SAMBAS-ENREDOS
|
2007
ENREDO: Áfricas: do Berço Real à Corte
Brasiliana
COMPOSITOR(ES): Cláudio Russo, J. Veloso, Carlinhos do
Detran e Gilson Dr.
Olodumaré, o Deus maior, o Rei Senhor
Olorum derrama a sua alteza na Beija-Flor
Oh! Majestade negra, Oh! Mãe da liberdade
África: O baobá da vida Ilê Ifé
Áfricas:Realidade e realeza, axé
Calunga cruzou o mar
Nobreza a desembarcar na Bahia
A fé nagô-yorubá,
Um canto pro meu orixá tem magia
Machado de Xangô, Cajado de Oxalá
Ogum yê, o onirê, ele é Odara
É jeje, é jeje, é querebentã
A luz que vem de Daomé, reino de Dan (bis)
Arte e cultura casa da mina
Quanta bravura negra divina
Zumbi é rei
Jamais se entregou, rei guardião
Palmares hei de ver pulsando em cada coração
Galanga pó de ouro e a remissão enfim
Maracatu chegou rainha ginga
Gamboa, a pequena África de Obá
Da Pedra do Sal viu despontar a Cidade do Samba
Então dobre o run
Pra Ciata d'Oxum imortal
Soberana do meu carnaval na princesa nilopolitana
Agoye o mundo deve o perdão
A quem sangrou pela história
Áfricas de luta e de glória
Sou quilombola Beija-Flor
Sangue de rei, comunidade (bis)
Obatalá anunciou
Já raiou o sol da liberdade |
| |
|
2006
ENREDO: Poços de Caldas derrama sobre a
Terra suas águas milagrosas: do caos inicial à
explosão da vida, água, a nave-mãe da existência
COMPOSITOR(ES): Wilsinho Paz, Noel Costa, Alexandre
Moraes e Silvio Romai
Sou Beija-Flor
Poços de Caldas é a referência (bis)
Do caos inicial à explosão da vida
Sou água, a nave-mãe da existência
Brilhou, no universo refletiu
Uma grande explosão
A Mãe-Terra enfim surgiu
Do céu uma imensa tempestade desabou
Nas águas se manifestou a vida
Assim, ao longo de rios e mares
Surgem civilizações
Com arte e sabedoria
A liberdade buscar
Um novo mundo conquistar
Rei Netuno, eu quero navegar
Tenho medo deste mar secar (bis)
Me proteja, eu quero mergulhar
Pro seu reino desvendar
Atlântida, terra reluzente do amor
Do rumo celestial desviou
Ao fundo do mar foi tragada
O criador, abençoou o nosso chão
O combustível da vida nos doou
O reino de todas as águas, Brasil
A semente brotou com ela redenção e paz
Poços de Caldas, tu és Minas Gerais
Derrama sobre a terra suas águas milagrosas
Preservação, a sinfonia da vida
Ouça o lamento da natureza que chora
E o clamor que vem das águas
A eternidade pode começar agora |
| |
|
2005
ENREDO: O vento corta as terras dos
pampas. Em nome do Pai, do filho e do espírito
Guarani, sete povos na fé e na dor... Sete missões de
amor
COMPOSITOR(ES): J.C. Coelho, Ribeirinha, Adilson
China, Serginho Sumaré, Domingos PS, Sidney de
Pilares, Zequinha do Cavaco, Wanderley Novidade,
Jorginho Moreira, Paulinho Rocha e Walnei Rocha
Clareou...
Anunciando um novo dia
Clareou...
Abençoada Estrela Guia
Traz do céu a Luz Menino
Em mensagem do Divino
Unir as raças pelo amor fraternizar
A Companhia de Jesus
Restaura a fé e a paz faz semear
Os jesuítas vieram de além-mar
Com a força da fé catequizar... e civilizar
Na liberdade dos campos e aldeias
Em lua cheia, canta e dança o Guarani (bis)
Com Tubichá e o feitiço de Crué
Na "Yvy Maraey" Aiê... povo de fé
Surgiu
Nas mãos da redução a evolução
Oásis para a vida em comunhão
O paraíso
Santuário de riquezas naturais
Onde ergueram monumentos
Imensas Catedrais
Mas a ganância
Alimentada nos Palácios de Madri
Com o Tratado assinado
A traição estava ali
Oh, Pai, olhai por nós!
Ouvi a voz deste missioneiro
O vento cortando os Pampas
Bordando a esperança
Nesse Rincão Brasileiro
Em nome do Pai, do Filho
A Beija-Flor é Guarani (bis)
Sete Povos na fé e na dor
Sete Missões de amor |
| |
|
2004
ENREDO:
Manoa, Manaus, Amazonas - Alimenta o corpo,
equilibra a alma e transmite a paz
COMPOSITOR(ES): Claudio Russo, José Luis, Marquinhos e
Jessey Beija-Flor
A ambição cruzou o mar
Trazida pelo invasor
A Espanha veio explorar
Pilhar e semear a dor
Amazonas, Terra Santa
Dos igarapés, mananciais
Alimenta o corpo, equilibra a alma
Transmite a paz
Brilhou o Eldorado
No coração da mata as guerreiras
Belezas naturais, riquezas minerais
O reino de Tupã ergue a bandeira
Êh!
Manôa
Minha canoa vai cruzar o Rio Mar (bis)
Verde paraíso
É onde Iara me seduz com seu cantar
Doce sabor
da magia
Fruto da energia o meu guaraná
A lágrima que o trovão derramou
A terra guardou semente no olhar
Maués, Anauê cultura milenar
Anauê, Manaus, Mamirauá
Viva Paris tropical!
