SAMBAS-ENREDOS
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2007
ENREDO: Os Tambores do Brasil
COMPOSITOR(ES): Jayme Cesar, Nilson Castro, Ivani
Ramos e Roberto Iguaçu
Ecôôu.........
Um toque na terra
Dos negros guerreiros
Óh África mãe seu filho nos traz
Um ponto de fé em louvor aos orixás
Prá ginga do Candomblé
Na Umbanda sedução
Atabaques no terreiro
A noite inteira em devoção
O índio entoou
Na crença floresceu
Um batuque de encantos
Ao folclore concedeu
(capoeira)
Ê Capoeira
Maracatu, Maculelê e o Bumbá (obá) (obá)
Ê tem a congada, Bumba meu boi (bis)
São os tambores a rufar
Na fé dos Filhos de Ghandi
Uma canção ijexá
Salve o frevo salve o Jongo e Olodum
salve a levada dos nossos tantãs
No samba o som que ecoa
Vem da bateria a sua emoção
Na Em Cima da Hora
Um canto então surgiu
Rufem os tambores do Brasil
Ô ô........
Ressoa o tambor (bis)
E traga vibração
Que incendeia o meu pavilhão |
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2006
ENREDO: Festa dos deuses afro-brasileiros
(reedição do Carnaval 1974)
COMPOSITOR(ES): Baianinho
Desde o tempo do cativeiro
A magia imperou
Os negros vieram da África
Com sofrimento e dor
E
chegando à Bahia
Bahia de São Salvador ô ô ô
Os negros pediam aos deuses
Para amenizar a sua dor
Nas noites de lua cheia
Eles cantavam com fervor
Arêrê
caô
Meu pai arêrê (bis)
Nas
noites de magia
Pretos velhos festejavam
O grande mestre Oxalá
E a rainha Iemanjá
Num
batuque de lamento
A noite inteira sem cessar
Eles festejavam os deuses
Cantando pra não chorar
Ô
ô ô ô ô ô ô ô
ô ô ô ô ô (bis)
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2005
ENREDO: Mãe baiana: signo da africanidade
carioca
COMPOSITOR(ES): Jayme César, Ivani Ramos, Biscoito e
Nilson Castro
Pelas águas de
Iemanjá
Vieram negras guerreiras
Com os filhos da África
O navio negreiro chegou
Surgiu a crença, os rituais
O candomblé, a fé nos orixás
Saudades do seu chão
Trouxeram a tradição
Preces em devoção
A liberdade de um dia ecoou
Nas terras de São Salvador
É seu tempero traz proteção
Iguarias para seu prazer (bis)
Com aromas à enfeitiçar
Com tabuleiro vem oferecer
Ressoou o som do tambor
Na cultura brasileira é arte popular
Oh mãe! Da africanidade carioca
A Em Cima da Hora hoje evoca
O signo da força e do amor
Modernizar nossa raiz
É a negritude nesse meu país
Brilhará a chama dessa luz
Me conduz, um canto pela sua história (bis)
A mãe baiana é, divindade de fé
Hoje peço seu axé |
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2004
ENREDO: Uai! Nóis é brasileiro
COMPOSITOR(ES):
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2003
ENREDO: XVª. Região - Nossa vida,
nosso progresso, nossa paixão...
COMPOSITOR(ES): Jefinho, Sidney de Pilares, Henry, Marcos,
Julio Cezar e Kadu Pqd
Atravessando fronteiras
Rompendo barreiras, de um tempo que passou (que passou)
Chega então o progresso, o século vinte
Meu Rio assim se transformou...
