar virou passarela
No ouro a falsa adoração
A vontade de Deus é a lei da verdade
Foi revelada pra humanidade
Mostra pro mundo Brasil (meu Brasil)
O caminho da felicidade
Quem
plantar a paz, vai colher amor
Um grito forte de liberdade (bis)
Na Estação Primeira ecoou!
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2002
ENREDO:
Brasil com 'Z' é pra cabra da peste,
Brasil com 'S' é nação do Nordeste
Autores: Lequinho e Amendoim
Mangueira
encanta
E canta a história que o povo faz
Vem mostrar a nação do valente sertão
De guerras e de sonhos imortais
A cada invasão, uma reação
Prá cada expedição, um brado surgia
Brilhou o sol no sertão
A luz de um novo dia
Lendas e crendices, mistérios que vem ao luar
No velho Chico naveguei, com meu cantar
No
canto e na dança
No pecado ou na fé, (bis)
Vou seguir no arrasta pé
Deixa o povo aplaudir
Ao som da sanfona
Vou descendo a ladeira,
Com o trio da Mangueira
''Doce Cartola'' sua alma está aqui
Padim,
Padre Ciço faça chover alegria
Pra que cada gota seja o pão de cada dia
Jogo flores ao mar pra saudar Iemanjá
E na lavagem do Bonfim eu peço axé
Terra encantada, tão predestinada
Tua beleza não tem fim
Brasil, no coração eu levo paz
Pau de Arara nunca mais
Vou
invadir o Nordeste,
Sou cabra da peste (bis)
Sou Mangueira
No forró, no xaxado
Os filhos do chão rachado
Vêm com a Estação Primeira
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2001
ENREDO:
A seiva da vida
Autores: Marcelo D´Aguiã, Bizuca, Gilson
Bermini e Clóvis Pê
Nos
mares da poesia, naveguei
Cruzando as fronteiras do tempo
Eu aportei... Nas terras de Canaã
O povo fenício encontrei
Do cedro, construíam as embarcações
Banhando com sabedoria,
Outras civilizações
A
expansão comercial
Gerou o intercâmbio cultural
Mistério! A seiva da vida
Chega ao país do carnaval
É prometida esta terra!
Abençoado nosso chão
Onde a semente da paz é verde e rosa
E brota no seu coração
Da
arte assíria, a inspiração
O rei mandou construir
O monumento ao amor
E à rainha negra ofertou
Tem
mascates, troca-troca, gritaria
A dança do ventre até hoje contagia
Vou pro SAARA comprar, no dia-a-dia
Descendo o morro
Vou vendendo alegria
Eu
sou a essência do samba
A minha raiz é de bambas (bis)
Sou Mangueira!
O tronco forte que dá fruto
A vida inteira
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2000
ENREDO:
Dom Obá II - Rei dos esfarrapados,
príncipe do povo
Autores: Marcelo D´Aguiã, Bizuca, Gilson
Bermini e Valter Veneno
Axé,
mãe África
Berço da nação Iorubá
De onde herdei o sangue azul da realeza
Sou guerreiro de Oyó
Filho dos orixás
Vim
da corte do sertão
Pra defender nossa pátria
Mãe gentil
Sou don Obá o príncipe do povo
Rei da ralé
Nos meus delírios, um mundo novo
Eu tenho fé
No
rio de lá
Luxo e riqueza (bis)
No rio de cá
Lixo e pobreza
Freqüentei
o palácio imperial
Critiquei a elite do jornal
Desejei liberdade
500 anos Brasil
e a raça negra não viu
O clarão da igualdade
Fazer o negro respirar felicidade
Sonho
ou realidade
Uma dádiva do céu (do céu, do céu)
(bis)
Vi o morro da Mangueira
Sambar de porta-bandeira
A princesa Isabel
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1999
ENREDO:
O século do samba
Autores: Adalberto, Jocelino e Jerônimo
No
rufar do seu tambor
Anunciou a verde e rosa
Que canta o século do samba
Canta os bambas em verso e prosa
"Pelo Telefone”
Vai buscar quem foi pra longe
Pra matar minha saudade
Recorda a Praça Onze em poesia
Deixa falar a nostalgia
O morro desce a ladeira pra cidade
Sinhô,
Isamel, Pixinguinha
Cartola, Noel, Candeia (bis)
Ecoa no céu Mangueira
Traz todo o samba pra Estação Primeira
É
orgulho, é religião
Em meigas faces tradição
Jeito moleque, mostra em breque
E o amor então se faz canção
Partido alto em fundo de quintal
Silas, poeta do meu carnaval
Mangueira, hoje o povo todo aclama
Nossa majestade, o samba
O mundo é um eterno moinho
Em seu berço, "Folhas Secas" vão
caindo
As novas vão crescer em seu caminho
A Manga brota em flor sem Ter espinhos
No