Água que lava minha alma
Ao matar a sede da população
Caboclo ê, a homenagem hoje é
A todo povo da floresta um canto de fé
Se Deus me
deu vou preservar
Meus filhos vão se orgulhar (bis)
O Amazonas é Brasil, é luz do criador
Avante com a tribo Beija-Flor
|
| |
|
2003
ENREDO:
O povo conta a sua história: "saco
vazio não pára em pé". A mão
que faz a guerra faz a paz
COMPOSITOR(ES): Betinho, J.C.Coelho, Ribeirinho e Glyvaldo
Luz divina luz que me conduz
Clareia meu caminhar clareia
Nas veredas da verdade: cadê a felicidade?
Aportei, num santuário de ambição
Sou negreiro, naveguei
Por oceanos de ilusão
O povo na tomada da Bastilha
Revoltado com o Diabo
Que amassou o nosso pão
Grito
forte dos Palmares... Zumbi
Herói da inconfidência... Tiradentes
(bis)
Nas caatingas do Nordeste...Lampião
Todos lutaram contra a força da opressão
Nasce
então
Poderosa guerreira
E desenvolve seu trabalho social
Cultura aos pobres, abrigou maltrapilhos
Fraternidade, de modo em geral
Brava gente sofrida, da Baixada
Soltando a voz no Planeta Carnaval
Eu quero: liberdade, dignidade e união
Fui lata, hoje sou prata
Lixo ouro da região
Chega de ganhar tão pouco
Tô no sufoco: vou desabafar
Pare com essa ganância, pois a tolerância:
Pode se acabar.....
Oh!!!
Meu Brasil
Overdose de amor nos traz (bis)
Se espelha na família Beija-Flor
A mão que faz a guerra, faz a paz
|
| |
|
2002
ENREDO: O Brasil dá o ar de sua graça
- De Ícaro a Rubem Berta, o ímpeto de voar
COMPOSITOR(ES): Wilsinho Paz, Elcy, Gil das Flores, Alexandre
Moraes, Tamir, Tom Tom, Igor Leal
Meu Beija-Flor espacial, ô ô
Cruzou o espaço sideral, ô ô (bis)
Fez do meu sonho
Realidade neste Carnaval
Num toque divinal do Criador
Surgem passarinhos a bailar
Com elegância e beleza
Inspiração que fez o homem voar
Na mitologia construiu
Asas de cera para a liberdade
Rumo ao Oriente sobre tapetes
Conheceu estórias milenares
Reluz no renascimento a profecia
Que o grande cisne voaria
E o mundo se encantaria
Vai, vai, balão
Leve o meu sonho pra imensidão (bis)
Sou brasileiro, pioneiro
Grande "pai da aviação"
(Oh! Glória...)
Glória a um gaúcho sonhador
Fez da moderna aviação
A integração nacional
No seu desejo profundo
Este cidadão do mundo
Lutou pela igualdade social
O homem conquista seu desejo afinal
Com a força do guerreiro
Alcança a Lua
E clama pela paz universal |
| |
|
2001
ENREDO: A saga de Agotime Maria Mineira Naê
COMPOSITOR(ES): Déo, Caruso, Cleber e Osmar
Maria Mineira Naê
Agotime no Clã de Daomé
E na luz de seus Voduns
Existia um ritual de fé
Mas isolada no reino um dia
Escravizada por feitiçaria
Diz seu Vodum que o seu culto
Num novo mundo renasceria
Vai seguindo seu destino (de lá pra cá)
Sobre as ondas do mar
O seu corpo que padece (bis)
Seu alma faz a prece
Pro seu povo encontrar
Chegou nessa terra santa
Bahia viu a nação nagô ô ô
E através dos orixás
O rumo do seu povo encontrou
Brilhou o ouro, com ele a liberdade
Foi pra terra da magia
Do folclore e tradição
Um bouquet de poesia
A casa das minas
É o orgulho desse chão
Sou Beija Flor e o meu tambor
Tem energia e vibração (bis)
Vai ressoar em São Luís do Maranhão |
| |
|
2000
ENREDO: Brasil, um coração que
pulsa forte: Pátria de todos ou terra de ninguém?
COMPOSITOR(ES): Igor e Amendoim da Beija-flor
Luz
Celestial que ilumina
Astros abrem a porta divina
Guiando a navegação
Descobrindo esta "nova nação"
Semente de uma nova era
Paraíso de belezas naturais
Índios guerreiros de pele dourada
E alma purificada
Habitavam este solo colossal
Corsários e aventureiros
Imvadem "cruzeiro" pela ambição
Lutaram e colonizaram
A pátria de todos os povos então
E o negro aqui chegou...
E o seu canto de fé ecoou... (bis)
Liberdade pra ser feliz...
O braço forte que ergueu nosso país
Assim
São Vicente veio a encantar (Obá, obá)
Berço da democracia
A primeira cidade do Brasil
Meu Rio, eu sonhei!
