ARRASTÃO DE CASCADURA

SAMBAS-ENREDOS

 

2007

Enredo: De Estácio de Sá ao Pão de Açúcar, o Rio nasceu na Urca
Compositores: Nilson Lemos, Roberto Saideira, Cosminho, Luquinha da Conceição, Julinho Cá, Marcos e Ivani Ramos

O rei mandou, a ordem foi realizada
Chega Estácio de Sá pela Baía da Guanabara
A fim de cumprir sua missão
E fundar a grande São Sebastião
Na luta, a batalha final,
A vitória enfim conquistou
A sua vida sangrou, liberdade,
Um grito ecoa no ar
Adeus franceses e a paz reinará
Salve o Forte São João contra os invasores
Chega de opressão
Viva o Rio de Janeiro
Onde brilha o Arrastão

Cassino da Urca, balneário, hotel
Carmem Miranda a encantar  (bis)
Roda roleta, oh Terezinha
É um barato a buzina do Chacrinha

Pelo ar a paisagem é tão bela
O Pão de Açúcar vem adoçar o meu céu
Praia Vermelha, Pasteur
Minha avenida querida
Benjamin Constant é a luz
A força da fé ao esporte conduz
Hoje o bairro me seduz
De Estácio de Sá ao Pão de Açúcar
O Rio nasceu na Urca

Nosso canto hoje ecoa
Pisa forte, Arrastão  (bis)
Amour, Amour é simpatia e alegria
Vem sambar na explosão da bateria

 

2006

Enredo: Dudu Alabukun do Arrastão visita a terra dos Yorubás
Compositores: Jerônimo, Sereno, Binho, Fernandinho dos Gatos, Vaguinho, Sorriso, Carlos Junior e Paulinho da Área

Em busca da história
Dudu abençoado viajou
E ficou maravilhado
Com as belezas que encontrou
Crenças e costumes nas terras
Yorubás
Influência na cultura brasileira
Fé nos orixás
Divina integração a Maomé adoração

Tem mistério atrás do véu
BIS A mulher com o poder de sedução  (bis)
Na culinária a pimenta fortalece de
Paixão

Ao retornar para o Brasil
No Rio de Janeiro
Constatou é como olhar em um espelho
Nigéria somos iguais
Na arte, estampados coloridos.
Viu os blocos afros da Bahia
Do povão a alegria
De brincar a ser feliz
E no terreiro da Tia Ciata
Foi que o samba começou.

Amor vem desfilar
É o nosso Arrastão  (bis)
BIS Seu verde e branco
Faz de um jeito
Sentir a emoção em nosso peito

 

2005

Enredo: O Rio em ação é Pan no carnaval do Arrastão
Compositores: Wlamir, Otávio CEDAE e Sidney de Pilares

Meu Rio de Janeiro é festa
Se manifesta a 40º de emoção
Cidade Maravilhosa toda prosa em ação
É o Panamericano no carnaval do Arrastão
Vem lá do Olimpo a inspiração
Do Tio Sam a emoção
Sediado na Argentina
Coroando América Latina
A cultura falou forte
Unida pelo esporte, 2007 vem aí
Prepare seu coração
Pra Mega-Competição

Na quadra, na pista
O show do esporte  (bis)
Nas águas vão rolar
No ginásio, no gramado e na areia
Meu Brasil vai despontar

Que venham os cinco elos da corrente
Semente... de uma juventude sã
Meu sonho há de se realizar
Renascendo a esperança
E o Redentor abençoar

O meu Arrastão é um Tesouro
Minha bateria, medalha de ouro  (bis)
Nos jogos da vida, eu vou delirar
Acende a chama
E deixe o corpo balançar

 

2004

Enredo: Quem tem padrinho desfila com emoção nos 30 anos do Arrastão
Compositores: Tiãozinho Cruz, Alika, Roberto Iguaçu, Pinel Simpatia e Natal

Nesta maravilha de cenário
Ovacionamos a cora imperial
Sob os olhos graciosos de Oxalá
Nove vezes campeã do carnaval

Bumbum paticumbum prugurundum
O império é patente só demente é que não vê  (bis)
Quem tem padrinho desfila com emoção
Nos trinta anos do Arrastão

