ACADÊMICOS DO GRANDE RIO

SAMBAS-ENREDOS

 

2007

ENREDO: Caxias - Dos caminhos de passagem ao caminho do progresso - um retrato do Brasil
COMPOSITOR(ES): Márcio das Camisas, Professor Elísio, Mariano Araújo e Robson Moratelli

Vou falar da minha terra ô ô ô
Minha fonte de riqueza
Vou abrir meu coração
E a história do meu chão vou cantar (vamos lá)
Ai que terra boa de plantar
Povo bom de trabalhar valente guerreiro
Que capino ô ô foi carvoeiro
Construiu um município cem por cento brasileiro
Depois fabricou motor de avião
E criou um sindicato modelo de trabalho e união
Quando o Rio de Janeiro era capital
Imigrantes estrangeiros vieram pra cá
E o sonho caxiense se realizou
Foi preciso emancipar pra melhorar
Foram leis foram decretos mas a mão do povo prevaleceu
E na velha estação um adeus a Meriti Caxias nasceu

O homem da capa preta o rei da baixada
Ajudava o nordestino amigo da criançada  (bis)
E no rito de Angola mucuiu pra quem tem fé
Joãozinho da Goméia foi o rei do candomblé

Quero brincar a vontade
Lembrar com saudade a minha raiz
Cair na folia no grupo de congo
Quadrilha e calango eu vou dançar feliz
Na minha refinaria tem gasolina para exportação
Eu sou de Caxias sou pura energia
Suficiente pra alegrar seu coração

Bom de bola bom de samba paixão  (bis)
Com Perácio aprendi a sambar de pé no chão
E com Zeca Pagodinho deixa a vida me levar
Eu me chamo Grande Rio e qualquer dia chego lá

 

2006

ENREDO: Amazonas, o Eldorado é aqui
COMPOSITOR(ES): Márcio das Camisas, Mariano Araújo, Gilbertinho e Professor Elísio

Uma expedição partiu
Buscando o eldorado no Brasil
O homem com sua ambição
Matou e destruiu
Assim dizimando aldeias
Desceu rio abaixo até encontrar
Mulheres guerreiras
Verdadeiras donas do lugar
Que foram chamadas de Amazonas
Daí o nome desse rio-mar

A lenda virou história
O mundo quis conhecer
Piratas de todo lado
Pagaram pra ver  (bis)
Fizeram benfeitorias
Lutaram pra conquistar
E o bandeirante veio pra colonizar

A luta desse povo continua sem parar
Vem do tempo das missões no Solimões
E do forte São José
Levaram riquezas de lá em nome da fé
O ouro e a borracha
Quem é que não quer
No maior estado do país
Nasceu um teatro, o povo aplaudiu
E hoje a capital é internacional
Viva a zona franca industrial
Chegou a hora do Brasil gritar com todo gás
Deixem o meu eldorado em paz

Sou Grande Rio, amor
Amazonense
A minha floresta tem o poder de curar  (bis)
Amazonas
Teu nome do mapa ninguém vai tirar

 

2005

ENREDO: Alimentar o corpo e alma, faz bem!
COMPOSITOR(ES): Barbeirinho, Competência, Bittar, Marcelinho Santos, Levi Dutra, Licinho Júnior, Deré Mingau, Leleco e Ciro

Oh! Mãe terra,
Solo fértil abençoado
De onde brotam riquezas nosso alimento sagrado
Imenso Brasil da mistura,
Culinária que fascina
Moça, o teu doce é saboroso
Preparado bem no clima
Se alimentar pro corpo é fundamental
Lá em nosso ninho tem sabor especial
Se há comemoração vamos confraternizar
Comer se torna um ritual
Prepare a mesa nesse carnaval

Beleza a me seduzir
Aroma pra me revelar  (bis)
Alimentando o meu prazer
Dá gosto no meu paladar

A força que tem entre a terra e o céu vem da fé
Se a vida imita a arte, diversão faz parte
Enriquece o meu saber
Eu só quero ser feliz
Dividir o pão com meu irmão
Por que será, que uns têm muito e outros não?
Abaixo a discriminação
O povo pede paz e união

A mensagem de paz Grande Rio nos traz
A verdade da vida, o prazer de viver  (bis)
Alimentar o corpo e a alma faz bem,
meu bem querer!