batuque, no pagode
Avante Mangueira (bis)
"Teu cenário é uma beleza"
Tua voz uma bandeira
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1998
ENREDO:
Chico Buarque de Mangueira
Autores: Nelson Dalla Rosa, Vilas Boas, Nelson Csipai
e Carlinhos das Camisas
Mangueira
despontando na avenida
Ecoa como canta um sabiá
Lira de um anjo em verso e prosa
De um querubim que em verde e rosa
Faz toda a galera balançar
Hoje o samba saiu
Pra falar de você
Grande Chico iluminado
E na Sapucaí eu faço a festa
E a minha escola chega dando o seu recado
É
o Chico das artes, o gênio
Poeta Buarque, boêmio (bis)
Sua vida no palco, teatro, cinema
Malandro sambista, carioca da gema
Marcando
feito tatuagem
Acordes no seu violão
Chico, abraça a verdade
Com dignidade contra a opressão
Reluz o seu nome na história
A luz que ficou na memória
E
hoje o seu canto de fé, de fé
Vai buarqueando com muito axé
Ô
iaiá...
Vem pra avenida ver meu guri desfilar (bis)
Ô iaiá...
É a Mangueira fazendo o povo sambar
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1997
ENREDO:
O Olimpo é verde e rosa
Autores: Chiquinho Campo Grande, Lequeone e Jorge Magalhães
A
luz... Se fez nascer de um novo dia
E a Mangueira em poesia
Fez luzir um clarão
Criou a juventude campeã
De corpo são e mente sã
É o Brasil do amanhã
Na Grécia antiga
Onde Zeus fez a morada
A hostilidade acontecia
Olímpia se tornou sagrada
Numa sábia decisão
Criaram os jogos da paz
Falou a voz da razão
Guerra nunca mais
Nero,
o cruel sonhador
Entrou na competição (bis)
Disputou só, se fez campeão
Um grande imperador
Não deixou continuar
E fez a chama do Olimpo se apagar
Graças
ao barão de Coubertin
As Olimpíadas voltaram
É o amor e a liberdade
Exaltando o valor e a igualdade
Assim como o barão
Mangueira, o santuário da esperança
O Olimpo é verde e rosa
É o esporte na cultura da criança
De
braços abertos, sou o Rio de Janeiro
2004 é o sonho brasileiro (bis)
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1996
ENREDO:
Os tambores da Mangueira na terra da encantaria
Autores: Chiquinho Campo Grande e Marcondes
No
revoar da inspiração
O poeta conseguiu
Contar em verso e prosa
O amor pela cultura
Lendas e mistérios do Nordeste do Brasil
Deite numa rede de algodão
E adormeça nas crenças do Maranhão
No
fundo do mar
Tem um castelo que é do rei Sebastião
(bis)
Tem mandinga, tem segredo
Meu amor eu tenho medo
De brincar com assombração
Ana,
se fez Don’Ana
Na carruagem tem uma mula sem cabeça
Por incrível que pareça
Uma serpente circundando o ribeirão
A Mamguda vai chegar
Bumba-meu-boi e cazumbás
É festa de São João
Agô
Iná, Iná Agô
Oh! Doce mãe sereia
No seu lampejo que ilumine todos nós
Lá na praia dos Lençóis
É noite de lua cheia
Os
tambores da Mangueira na terra da encantaria
(bis)
Encantaram o touro negro
Que num toque de magiaSe
vestiu de verde e rosa
E embarcou na poesia
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1995
ENREDO:
A esmeralda do Atlântico
Autores: Rody, Verinha, Paulinho Carvalho e Fernando de
Lima
Naveguei
cruzando os mares
De verde e rosa eu vim
Desvendei tanta beleza
E hoje sou feliz assim, assim, assim
Numa onda de euforia
Deslizei nesta magia
E caí no azul do mar
Lendas, mistérios
Alamoa, rainha que nos faz sonhar
Ó pescador
O monstro engana (bis)
E tem maldade
Joga a rede e vai saudade
Foi
na fonte
Que eu provei do seu encanto e despertei
Oh! Cigana
Fui olhar pra você
Eu me enfeiticei
Achei
Noronha meu maior tesouro
Onde o dragão protege o ouro
Que o capitão deixou
Linda, paraíso da ecologia
Jóia rara traz a poesia
Preservação e amor
No
vai-e-vem desse mar
Eu também vou velejar (bis)
Eu sou Mangueira
Vamos balançar
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1994
ENREDO:
Atrás da verde-e-rosa só não
vai quem já morreu
Autores: David Corrêa, Paulinho Carvalho, Carlos
Sena e Bira do Porto
Bahia é luz de poeta ao luar
Misticismo de um povo
Salve todos os orixás
Quem me mandou estrelas de lá
Foi São Salvador
Pra noite brilhar
Mangueira...
