IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE

SAMBAS-ENREDOS

 

2007

ENREDO: Teresinhaaa, uhuhuuu!!!!! Vocês querem bacalhau?
COMPOSITOR(ES): Merrenga, Xande Sobrinho, Lula Inspiração, Bill Amizade e Aliomar

Ó Teresinha!!!
Que maravilha o Chacrinha imaginou
No fom fom da sua buzina
Uma geração emocionou
Vocês querem bacalhau?
Vibrava a platéia de emoção
E a saudade tem lugar
No banquete da ilusão

Lá se foi o bacalhau
Pelo mares da paixão (navegou)  (bis)
Nessa história quando tudo começou

E foi assim, tim tim por tim tim
De uma explosão a luz
O choque do gelo do norte
Com o fogo ardente do sul
Imir sonhou, suou e surge a vida
E a Noruega, amanheceu em flor
Monstros gigantes, raios, vulcões
Vikings dos mares
Nos ventos da dominação
De Asgard o reino de Odin
Um arco-íris multicor une essas terras
A imensidão e ao coração da Imperatriz

Quando a água do mar secou
Despertou o paladar, o sabor  (bis)
E o Basco conservou no sal
Essa riqueza que Odin abençoou

Taca fogo nas cinzas, não deixa apagar
Eu vou de samba afrevado no chamego arretado
Pra lá e pra cá
Já rasgou a fantasia homem da noite, mulher do dia

E o Bacalhau do Batata na bandeja pra massa
Até o dia clarear  (bis)

 

2006

ENREDO: Um por todos e todos por um
COMPOSITOR(ES): Niltinho Tristeza, Tuninho Professor, Amaurizão e Maninho do Posto

Meu amor
A Imperatriz chegou agora
É o carnaval! O lema é...
Um por todos e todos por um...
Garibaldi, o nosso herói, viveu
Uma história de luta e paixão
Que Alexandre Dumas
Assim, descreveu (e pelo mundo)
Pelo mundo navegou
Nas batalhas que travou
Liberdade foi seu ideal (de lá pra cá...)
No Brasil, quanta riqueza!
Abraçando a natureza
Ele se encantou (e foi por aí)

Foi por aí assim
No balanço da expedição  (bis)
A Santa e Bela Catarina
Virou seu chão

(Mas vê...)
Vê! Que movimento lindo! Amor...Amor...
Quando viu Anita, ele se apaixonou
Amada, valente, guerreira
Com ele, na paz e na dor
Com os rebeldes lutou
Românticas...
De tantas aventuras, mundo afora
Viraram mitos na História
Popular

A alegria tomou conta da cidade
Vou me acabar  (bis)
De verde-e-branco, cheio de felicidade
Até o sol raiar

 

2005

ENREDO: Uma Delirante Confusão Fabulística
COMPOSITOR(ES): Josimar, Evaldo Ruy, Jorge Artur, Jorginho e PC

Era uma vez...
E um sorriso de criança faz agente acreditar... Era uma vez...
Em um mundo encantado, se prepare pra sonhar...
Contos de fadas, rainhas e reis...
Roupas que o povo não pode enxergar
Os sapatinhos dançando sozinhos
Um rouxinol a cantar
Sereia menina, a bailarina...
Universo criado por um sonhador
E o menino venceu a pobreza
E fez da arte a linda princesa
Com quem viveu grande amor

Pega a viola o repentista
Conta em versos que o grande artista  (bis)
Da Dinamarca voou, foi além
Como um cisne altaneiro
Hans Christian Andersen

Foi Monteiro Lobato
Um mestre de fato da literatura infantil
Histórias escritas com arte
E de todas as partes contou no Brasil
O sítio não tem fronteiras
Abrindo as porteiras pra imaginação
Dona Benta recebe encantado
O povo dos contos de fadas
Numa delirante confusão

A turma do sítio apronta
A imperatriz faz de conta  (bis)
Emília cantando assim:
Vem viajar nessa história
É só dizer pirlimpimpim

 

2004

ENREDO: Breazail
COMPOSiTOR(ES): Jeferson, Veneza, Carlos de Olaria, Me Leva e Guga

Vermelho é vida
É sangue, é coração
Coloriu a história
De paixão, de vitória, de vibração
Pintou o manto dos reis
E o encanto chinês
O poder e a religião
Das minas o celta extraía
O corante breazail
Porém era o fenício quem fazia
A tinta que o mundo seduziu

Da Ásia à madeira
Deu o tom pra Europa inteira  (bis)
Mas o Brasil do bom
Só em terra brasileira

Viagem ao Novo Mundo
Deu a Vespúcio a primazia
De erguer em Cabo Frio
Fortaleza e feitoria
Depois partiu com o nosso pau-brasil
Deixando aos marinheiros poesia
Visão do infinito, lugar mais bonito
Era o chão da Utopia
Quem dera a paz e a harmonia
Ver meu país cantar feliz
Na sombra de um pau-brasil
Um samba da Imperatriz

Hoje eu quero ver
Caldeirão ferver nessa magia  (bis)
O Brasil deu a cor
Pra tingir de amor nossa folia

 

2003

ENREDO: Nem todo pirata tem a perna de pau, o olho de vidro e a cara de mau ...
COMPOSiTOR(ES): Darcy do Nascimento, Brandãozinho, Rubens Napoleão e Jorge Rita

Cobiça de ouro
Madeira, pedra e animais
São fases do primórdio da história
Que a Imperatriz se refaz

Nem todo pirata tem perna de pau,
O olho de vidro e a cara de mau  (bis)

Foi-se o tempo, longe está
Pirataria de além-mar
Vejam só a covardia
Parte dessa tirania
Era destinada aos reis (aos reis, aos reis)
Por corsários portugueses
Holandeses, franceses e ingleses
Tudo era saqueado
Protegido era levado
Ao domínio da nação
Hoje a coisa ficou preta
Muito preta e com razão
Pirata se queixando de pirata
De terno e gravata na televisão
Pirateando CD, até a fé
O comércio e a nação
Mas hoje quero ser
Pirata do prazer
Dançando um baile com você

Vem meu amor, vem me beijar
Hoje eu tô que tô e você tá que tá  (bis)
Vem meu amor, vem me beijar
Beijo escondido pra ninguém clonar

 

2002

ENREDO: Goytacazes... Tupi or not Tupi in a Shouth American Way!
COMPOSiTOR(ES): Marquinho Lessa, Guga e Tuninho Professor

Campos... Terra dos índios Goytacazes
São ferozes, são vorazes
Vida de antropofagia
Na Europa, a notícia rolava
Homem branco se assustava
Índio come gente... Quem diria!
Um dia, com fome de amor... Ô, ô, ô, ô
Nosso herói se apaixonou
Um momento de magia
Peri beijou Ceci... Ao som do Guarani
Um gesto de brasilidade
Com o tempo, um novo índio se vestiu de ousadia
Num ritual de liberdade
(E deu...)