 

2004

ENREDO: Vamos vestir a camisinha, meu amor...
COMPOSITOR(ES): Derê, Mingau, Marco Moreno e Djalma Falcão

A luz do sol
Brilhou se separou da lua
O primeiro homem vai surgir
Provando das delícias do jardim
Colorindo o paraíso
Eu vi o charme e o sorriso da mulher
Meu bem lições de amor
O povo do Oriente ensinou
No Éden, a maldade da serpente, assombrou
Seu veneno pelo mundo se espalhou

Mata essa vontade louca, me beija na boca
Faz meu sonho real  (bis)
Mas se quiser me ver e ter prazer carnal
É bom se proteger do mal

Na busca de um novo amanhecer
As ongs dirão preservar é viver
Fique sabendo, amar é cuidar
Tem cheiro de amor no ar (eu vou)
Eu vou brincar, curtir, vou sacudir essa cidade
GLS, adolescentes, gente da melhor idade
Num grito de liberdade
Saúde e vigor quero ter pra ver
O milagre da vida acontecer

Se a Grande Rio chamou, eu vou
Se o assunto é coisa de pele, eu tô  (bis)
Por isso bota a camisinha bota meu amor
Foi o Velho Guerreiro quem mandou

 

2003

ENREDO: O Brasil que Vale...
COMPOSITOR(ES): Mingau, Tere e Marcos Moreno

Valeu Brasil
Terra onde o tempo é o senhor (ôôô)
Trago sonhos bordados em ouro
És o gigante da alegria, és meu tesouro
Nas matas viajei
Sou desse chão um rei
Onde pisei deixei meu coração aventureiro
Cheguei em Minas, Eldorado Brasileiro
Andei, criei cidades coloniais
Na história, o vento nos traz
Salve o barroco, estilo igual jamais

Uma luz brilhou no céu eu vi
Um sol de bronze a reluzir  (bis)
Nuvens de prata vão cobrir
As montanhas de ferro, é o progresso a surgir

Vem meu bem, quanta beleza
A mãe natureza tem pra dar
Tudo que o bom Deus criou
O homem tem que preservar
O orvalho molha as flores
No "Rio Doce" eu vou navegar
Os passarinhos voando
Entoam um canto de paz
Enquanto danço com índios em Carajás
Deixe o futuro chegar
Que a criançada vai ver
Quanta magia tem na arte e no saber

Vem meu povo a festa começou
Vem que a voz da alegria eu sou  (bis)
Solto grito da garganta
A Grande Rio chegou... Meu amor

 

2002

ENREDO: Os papagaios amarelos nas terras encantados do Maranhão
COMPOSITOR(ES): Alailson Cruz e Agenor Neto

Na França ficou o rei, menino!!!
No Brasil se viu chegar, pra conquistar! Oh!!!
Merci Beaucoup, au revoir
O índio nada entendeu
De "papagaios amarelos" foi chamar
Tem miçanga, tem (ê ê), tem espelho, tem
Para o índio um presente, pros franceses um harém
De além-mar quem vem (ê ê), Portugal meu bem
Expulsando o francês e o bravo holandês também
No balaio tem a revolução, a balaiada!!
Negro Cosme quer seu povo feliz
O imperador das liberdades bem-te-vis

Me leva que eu quero ver (eu quero ver!)
Touro negro coroado
Ele é Dom Sebastião  (bis)
Que no mar fez o seu reino
Num palácio iluminado

Ê, povo ê, povo ê
Ê Maranhão, povo encantado
Nhá Jança é assombração
No alto do divino, eu vou
Com os caretas pro pato, pato pelado

Do poeta uma voz ecoou (ô ô ô)
Minha terra se ouve cantar (o sabiá!)  (bis)
Grande Rio é samba, é amor
Bumba-meu-boi, tua estrela vai brilhar
Na França ficou o rei!!!