Que o "Senhor" havia nos dado a mão
Que havia ordem, progresso e perdão
E um ser de luz a iluminar
E hoje eu canto
Oh! Pátria amada! Me envolva em seu manto
Por essa terra sem dono, sem leis
Pra ver o sonho que sonhei
Me abrace amor com seu calor
Faz pulsar meu coração (bis)
Sou Beija-Flor e trago a paz
Nos olhos da geração |
| |
|
1999
ENREDO: Araxá - Lugar alto onde primeiro
se avista o Sol
COMPOSITOR(ES): Wilsinho Paz, Noel Costa e Serginho do Porto
Araxá, Araxá... (obá, obá)
Paraíso hospitaleiro (bis)
Onde do alto
Se avista o sol primeiro
És fonte de conhecimentos pra ciência
Prova fiel da existência
Dos primitivos animais
Cenário onde índios e negros
Em luta constante
Contra bravos bandeirantes
O sangue fluía a todo instante
Nasceu enfim, São Domingos do Araxá
Um solo livre pra explorar
Uma nova colonização
Com a vinda do Ouvidor
Surge a libertação
Ana Jacintha de São José... (É beija)
Josefa Carneiro de Mendonça... (Rara beleza)
(bis)
Josefa Pereira é força e fé... (Que
sedução)
A escrava Filomena... (É fascinação)
Tem cheiro bom no ar
Este tempero nos convida a viajar
Quero renascer em tuas águas
Para prolongar a vida
Me hospedar no Grand Hotel
Do seu conforto desfrutar
Com sua genial arquitetura
A Beija-flor em alto astral
Neste carnaval nos traz
Belo recanto de Minas Gerais |
| |
|
1998
ENREDO: Pará, o mundo místico
dos Caruanas, nas águas do Patu-Anu
COMPOSITOR(ES): Alencar de Oliveira, Wilsinho Paz, Noel Costa,
Baby e Marcão
Beija-flor
E o mundo místico dos Caruanas (bis)
Nas águas do Patu-Anu
Mostra a força do teu samba
Contam que no início do mundo
Somente água existia aqui
Assim surgiu o girador, ser criador
Das sete cidades governadas por Auí
Em sua curiosidade, aliada à coragem
Com seu povo ao fundo foi tragado
O que lá existia aflorou, o criador semeou
Surgindo os seres viventes em geral
E de Auí se deu a flora, fauna e mineral
Sou Caruana eu sou
Patu-Anu nasceu do girador, obá (bis)
Eu trago a paz, sabedoria e proteção
Curar o mundo é minha missão
Pajé, a pajelança está formada
Eu vou na barca encantada
Anhangá representa o mal
Evoque a energia de Auí
Pra vida sempre existir
Oferenda ao mar pra isentar a dor
Com a proteção dos caruanas Beija-flor
A pajelança hoje é cabocla
Na Ilha de Marajó, vou dançar o carimbó
Lundu e siriá, marujada e vaquejada
Minha escola vem mostrar
O folclore que encanta
O estado do Pará |
| |
|
1997
ENREDO: A Beija-flor é festa na Sapucaí
COMPOSITOR(ES): Wilson Bombeiro, J. Santos, Arnaldo Matheus e
Almir Sereno
Vamos nessa, meu amor...
Pra Sapucaí...
Com o nilopolitano
Ao som do surdo vibrando
Delirante de felicidade
Pois Nilópolis nasceu,
Organizou-se, cresceu
E comemora o seu jubileu
E a Beija-flor engalanada
Traz as festas de presente
Ao orgulho da baixada
A Páscoa do coelhinho (bis)
Com a filharada
Homenagem de carinho
A nossa "mamãe" amada
Nos "arraiás" tem "quadrilhas"
(anarriê...)
No terreiro um Xirê
Saravando... Oxumaré...
E lá vou eu...
Lá vou eu no "Halloween"
Misto de humor e de horror
Me dá um doce ou te assuto
É a bruxa solta... É o terror
E quando chega dezembro
A alegria é geral
Desce do céu em seu trenó
"Papai Noel", feliz Natal
É "réveillon", meu amor
Brindemos com a Beija-flor (bis)
Explode champanhe
Axé!... Meu povo (bis)
Me abraça, me beija
É Ano Novo
Vamos nessa... |
| |
|
1996
ENREDO: Aurora do povo brasileiro
Autor: Miro Barbosa
Ô... Ô... Ô... Ô...
"Mãe negra" África
Diga quem eu sou... (bis)
De onde vim
Pra onde vou...
A nossa "aurora" é assim
Começo... Desconheço... Que dirá o fim
Meu Beija-flor querido
Encontra o fóssil até então perdido
É carnaval... Que tal...
Falarmos da evolução... Que bom... Que bom
Meu ancestral é um "barato"
Daí surgiu a confusão
Pinta a pedra em "bacanal"
Ai... Que coisa sensual (bis)
É o macaco excitando o pessoal
No Piauí nasceu
Mãe de "mim" e de vocês
(Na serra da Capivara)
"Mim" quem fala é índio
A língua que falava os "Jês"
E hoje...
Dos gigantescos animais
Somos vestígios naturais
Da transformação da vida
Que da... Ai que emoção
Eu descobri enfim
O Brasil inteiro é meu irmão |
| |
|
1995
ENREDO: Bidu Sayão e o canto de cristal
COMPOSITOR(ES): Bira, Zé Carlos do Cavaco, Tião
Barbudo,
Dequinha Pottiêr e Jorginho
Bela menina, "voz de cristal"
Deslumbrava multidões
O seu talento, dom divinal
Encantou os corações
Grande guerreira que conquistou
Seu lugar ao sol
É festa, é luz, é cor, é poesia
É diva internacional
Neste palco surge ela, Bidu Sayão
Sacudindo a passarela, quanta emoção (bis)
E a minha Beija-flor, "vem aplaudir"
"Bachianas" e "O Guarani"
Essa carioca da gema
Cultiva a vida inteira
O sonho de voltar à pátria
E o orgulho de ser brasileira
E semeou de norte a sul deste país
Seu canto lírico feliz
E hoje é musa na Sapucaí
O samba é amor, é nessa que eu vou
Swinga, minha bateria (bis)
Tô nesta ópera
Extravasando alegria |
| |
|
1994
ENREDO: Margareth Mee, a dama das bromélias
COMPOSITOR(ES): Arnaldo Matheus, J. Santos e Almir Moreira
Desperta a alma brasileira
Bate forte o coração bretão (bretão)
(bis)
Que faz a festa na Sapucaí
A Beija-flor de Margareth Mee
Que sedução!