Vai Flamengo, a glória de um povo
Ai que saudades dos antigos carnavais
Boi tá tá
Um talismã p’ra ya ya
A Maria Fumaça vai passar
Na lapinha, fiz meu coreto popular
Mambembes mamulencos
Orfeu, eu vi brilhar
Zezé és meu estandarte
Do Oiapoque ao Chuí ontem hoje e amanhã
Assim caminha a humanidade
Dancei frevança
Mulheres guerreiras
Oju Obá meu Orixá
No palco da alegria sou rei
Renovei minha raiz ganhei
Iansã lançou seus raios
Dando um toque divinal
Me banhando de alegria neste carnaval

 

2003

Enredo: Tem jangada no mar, hoje tem Arrastão
Compositores: Marçal, Kakalo, Natal, Cosminho, Kao e Tiãozinho Cruz

Da Índia veio a Xanga como embarcação
Com licença mãe Yemanjá
Pois tem jangada no mar
Hoje tem Arrastão
O vento dos Deuses nos conduz a prosperar
E o sol clareira nosso mestre a singrar
Deixe a prancha embalar
Nossa rede é verde e branco
E o oceano a avenida conquistar

Jangadeiro trás o peixe... De cada dia
A quimanga é fartura... Na pescaria  (bis)
O Dragão não vai ousar...Me afrontar
Nem as Iaras vão fazer me apaixonar

Mãe Mãe D'água a proteção é Janaína
A vida é nosso tesouro
Aos pescadores quem te pede é a família

E os temores vão passar
Nem tubarões nem tempestades
E parrei Iansã
Os seus raios trazem claridade

É doce morrer no mar
No Nordeste a procissão  (bis)
Contra lendas e mistérios
Mar a dentro lá se vão

 

2001

Enredo: Brasil, mostra a sua cara
Compositores: Ailton Mililiu, Bira do Doce e Tiãozinho Cruz

Sou brasileiro
Dignidade, igualdade, paz e amor
A esperança impera
Que esse povo siga a luz do criador
(Ó meu Brasil)
Ordem e progresso Brasil
A favela e o nordeste fazem parte de você
É triste ver criança condenada
À fome e à prostituição
Sem terras
Índios pedem chão para viver
Educação, justiça social
Não somente no carnaval

Brasil mostra a sua cara
É pintada ou de cor  (bis)
Minha pátria idolatrada
O que importa é o meu amor

O verde das matas
O azul do mar
O amarelo ouro onde estará?
Viva Rio se mobilizou
Sim à paz e não à guerra
Viva Cazuza com a saúde trabalhou

A pistola pela escola
Minha fé universal  (bis)
Fim do colarinho branco
Impureza nacional

 

2000

Enredo: Caxambú, da hidrópolis real à corte no carnaval
Compositores: Tiãozinho Cruz, Ailton Mililiu, Bira do Doce e Wilson do Cavaco

És consagração
Beleza que a mãe natureza
Reservou pra você
É força, é fé, é cultura, é raiz
É "Caxambu" da hidrópolis real
A corte no carnaval

Vem da era romântica
Fatos da história
Em que a Princesa Isabel
No enlace com o Conde D'Eu
Dissipou assim a alegria
Por um filho que não concebeu

Lá vai o trem
Lá vai a liteira  (bis)
Percorrendo a Serra da Mantiqueira

Lá no paço
A suntuosidade e a elegância do salão
Enfeitado com as armas do Império
Surge a promessa
Com a concepção construiria
A Igreja de Santa Isabel de Hungria
Três belos filhos
A água milagrosa lhe proporcionou
Frutos de uma terra que tem nome de dança
Morros em forma de tambor

Seu turismo é atração
A cozinha mostra Minas Gerais  (bis)
O mundo se rende ao potencial
Do maior pólo hidromineral

 

1997

Enredo: Oju-obá, os olhos do rei
Compositores:

Vem iluminar a poesia
Através desta magia
Fazer poemas na canção
Canta, canta nagô-Yorubá
De Oduduwa, Oranmiam
O-bá-ta-lá, yansans
Hoje eu quero ser feliz
Unir os laços da minha raiz

Ia, ia, iaô... ô, iaô, iaô...
Toca o Rum-pi do Lé  (bis)
Ajobó a girar
Salve, salve xangô

Óh! ... divina luz
Que me conduz em fantasias
Tu és xangô, meu protetor
Nesta folia
Minha força, meu oxé (Ojé)
Meu caminho a seguir
Esta emoção que encanta
O Arrastão na Sapucaí