Jogando flores pelo mar
Se encantou com a musa que a Bahia dá
Obá berimbau ganzá
Ô capoeira joga um verso pra iaiá (bis)
Caetano
e Gil ô
Com a tropicália no olhar
Doces Bárbaros ensinando a brisa a bailar
A meiguice de uma voz
Uma canção
No teatro opinião
Bethânia explode coração
Domingo no parque, amor
Alegria, alegria... Eu vou
A flor na festa do interior
Seu nome é Gal
Aplausos ao cancioneiro
É carnaval, é carnaval
É Rio de janeiro
Me
leva que eu vou
Sonho meu (bis)
Atrás da verde e rosa
Só não vai quem já morreu
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1993
ENREDO:
Dessa fruta eu como até o caroço
Autores: Dirceu, Eraldo Caê, Verinha, Preto, Fernando
de Lima, Ney Mattos, Bira do Porto e Gustavo
Da Índia a manga se originou ô, ô
Floresceu como a poesia
E lá na África encantou
Pôs na boca um gosto de alegria
E foi a primeira vez
Que o colono português
No Brasil veio plantar
O fruto macio
Seduziu meu Rio
Chegou pra ficar
Sente oh! linda lua
O aroma que flutua
E que faz sonhar
Tem
manga rosa
Eu vou provar (bis)
Cheiro e magia
Bailam no ar
Entre
tantos tipos de mangueira
Há uma especial
Na Estação Primeira
Ela simboliza o samba
É a união de gente bamba
Onde desabrocham tantas flores
E hoje linda...Te vejo mais bela
Nessa passarela... Você explode coração
Mangueira... Estou tão feliz
É verde e rosa, é verde e rosa a minha emoção
Seja
fruta brasileira
Da Mangueira esse colosso (bis)
Dessa fruta eu como até o caroço
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1992
ENREDO:
Se todos fossem iguais a você
Autores: Hélio Turco, Alvinho e Jurandir da Mangueira
Mangueira
vai deixar saudade
Quando o carnaval chegar ao fim
Quero me perder na fantasia
Que invade os poemas de Jobim
Amanheceu...
O Rio canta de alegria
Aconteceu...
A mais linda sinfonia
O sol já despontou na serra
Molhando o seu corpo sedutor
O
mar beija a garota de Ipanema
A musa de um sonhador
É carnaval
É a doce ilusão (bis)
É promessa de vida no meu coração
Vem...
Vem amar a liberdade
Vem cantar e sorrir
Vem um mundo melhor
Vem... Meu coração está em festa
Eu sou a Mangueira em Tom maior
Salve o samba de terreiro
Salve o Rio de Janeiro
Seus recantos naturais
Se
todos fossem iguais a você
Que maravilha seria viver (bis)
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1991
ENREDO:
As três rendeiras do universo
Autores: Hélio Turco, Alvinho e Jurandir da Mangueira
Quando...