E deu tupy, or not tupy
Eis a visão do artista  (bis)
Nessa nação tupiniquim
Índio virou um anarquista

(Qual é?)
Macunaíma com Zé Pereira,
É índio, é negro, é imperador
Mais tarde, essa mistura brasileira
A Tropicália originou
Tem Iracema em Ipanema, alegria geral
Eu sou também Carmem Miranda no meu Carnaval
(Hoje o couro vai comer...)

Hoje o couro vai comer
Auê, Imperatriz... Auê, auê  (bis)
Nossa tribo canta meu país
Pra valer

 

2001

ENREDO: Cana-caiana, cana-roxa, cana fita, cana preta, amarela, pernambuco... Quero vê descê o suco, na pancada do ganzá!
COMPOSiTOR(ES): Marquinhos Lessa, Guga e Tuninho Professor

Cana-caiana,
A cultura que o árabe propagou
Apesar dos cruzados plantarem,
A cana na Europa não vingou
Mas conta a história que em Veneza
O açúcar foi pra mesa da nobreza
Virou negócio no Brasil, trazida de além-mar
E, nesta terra, o que se planta dá
Gira o engenho pra sinhô, Bahia faz girar
E, em Pernambuco, o escravo vai cantar (Quero vê)

Quero vê descê o suco até melá
Na pancada doce do ganzá  (bis)

Pinga...
Olha a cana virando aguardente
No mercado do ouro atraente
Paraty espalhou a bebida
Pra garimpar, birita tem
Na Inconfidência foi preferida
Pra festejar, o que é que tem?
Tem Carlos Cachaça, não leve a mal
Taí verde-e-rosa em meu Carnaval...
(Vem provar minha cachaça)

Vem provar minha cachaça, amor, ôôôô
O sabor é verde-e-branco  (bis)
Passa a régua e dá pro santo
Que a Imperatriz chegou

 

2000

ENREDO: Quem descobriu o Brasil, foi Seu Cabral,
no dia 22 de abril, dois meses depois do Carnaval...

COMPOSiTOR(ES): Marquinhos Lessa, Amaurizão, Guga, Chopinho e Tuninho Professor

Terra à vista!
O grito de conquista do descobridor
A ordem do rei é navegar
E monopolizar riquezas de além-mar
Partiram caravelas de Lisboa
Com o desejo de comercializar
As especiarias da Índia
E o ouro da África
Mas, depois, o rumo se modificou
Olhos no horizonte, um sinal surgiu
Em 22 de abril, quando ele avistou
Se encantou

Tão linda, tão bela!
Paraíso tropical  (bis)
Foi seu Cabral quem descobriu o Brasil
Dois meses depois do carnaval

Terra... abençoada de encantos mil
De Vera Cruz, de Santa Cruz... Brasil
Iluminada é a nossa terra
O Branco, o negro e o índio
No encontro, a origem da nação
E hoje, a minha escola é toda raça
Convida a "massa" e conta a história
São 500 anos vivos na memória
De luta, esperança, amor e paz

Eu quero é mais
Viver feliz, oi  (bis)
Sambando com a Imperatriz

 

1999

ENREDO: Brasil, mostra a tua cara em...
Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae

COMPOSiTOR(ES): Cesar Som Livre, Waltinho Honorato, João Estevam e Eduardo Medrado

Ela, a Imperatriz na passarela
É samba, é arte, é linda tela
Vem colorindo o carnaval
Sonhava Nassau
Com uma Holanda tropical
E nesse sonho ele então pediu
Quero te ver, Brasil (Quero te ver, Brasil)

Brasil, mostra a sua cara
Sua beleza em forma rara  (bis)
Esse seu jeito de viver (Quero te ver, Brasil)

Artistas pintando flores, florestas
Retratam paisagens em festa... E animais
Homens felizes vivendo nas matas
Imagens do meu país
As obras são imortais
O tempo não apagou
E a mão do destino traz
Envolvidas em jóias musicais
Nobreza, beleza
Tem arte nesse teu cantar
Quem ouve logo diz
Meu sonho é ser feliz
Pra sempre e sempre mais

O samba é raiz
Se raiz é história  (bis)
Bate forte bateria
No balanço e na alegria
Da Imperatriz

 

1998

ENREDO: Quase no ano 2000...
COMPOSiTOR(ES): Preto Jóia, Flavinho, Darcy do Nascimento e Guga

Vou viajar nas previsões
Do homem sonhador
Que pensou voar, cruzar o mar
Nas asas da imaginação
Fez o tempo avançar no tempo
Através da criação
De máquinas sem sentimento
Que funcionam quando ele põe a mão
Mas o homem que previa ôôô...
Esqueceu a ecologia ôôô...
A natureza, o ar
A terra azul e o mar
Fez o universo acordar

Robô, roubou a festa
O cinema deu visão  (bis)
Imaginando o que seria
A nova civilização (foi ilusão)

Lá se vai mais um milênio, amor
A devastação dói demais
Proteção para os mananciais
Pras matas e os animais
E o futuro então
Virá com mais vigor
Se a nossa terra
For tratada com amor

É novo tempo, é bom pensar
É tempo, amor, de libertar  (bis)
O sentimento e a terra preservar

 

1997

ENREDO: Eu sou da lira, não posso negar...
COMPOSiTOR(ES): Zé Katimba, Chopinho, Amaurizão e Tuninho Professor