Cortando o ar, lá vem a "garça" encantada
E ao chegar à "Mata Atlântica"
A "Lady" por bromélias é saudada
Navegando em expedições na Amazônia
Retratou riquezas naturais
Bromélias de real beleza
Contemplou... Obras da mãe natureza
Se enrosca nos meus braços
Me dá seu calor (bis)
Como o "Negro" e o "Solimões"
Vem que eu vou...
Me leva, me leva nesse rio de amor
Se encantou com Uirapuru
A pororoca, e a pesca do pirarucu
Curtiu a lenda do boto Tucuxi
Crenças e mitos, viu cruel devastação
Anoiteceu e o "Cactus da Lua" floresceu
Pintou a flor mulher com sutileza
Foi premiada no Brasil e Corte Inglesa
E da primavera hoje com amor
É rainha coroada pela Beija-Flor (bis) |
| |
|
1993
ENREDO: Uni-duni-tê, a Beija-flor escolheu:
é você!
COMPOSITOR(ES): Wilson Bombeiro, Edeor de Paula e Sérgio
Fonseca
Uni-duni-tê, ô
Vem ver o Sol no amanhecer (ê ê, vem ver)
A Beija-flor escolheu: é você
Se a vida é uma volta na lembrança
Uma roda de esperança
Espalhando amor no ar
Liberte do seu peito essa criança
Dê as mãos na contradança
Vamos juntos cirandar
Nosso pique-fantasia
Vai brincando pela rua (bis)
E no anoitecer do dia
Vê o Sol beijando a lua
Agora vai...
Vai, criança Beija-flor, ô ô
Voar no azul do infinito
Quem semeia paz e amor (paz e amor)
Faz o mundo mais bonito
Se esta via fosse minha
Eu mandava ela brilhar
Com as cores do meu mundo de alegria
Só pro tempo não parar (bis)
Gira, meu mundo-pião
De listras brancas e azuis (bis)
E vai bordando no chão
Um arco-íris de luz... |
| |
|
1992
ENREDO: Há um ponto de luz na imensidão
COMPOSITOR(ES): Dinoel Sampaio, Itinho, Neguinho da Beija-flor
Um ponto de luz surgiu, oi!
Na magia desta invenção
Descortinando o infinito
Preto e branco ou colorido
É imagem na televisão
Baila, cristialino, irreal
O poder da criação
Trazendo encantos e culturas
Na simplicidade de um botão
Que rei sou eu, que rei eu sou
Ô ô ô ô (bis)
Que rei sou eu, que rei eu sou
Vivendo neste mundo de esplendor
Revivendo, oi
As belezas naturais
O céu, a terra, o mar
E no lindo Pantanal
A lenda diz que a mulher
Vira um belo animal
A cada ponto é uma arte que reluz
É o teu futuro que me seduz (bis)
Clareando humanidades
Serás a guia
Criatura iluminada eu serei
Enriquecido de sabedoria
Olê, lê, ô, vamos cantar
É TV anunciando (bis)
A Beija-flor está no ar |
| |
|
1991
ENREDO: Alice no Brasil das maravilhas
COMPOSITOR(ES): Pelé, Cláudio Inspiração, Tonho Magrinho e Paulo Roberto
Brincando com a imaginação
Hoje sou fantasia
Um lindo Beija-flor anunciando
Uma viagem ao Brasil das maravilhas
Atrás do coelhinho apressado
Alice cai no abismo e se perdeu
Descobre a realidade
Ele é o brasileiro
E a brasileira aqui sou eu
Quem sou eu
Quem eu sou (bis)
As miragens do espelho
Que o poeta imaginou
E no derramar de nossas lágrimas
Surge então a chave do jardim
Dádiva da nossa natureza
Criando um país assim
Um gigante às vezes tão pequeno
Entre licores e pudins
E amanhã, o que será
Respondam: o que será de mim?
Lagarta ou borboleta
Peão ou rei (bis)
Hoje vão rolar cabeças
Nesse jogo de xadrez |
| |
|
1990
ENREDO: Todo mundo nasceu nu
COMPOSITOR(ES): Betinho, Jorginho, Bira e Aparecida
A luz resplandeceu no caos
Anunciando um novo dia
Haja terra, água, fogo e ar
Imensas florestas, terríveis animais
Surge o homem...
Todo mundo nasceu nu
Criou seu aparato, que barato!
Começando o rebu
Vestiu a frente
Cobriu atrás (bis)
Por baixo dos panos
Sacanagem...
Trepado no cangote
Dos pecados capitais
Galopou a humanidade
Um lindo paraíso descobriu
Sou eu este gigante "Brasil"
Tropeço do meu caminhar
Monstros de aço, em selvas de pedra
Ninho de famintas serpentes
Devoram toda riqueza e beleza
Que sufoco, minha gente!