E pelas ruas se vê, a modernidade
Conduzindo dia-a-dia multidões
É a "explosão urbanista" que abraça
a cidade
E faz unir as regiões
A
indústria chegou, chegou
O comércio trazendo, variedades (bis)
Surge a "décima quinta" em Madureira
Certeza de prosperidade
Um "cheiro doce no ar", vem saborear
E o "grande mercado" da fascinação
A boa escolaridade, segurança e saúde pra
população
Aqui "tem tudo" para você
De clube à boates, que vão seduzir
"Carícia" pro seu bel-prazer
E lindos shoppings pra se divertir (eu vou)
Vou com paz e muito amor, fazer a oração
Na "Capela da Pedra", eu faço uma prece
Ao meu São José, iluminai a quem tem fé
Futebol,
emoção, é gol, é gol
E o samba é raiz, do nosso chão (bis)
Sacode a massa, sempre que passa
A Em Cima da Hora é paixão
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2002
ENREDO: A poesia viaja de bonde, e a Em Cima
da Hora conta essa linda história
COMPOSITOR(ES): Adilsinho, Pedrinho, Carlos Bleck e Gilberto
Santa Casa
Foi na época do Império, que tudo começou
O bonde tração animal
Por longo tempo ele transitou
Com a nova formação do governo
O progresso enfim chegou
E o avanço da tecnologia
Veio beneficiar
Esse transporte se eletrificou
Expandiu e passou a circular
Com mais freqüência
Daqui pra lá, de lá pra cá
Atuou na integração social
E assim é o nosso carnaval
Oi!
Pare o bonde condutor
Me leve até Santa Tereza (bis)
Sentir de perto a emoção
Cartão postal da natureza
Os
fatos de sua última viagem
O Bonde 13 só deixou saudades
Página marcante dessa história
E sua fonte de expressão cultural
A Em Cima da Hora exaltando
A nossa Carioca
Nos faz viajar nessa história
Me
leva, oi... me leva
De bonde a passear (bis)
Hoje estou de bem com a vida
Ninguém me segura, vou extravasar
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2001
ENREDO: Goiá Tacá Amopi, o campo
das delícias
COMPOSITOR(ES): Felizardo Manhães, Toninho Shita, Paulo
Cigano e Ricardo de Mendonça
Quando aqui chegaram os portugueses
e aos Sete Capitães, legaram
a Planície Goiacá, ainda então
Capitania de São Thomé
os índios eles não escravizaram
"iau, ua, anrê, anrê"
mas com a fé no Salvador
Campos dos Goitacazes começou a se erguer.
No
terreirão da casa grande, "olha o doce sinhá"
O batuque a noite inteira, era o negro á cantar
(bis)
Sinhozinho mandou buscar lá no engenho
Cachaça boa pra deliciar
Ah...
a cidade cresceu
Veio o progresso sobre os trilhos
Na luz elétrica, a pioneira
Com a produção do açúcar e
goiabada caseira
Campos dos grandes heróis
Benta pereira, José do patrocínio e outros
mais
Nilo Peçanha, o republicano
Não esqueceram jamais
Terra de mitos e lendas, folclore popular
Arquitetura eclética e barroco singular
Às margens do Paraíba, no seu curso rumo
ao mar
Para orgulho do Estado, oh Brasil
tem negro à jorrar, à jorrar
Em
Cima da Hora, eu vou
Goiá Tacá Amopi (bis)
Campo das Delícias, amor
Têm Goitacazes na Sapucaí
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2000
ENREDO: Oswaldo Cruz, a saga de um herói
brasileiro
COMPOSITOR(ES): Marcos, Julio César, Antonio da Primavera
e Sergio
De São Luiz do Piratininga
A saga de um herói vamos contar
Grande gênio da ciência
Trouxe a experiência da Cidade-Luz
No Brasil está vivo na memória
Pois epidemias combateu
Saneando a cidade, o meu Rio tropical
Foi espelho de Paris
Botar abaixo o antigo
Construindo um ideal
E assim remodelando a capital
Com
seus feitos, muitas vidas preservou
Foram idéias geniais e amor (bis)
Diretor pela saúde se tornou
Nos
anais da nossa história o seu nome consagrou
(mas nem tudo)
Mas nem tudo eram flores
E houve dissabores
Com a vacinação
E aí a imprensa com humor, malhou, malhou
Em meio a tanta dor (no Pará)
Lá no Pará, terra de Tapajós e Apiacás
Com muita força e fé, livrou do mal
Operários da Madeira-Mamoré (pois é)
Pesquisador, tornou-se imortal
Prefeito da Cidade Imperial
Oswaldo
Cruz, a fundação é você
(bate palma, eu quero ver)
Parabéns ao centenário (bis)
Muito fez por merecer
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1999
ENREDO: Horas... Eras de glórias...
E outras histórias...