O mundo era uma criança
O Divino um dia enviou
A luz de uma esperança
Então surgiram
As três rendeiras do universo
Que vêm brilhar
Ma sutileza dos meus versos
Um romance entre o sol e a lua nasceu
Um romance que o homem jamais entendeu
No céu a estrela guia apareceu
Renda
de luz
Que faz sonhar (bis)
Uniu a terra, o sol e o mar
Tão bonito é minha escola desfilar
Vem
um novo alvorecer
Vem amor
Quanta alegria de viver
Uma roda enfeita o jardim
A maldade já chegou ao fim
E nas rendas de prata do mar
Surge uma sereia a cantar
Ó rendeira
A jangada não voltou (bis)
Passa o tempo, passa a vida
Só não passa o seu amor
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1990
ENREDO:
E deu a louca no barroco
Autores: Hélio Turco, Jurandir e Alvinho
Viveu
Em Vila Rica a Cinderela
Entre sonhos e quimeras
De raríssimo esplendor
Brilhou
Como sol da primavera
E a beleza de uma flor
E assim
Imperando nos salões
Em seu doce delírio
Conquistou corações
Acalentou
o ideal da liberdade
E transformou toda mentira
Na mais fiel realidade
Vai...
Contar estórias do infinito
Vai...
Não haverá amanhecer
Vai dizer que foi esculturada
Que sofreu por amor
Que foi amada
Musa
inspiradora
Luz de uma canção
Bailando na imensidão
Sinhá Olimpia
Quem é você? (bis)
Sou amor sou esperança
Sou Mangueira até morrer
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1989
ENREDO:
Trinca de reis
Autores: Ney João, Adilson da Viola e Fandinho
Lá do alto
Mangueira anuncia
Trinca de reis
Que ao Rio trouxe alegria
Walter Pinto
Seu teatro de revista
Revolucionou
E revelou grandes artistas
Lindas peças
Com cenografia sem igual
Carlos Machado fez teatro musical
Vai
na roleta ou no bacará
Vamos jogar ioiô (bis)
Vamos jogar iaiá
Que
saudade do Cassino da Urca
Da orquestra e do Night and Day
Grandes noites eu passei
Mas hoje tem o Chico Recarey
E o Rio apresenta
Das noites o mais novo rei
Vou
de Scala
Vou ao show no Asa Branca (bis)
Neste Rio que eu amo
A noite é uma criança
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1988
ENREDO:
100 anos de liberdade, realidade ou ilusão?
Autores: Hélio Turco, Jurandir e Alvinho
Será...
Que já raiou a liberdade
Ou se foi tudo ilusão
Será...
Que a lei Áurea tão sonhada
Há tanto tempo imaginada
Não foi o fim da escravidão
Hoje dentro da realidade
Onde está a liberdade
Onde está que ninguém viu
Moço...
Não se esqueça que o negro também
construiu
As riquezas do nosso Brasil
Pergunte
ao Criador
Quem pintou esta aquarela (bis)
Livre do açoite da senzala
Preso na miséria da favela
Sonhei...
Que Zumbi dos Palmares voltou
A tristeza do negro acabou
Foi uma nova redenção
Senhor...