Hei de vencer, de vencer
No carnaval extravaso o meu canto
Vale o que está escrito, é o grito:
"Olhai os lírios do campo"
Toca fogo no rabo
De quem nada faz (bis)
Eu sou povo, me acabo
E não agüento mais |
| |
|
1989
ENREDO: Ratos e urubus... Larguem minha fantasia
COMPOSITOR(ES): Betinho, Glyvaldo, Zé Maria e Osmar
Reluziu... É ouro ou lata
Formou a grande confusão
Qual areia na farofa
É o luxo e a pobreza
No meu mundo de ilusão
Xepá, de lá pra cá xepei
Sou na vida um mendigo (bis)
Da folia eu sou rei
Sai do lixo a nobreza
Euforia que consome
Se ficar o rato pega
Se cair urubu come
Vibra meu povo
Embala o corpo
A loucura é geral (é geral)
Larguem minha fantasia, que agonia
Deixem-me mostrar meu Carnaval
Firme... Belo perfil
Alegria e manifestação
Eis a Beija-flor tão linda
Derramando na avenida
Frutos de uma imaginação
Leba - larô - ô ô ô ô
Ébo - lebará - laiá - laiá
- ô (bis)
|
| |
|
1988
ENREDO: Sou negro, do Egito à liberdade
COMPOSITOR(ES): Ivancué, Cláudio Inspiração,
Marcelo Guimarães e Aloísio Santos
Vem amor contar agora
Os cem anos da libertação
A história e a arte dos negros escravos
Que viveram em grande aflição
E mesmo lá no fundo das províncias do Sudão
Foram o braço forte da nação
Eu sou negro
E hoje enfrento a realidade
E abraçado à Beija-flor, meu amor
Reclamo a verdadeira liberdade (já raiou)
Raiou o Sol, sumiu
E veio a Lua (bis)
Eu sou negro, fui escravo
E a vida continua
Liberdade raiou
Mas a igualdade não (não, não, não)
Resgatando a cultura
O grande negro revestiu-se de emoção
(Ih! A Mãe Negra!)
Oh, Mãe Negra faz a festa
O povão se manifesta
Cantando para o mundo inteiro ouvir
Se faz presente a força de uma raça
Que pisa forte na Sapucaí
Dunga Tara Sinherê
Êre rê rê rê (bis)
Êre ré rê rê |
| |
|
1987
ENREDO: As mágicas luzes da Ribalta
COMPOSITOR(ES): Mazinho e Gilson Dr.
Ao descerrar a cortina
O palco se ilumina
Tudo é brilho, luz e cor (luz e cor)
Mergulhei na poesia
Drama, riso e fantasia
Num cenário multicor
Surgiu de uma era distante
Esta arte fascinante
Que ao mundo inteiro deslumbrou
Com encanto e magia
O teatro irradia
A mais pura emoção
E hoje
Esta beleza infinita
Acontece na Avenida
É a minha escola a sensação
E lá no céu
Uma estrela brilhou (bis)
Anunciando a alegria
Que a passarela contagia
Com beleza e esplendor
Para que chorar o que passou
Lamentar perdidas ilusões (bis)
O meu povo vibra
Cheio de euforia
Extasiando os corações |
| |
|
1986
ENREDO: O mundo é uma bola
COMPOSITOR(ES): Betinho e Jorge Canuto
Brasil, Brasil, Brasil, oi
Canta forte e explode de alegria
O mundo é uma bola
Girando, girando
Em plena euforia
Elando a corrente
Pra frente, pra frente
E a vitória conquistar
Com os heróis da nossa seleção
Vibrantes com o grito popular
Tudo em cima novamente
Sobrevoando a passarela (bis)
Que beleza a Beija-flor
Sacudindo esta galera
Do Oiapoque ao Arroio Chuí
Tem folclore, tem mandinga
Oh! Torcida campeã
O meu Rio de Janeiro
O ano inteiro á samba e Maracanã (bis)
Se esta profusão de cores
Sensibiliza o visual
A arte é jogar bola
Vai na Copa e faz um carnaval (é milenar...)
É milenar
A invenção do futebol (bis)
Fez o artista
Ter um sonho triunfal |
| |
|
1985
ENREDO: A Lapa de Adão e Eva
COMPOSITOR(ES): Zé do Cavaco, Carlinhos Bagunça,
Carnaval, H.O. e Patrício
Rio de Janeiro
A Beija-flor revela o passado
A Lapa de Adão e Eva
O paraíso do prazer e do pecado
A culpada foi Madame Satã
Coração de serpente não se engana
Fez Adão provar a maçã (bis)
Eva comer a banana
O jardim se transformou
Em Sodoma e Gomorra acabou (e o tempo...)
O tempo passou, passou, ô ô
Os fenianos chegaram
Lutaram com os Tenentes do Diabo
Pedra da Gávea inscrições ficaram
Ramos tem Cacique
Bafo tem também (bis)
Um devora o outro
Ninguém sabe quem é quem
Hoje meu Rio é cidade de Babel
Emoldurado neste meu painel
Política parece brincadeira
Camelô levou rasteira
Circo não tem opção
Gay é sucesso
Futebol exportação
Vem lourinha... Vem sambar, oi
O crioulo só quer "Michael-Jekiar" (bis)
De braços abertos
Redentor pede ao Pai (o quê?)