COMPOSITOR(ES): Jayme Cesar, Cláudio Russo, Biscoito,
Paulinho Cara Feia, Alvinho e Amaral
Musa, me empreste um poema
Que o tempo é o tema
Da minha canção
São horas e eras de glórias
E outras histórias em evolução
Passando
o tempo observando o espaço
Descobrindo os encantos que a natureza tem
Qual noite que abraça o dia
Na roda do tempo o homem é refém
(Madrugada...)
Oh!
madrugada
O amanhecer já bate a sua porta (bis)
Em Cima da Hora é a razão
Do forte compasso
Em meu coração
Quando
o relógio surgiu
O homem se iludiu
Que o tempo domou
No sol, na areia, no fogo
A hora é um jogo
Que a vida ganhou
Acorda
amor
Revele enfim a inteligência
Educação na consciência
Para um futuro promissor
Ô gira roda, todo mundo a girar
E a roda gira e volta ao mesmo lugar (bis)
E no milênio que vem
Felicidades meu bem
É a nova era de Aquários a chegar
(Oh!
Musa...)
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1998
ENREDO: Quem é você Zuzu Angel?
... Um anjo feito mulher
COMPOSITOR(ES): Escurinho de Cavalcanti, Reinaldo Vilas, Julinho,
Jorginho das Rosas e Naldo do Cavaquinho
Oh! Zuzu
Vem no bailar da poesia
Com minha escola, ser mais feliz
Bem à moda brasileira
No zig-zag desse meu país
Vindo de curvelo a mais bela
Encantando as passarelas
Ditando moda nesse meu Brasil
Inspirada no Nordeste
Nos irmãos cabra-da-peste
Orgulho varonil
Soldados bordados em rendas
Tanques de guerra
Mostravam o sofrimento dessa terra
O
Prêt-à-Porter não foi brincadeira
Até Nova Iorque virou onda brasileira (bis)
Oh!
Pátria mãe, taí esse nó na
garganta
Quero só democracia
Dei-me um fio de esperança
Ditadura nunca mais
Me lembro das torturas, que horror
Quantas noites acordada
Procurando o seu grande amor
Oh!
Sereia
Clareia o fundo do mar (bis)
Traz o meu anjo de volta
Pra que eu possa embalar
Igualdade
sim, violência não
Deixa a luz da consciência (bis)
Invadir teu coração
Igualdade sim, violência não
A Em Cima da Hora é nossa
Liberdade de expressão
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1997
ENREDO: Sérgio Cabral, a cara do Rio
COMPOSITOR(ES): Cláudio Russo, Rogerinho, Paulo Cara
Feia e Antônio Nick
O amor
Bateu mais forte no meu peito
Não tem jeito é gamação
Sou a cara do Rio
Em Cavalcanti fui menino pé no chão
Minha infância querida
Doce lembrança que afaga a minha vida
Ecoa um canto de festa
Desperta a minha emoção
Com a bandeira cruzmaltina
E a linda musa que impulsiona a criação
Clareia,
clareia, Em Cima da Hora
Ô, ô, ô clareia (bis)
Essa vontade de escrever que me incendeia
Eu
jornalista me fiz
Um eterno aprendiz carioca de fato
Um dia num lampejo de amor
Eu me vi compositor
Mangueira me mostrou o seu retrato
Quem luta faz opinião
Chegou a hora da justiça social
É Pixinguinha, é Elizete é uma constelação
Glória à cultura nacional
Reduto
de bamba, sou eu
A escola de samba, sou eu (bis)
Azul e branco é toda a cidade
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1996
ENREDO: Iara Cigana, canta, dança e
toca, é Rio, É rua, é Carioca
COMPOSITOR(ES): Jeffinho, Bruno, Renato Miranda e Jayme Cesar
Sonho a caminho da Tiradentes com a luz
No tabuleiro da baiana
Em minha mente uma rua que encanta
De oxuns, vedetes, transformistas e tietes
Nesse lugar que é um barato
Tem mito íris e teatro rebolado
E tome polca... No Bar Luiz a noite inteira
Samba, chope e gafieira
E a boemia ciganeando o carnaval
Foi
Rua Egito
Do Piolho se chamou (bis)
E hoje é Carioca
O nome que ficou (ô ô)
Agora
vem, vem ver a arte popular
De Zicartola, Debret, di Cavalcanti
Olha o bonde aí!