Eis a luta do bem contra o mal (bis)
Que tanto sangue derramou
Contra o preconceito racial
O
negro samba
Negro joga capoeira (bis)
Ele é o rei na verde e rosa da Mangueira
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1987
ENREDO:
O reino das palavras - Carlos Drummond de
Andrade
Autores: Rody, Verinha e Bira do Porto
Mangueira
De mãos dadas com a poesia
Traz para os braços do povo
Este poeta genial
Carlos Drumond de Andrade
Suas obras são palavras
De um reino de verdade
Itabira
Em seus versos ele tanto exaltou
Com amor
Eis a minha verde e rosa
Cantando em verso e prosa
O que o poeta inspirou
É Dom Quixote, ô
É Zé Pereira (bis)
É Charlie Chaplin
No embalo da Mangueira
Olha
as carrancas
Do rio São Francisco
Rema, rema, remador
Primavera vem chegando
Inspirando o amor
O Rio toma forma de sambista
Como o artista imaginou
Na
ilusão de um sonho
Achei (bis)
O elefante que eu imaginei
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1986
ENREDO:
Caymmi mostra ao mundo o que a Bahia e a
Mangueira têm
Autores: Ivo, Paulinho e Lula
Mangueira
vê no céu dos orixás
O horizonte rosa no verde do mar
A alvorada veste a fantasia
Pra exaltar Caymmi e a velha Bahia ô, ô, ô
Quanto esplendor
Nas igrejas soam hinos de louvor
E pelos terreiros de magia
O ecoar anuncia um novo dia
Nesta terra fascinante
A capoeira foi morar
O
mundo se encanta
Com as cantigas que fazem sonhar (bis)
Lua
cheia
Leva a jangada pro mar
Oh! Sereia
Como é belo o teu cantar
Das estrelas
A mais linda tá no Gantois
Mangueira berço do samba
Caymmi a inspiração
Que mora no meu coração
Bahia terra sagrada
Iemanjá, Iansã
Mangueira supercampeã
Tem
xinxim e acarajé
Tamborim e samba no pé (bis)
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1985
ENREDO:
Abram alas que eu quero passar - Chiquinha
Gonzaga
Autores: Jurandir, Hélio Turco e Darcy da Mangueira
É carnaval
O samba faz vibrar a multidão
Lá vem Mangueira
Não posso conter a minha emoção
Vamos reviver o Rio antigo
Onde Chiquinha se fez imortal
Oh! Deusa da folia
Rainha do meu carnaval
Eu sou da lira
Não vou negar
"ô abram alas que eu quero passar"
Só não passa a saudade
A saudade que ficou no seu lugar
Liberdade...
Oh! Falsa realidade
Liberdade...
O sonho foi morar n’outra cidade
Desprezou a burguesia
E o requinte dos salões
Abraça
a boêmia
E deixa na boca do povo
Mais de mil canções
Roda
baiana
Levanta poeira do chão (bis)
Roda baiana
Nas cores do meu coração
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1984
ENREDO:
Yes, nós temos Braguinha
Autores: Jurandir, Hélio Turco, Comprido, Arroz
e Jajá
Vem...
Ouvir de novo o meu cantar
Vem ouvir as pastorinhas
A luz de um pássaro cantor
Yes, nós temos Braguinha
Bela época
Quando o poeta floresceu
Oh! Meu Rio
Então cantando amanheceu
Num fim de semana em Paquetá
Ouvi "Carinhoso", amei ao luar
Laura
que não sai da minha mente
Morena a saudade mata a gente (bis)
Hoje
tem fogueira
Viva São João (bis)
Mané fogueteiro
Vai soltar balão
Carnaval!
O povo vibra de alegria
Ao cantar a tua poesia
Será... Que hoje tudo já mudou
Onde andará o arlequim tão sonhador
Chora pierrô, chora
Se a tua colombina foi embora
Samba... a mulata é a tal
Salve a loirinha
Dos olhos claros de cristal!
É
no balancê, balancê
Eu quero ver balançar (bis)
É no balanço
Que a Mangueira vai passar
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1983
ENREDO:
Verde que te quero rosa... Semente viva do
samba
Autores: Heraldo Faria, Geraldo das Neves e Flavinho Machado
Amor
vem agora
Ver o esplendor do luar
A noite é linda senhora
Que o poeta vai acordar
Desperta Cartola
Vem pra avenida
Se a Mangueira é uma porta aberta
Você é a razão da sua vida
Você plantou, viu germinar
E
a semente cresceu formosa
Deu Mangueira verde de manga-rosa (bis)
Seus
frutos de alegria e tristeza
Afagaram o pranto
Acendendo a chama da beleza
Seu nome é poesia
Nasceu da primeira estação
As suas pastoras
Estrelas de um novo dia
É força, é raça, é
coração
Cantar,
cantar, brincar, brincar
Deixa a brisa da euforia nos levar
Pra
reviver de novo
Tradições do Rio antigo
Monteiro Lobato, samba festa de um povo
Lendas do Abaeté
Mangueira é