Pra nos perdoar |
| |
|
1984
ENREDO: O gigante em berço esplêndido
COMPOSITOR(ES): Neguinho da Beija-flor e Nêgo
Navegando
Rumo às Índias
E sonhando com riquezas
Caravelas portuguesas
Os deuses, outros caminhos destinaram
Ecoou
Terra à vista, um grito emocionante
Era o Berço do Gigante
Esbanjando esplendor
Índios, selvas, mitos
E os negros com a força e magia
Fizeram pulsar com alegria o coração
De uma criança nação
Mas na ânsia de crescer
Do berço fértil se afastou
O seu olhar marejou o sofrer
Em lágrimas que servem de lições
E o gigante é o nosso povo
Reconstruindo um Brasil novo
Cheio de vida, organizando mutirões
E tem fuzuê
Alegrando o patropi (bis)
No samba lelê
Vamos cantar e sorrir |
| |
|
1983
ENREDO: A grande constelação
das estrelas negras
COMPOSITOR(ES): Neguinho da Beija-flor e Nêgo
A constelação
Das estrelas negras que reluz
Clementina de Jesus
Eleva o seu cantar feliz
À Ganga-Zumba
Que lutou e foi raiz
O negro que é arte, é cultura
É desenvoltura deste meu país
Eh Luana, o trono de França será seu baiana
Pinah, ê ê ê, Pinah
A Cinderela negra (bis)
Que ao príncipe encantou
No carnaval com o seu esplendor
Grande
Otelo, homem show
Tem talento, dá olé
E o mundo inteiro gritou gol (é gol!)
Gol do grande Rei Pelé (bis)
Ô ô Yaôs, quanto amor
Quanto amor (bis)
As pretas velhas Yaôs
Vêm cantando em seu louvor
|
| |
|
1982
ENREDO: O olho azul da serpente
COMPOSITOR(ES): Wilson Bombeiro, Carlinhos Bagunça e Joel
Menezes
Viola, ê viola
Vadia de vida boa
A Beija-flor cantando voa
Na literatura de Cordel
No reino de Paranambuco
Numa serpente, a bruxa
Destruía tudo sob o céu
Lá em Palmares
Um ritual desencantou
O olho azul da serpente
Naquela flor atraente
A princesa desabrochou, ô ô
Vem das trevas bruxaria
Enfeitiçando com ouro e magia
Maracatu, bumba ei
Tão fascinante chegou (bis)
No caboclinho sou rei
Guerreiro dourado eu sou
Mas o mestre Vitalino
Molda em barro o destino
Do povo tão sofredor
E Maurício de Nassau
Laça o gênio do mal
Oh, quanta alegria
Com Yarabela se casou, ô ô
Sete laços, sete pontes
No Rio Capibaribe
A serpente se transformou
Geme viola, o repente
Vem pro forró si menino (bis)
Caruaru tá contente
O Nordeste está sorrindo
|
| |
|
1981
ENREDO: Carnaval do Brasil, a oitava das sete
maravilhas do mundo
COMPOSITOR(ES): Neguinho da Beija-Flor, Dicró e Picolé
Rompendo auroras
Gloriosa ela surge deslumbrante!
É a Terra
Senhora de um mistério tão profundo
Que os homens enfeitaram
Com as 7 maravilhas deste mundo!
Os jardins suspensos da Babilônia
Que um rei construi com amor
E orgulhoso a rainha ofertou
E a muralha de longe fascina
Quem tem olho grande não entra na China (bis)
A estátua de Zeus
O Deus de todo o povo grego
E o templo de Diana
Relicário de beleza!
O Colosso de Rodes
E as pirâmides do Egito
O farol de Alexandria
Iluminava até o infinito
Mas agora é hora
De um monumento vivo e multicor
Corpos nus em rituais
De gingados sensuais
Tamborins e agogôs
Saias rodadas de negra baianas
Giram faiscando de esplendor
Lelê ô, Lelê ô, Skindô
Criou belezas mil (bis)
E a oitava maravilha vem brilhar, vem brilhar
Neste carnaval do meu Brasil |
| |
|
1980
ENREDO: O Sol da meia-noite:
uma viagem aos país das maravilhas
COMPOSITOR(ES): Zé do Maranhão, Wilson Bombeiro
e Aluízio
Preta velha imaginou outra estória e vai contar
Preta velha já falou que nós vamos viajar
(Galopando...)
Galopando em cavalos alados
Chegamos ao país das maravilhas
Iluminado pelo sol da meia-noite
Bela fantasia infantil
Recebidos por soldadinhos de chumbo
Entramos na floresta encantada
Brincamos com cata-ventos, pipas e piões
No enlace da barata e dom ratão
Jogar xadrez, pique-bandeira
Pular carniça, tudo é brincadeira (bis)
(E um gênio...)
Um gênio cria fogos de artifício
Os animais falam e as flores cantam
Neste lindo encanto eis o resplendor
E a magia das mil e uma noites
Chapeuzinho, lobo, Cinderela a gata
Branca de neve e os sete anões
A chita correndo com o saci-pererê
E todos falando a língua do P (olha a língua
do P!)