Eu sou (ai meu Deus, eu sou)
Da lira, não posso negar
Preparei o ano inteiro
Versos para ofertar
Ah! Esse enredo delirante
Um momento emocionante
Lindamente popular
Eu quero cantar!
O Rio de tempos atrás
Chiquinha escreveu
Em notas musicais
Vem liberar, vem amar
Fazer a festa
É a magia do teatro e dos salões

Piano me diz quem é
A pioneira?  (bis)
Piano me diz quem é
A maxixeira?
"Rosa de ouro"
Nunca foi de brincadeira

Ah mulher guerreira
Solta os grilhões!
"Corta Jaca", que eu quero ver
Repenica pra remexer
Tem cavaco e violão

E a minha escola
Vai cantando esse refrão  (bis)
Lalaiá, lalauê!
Imperatriz fazendo um baile
Pra você

 

1996

ENREDO: Imperatriz Leopoldinense honrosamente apresenta: "Leopoldina, a Imperatriz do Brasil"
COMPOSiTOR(ES): Jurandir, Dominguinhos do Estácio, Demarco e Carlinhos China

Atravessou o mar
Temendo a invasão a Portugal
Desembarcando aqui, toda a Família Real
O tempo passou
D. Pedro precisava se casar
E foi da Áustria, a escolhida,
Carolina Josefa Leopoldina
Clareia, Viena
Num raro espetáculo de cor
Pela vontade do rei
Marialva o Marquês
A Europa deslumbrou
Viena clareia
O noivado se realizou
Diamantes são presentes
Junto a um rico medalhão
Que fascina Leopoldina
Que casa por procuração (de lá pra cá)

E de lá pra cá
Só céu e mar... E esperança  (bis)
Do Eldorado encontrar
O paraíso... e bonança

E ao chegar, o seu olhar se encantou
Linda aurora, fauna e flora
Revela o amor por esse chão
E a Pedro, impele em carta
Independência da nossa nação (Lá vem raiz)

Ô ô ô lá vem raiz
A Leopoldina é Imperatriz  (bis)
É carnaval, é samba verdadeiro
Eu me orgulho de ser brasileiro

 

1995

ENREDO: Mais vale um jegue que me carregue, que um camelo que me derrube... Lá no Ceará
COMPOSiTOR(ES): Eduardo Medrado, João Estevam, Waltinho Honorato e César Som Livre

Ecoam pelo ar
Estórias de tesouros escondidos
Sou poeta da canção
E embarco nesse sonho encantado
Vou com destino ao Ceará
Em busca de um novo Eldorado
(Eu levo)
Levo comigo a ciência
Do país a sapiência
Tudo eu quero relatar
Nessa expedição bem brasileira
Chegam mouros e camelos
Não precisa se assustar

Balançou, não deu certo não
Pois não passou de ilusão  (bis)
Eles trouxeram o balanço do deserto
Mas não é o gingado certo
Pra cruzar o nosso chão

O jegue escondido na história
Ajuda o sertanejo a tocar seu dia-a-dia
Trabalha, ara a terra sob o sol

E leva o fardo pesado
De um povo sofredor  (bis)

Mais vale a simplicidade
A buscar mil novidades
E criar complicação
Esquecendo o bom e o útil
Renegar o que é nosso
Gera insatisfação

O sertão não é só lamento
Meu momento é aqui  (bis)
Faço a festa e lavo a alma
Hoje na Sapucaí

 

1994

ENREDO: Catarina de Médicis na Corte dos
Tupinambôs e Tabajeres

COMPOSiTOR(ES): Márcio André, Alvinho, Aranha e Alexandre da Imperatriz

Hoje vou colorir toda a cidade
De alma pintada eu vou
Sou da Corte a fantasia
Trago o "novo mundo" de esplendor
A magia da floresta levei
Enfeitando esta festa cheguei
Puro na emoção, simples na paixão
Sonho e poesia em Ruão

Mon amour c'est si beau!
Esse jogo, essa dança  (bis)
Tabajer, Tupnambôs

E lá nas margens do Sena
O Brasil a imagem
De nudez e coragem
Índios marujos, enfim
Misturavam-se assim
Na mais linda paisagem
E a platéia no bis
Com a Imperatriz a delirar
Na França o bom selvagem
Deu o tom de igualdade
Fraternité, liberté

Sou índio, sou forte
Sou filho da sorte, sou natural  (bis)
Sou guerreiro
Sou a luz da liberdade, carnaval

 

1993

ENREDO: Marquês que é Marquês do sassarico é freguês
COMPOSiTOR(ES): Márcio André, Alvinho, Aranha e Alexandre da Imperatriz

Vou passar mais uma vez
Na avenida da ilusão
Carnaval, alegria geral no meu coração
Vem de lá, da Corte Imperial (Lá vem Marquês)
O Marquês iluminado
Bi-centenário
Palco do meu carnaval (E assim)
Assim na Serração da Velha
Nasceu a semente que embalou a multidão
Baila, baila comigo, meu amor mascarado
No jogo da sedução

Oh joga água, amor, limão de cera
Oh vale tudo nesta brincadeira  (bis)

O luxo das Grandes Sociedades
Coloriu felicidade nos olhos do Imperador
E hoje essa folia
Tem na Apoteose seu esplendor
E como será, além do infinito
O sonho desse povo tão bonito
De verde e branco sambando vem o Marquês (ê ê)
Sassaricando, mostrando que é freguês
O samba é raça, é paixão, viver feliz
Desfilando na Imperatriz (Eu vou)

Eu vou no sassarico, eu vou
Nessa que eu quero ir  (bis)
Balança Sapucaí

 

1992

ENREDO: Não existe pecado abaixo do Equador
COMPOSiTOR(ES): Tuninho Professor, Jurandir, Edinho e Nilson Melodia

Vai (vai, vai, vai)
Singrando os mares
Fazer o teu Rei feliz
Em busca de novos ares
Navega a Imperatriz
E, dessa viagem bela
Uma aquarela
Vai desfilar
Éden, visão do paraíso
Emoção, sorriso
É o fruto da paixão
O clima tempera a água, os rios
O verde, a fauna
Fascínio de um imenso amor
Beleza divina, fonte que irradia
Abaixo do Equador

O canto do índio ecoou (ê ô, ê ô)
Vem do ar, vem do ar  (bis)
E livre a floresta se encantou
Eh! Mirá!