Um canto de fé (bis)
E leva o samba na poeira e no pé
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1982
ENREDO:
As mil e uma noites cariocas
Autores: Heraldo Faria, Tolito e Flavinho Machado
Noite
linda, Lua tão bela
Mangueira novamente fascinando (bis)
O povão na passarela
Céu
salpicado de estrelas
Encantadas
As mil e uma noites cariocas
Na avenida iluminada
A imaginação foi me levando
Vi índias dançando em seus rituais
Bailam conde, condessa e princesa
Na festa da nobreza
Sob lustres de cristais
Elá,
elá, ô naná
Elá, elá, ori-rá (bis)
Os negros batucando na senzala
Em louvor a Oxalá
Rio
antigo
Teatros e salões
Da Lapa dos malandros e gingados
Damas da noite vendedoras de ilusões
E nas noites suburbanas
Balões colorindo o céu
E na Vila eu ouvi
Melodias de Noel
Da Zona Sul à beira-mar
O povo em sua fé louvava Iemanjá
Os nossos carnavais de antigamente
O pierrô e a colombina encantando a gente
E no carnaval de hoje cheio de loucura
Vem a nossa verde e rosa, que ninguém segura
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1981
ENREDO:
De Nonô a JK
Autores: Jurandir, Comprido e Arroz
Em
verde e rosa,
A Mangueira vem mostrar (bis)
O fascinante tema:
"De Nonô à JK"
Juscelino
Kubistcheck de Oliveira,
De uma lendária cidade mineira,
O grande presidente popular,
Surgiu "Nonô" em Diamantina
E uma chama divina
Iluminou sua formação
Subindo os degraus da glória
Imortalizou-se na história
Como chefe da nação, ô, ô
Em sua marcha progressista
O notável estadista
O planalto desbravou
Brasília, o sonho dourado
Que ele tanto acalentou
Juscelino descansa na fazenda
E os acordes de um violão
Levam ao povo a saudade
Lembrado neste refrão:
Como pode um peixe vivo
Viver fora d’água fria
Como poderei viver,
Como poderei viver (bis)
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
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1980
ENREDO:
Coisas Nossas
Autores: Carlos Roberto, Ney da Mangueira e Aylton da
Mangueira
Excitando
a mente à poesia
O poeta descobria
Momentos de raro prazer
E nesta linda melodia
Coisas nossas do dia-a-dia
A Mangueira vem trazer
Juruna, fantasia e frevo
Petrobrás sondando o mar
Coisas que ora descrevo
E ainda há mais para narrar
Frutas
de todas as cores
Num pomar de pureza (bis)
Os mais diversos sabores
Obra da mãe natureza
E
no campinho a gurizada
Atrás de uma bola a rolar
Mata no peito, dá lençol, faz embaixada
Se torce o pé vai rezadeira curar
Rosto colado a noite inteira
Baila-se na gafieira
Se há bebida, há comida e violão
Tem sempre um pagode do bom
Quem
vai mais, quem vai mais
Pode parar que o galho é valete e ás
(bis)
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1979
ENREDO: Avatar... E a selva transformou-se em ouro
Autores: Rato do Tamborim, Tolito e Ananias
Vem
do céu
Todo esplendor
A transformação em ouro
Da selva que Deus criou
Onde a mata verde
Cacaueira
Que a mãe natureza despontou
Neste solo rico e fecundo
Onde o plantio se alastrou
Tem
mulata pessoal
Na colheita do cacau (bis)
(Amazônia...)
Amazônia foi a região
Onde surgiu
Incentivando a indústria
Cacaueira
Como fonte de riqueza do Brasil
E na Bahia
E na Bahia onde o braço forte
Na lavoura prosseguiu
Motivado pelos bravos camponeses
No trabalho poderoso
Do Brasil
Tem
mulata pessoal
Na colheita do cacau (bis)
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1978
ENREDO:
Dos carroceiros do imperador ao Palácio do
Samba
Autores: Rubem da Mangueira e Jurandir
Trago
para este carnaval
Um passado de grande valor
Quem descreve este tema
É o carroceiro do imperador
Quantas saudades
Do famoso Marcelino
Foi o grande mestre-sala
Desde os tempos de menino
Brigão
e arruaceiro
Era o grande destaque (bis)
Do bloco dos arengueiros, oi
Não
posso esquecer
Buraco Quente, Santo Antônio e Chalé
E o ponto alto da escola
Mestre Candinho, tia Tomásia
E Cartola
Chorava a viola
Em noite enluarada
Samba duro no Faria
Ia até de madrugada
Canto
minha história
De um celeiro de bamba (bis)
Cinqüenta anos de glória
Estão no palácio do samba
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1977
ENREDO:
Panapanã, o segredo do amor
Autores: Jajá e Tantinho
Mangueira!