É a luz de Ojú-obá
Obá Kawô...  (bis)
É de fé, é divinal
É xangô que ilumina
O nosso carnaval

 

1996

Enredo: As Icambiabas
Compositores: Amaury dos Santos, Netinho, Jacy Inspiração e Guto 

Amazônia
Ao me vestir de verde nesta festa
Venho descrever em poesia
A viagem encantada na floresta
Encontrei as mulheres guerreiras
Fazendo loucuras com a flecha na mão
Cada tempo era tempo de luta
Era a valentia impondo a razão

E deixa a Sol brilhar
Com todo o seu clarão  (bis)
Pra gente caminhar
Por essa imensidão

A mata esconde o tesouro
É prata, é ouro e nos faz sonhar
Mulheres de poucos amores
E haja meninas pra se educar
Tomara que ao invés da batalha
O vento espalhe esse canto no ar

Se de presente eu ganhar
Uma alegria sem fim  (bis)
Vai ser tão gostoso dividir

 

1995

Enredo: Frevança
Compositores: Mazola, Edimilson, Mazinho e Naldo do Cavaco 

Eu danço frevo
Frevado gostoso, estou aí  (bis)
Vou arrastando o povo na Sapucaí

Meu coração se sentiu pernambucano
Esqueceu os desenganos
Quando os clarins anunciaram
A brincadeira
E eu me fiz mulato descendo a ladeira
Vi palhaço em faceto a gargalhar
Mascarando a tristeza
O carnaval vai começar
Rancho das Flores
Andaluza, Pirilampos
Caboclinhos solta a imaginação
Pernambuco canta e dança
Na beleza e no balanço do meu coração

Dança menina pra lá e pra cá
Embala o frevo que eu vou me embalar  (bis)

Maracatu, motiva um sentimento novo
Orgulho de um povo
É a coroação
Meia-noite ou meio-dia
O gigante Malaquias
Mantém a tradição
A quarta-feira de cinzas anunciou
Que a frevança terminou
O vento sopra no Capibaribe
Com esse canto o povo inteiro se encantou

 

1994

Enredo: Assim caminha a humanidade
Compositores: Jorginho Estrela Negra, Rubinho e Zequinha do Cavaco

Brilhou num lindo sonho infantil
O calçado que ensina
A humanidade a caminhar
Criado numa era tão distante, era tão emocionante
Ver o povo se equilibrar (e vem)
Vem enriquecer a fantasia
A Cinderela, a alegria
Com o sapatinho de cristal
Musa, simbolizou com exuberância
Carmem Miranda é lembrança
Estrela do meu carnaval

Eu vou de salto alto que o grego inventou
Amor, amar, amar eu vou  (bis)

O homem primitivo teve uma idéia genial
De cobrir os pés, mas quem diria!
Com um pedaço de pele de animal
E com o passar dos tempos a moda trouxe a evolução
De botas o astronauta foi à lua
É de grife e bem transado
O tênis da nova geração

Ô sapateia ioiô, o sapateia iaiá
Vem pra passarela desfilar  (bis)
Que eu hoje tô que tô
E vou deixar cair
Sapateando na Sapucaí

 

1993

Enredo: Quem canta seus males espanta
Compositores: Nery, Valdo e Betinho 

Me enfeitei de paixão e alegria
No afã da poesia (amor)
Deste tema singular

Vem de longínquas eras
Qual magia de Quimera
A estória do cantar

Um canto deu origem ao nosso mundo
Assim a mitologia diz
Um coro de anjos para anunciar
A primeira alvorada
Mais tarde na Grécia milenar
O canto assumiu culto maior
E virou arte em toda parte, explodiu
O primeiro coral se ouviu

Ô Orfeu...
Chama Deus Baco  (bis)
Que o som ficou legal
Trovador cantando amor
Na era medieval

Fluindo o cantar evoluiu
Com lirismo e harmonia
Dos índios e dos sabiás
Cantos divinais
Dos negros louvor aos orixás
O mascate do passado
Em um tom malandreado;
Hoje é o nosso camelô
Mas quem não sonha ser artista ?
Ir pro rádio ser cantor
Canções embaixo do chuveiro (chuá, chuá...)
Aliviam o dissabor

Ê, ô, bebum...
No gogó sem vacilar  (bis)
Quem canta seus males espanta
E o Arrastão não pode se calar

 

1991

Enredo: À procura da sorte
Compositores:

Joguei
Mais uma vez tentei a sorte
Fui com pensamento forte
No fabuloso mundo da ilusão

E busquei
No esplendor das fantasias
No fascínio que irradia
Minha doce ilusão

Eu cantei a pedra que eu desejava
Na mente se concentrava
Tudo que eu imaginei

Se a estrela guia iluminava
E a minha sorte eu procurava
Bem alto eu apostei

Isso até parece caipira
Quem tem bota banca
E quem não tem, se vira

No jogo do amor é mais sério
Há um grande mistério
Pra se conquistar

Não se aventura nas cartas
Um bom coração
Tem que amar
Pois amar faz bem
Um grande amor não leva tristeza a ninguém

E o povo nordestino
Continua na ilusão
Não tem casa pra morar
Vive querendo ganhar
Um pedaço deste chão

Apostei, ganhei da solidão
Procurando a sorte  (bis)
Com meu Arrastão

 

1989

Enredo: Zezé, um canto de amor e raça
Compositores: Jacy Inspiração, Netinho, Amaury e Bebeto Arrastão 

Sou um pedacinho desta festa
E lá vou eu nesta folia
Peito aberto pra te decantar
Oh Zezé tu és razão deste poema
Da nossa escola muito mais que tema
Tu és a própria arte viva no cordão
Quero é mais eternamente ver-te em cena
Nos palcos dos Teatros desta vida
Negra pura flor mulher
Sinto que o vento sopra um canto de amor
Hoje as raças se irmanam
Tudo se transforma neste show

É a dança é a ginga
Deixa o corpo balançar  (bis)
Este mar de alegria
Faz a onda te levar

Emoldurei-te em pensamento
Bordei a tela no meu coração
Poxa, tu estavas tão bonita
Revivendo Negra Xica que fascinação
Anda que ainda é tempo
Tempo de mostrar bem mais
E a glória do artista
Mais que artista um mito que não se desfaz

O talento corre os ares
Corre chão  (bis)
E Zezé nos braços da multidão

 

1986

Enredo: Mano Décio da Viola - A apoteose do samba
Compositores: Santa Branca, Adilson Madureira e Lico

Meu carnaval é você
Vou explodir minha alegria
Todo Arrastão hoje é folia
Peito aberto fantasia
Nos braços da poesia
Desperta meu mestre
Vem ouvir o meu cantar

Com a luz iluminando a passarela
A noite fica mais bela  (bis)
E a alegria vai contagiar

Veio um menino pobre
Com a esperança de crescer
Lata d’água, o carreto lá pro morro
Era o seu meio de viver

Com o tempo foi girando
De sua arte veio a glória
De Mangueira a Madureira
O pregão de um jornaleiro
Era a luz de liberdade
No talento de um guerreiro
Braço forte no trabalho
Com um sonho de vencer
Tricolor de coração
Nas manhãs de seu lazer
A viola na Serrinha
Fez parceiro um mestre bamba
Mano Décio e seu Império
Apoteose do samba

E violeiro passeia na minha canção
Cisca a viola ponteia no meu coração  (bis)

 

1985

Enredo: Depois do mal feito, chorar não é proveito
Compositores: Jacy Inspiração, Netinho e Amaury

Eu me vesti de natureza
Me bordei com poesia
E num rio de saudade
Mergulhei mergulhei nesta folia
Sou eu as Sete Quedas que você matou
Pedaço de floresta que você sei lá
Sou eu a borboleta que beijava a flor
Eu sou o passarinho que cantava o amor
Sou eu sou eu sou eu
O arco-íris que enfeitava a serra
Sou eu sou eu sou eu
A luta pelo pouco que ainda resta

Ai eu sou
Ai eu sou  (bis)
Retalho das belezas
Que o progresso lentamente exterminou

Essas mãos que se uniram
Construindo nova fonte de energia
Que se unam bem mais fortes
Em defesa da ecologia
Quem não se lembra
Da trovoada e o temporal
O povo irmanado nas campanhas
Pagando o preço da destruição
Na inocência da infância
As criancinhas vão cantando esse refrão

Que mundo é esse mamãe
Que mundo é esse  (bis)
Que até parece que está
Chegando ao fim
Que mundo é esse mamãe
Que mundo é esse
Que maltrata a natureza
Tanto assim

 

1984

Enredo: O conto lendário de Marabá
Compositores: Jaci Inspiração, Netinho e Amauri 