Para proteger a vida
Vêm os seres te abraçar
Sereia, mãe-d'água, saci, boitatá
Guerreiras a cavalgar
Papagaio vira anjo
Para o mundo perceber

E eis a chama
Que vai fazer  (bis)
Toda a paz na terra renascer

(E um dia hei de ver...)

 

1991

ENREDO: O que é que a banana tem?
COMPOSiTOR(ES): Preto Jóia, Niltinho Tristeza, Tuninho, Guga, Guará da Empresa e Flavinho

Vem, meu amor
Vem se perder no banal em flor
Vem de lá do sul da Ásia
A fruta, Deus criou (índio dança!)
Índio dança
Ao receber dos espanhóis (o que, o que)
A banana
É ouro, é festa em cada um de nós (Ê, baianas)
Na exportação (Fala Brasil!)
Ó meu Brasil menino, a força é teu chão
Lá vai São Thomé... Sabor de prazer
Banana engorda e faz crescer
O facão bateu embaixo
Pra bananeira cair

Ai, ai, que maldade
Não tire esse verde daí  (bis)

(Tem de prata)
Tem prata, leva d'água e da terra
"Se ligue, amor", na voz do cantador (vem beijar)
A nossa bandeira com ela... Despontou
A Lua já surgiu também
Pra ver o que a banana tem
O meu sonho de ser feliz
Vem de lá... Sou Imperatriz
Na poesia e na canção
Carmem Miranda, um turbilhão de paixão
Na "musa-flor" o sábio se inspirou
A Tropicália em nós brilhou

Hoje eu quero é paz no meu coração
Extravasar minha emoção  (bis)

 

1990

ENREDO: Terra Brasilis, o que se plantou deu
COMPOSiTOR(ES): Zé Catimba, Preto Jóia, Tuninho Petróleo, Baianinho e Jorginho da Barreira

Ôôôô
Tropicália é pra viver  (bis)
É o Sol, é o infinito
É um mundo de prazer

Vejam
A verde e branco colorindo o chão
No meu país há poesia
Venho te exaltar, no verso e na canção
O que se plantou deu, amor
Neste solo cobiçado, maravilhoso Brasil
O índio, dono desta terra linda
Caça, pesca e dança e quer ser feliz
O branco veio com reisado
Pau-de-fita bem trançado
A quadrilha e o boi-bumbá
A cultura popular

O negro aqui chegou
O que plantou floriu  (bis)
Por força do destino
A raça coloriu

Capoeira, abará (vem baianas)
Origem negra vindos de além-mar  (bis)

Alegria do salão e do asfalto
O carnaval, festa tradicional
A rainha Imperatriz, país mulato
Hoje é cena do teatro

 

1989

ENREDO: Liberdade, liberdade! Abra as asas sobre nós
COMPOSiTOR(ES): Niltinho Tristeza, Preto Jóia, Vicentinho e Jurandir

Vem ver, vem reviver comigo amor
O centenário em poesia
Nesta pátria, mãe querida
O império decadente, muito rico, incoerente
Era fidalguia

Surgem os tamborins, vem emoção
A bateria vem no pique da canção
E a nobreza enfeita o luxo do salão
Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí

Da guerra nunca mais
Esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu de cultura o Brasil
A música encanta e o povo canta assim

Pra Isabel, a heroína
Que assinou a lei divina
Negro, dançou, comemorou o fim da sina
Na noite quinze reluzente
Com a bravura, finalmente
O marechal que proclamou
Foi presidente

Liberdade, liberdade!
Abra as asas sobre nós  (bis)
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz

 

1988

ENREDO: Conta outra, que essa foi boa
COMPOSiTOR(ES): Zé Catimba, Gabi, David Corrêa e Guga

Eu voto pra não esquecer
A vida tem que melhorar
O povo na constituinte
Vai ter mesa farta, sorrir
E até cantar

Quá, quá, quá
Você caiu, caiu  (bis)
É brincadeira
É primeiro de abril

Disse me disse
Na História do Brasil
Fui criança, fui palhaço
E ninguém me assumiu (ô seu Cabral...)

Cabral, ô Cabral
O esquema é de lograr (de lograr)  (bis)
De 71 com a realeza
Me mandou uma princesa
Que fingiu me libertar, me libertar

Ô ô ô piuí
Piuí lá vem o trem  (bis)
A ferrovia é brincadeira de neném

 

1987

ENREDO: Estrela Dalva
COMPOSiTOR(ES): Zé Catimba, Guga, Niltinho Tristeza e Bil Amizade

Zum, zum, zum, zum, zum, zum...
A bateria  (bis)
Zum, zum, zum, zum, zum, zum...
É harmonia
Hoje é dia de festa
Hoje é dia de folia

Oh! Saudade, ô
Hoje você é Carnaval
No palco do amor
O teu papel é o esplendor, ô ô
A Estrela Dalva brilha
E ilumina o meu cantar
É a luz, é a poesia
É a vontade de cantar (vamos lá)
Lá, lá, lá, lauê
É carnaval, vou me perder
Lá, lá, lá, lauê
Vem, meu amor, quero você

Bandeira Branca
Meu amor, eu peço paz  (bis)
Vamos sambar
Viver feliz e nada mais

 

1986

ENREDO: Um jeito pra ninguém botar defeito
(Agüenta, coração)

COMPOSiTOR(ES): Niltinho Tristeza, Guga, Jurandir e Tuninho

Despontou, ô ô ô
E faz ouvir ao longe o seu cantar  (bis)
Ser feliz
É sempre amar, amor, Imperatriz

Um grito emana do povo
Os direitos são iguais
Brancos, negros, índios
Agitam a bandeira da paz
Desperta esperança
A vida acende, é luz, é cor
Surge nova era
O que passou, passou, ô ô
O que passou, passou

Vem brincar, amor
De um jeito tá  (bis)
Que eu também tô

Vou cair na brincadeira
Rasgar de Norte a Sul
Vou pegar minha bandeira
Dançar o frevo e o maracatu
Quero ver, clarear

Agüenta, coração
Há verde e branco em minha vida  (bis)
Meu futebol, meu carnaval
Minhas bandeiras na avenida

 

1985

ENREDO: Adolã - A cidade mistério
COMPOSiTOR(ES): C. Sideral, Doutor, Amaurizão e Guga