Pê-Bê-Pê-ru-Pê-xa
Levantando a poeira (bis)
Até a bruxa vem brincar
Olha a ciranda
Vamos todos cirandar
E na terra dos brinquedos
Todo mundo recordar
Índio malandro, baianinha oriental
Outra vez eu sou criança e Beija-Flor no Carnaval |
| |
|
1979
ENREDO: O paraíso da loucura
COMPOSITOR(ES): Savinho, Luciano e Walter de Oliveira
Ao ressoarem os clarins da folia
O sonho
Filho da noite e do infinito é o rei
No paraíso da loucura
Ao povo proclamou
A seguinte lei:
Esqueçam os problemas da vida
O trem, o dinheiro e a bronca do patrão
Não pensem em suas marmitas
E no alto preço do feijão
Joguem fora a roupa do dia-a-dia
E tomem banhos no chuveiro da ilusão (bis)
Olhem o céu que maravilha
Retalhos de nuvens, bordados de estrelas
Quando o Sol e a Lua brilham
A natureza vem mostrar sua beleza
Tudo neste mundo é encanto
Com o despontar da primavera
Tirem do passado a nobreza
E do futuro a magia da surpresa
Entrem no jardim das delícias
Pela porta da imaginação
Criem a fantasia mais linda
Delirem neste canto de emoção
Hoje sou livre
Sou criança Beija-flor (bis)
Amante da beleza
Sou um ser espacial
Ô ô ô ô ô ô ô
brindando a vitória do amor |
| |
|
1978
ENREDO: A criação do mundo na
tradição Nagô
COMPOSITOR(ES): Neguinho da Beija-flor, Mazinho e Gilson
Bailou no ar
O ecoar de um canto de alegria
Três princesas africanas
Na sagrada Bahia
Iyá Kalá, Iyá Detá, Iyá Nassô
Cantaram assim a tradição Nagô
(Olurum)
Olurum! Senhor do infinito!
Ordena que Obatalá
Faça a criação do mundo
Ele partiu, desprezando Bará
E no caminho, adormecido, se perdeu
Odudua
A divina senhora chegou
E ornada de grande oferenda
Ela transfigurou
Cinco galinhas d'Angola e fez a terra
Pombos brancos criou o ar
Um camaleão dourado
Transformou em fogo
E caracóis do mar
Ela desceu, em cadeia de prata
Em viagem iluminada
Esperando Obatalá chegar
Ela é rainha
Ele é rei e vem lutar
(Ierê)
Iererê, ierê, ierê, ô ô
ô ô
Travam um duelo de amor (bis)
E surge a vida com seu esplendor |
| |
|
1977
ENREDO: Vovó e o rei da Saturnália
na Corte Egipciana
COMPOSITOR(ES): Savinho da Beija-Flor e Luciano da Beija-Flor
Caiu dos olhos da vovó
(Lalaiá, laiá)
Uma lágrima sentida
Lembrando imagens de criança
Do velho tempo que passou
O seu pranto é colorido
Nas vivas cores da televisão
Que hoje assiste recordando
Formosos ranchos
e grandes sociedades No esplendor da noite
Como era lindo a presença do dia
A corte egipciana
Enredos de nostalgia
Não chore não vovó
Não chore não (bis)
Veja quanta alegria dentro da recordação
Relembre a graça do entrudo
E o fascínio do baile de Veneza
Lá em Roma Pagã
Para festejar a primavera
Colhiam frutose faziam orgia
Que começavam ao romper do dia
E vinha um rei
Num belo carro naval (bis)
Alegrando a saturnália
Inventando o carnaval
(De lá pra cá)
De lá pra cá
Tudo se transformou
Mas a vitória da folia ficou
No encanto do meu povo que brinca
Sambando quando samba a Beija-Flor
(Vovó...) |
| |
|
1976
ENREDO: Sonhar com rei dá leão
COMPOSITOR(ES): Neguinho do Vale
Sonhar com anjo é borboleta
Sem contemplação
Sonhar com rei dá leão
Mas nesta festa de real valor, não erre não
O palpite certo é Beija-flor (Beija-flor)
Cantando e lembrando em cores
Meu Rio querido, dos jogos de flores
Quando o Barão de Drummond criou
Um jardim repleto de animais
Então lançou...
Um sorteio popular
E para ganhar
Vinte mil réis com dez tostões
O povo começou a imaginar...
Buscando... no belo reino dos sonhos
Inspiração para um dia acertar
Sonhar com filharada... é o coelhinho
Com gente teimosa, na cabeça dá burrinho (bis)
E com rapaz todo enfeitado
O resultado pessoal... É pavão ou é veado
Desta brincadeira
Quem tomou conta em Madureira
Foi Natal, o bom Natal
Consagrando sua Escola
Na tradição do Carnaval
Sua alma hoje é águia branca
Envolta no azul de um véu
Saudado pela majestade, o samba
E sua brejeira corte (bis)
Que lhe vê no céu |
| |
|
1975
ENREDO:
O grande decênio
Autor: Bira Quininho
É de novo Carnaval
Para o samba este é o maior prêmio
E o Beija-Flor vem exaltar
Com galhardia
O Grande Decênio
Do nosso Brasil que segue avante
Pelo céu, mar e terra (bis)
Nas asas do progresso constante
Onde tanta riqueza se encerra
Lembrando PIS e PASEP
E também o FUNRURAL (bis)
Que ampara o homem do campo
Com segurança total
O comércio e a indústria
Fortalecem nosso capital
Que no setor da economia
Alcançou projeção mundial
(E lembraremos...)