Hoje em evolução
Cantando mostra com louvor
O mito em sua máxima expressão
Panapanã, o segredo do amor
Noite, inquietação transparecia
No sussurro das matas
Onde o amor existia
No prateado arvoredo
Pressentindo o segredo
Aves com plangência se ouvia
E Jacy engalanada
Reinava até o raiar do dia
Lindo amanhecer!
Flores, terra, gente
Guaracy todo luzente
Dando a todos seu calor (para o amor)
Chuva, som de cachoeira
Iara toda faceira
Já surgia em seu esplendor
O Uirapuru era pura alegria
Onde se via que da harmonia
Dos seres nasce o amor, ô, ô
Era lindo o ente alado
Em rodopio multicolor
Era Rudá em pleno reinado
Mostrando que a força da vida
É o amor (Mangueira)
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1976
ENREDO:
No reino da mãe do ouro
Autores: Tolito, Rubem da Mangueira
Caminhando
pela mata virgem
Bravo bandeirante encontrou
Grupos de nativos comentavam
O que um trovão proporcionou
No céu, sem as estrelas
Mais um raio de luz o dirigia
À gruta de uma alma encantada
Era a mãe de ouro que surgia
Obabá-oba-o-babá
É a mãe do ouro (bis)
Que vem nos salvar
Num
palácio encantado
Onde um tesouro existia
Pedras preciosas bem guardadas
Que a mãe do ouro presidia
Homens e mulheres dominados
Por imaginações e alegria
Salões enfeitados
Em multicores
Dançavam até romper do dia
Obabá-oba-o-babá
É a mãe do ouro (bis)
Que vem nos salvar
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1975
ENREDO:
Imagens poéticas de Jorge Lima
Autores: Tolito, Mozart e Delson
Na
epopéia triunfal
Que a literatura conquistou
Em síntese de um sonho
O poeta tão risonho
Assim se consagrou, ô, ô, ô
Ô,
ô, ô, ô
Esta é a nega fulô (bis)
Uma obra fascinante
Que o poeta tão brilhante
O povo admirou
Jorge
de Lima em Alagoas
Nasceu
Ouviu tudo dos antigos
O que aconteceu
Com os escravos na senzala
No Quilombo dos Palmares
Foi um sábio que seguiu as tradições
Com seus versos, poemas e canções
Boneca de pano, a jóia rara
Calabar e o acendedor de lampiões
Zumbi, Floriano e Padre Cícero
Lampião e o pampa
É o amor
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1974
ENREDO:
Mangueira em tempo de folclore
Autores: Jajá, Preto Rico e Manoel
Hoje
venho falar de tradições
Das regiões do meu país
Do seu costume popular
Canto a magia
Do ritual das lendas encantadas
Mostro as lindas festas
Das noites enluaradas
E ainda, em figuras tradicionais
Caio no bloco, danço o frevo
Enlevo dos nossos carnavais
A congada, o boi-bumbá
Ô meu santo, saravá
Ô rendeira, mulher rendá
Ô baiana, ó sinhá
E o Zé Pereira, com seu bumbo original
Eis a Mangueira com seu Carnaval (bis)
(Mas hoje...)