É folia cidade maravilhosa
Pisa nessa passarela
Nossa escola suntuosa
Cantando a lenda
De uma estória de amor
Quando Iná
Pelo conquistador se apaixonou

O amante deu-lhe um beijo
Rio abaixo navegou  (bis)
Mas deixou o seu anel
Como prova de amor

Nasce Marabá
Filha da floresta com as flores se enfeitou
Ao vê-la emergir da água doce
É Iara ... Ipojuca exclamou
Aquela imagem penetrou na sua mente
E encantado se enamorou

Esse amor gerou ciúme
A vingança se espalhou  (bis)
O que era tão bonito
Em tragédia se tornou

Denunciados por Moema
Perseguidos pela tribo
Pelos brancos são capturados
O pai ao ver o seu brasão
Abraça a filha, peito cheio de emoção
O guerreiro
Sem nada entender
Flecha a sua amada
Com medo de lhe perder...

Ôôô...ôôô
O conto terminou  (bis)
Marabá nasceu
Cresceu viveu, morreu no amor

 

1982

Enredo: Brasil, verde-amarelo
Compositores: Jacy Inspiração, Amauri e Netinho

Que lindo
Emoldurar-te em poesia
Num canto cheio de esperança
Bordado em ouro
E neste cenário de belezas mil
Viajar aos quatro cantos
Pra te decantar Brasil
Lindos campos, verdes matas
Quanta alegria nesta multidão
Rios, cachoeiras e cascatas
A passarada em forma de canção

Ue Erê Ue Erá
Neste solo fértil  (bis)
Jogue semente e deixe germinar

O livro da história nos revela
Tantos feitos que orgulha este torrão
Na arte, na cultura e na ciência
De tantos filhos deste chão
Oh! Quantas riquezas
Nas fontes destas imensidão
Abençoado o povo
E este gigante em expansão

É canto, é dança
É bola no pé  (bis)
É o povo na festa
É a reza na fé

 

1981

Enredo: Rudá, o deus do amor
Compositores:

Chuá luar a comunicação
Cantando em festa
Laia laia trás o arrastão
Em forma de poesias
Ó quanto esplendor
A história de Rudá o Deus do amor.

Ô ô ô ô
Segura a lança iaiá  (bis)
Não deixa a lança cair
Hoje sou festa Tupi Guarani

É tão sublime o infinito
Em tempo de Jaci e Guaraci
E no lago Chuá
Um mistério encantava
Era a serpente, que a menina moça preparava

Hoje tem festa e dança,
Tem batuque de tambor  (bis)
Tem feitiço e lua cheia
Tudo isso em seu louvor

 

1979

Enredo: Da Lapinha ao coreto, um folguedo popular
Compositores: Pinga, Adilson Barbado e Menilson

Mistérios e encantos da Lapinha
Mostramos com euforia neste carnaval
Diz a lenda que Reiniaguá guardava
O tesouro que existia
Lá na serra do Jarau
Do Infinito uma estrela despontou
E a chegada dos reis magos
A Belém anunciou

Nesta brincadeira
De raro esplendor  (bis)
Pastorinhas jogam flores
Como prova de amor
(e a cidade)

A cidade está em festa
No coreto a orquestra
Toca uma linda canção
E para manter a tradição
Vejam o velho, a cigana e o violão
E o cordão de cá
Desafia o dia lá
Cada um com sua mestra para comandar
Tem fogueira sim
O momento é de queimar
O chicote do vaqueiro negro para terminar

Boa noite meus senhores
Já é hora de partir  (bis)
Para o ano voltaremos
Se assim Deus permitir
(mistérios)

 

1978

Enredo: Talaque, talaque, o romance da Maria-Fumaça
Compositores: Pestana e Jorginho do Pandeiro

Plantando cidades
Em cada rincão  (bis)
"Maria fumaça"
Conquista o sertão
(através)

Através dos campos e vales
De rios e lagos
Deste imenso Brasil
Qual um bandeirante
Com raça, valente
A "pretinha" seguiu...
(lá vai...)

Lá vai o trem, lá vai
Subindo a serra  (bis)
Deixando e levando saudades,
Pra quem vive nesta terra

Abertos os caminhos
A primeira "Maria" passou
Com afeto e carinho
De "Baronesa" o povo a chamou
Outras "Marias" vieram:
"Zezé Leonni" beleza sem par
"Romana" a "Faustina"
Quantas estórias pra contar...

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