Diz a lenda que outrora
Na aurora das manhãs
Floresceu na Ilha-Sedução
A tradição dos Adolãs
Império do bem e da paz
Onde o amor não é fugaz
Iklena semeou fertilidade
Quando o deus-Sol abençoou, ô ô!
E hoje tudo é saudade
Da Cidade-Mistério que restou

Venha ver, mas venha só
Há um mistério na Ilha de Marajó  (bis)

(E a arte...)
Berço de arte e fantasia, ô
Sua riqueza seduzia
Aos colonizadores de além-mar (de além-mar)
De repente a natureza
Pelas palmas de princesa
Cheia de fogo no olhar
Se fez, na visão de pássaros no céu
Iluminada sob um véu
Deixou a ilha-tradição do Boi-Bumbá

Bumba, ê, meu boi
Olha o Boi-Bumbá  (bis)
A Imperatriz do céu
Num "gaiola" vai voltar

 

1984

ENREDO: Alô, mamãe
COMPOSiTOR(ES): Velha, Guga, Tuninho e Alvinho

Nem pensar
Que hoje vai ser o dia
De cantar, sorrir
Alô mamãe, como eu queria
Tentar mais uma vez
Mostrar o Carnaval ao povo
Ir pra avenida
A Imperatriz de novo
Lá vou eu
Vou pulando sem parar
Na esperança
De um dia melhorar

Vendi, juntei
Pedi, lutei  (bis)
E o que rendeu

Pacotão comeu
O resto que se exploda
A verdade dói
Toda noite um vampiro
Leva a grana e me destrói
Onde a coisa vai parar
Que abacaxi!
Já tô de tanga
Coisa igual eu nunca vi

Alô, mamãe
Assim não agüento  (bis)
Almoçar pirão de areia
E jantar sopa de vento

 

1983

ENREDO: O rei da Costa do Marfim visita
Xica da Silva em Diamantina

COMPOSiTOR(ES): Matias de Freitas, Carlinhos Boemia e Nelson Lima

As festas... "da Chica que manda"
Deslumbravam a sociedade do local
Diamantina era uma flor
De amor sem preconceito ou ritual
No castelo da palha
Dava gosto de se ver
Aquela que já foi escrava
Demonstrava o valor do poder

O amor lhe deu tesouros
Que vivia pra gastar  (bis)
Dos gemidos da senzala
Nem queria recordar

Esta negra caprichosa
Convidou o rei da Costa do Marfim
E o recebeu de forma suntuosa
Que a festa parecia não ter fim
A nobreza esqueceu os preconceitos
Irmanada com o povo festejou
Parecia que a liberdade sonhada
Se fez convidada e se apresentou
Só Minas Gerais, só Minas Gerais...

Poderia ser o palco desta história
Que gravei na memória  (bis)
E o tempo não desfaz

 

1982

ENREDO: Onde canta o sabiá
COMPOSiTOR(ES): Tuninho, Dominguinhos e Darcy

Caminhando
Um canto se ouve no ar
Vem da terra
Vem do meu cantar

Dança quem dança
Dança quem não dançou  (bis)
Neste samba envolvente
Nossa gente chegou

O show da natureza
Esculturando a razão
Um toque de beleza
Batendo forte em meu coração
Do céu, à terra, a Lua
Iluminando a imensidão
Dos nossos rios e matas
Chuês de cascata
Riquezas do chão

Chove chuva
Chove sem parar
Assim canta o sertanejo  (bis)
Nessa terra onde ecoa
O som do sabiá

No povo, a busca incessante
De um momento feliz
A Imperatriz em festa
Hoje aqui se manifesta
No palco da raiz

 

1981

ENREDO: O teu cabelo não nega (Só dá Lalá)
COMPOSiTOR(ES): Gibi, Serjão e Zé Catimba

Neste palco iluminado
Só dá lalá  (bis)
És presente imortal
Só dá lalá
Nossa escola se encanta
O povão se agiganta
É dono do carnaval

Lá lá lalá Lamartine
Lá lá lalá Lamartine
Em teu cabelo não nega
Um grande amor se apega
Musa divinal

Eu vou embora
Vou no trem da alegria  (bis)
Ser feliz um dia
Todo dia é dia

Linda morena
Com serpentinas enrolando foliões
Dominós e colombinas
Envolvendo corações
Quem dera
Que a vida fosse assim
Sonhar, sorrir
Cantar, sambar
E nunca mais ter fim

 

1980

ENREDO: O que que a Bahia tem
COMPOSiTOR(ES): Darcy do Nascimento e Dominguinhos do Estácio

Reluzente como a luz do dia
Bela e formosa como as ondas do mar
Encantadora e feliz
Chega a Imperatriz
Fazendo o povo vibrar
Ê Bahia
Vou cantá-la nos meus versos (vou cantar)
Teu passado glorioso
Teu presente já famoso
E o futuro Deus dirá
Pega na barra da saia
Vamos rodar
Lá, laiá, lá, laiá, lá, laiá
Lá, laiá, lá, laiá, laiá

(Ê Bahia...)
Bahia terra da magia
Da feitiçaria e do candomblé

Caô, meu pai Caô
Caô, meu pai Xangô  (bis)

Que coisa linda ver
O ritual do lava-pés
A lavagem do átrio e as catedrais
E o pregoeiro a dizer:

Quem vai querer?
Quem vai querer?  (bis)
Fubá de castanha
Pé-de-moleque, dendê

 

1979

ENREDO: Oxumaré - A lenda do arco-íris
COMPOSiTOR(ES): Gibi, Darcy do Nascimento e Dominguinhos do Estácio

O arco-íris
Colorindo a passarela
Para Oxumaré passar
Os orixás estão em festa
Oi deixa a gira girar

Bata palma mãe pequena
Batam palmas Iaôs  (bis)
Firma ponto meu Ogan
No rufar do seu tambor

Olha lá o arco-íris
Fazendo a natureza chorar
Menino vira menina
Quando por baixo passar
Diz a crendice popular
O rei ficou ciente
De tudo que aconteceu
Porque foi que os rios secaram
E o céu escureceu
E os negros africanos
Com a sua tradição
Quando vêem o arco-íris
Fazem esta louvação

Arrobóboia, oxumarê
Arrobóboia, oxumarê, oxumarê  (bis)

 

1978

ENREDO: Vamos brincar de ser criança
COMPOSiTOR(ES): Guga, Tuninho, Aranha, Zé Catimba e Sereno

Pegue sua bonequinha
Vou pegar o meu pião
O compasso desta roda
Bate no meu coração

Rema, rema, remador
Ê, ê, ô  (bis)
Bambolê, bamboleou

Vejo o mundo em fantasia
Passo horas de alegria
Solto esperança no ar
Meus amigos encantados
Um sorriso apaixonado
Minha vida em cada olhar
Lá, laiá
Lá, laiá
Sou criança, sou folia
Sou vontade de brincar
(Eu sinto...)