É a Em Cima da Hora
Som, carioca na Sapucaí
É a Em Cima da Hora
Zé Ketti e Noca na Sapucaí
Ô Iara!
Ô Iara-Cigana! (bis)
Canta, dança e toca
É Rio, é rua, é Carioca
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1995
ENREDO: No reflexo do espelho, a arte de dançar
COMPOSITOR(ES): Nunes, Tavares, André, Júlio Cesar e Marcos
Venham ver
Na avenida mostro a arte de dançar
Vem gingar, suar saltar, amar
Entra na dança deixa o corpo te levar
No espaço cultural
Surgiu a luz de uma nova esperança
Embalando a nostalgia
Eternos relicários são heranças
Sonhos, sedução nos movimentos
E o artista em seu momento triunfal
Exibe a arte, dando um show de visual
Nesse
cenário de luz
O seu bailar me seduz (bis)
Na azul e branco, vem Carlinhos de Jesus
Em
bailes de outrora
O minueto fez dançar a monarquia
De norte à sul, dança Brasil
Tem frevo, tango e maculelê ê ê
Dança de salão, ru-tererê
Nessa quadrilha quero um par
A capoeira vou jogar
Sou dançarino nesta festa popular
Tem
batuque vem sambar
Está na alma e o carioca vem curtir (bis)
Canta, exporta e encanto
Brinca e dança hoje na Sapucaí
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1989
ENREDO: Num passe de mágica
COMPOSITOR(ES): Reinaldo Vilas, Jorginho das Rosas, Nunes e Bigo
Vou levantar o astral
Fazer o meu carnaval e cair na folia
Erguer a taça de cristal
Transformar minhas lágrimas em fantasia
Qual será o orixá
Que reinará os novos dias
Como num passe de mágica
Com muito mais sabedoria
Noite
bela
Assista a missa meu amor na catedral (bis)
Põe o vinho sobre a mesa
E convida o pessoal
Adeus
ano velho
Felicidade para o ano que vem
Que a paz se harmonize em seu interior
Quando os anjos disserem amém
No sorriso da criança uma nova esperança
O seu grito está no ar
Acenda em seu peito aquela chama
Dê um abraço em quem te ama
E traga alegria pra seu lar
Seja rico ou seja pobre todos fazem reveillon
Nas esquinas pelos bares
Em casa ou nos salões
Com pierrô e colombina, serpentina pelo ar
O povo de braços abertos
Se confraterniza feliz a cantar
Oh
divina luz que me conduz e ilumina o meu viver
Como é linda a passarada (bis)
Numa revoada ao amanhecer
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1986
ENREDO: Terra Brazilis
COMPOSITOR(ES): Lino, Fabrício, Walter Bastos e Marquinhos
Pagodeiro
Navegando, ô, em busca de riquezas
Caravelas portuguesas
Aqui chegaram comandadas por Cabral... por Cabral...
Deslumbrando com a terra
Caminha escreve ao rei de Portugal
Terra
rica igual não há se plantando tudo dá
(bis)
O
colonizador trouxe as sementes
Que brotaram vários frutos diferentes
Mas os insetos daninhos
Foram destruindo a plantação... plantação...
Como aqui tudo é possível
Surge o monstro invisível
Criado pelo homem animal
Enquanto a mão do homem mata o inseto
O monstro mata o homem por completo
Isso é coisa de multinacional
Vou
trepar, tirar um coco
Onde o vento faz a curva (bis)
Menina larga o toco
Pega o cacho de uva
E
o verde?...
Do verde só restou a dívida externa
O negro pássaro estimula a baderna
As florestas quase viraram papel
Nossa fruta tornou-se suco-exportação
E o jacaré sapateia na inflação
Nossa
cana ganhou roupagem fina
Minha cachaça mudou agora é gasolina (bis)
(Mas
chegou...)
Mas
chegou, ô ô, a nova República
Para organizar a vida pública
O pássaro branco anuncia
Raiou enfim a Democracia
Carnaval
eu vou brincar... eu vou brincar
Ver meu time campeão (bis)
Mas na hora de pular... Eu não...