Lembraremos também
O MOBRAL, sua função
Que para tantos brasileiros
Abriu as portas da educação
E é de novo... |
| |
|
1974
ENREDO:
Brasil ano 2000
COMPOSITOR(ES): Walter de Oliveira e João Rosa
É estrada cortando
A mata em pleno sertão (bis)
É petróleo jorrando
Com afluência do chão
Sim, chegou a hora
Da passarela conhecer
A idéia do artista
Imaginando o que vai acontecer
No Brasil no ano dois mil
Quem viver verá
Nossa terra diferente (bis)
A ordem do progresso
Empurra o Brasil pra frente
Com a miscigenação de várias raças
Somos um país promissor
O homem e a máquina alcançarão
Obras de emérito valor
É estrada cortando
A mata em pleno sertão (bis)
É petróleo jorrando
Com afluência do chão
Na arte, na ciência e cultura
Nossa terra será forte sem igual
Turismo, o folclore altaneiro
Na comunicação alcançaremos
O marco da potência mundial (bis) |
| |
|
1973
ENREDO:
Educação para o desenvolvimento
COMPOSITOR(ES): Walter de Oliveira e João Rosa
Veja que beleza de nação
O Brasil descobre a educação
Graças ao desenvolvimento
E a reforma do ensino
O futuro, o amanhã
Está nas mãos destes meninos
Vamos exaltar
Vamos exaltar (bis)
As professoras
Que ensinam o bê-a-bá
E relembramos os jesuítas
Os primeiros colégios criaram
Para dar aos brasileiros
Cultura e educação
Brasil terra extraordinária
Venham ver a nossa
Cidade Universitária
Uni-duni-tê
Olha o A-B-C (bis)
Graças ao MOBRAL
Todos aprendem a ler
(mas
vejam)
|
| |
|
1969
ENREDO:
Paquete do exílio
COMPOSITOR(ES): Ivancué
Esta brilhante página
Que a nossa história imortalizou
Após o último capítulo da monarquia
Quando nosso nobre Imperador
D. Pedro II ao Brasil legou.
A sua consciência cristalina
Sua imperturbável linha de honestidade
Elegância de atitude
Dignidade de ação
Ao despedir-se da nossa nação
Para o exílio
Resolução do regime governamental
Para orgulho do Brasil e do povo tradicional
O grande monarca embarcou
Com toda família imperial
La ra ra ra
Foi
o majestoso Alagoas
O navio de renome nacional
Denominado o Paquete do Exílio
Por transportar a família imperial
Cumprindo ordem presidencial
Glória a sua majestade D. Pedro II
Que foi glorificado por ser tão gentil
Como Imperador do Brasil
Dois anos após
Tão longe pra sempre adormecia
E o governo estrangeiro então lhe concedeu
Honras majestáticas que no Brasil mereceu
|
| |
|
1963
ENREDO:
Peri e Ceci
COMPOSITOR(ES): Cabana
Viemos apresentar
De José de Alencar
Esta obra-prima e fabulosa
Com cenas heróicas e amorosas
De um índio guarani
Peri
que só pensava em existir
Vivendo para Ceci
Filha de D. Antonio de Marins
o seu senhor
E
para provar seu grande amor
Sua religião e sua tribo
Até a própria mãe Peri
abandonou
Peri
este índio valente que surgiu
Como o orgulho das selvas do Brasil
Tinha a preocupação
De dar toda proteção
À Virgem Santa
Que na sua imaginação era Ceci
Que foi a salvação
De sua mãe não sucumbir
Lá,
Lá, Lá laia...
(Viemos)
|
| |
|
1962
ENREDO:
Dia do Fico
COMPOSITOR(ES): Cabana
"Como é para o bem de todos
e felicidade geral da nação (bis)
diga ao povo que fico"
Isto aconteceu
No
dia nove de janeiro
De mil oitocentos e vinte e dois
Data que o brasileiro jamais esqueceu
Data bonita e palavras bem ditas
Que todo o povo aplaudiu
Preconizando D. Pedro I
O grande defensor perpétuo do Brasil
Foi uma data de glória
Exuberante em nossa história
Esta marcante vitória deste povo varonil
Também exaltamos agora
Homens que lutaram pelo
"Fico" no Brasil
José Clemente Pereira e
José Bonifácio
Que entregaram no palácio a petição
Rogando
a D. Pedro I
Que permanecesse em nossa nação (bis)
|
| |
|
1957
ENREDO:
Riquezas áureas do Brasil
COMPOSITOR(ES): Cabana (Silvestre David da Silva)
Brasil tuas riquezas
São de inveja universal
Brasil tu és belo forte e colossal
E tua raça orgulhosa de ti
Vem em praça pública exibir
O que a natureza construiu
Para este povo varonil
Que cumprindo o seu dever
Prolificará o teu progresso Brasil
Tens no teu seio
Minha pátria amada
Produtos de grande valorização
Café, cacau, diamante e borracha
Gigante de nossa exportação
E outros produtos mil
Que são riquezas áureas do Brasil
|
| |
|
1954
ENREDO: O caçador de esmeraldas
COMPOSITOR(ES): Osório Lima
Apresentamos neste carnaval
Uma história importante
Na qual mencionamos
Fernão Dias Paes
Este grande bandeirante
Que cuja vida dedicou em prol
De esmeraldas no sertão
E após tornar-se feito seu grande ideal
Tombou junto ao rio das Velhas o imortal
Pela riqueza da nossa nação
Foi
que durante sete anos
Explorou alguns sertões
Seus feitos rutilantes
Refletem radiantes
Dentro em nossos corações
Bartolomeu
Bueno da Silva,
Borba Gato, Antônio Arzão
Os heróis aventureiros
Que no Brasil inteiro
Deixaram fama, glória e tradição
La
la laia la la ia...
|
|
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR
BEIJA-FLOR |