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1973
ENREDO:
Lendas do Abaeté
Autores: Jajá, Preto Rico e Manoel
Iaiá
mandou ir à Bahia
No Abaeté para ver sua magia
Sua lagoa, sua história sobrenatural
Que a Mangueira traz pra este Carnaval
Janaína agô, agoiá
Janaína agô, agoiá
Samba com rima
Com a força de Yemanjá
Oh! Que linda noite de luar
Oh! Que poesia e sedução
Branca areia, água escura
Tanta ternura no batuque e na canção
Lá no fundo da lagoa
Com seu rito em sua comemoração
Foi assim que eu vi Iara cantar
Eu vi alguém mergulhar
Para nunca mais voltar
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1972
ENREDO:
Rio, Carnaval dos Carnavais
Autores: Padeirinho, Nilton, Russo e Moacir
Vejam
que maravilha
Tens a festa mais linda
Deste meu país
Esta é mais uma que brilha
Como este povo é feliz
Para
a alegria geral, geral
Este é o nosso carnaval
Em todo universo
Não existe outro igual
Só neste Rio tradicional
O
Rio
Oferece ao mundo
Neste solo fecundo
O carnaval dos carnavais
Oriundo de Veneza
Dos festejos da nobreza
Dos folguedos geniais
Oriundo dos romanos
E dos negros africanos
Com seus lindos rituais
Tem
maracatu
Maculelê, batuquegê (bis)
Tem capoeira de roda
Também tem cateretê
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1971
ENREDO:
Modernos bandeirantes
COMPOSITOR(ES): Darci da Mangueira, Helio Turco e Jurandir
Boa noite meu Brasil
Saudações aos visitantes
Trago
neste Enredo
Fatos bem marcantes
Os modernos bandeirantes
Do
Oiapoque ao Chuí
Até o sertão distante
O progresso foi se alastrando
Neste país gigante
No céu azul de anil
Orgulho no Brasil
Nossos
pássaros de aço
Deixam o povo feliz
Ninguém segura mais este país
Busquei
na minha imaginação
A mais sublime inspiração
Para exaltar
Aqueles que deram asas ao Brasil
Para no espaço ingressar
Ligando corações
O Correio Aéreo Nacional
Atravessando fronteiras
Cruzando todo o continente
E
caminhando vai o meu Brasil
Pra frente
Santos
Dumont
Hoje o mundo reconhece
Que você também merece
A glorificação
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1970
ENREDO:
Um cântico à natureza
COMPOSITOR(ES): Ney, Ailton e Dilmo
Brilhou no céu o sol, oh que beleza
Vem contemplar a natureza
Vem abrasar a imensidão, imensidão...
Onde na pesca ou na plantação
Pedras preciosas ou mineração
Rios,
cachoeiras e cascatas
Frutos, pássaros e matas
Enobrecem a nação
Oh
lugar... Oh lugar...
Tudo que se planta dá
Terra igual a esta não há
Imenso torrão de natureza incomum
Onde envaidece qualquer um
Praias
e flores
Inspiram amores
E o petróleo te deu mais vida
Solo de vultos imortais
Direi teu nome e não esquecerão jamais
Oh pátria querida
De natureza tão sutil
Tens belezas mil
Isto é Brasil... Isto é Brasil... Isto é Brasil...
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1969
ENREDO:
Mercadores e suas tradições
COMPOSITOR(ES): Hélio Turco, Darci e Jurandir
Abriu-se
A cortina do passado
Neste palco iluminado
Onde tudo é carnaval
Vamos recordar
Nesta grande apoteose
Uma história triunfal
Brasil dos mercadores
Aventureiros e sonhadores
Que desbravavam o sertão
Deste imenso rincão
Foi
tão sublime
O ideal dos pioneiros
Bandeirantes de um progresso
Soberano e altaneiro
Na
imensidão de nossas matas
Cachoeiras e cascatas
Fontes de riqueza naturais
Era extraído o tesouro
Onde imperava o ouro
E os verdes canaviais
Em Vila Rica os mercadores
Ostentavam seus brasões
Nos elegantes salões
Longe, ao longe então se ouvia
A suave sintonia
Dos mascates em pregões
Glória
a estes bravos
Que lutaram por um ideal
E conseguiram conquistar
As riquezas do Brasil colonial
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1968
ENREDO:
Samba, festa de um povo
COMPOSITOR(ES): Darci, Hélio Turco, Luiz, Batista e Dico
Num cenário deslumbrante
Do folclore brasileiro
A Mangueira apresenta
A história do samba verdadeiro
Música... Melodia bem distante
De uma era tão marcante
Que enriqueceu nosso celeiro
As diversas regiões
Entoavam as canções
Era um festival de alegria
Foi
assim, com sedução e fantasia
Que despontou o nosso samba
Com grande euforia
Foi
na Praça Onze
Das famosas batucadas
Que o samba teve sua glória
No limiar da sua | |