Eu não tiro o pé do chão
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1985
ENREDO: Me acostumo mas não me amanso
COMPOSITOR(ES): Reco, Nunes e Renato
Deixando as terras secas do Norte
Saí pra buscar a sorte
Vim pro Rio de Janeiro
A cidade grande é um novo teste
Sou mais um cabra da peste
Com instinto aventureiro
De tudo vendo na praia e na feira
Vendo a minha história inteira, (de saudade e
desamor)
Com minha sanfona, sou sucesso
Faço parte do progresso, mas ninguém me
dá valor
Vote
em mim sou retirante
Cabra macho nacional (bis)
Saí do Sertão distante
Pra vencer na capital
Na
feira com saudades vou lembrando
Parte do cotidiano no meio de tanto avanço
São Cristóvão agora é meu
patrono
Eu aqui nesse abandono
Me acostumo mas não me amanso
Sou índio, sou nativo soberano
Sou ENREDO: este ano
O meu grito está no ar
Sonhando vejo um novo agreste
Porque lá no meu Nordeste
Se chover de tudo dá
Eu
sou índio sou guerreiro
No meio da multidão (bis)
Sou pião sou forrozeiro
Nordestino, campeão
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1984
ENREDO: 33 – Destino D. Pedro II
COMPOSITOR(ES): Guará e Jorginho das Rosas
Vamos sublimar em poesia
A razão do dia a dia
Pra ganhar o pão
Acordar de manhã cedo
Caminhar pra estação
Pra chegar lá em D. Pedro
A tempo de bater cartão
Não é mole não
Com a inflação
Almejar a regalia
E o progresso da nação
O suburbano quando chega atrasado
O patrão mal-humorado
Diz que mora logo ali
Mas é porque não anda nesse trem lotado
Com o peito amargurado
Baldeando por aí
Imagine quem é lá de Japerí
Imagine quem é lá de Japerí
Olhando a menina de laços de fita
Batucando na marmita
Pra não ver o tempo passar
Esquecendo da tristeza quando o trem avariar
Esquecendo da tristeza quando o trem avariar
E na viagem tem jogo de ronda
De damas e reis
Vendedores, cartomantes, repentistas
Tiram onda de artista
No famoso “Trinta e Três”
O trombadinha quase sempre se dá bem
O paquera apanha quando mexe com alguém
Não é tão mole andar de pingente
no trem
Não é tão mole andar de pingente
no trem
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1982
ENREDO: Popô, Papá, Bubu, Babá
COMPOSITOR(ES): Jair Torrada e Baianinho
Os anjos da paz e da guerra
Orixás de outra terra
Viram Popô nascer
Num palco de luz e alegria
Caramuru tupiniquim pedia
Lua brilhante
Olhe meu anjinho com amor
Este lindo bebê gigante
Será um rei, ator feliz
Ator feliz, será um rei (bis)
(A mucama....)
A mucama baiana
A Preta-Velha Babá
Pega o artista pra criar
Mal começa a andar já quer falar
Tutu papá bubu baba
O Popô quer dançar
O Popô quer o Bubu da Babá (bis)
Dá chupeta pra ele
Cante modinhas do famoso boi-bumbá (boi-bumbá)
É lindo seu chorinho
Popô quer mamá
O popularesco, o pop popular
Sem temer com Macobeba vai brincando (bis)
Macunaíma na vida
Vai rebolando e cantando
(Os anjos.....)
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1976
ENREDO: Os Sertões
COMPOSITOR(ES): Edeor de Paula
Marcados pela própria natureza
O Nordeste do meu Brasil
Oh! Solitário sertão
De sofrimento e solidão
A terra e seca
Mal se pode cultivar
Morrem as plantas e foge o ar
A vida e triste nesse lugar
Sertanejo
e forte
Supera miséria sem fim (bis)
Sertanejo homem forte
Dizia o Poeta assim
Foi
no século passado
No interior da Bahia
O Homem revoltado com a sorte
Do mundo em que vivia
Ocultou-se no sertão
Espalhando a rebeldia
Se revoltando contra a lei
Que a sociedade oferecia
Os
Jagunços lutaram
Ate o final (bis)
Defendendo canudos
Naquela guerra fatal
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1975
ENREDO: Personagens marcantes do carnaval
carioca
COMPOSITOR(ES): Cigarra
É Praça Onze.