Sinto um cheiro de doce no ar
Tia preta na cozinha  (bis)
Faz a festa começar

 

1977

ENREDO: Viagem fantástica às terras da Ibirapitanga
COMPOSiTOR(ES): Walter da Imperatriz, Carlinhos Madrugada e Nelson Lima

Partiram caravelas de Portugal
Em busca de riquezas
Das terras descobertas por Cabral
Seguindo, por caminhos verdejantes
Chegam às terras dos Incas
Uma paisagem colossal

"Guaynapac" era seu rei
Filho do Sol Coroado  (bis)
Era só de ouro e prata
Seu palácio encantado

Iludida e expedição
De um tesouro  (bis)
Tão sonhado
Alcança a montanha de vidro
E surge o país namorado

Ibirapitanga...
Ibirapitanga que esplendor
Mulheres guerreiras em orgia
Borboletas em cores e a Iara...
Deusa de encantos e magia
Descem o rio Amazonas
Despontam no Eldorado
Que tinha um rei todo em ouro
Poderoso, estimado
Chegam à foz os navegantes
A pororoca,
Beleza sem igual
Vibram com tanta riqueza
De um fato marcante:
"O desbravamento nacional"

 

1976

ENREDO: Por mares nunca dantes navegados
COMPOSiTOR(ES): Gigi, Sereno e Guga

Eu vi mundos nunca vistos nem sonhados
Andei mares nunca dantes navegados  (bis)
A historia traz
Feitos singulares
Do heroísmo e da fé
De outros mares

De outras terras
Iluminaram poemas  (bis)
E a nossa historia encerra

Ao sabor das ondas vêm as naus
A branca espuma cortando
E chego afinal
A ilha verde sem fim
Onde num belo dia
A saudade se fez bonança

Ao chegar na terra da esperança  (bis)

Fundaram cidades
Cruzaram raças
Tornaram sonhos em realidades
Tantos heróis
Tanta grandeza
A nossa historia
Oh, que beleza!

Nasceste grande, oh meu país
És soberano de um povo feliz  (bis)

Eu vi mundos
Nunca vistos nem sonhados  (bis)
Andei mares
Nunca dantes navegados

 

1975

ENREDO: A morte da porta-estandarte
COMPOSiTOR(ES): Walter da Imperatriz, Nelson Lima, Caxambu e Denir

Para que chorar
É tempo de samba com empolgação
Vamos recordar Rosinha
Encantando a multidão
Mulata brejeira
Seu nome uma flor
Empunhava o estandarte
Do bloco Lira do Amor
Era Carnaval (era Carnaval)
A Praça Onze estava em festa
Cantos e toques de clarins
Pandeiros, surdos e tamborins

Lá vem o bloco
E o povo a gritar  (bis)
Abram alas minha gente
Deixem a Rosinha passar

No auge da folia
Uma alma em alucinação
"A morte da porta-estandarte"
E o negro sambista pedindo perdão

Ôô ôô
Ao longe um cantar dolente  (bis)
Levanta Rosinha, vem sambar
Ela já não está presente

(Pra que chorar...)

 

1974

ENREDO: Réquiem por um sambista - Silas de Oliveira
COMPOSiTOR(ES): Cosme, Damião e Guga

Recordar é viver
Imperatriz não podia esquecer

Senhor, iluminai a minha mente
Prestando esta homenagem  (bis)
Ao mestre Silas ausente

Quando o dia raiava
Alegremente cantava
Oh! Minha romântica
Senhora tentação
Carnaval, doce ilusão
Oh! Como é tão sublime
Exaltar o poeta criador

Vou pegar na viola
Vou cantar o samba  (bis)
Rendendo esta homenagem
Ao mestre Silas bamba

Salve o Carnaval
Viva a brincadeira
Nosso enredo este ano
É sobre Silas de Oliveira

Ô lê lê ... ô lá lá
Até hoje temos saudade  (bis)
Do sambista popular

 

1973

ENREDO: ABC do Carnaval à maneira da
literatura de cordel

COMPOSiTOR(ES): Nelson Lima e Gilson Russo da Silva (Caxambú)

Carnaval
Festa tradicional
Alegria do povo
Euforia geral

Zé Pereira boi bumbá
O abre ala que eu quero passar  (bis)

Cantarolando na feira
Assim dizia
O cantador
Seus versos eram tão lindos
Cheios de poesia e esplendor
O folclore brasileiro
Com a sua história original
Deu um belo colorido
Ao cenário cultural

Serra velha
Serra serrador  (bis)
Esta velha deu na neta
Por ter falado em amor Carnaval!!!