É pierrô e colombina (bis)
Arlequim e serpentina
Tia Ciata, a sambar
Dos
carnavais modernos e de outrora
Personagens marcantes,
Recordamos agora
Autores e cantores
Reconhecemos seus valores
Zé Pereira com seu bumbo original,
O Rei Momo comandando o pessoal.
Vilma porta-bandeira
Quanta alegria ver
No carnaval
As escolas de samba
São aquela atração.
Os blocos de sujo
Arrastando a multidão.
Olê!
Olê!
Olê! Olá! (bis)
Sociedades, minha gente
E o Ameno Resedá
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1974
ENREDO: A festa dos deuses afro-brasileiros
COMPOSITOR(ES): Baianinho
Desde o tempo do cativeiro
A magia imperou
Os negros vieram da África
Com sofrimento e dor
E
chegando à Bahia
Bahia de São Salvador ô ô ô
Os negros pediam aos deuses
Para amenizar a sua dor
Nas noites de lua cheia
Eles cantavam com fervor
Arêrê
caô
Meu pai arêrê (bis)
Nas
noites de magia
Pretos velhos festejavam
O grande mestre Oxalá
E a rainha Iemanjá
Num
batuque de lamento
A noite inteira sem cessar
Eles festejavam os deuses
Cantando pra não chorar
Ô
ô ô ô ô ô ô ô
ô ô ô ô ô (bis)
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1973
ENREDO: O saber poético da literatura
de cordel
COMPOSITOR(ES): Baianinho
Era uma vez
Era assim que começava
Eu era menino hoje recordo
As estórias que vovô contava
O pavão misterioso
Que Evangelista mandou construir
Com seu talento conquistou, ô, ô
A filha do conde, seu amor
Quem é que não se lembra?
Do conto do boi mandingueiro
Quando falava o seu nome
O vaqueiro tremia de medo
Quem amansasse o boi
Tinha um prêmio em dinheiro
E também casava com a filha do fazendeiro
E também casava com a filha do fazendeiro
O
Padre Ciço do Juazeiro
Homem de bom coração
Sempre lembrado
Pelo povo cristão
Vamos
cantar minha gente
Presta atenção no refrão (bis)
Viva o poeta violeiro
Lá do sertão
Ê
boi, ê, ê
Ê boiada (bis)
É mandingueiro gente
É vaquejada
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1972
ENREDO:
Bahia, berço do Brasil
COMPOSITOR(ES): Eládio (Baianinho)
Ê, ê, ê, Bahia
Bahia de São Salvador (bis)
Terra
dos capoeiras
Do famoso candomblé
Tema
da festa da Ribeira
A festa do lava-pés (bis)
Salve Senhor do Bonfim
Que os baianos tem muita fé
Ê,
ê, ê, Bahia
Bahia de São Salvador (bis)
Glória
à heroína
Maria Quitéria Mulher de grande valor
Lutou pela liberdade
E contra o terrível preconceito
Bahia,
berço do Brasil
Terra de São Salvador (bis)
Que o mundo inteiro encantou
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1969
ENREDO:
Ouro escravo
COMPOSITOR(ES): Normi de Freitas e Jair dos Santos
Do
homem africano ressaltamos o valor
Nestas páginas marcantes
Que o “Em Cima da Hora” desfolhou
Que apresentamos neste carnaval
O ouro escravo
No tempo do Brasil colonial
Brilha nos anais desta história
Solto
no campo, na serra ou junto ao mar
Ao índio bronzeado não puderam escravizar
Enquanto o negro era martirizado
Na escavação do ouro trabalhando sem cessar
A
toda crueldade resistia
Oh! Quanto o negro sofria (bis)
A
exploração era geral
Na mineração e também no vegetal
O pau-brasil
De um século para outro sumiu
Transformado em anilina enriquecendo o tecido
Que o colo de ricas damas cobriu
E
as montanhas de esmeraldas
E as pepitas brilhantes
Aumentavam as ilusões dos aventureiros bandeirantes
E
o negro trabalhava
Nesta
terra importante
Tratava da plantação
Na lavoura verdejante
Ô
ô ô lara, lara, lara, ra, ra, ra,
Só o homem africano era braço produtor (bis)
Que mais tarde a Lei Áurea libertou
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EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
EM CIMA DA HORA
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