 

1972

ENREDO: Martim Cererê
COMPOSiTOR(ES): Zé Catimba e Gibi

Vem cá, Brasil
Deixa eu ler a sua mão, menino
Que grande destino
Reservaram pra você

Lá lá lá lá lauê
Fala Martim Cererê  (bis)

Tudo era dia
O índio deu a terra grande
O negro trouxe a noite na cor
O branco a galhardia
E todos traziam amor
Tinham encontro marcado
Pra fazer uma nação
E o Brasil cresceu tanto
Que virou interjeição

Lá lá lá lá lauê
Fala Martim Cererê  (bis)

Gigante pra frente a evoluir (laiá laiá)
Milhões de gigantes a construir (laiá laiá laiá)  (bis)

 

1971

ENREDO: Barra de ouro, barra de rio, barra de saia
COMPOSiTOR(ES): Niltinho e Zé Catimba

É tempo de barra de ouro
Barra de rio, sim, senhor  (bis)
E tempo de barra de saia
União de três raças por amor

(Vamos cantar...)
A Imperatriz se engalana
Por destino soberana
E traz pra este carnaval
Fatos de uma era tão marcante
Em que o ouro era constante
Despertando a cobiça Universal
Quando aventureiros vindos de além-mar
Com o ouro encontrado procuravam conquistar
Os amores das nossas negras, mulatas e sinhás
E nas barras de suas saias, entoavam madrigais
Sem saber amar

Inaê que vem do tempo
Que traz o vento (bis)
Que faz o ouro rolar no rio
Que faz o rio rolar pro mar, rolar pro mar

Olha a saia dela, Inaê
Como o vento leva no ar  (bis)

Lá, laiá, laiá
Ôôô
Lá, laiá, laiá
Ouro, rio, amor

 

1970

ENREDO: 1922, Oropa, França e Bahia
COMPOSiTOR(ES): Mathias de Freitas e Carlinhos Sideral

Na alvorada de glória
Da literatura brasileira
Quando um marco transformou a velha história
Da arte numa nova fronteira
Dentro da Semana Modernista
Criou a Independência Cultural
Deu plena liberdade ao artista
Desprezando a tradição
Neste verso original

O rei mandou me chamar
Pra casar com sua fia  (bis)
O dote que ele me dava
Oropa, França e Bahia

Vibrante, surgiu da lenda um bandeirante
Sob a luz dos pirilampos
Perdidos nos campos
A procura do mar
Sem saber voltar, sem saber voltar

Macunaíma, negro sonso, feiticeiro
Cobra Norato e a rainha Luzia
São personagens do cenário brasileiro
Como a mulata, o café e o vatapá
No Carnaval, o Arlequim e a Colombina
Linda menina, amada pelo Pierrô

Parece o lamento da prece
A voz derradeira da porta-bandeira  (bis)
Morrendo de amor

É tempo de amar o que se amou
Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô,

(Na alvorada)

 

1969

ENREDO: Brasil, flor amorosa de três raças
COMPOSiTOR(ES): Mathias de Freitas e Carlinhos Sideral

Vejam de um poema deslumbrante
Germinam fatos marcantes
Deste maravilhoso Brasil
Que a lusa prece descobria
Botão em flor crescendo um dia
Nesta mistura tão sutil
E assim, na corte os nossos ancestrais
Trescalam doces madrigais
De um verde ninho na floresta
Ouçam na voz de um pássaro cantor
Um canto índio de amor
Em bodas perfumando a festa

Venham ver o sol dourar de novo esta flor
Sonora tradição de um povo  (bis)
Samba de raro esplendor

Vejam o luxo que tem a mulata
Pisando brilhante, ouro e prata, a domingar
Ouçam o trio guerreiro das matas
Ecoando nas cascatas a desafiar
Ó meu Brasil, berço de uma nova era
Onde o pescador espera
Proteção de Iemanjá, rainha do mar
E na cadência febril das moendas
Batuque que vem das fazendas
Eis a lição
Dos garimpos aos canaviais
Somos todos sempre iguais
Nesta miscigenação

Ó meu Brasil
Flor amorosa de três raças  (bis)
És tão sublime quando passas
Na mais perfeita integração

 

1968

ENREDO: Bahia em festa
COMPOSiTOR(ES): Maurílio da Penha Aparecida e Silva [Bidi]

Bahia, relicário do folclore nacional
Bahia, foste privilegiada
Recebeste engalanada
O príncipe D. João, com a corte real

No seio desta nobreza
Pontilhada de beleza
Ornada de flores e cetim
Surgiu a reguingada romaria
Em louvor ao Senhor do Bonfim

Bahia, que embalou
O sono de um Brasil infante

Da senzala ao salão mais elegante
Vibrando de alegria, sinto-me orgulhoso  (bis)
Em te exaltar Bahia

Nas tuas feiras os famosos capoeiras
Ao som do pandeiro e do berimbau
Demonstram dançando e cantando
Que és de fato original

Beribá é pau, beribá é pau
Beribá é pau, de fazer berimbau  (bis)

O ritual em homenagem a Iemanjá
Tem Iaô, tem Alabé, tem Ijexá
E pescadores que acompanham a procissão
Ornamentada com um grande arrastão
Agradecem as dádivas do céu
E proteção para a puxada do xaréu

Iemanjá Sobá, mora no Aiê-o
Iemanjá Camarô, mora no Aiê-o  (bis)

 

1967

ENREDO: Vida poética de Olavo Bilac
COMPOSiTOR(ES): Maurílio da Penha Aparecida e Silva [Bidi]

Olavo Bilac
Orgulho do Rio de Janeiro
Tem seu nome escrito com destaque
No plantel literário brasileiro
Sua vida gloriosa cheia de inspirações
Deu-lhe a possibilidade airosa
Ao escrever Villa-Rica as Quatro Estações

O Crepúsculo dos Deuses
Delenga Cartago
Caçador de Esmeraldas
São páginas divinais
Que os tempos não apagarão jamais

Em Poética obsessão
O grande sonhador
Inspirado nas estrelas
Compôs para elas com sublimidade
Seus versos de amor
Quem não se lembra da história de ouvir estrelas?

Ora (direis) – ouvir estrelas...
Monumental é sua obra altaneira
Que é sempre lembrada em supremo louvor
À Bandeira Brasileira

 

1966

ENREDO: Monarquia e esplendor da História
COMPOSiTOR(ES): Mathias de Freitas

Vamos mostrar em fantasia
O esplendor da monarquia neste carnaval
Onde exaltamos a sua história
Seu passado de gloria
Deslumbrante e tradicional

Na vinda de Lisboa para o Brasil
Da Família Real
D. João o príncipe regente
Trazia consigo a semente
Do progresso cultural

Influenciado pela virgem terra
Promoveu o desenvolvimento excepcional
Brasil reino se transformava
D. João se coroava rei de Portugal

Lá, Lá, Lá, Lá ...
Lá, Lá, Lá, Lá ...

D. Pedro II
Governante de rara cultura
Verdadeiro amante da arte
Protetor da literatura
Seus feitos foram de glórias
Enaltecendo as páginas da nossa história

E não podemos deixar de exaltar
A redentora Princesa Isabel
Com o seu gesto nobre e varonil
Aboliu a escravidão
do nosso querido Brasil

Lá, Lá, Lá, Lá, Laiá
Lá, Lá, Lá, Lá, Laiá

 

1965

ENREDO: Homenagem ao Brasil no IV Centenário do Rio de Janeiro
COMPOSiTOR(ES): Mathias de Freitas

O Brasil inteiro
Vem homenagear
O Rio de Janeiro

Nessa passagem secular
Na qual exaltamos o teu aniversário  (bis)

Desde a sua fundação
Tens um predomínio de raro esplendor
Rio, gigantesco palco pátrio
Filho pródigo deste Brasil sedutor

Estácio de Sá foi o seu fundador
E demonstrando o progresso
Brasil colonial se transformou

Brasil reino de Portugal, Brasil Imperial
Brasil República

Rio, Cidade-Estado da Guanabara
Privilegiado ao magnetizar
Esta que engalana
De um modo varonil
Rio de Janeiro, coração do Brasil

Rio de belezas naturais
A data que comemoras
Da qual és soberano e legendário
Rio de Janeiro no teu quarto centenário

La, Laiá La, Ia
La, Ra, Ra, Ra, La, La, Ia
Laiá La, Ia...

 

1964

ENREDO: Favorita do Imperador
COMPOSiTOR(ES): Maurílio da Penha Aparecida e Silva [Bidi]

Nos salões (Em plenos salões)
Imperiais (Imperiais)
Domitila de Castro Canto e Melo
Consolidou seus ideais
Em São Paulo numa festa exuberante
Conheceu o triunfante Imperador
D. Pedro I, que a fez favorita do seu nobre amor
E como se não bastasse
Para fazê-la feliz
Nomeou-a primeira dama da Imperatriz
E, logo após, Viscondessa de Santos
Engalanando a corte com os seus encantos
Domitila alcançou o pedestal da nobreza
Recebendo o pergaminho
Que a tornava marquesa
Fez vibrar a corte com um baile colossal
Valsando radiante
Com sua majestade Imperial

Lá, laíá, laiá...

A bela Titila foi glorificada
Num suntuoso beija-mão
Onde esteve sentada
Ao lado do soberano
Que solenemente quis
Dar-lhe a glória de alguns momentos
Como Imperatriz

 

1963

ENREDO: Três capitais
COMPOSiTOR(ES): Maurílio da Penha Aparecida e Silva [Bidi]

Lá, laiá, lá. laiá... Brasil  (bis)

Meu Brasil retumbante
Um passado brilhante
resplandece em teus anais
Tomé de Souza foi o fundador
Da cidade de São Salvador
A primeira das três capitais
Duzentos e quatorze anos então se passaram
E pouco favoreceram ao sistema
econômico nacional

Sabiamente D. José I ordenou ao Marquês de Pombal
Que transferisse para o Rio de Janeiro a capital  (bis)

Continuando o ciclo do vice-reinado
O nobre Conde da Cunha foi nomeado
Verdadeira epopéia de fatos a história registrou
Até que o presidente Juscelino Kubitschek inaugurou
Brasília no planalto de Goiás
Suprema capital das capitais

Monumento sublime da arquitetura universal
Lá, laiá, lá, laiá  (bis)
Colossal

 

1962

ENREDO: Rio no século XVIII
COMPOSiTOR(ES): Raymundo dos Santos Martins

Quando o povo é agradecido!...
Não esquecendo os grandes vultos da nossa história
No século dezoito nós tivemos
Um extraordinário governador

Que ampliou a civilização do nosso país
Quando a capitania do Rio de Janeiro governou
Seus feitos foram tão agigantados
Que relendo o seu passado ficamos emocionados

Por isso prestamos nossa homenagens
A quem tanto realizou, ficando na posteridade  (bis)

Nos tempos do Brasil colonial
Na Antigüidade de duzentos anos atrás
Veio dirigir esta beldade
O magistral remodelador da nossa formosa cidade
O eminente Gomes Freire de Andrada

Foi excelente sua administração
Logo pôs em evidência o plano de urbanização
E a primeira tipografia existente no Brasil
Arcos da Carioca, Chafariz do Largo do Paço
Convento de Santa Teresa e a Fortaleza da Conceição
E a Casa dos Governadores, maravilhoso palácio real e imperial
Hoje Correios e Telégrafos Praça XV
Servindo a coletividade

Lá ...
Ao Conde de Bobadela viemos homenagear  (bis)

 

1961

ENREDO: Riquezas e maravilhas do Brasil
COMPOSiTOR(ES): Raymundo dos Santos Martins

Brasil ...
É impossível calcular as tuas riquezas
Teu clima é sem igual
A tua agricultura a todos causam espanto e exaltação
Borracha, cacau, café, cana de açúcar e algodão
Em teu subsolo preciosos metais
Tens em grande quantidades
Ouro em abundância, manganês e carvão

Petróleo que jorra por todos os recantos
Vitalizando o teu coração  (bis)

Tens imensas reservas florestais
As tuas quedas de água
São mesmo colossais
É tua a maior flor do universo
A linda Vitória-Régia
Que é um grande sucesso
E os heróicos garimpeiros
Que retiraram do fundo dos rios
As preciosidades
E a tua imponente arquitetura
Que hoje o mundo inteiro
Rende grandes homenagens

Gigante Brasil
Gigante Brasil  (bis)
Laiá La, La, Laiá ...
Oh! meu Brasil

 

1960

ENREDO: Barra de ouro, barra de rio, barra de saia
COMPOSiTOR(ES): Raymundo dos Santos Martins

Folheando o livro da nossa história
Encontramos glórias e mais glórias
Na vida dos expoentes da literatura da nossa nação
Que deixaram suas belas obras culturais
Para o orgulho da nossa geração

Não esquecemos jamais
Elevando nossas vozes neste samba aos imortais  (bis)

Jornalistas, juristas e cientistas
Consagraram o notável estilista
Ao fundarem a Academia num momento feliz
Para presidente elegeram Machado de Assis
Suas penas foram armas que tiveram glórias mil
Elevando no cenário do mundo o nome Brasil

IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE

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