 

2001

ENREDO: Gentileza "X" - O profeta do fogo
COMPOSITOR(ES): Carlos Santos, Cláudio Russo, Zé Luiz e Ciro

Novo milênio
Avança o homem para o espaço sideral
Em busca de mensagem positiva
Valorização da vida, o amor universal
Na arena, alegria e dor
Triste legado que Roma Pagã deixou
Pelas vozes foi guiado
O arauto iluminado
A mudar o seu destino
Renuncia a ambição
Ao seguir a intuição José Datrino

Deixa clarear... (deixa clarear)
Idade Média nunca mais...
Gentileza anuncia  (bis)
No raiar de um novo dia
Um clamor de amor e paz

Das flores a beleza
Para o mundo recriar
O vinho é a vida
É preciso festejar
Considerado louco
E poeta foi bem mais...
Deixando nas pilastras
As palavras imortais
Com a sabedoria universal
Pregava contra o mundo desigual
Gentileza gera perfeição
Violência não

Era de "Aquarius"... Tempo de amor
A Grande Rio... iluminou
Profeta faz nascer  (bis)
Do fogo alvorecer
Irmão Sol, a verdade é você

 

2000

ENREDO: Carnaval à Vista - Não fomos catequizados, fizemos Carnaval
COMPOSITOR(ES): Pedrinho Messias, J. Mendonça e Mingau

Naveguei e cheguei
Bons ventos me trouxeram d'além-mar
Monstros marinhos, tempestades vieram me assustar
Ao chegar, festeja o dono da terra
Fui rezar primeira missa e esse solo abençoar
Na Brasilíndia, melodia curubins
Terra Brasilis e o seu cantar feliz
Toca gaiteiro e espanta tristeza
Que a festa é tupiniquim e portuguesa
E o cordão que não parava de aumentar
Quem vem para conhecer, já não quer mais voltar
Margeando o Chico eu vou
Ouvindo a batucada de Sergipe

Bate bumbo, bate Zé Pereira
E sambando, venha a quem vier  (bis)
Se deixar eu canto noite inteira
Mas batuque no terreiro meu sinhô não quer

Verdade
Se tornou realidade
Enfim o carnaval da liberdade
Pega o tambor, me leva que eu quero ir
Amor vem me fazer sorrir
Abram alas Grande Rio vem aí, vem brindar
Lança-perfume pois o baile vai começar
A Praça é nossa e o povo quer sambar

Desperta Brasil!
Eu quero é paz, tristeza nunca mais  (bis)
Se alguém cuidar da Juventude, oh! Pátria mãe gentil
Outros 500 serão nos anos 2000

 

1999

ENREDO: Ei, ei, ei, Chateau é o nosso rei
COMPOSITOR(ES): Nêgo, Barbeirinho e Derê

Brilhou ô ô ô ô uma luz lá no agreste
Vem meu povo ver de perto
O cabra da peste que na Paraíba nasceu
Em Umbuzeiro do Norte, hoje a saudade é você
De sandálias ou pé no chão
Em Pernambuco se formou
Amante do folclore do maracatu
O jornal, pelo Brasil ele espalhou

Ei, ei, ei, Chateau é o nosso rei
Fez do rádio a nossa comunicação  (bis)
Foi senador representando o Maranhão

Mas o sonho iria mais além (mais além)
Nos deu a graça da televisão
Fez valer sua cadeira
Na Academia Brasileira
Em Londres foi um grande embaixador
Com seu carisma a rainha conquistou
Deu asas à nossa aviação
Liberdade ao Beija-flor
Em São Paulo um sonho realizou
Reconhecida a arte do seu museu padrão
Que era a sua grande paixão
Hoje eu vou, meu amor
Com esta arte que encanta multidão
Mito brasileiro você nos dá prazer
A Grande Rio agradece a você

Ao passar este milênio
No futuro promissor  (bis)
Será que o homem
Perde espaço pro robô (Oh! Senhor)

 

1998

ENREDO: Prestes, o cavaleiro da esperança
COMPOSITOR(ES): João Carlos, Carlinhos Fiscal e Quaresma

Desperta, nasceu
Cem anos nos pampas, que herança!
Coração Vermelho a palpitar
Cavaleiro da Esperança
Luiz do proletário carleando a Nação
Enfrentou adversários
Fez do Verbo o seu canhão
Sonhos de P de coragem
Cheio de C de paixão

Pelas trilhas destas terras, destas terras
Explosão de arte e guerra, não se encerra
Igualdade em seu pensar  (bis)
Bolívia, Rússia, China um exílio que ensina
Proporciona um novo lar

Fruto de sua batalha
Fez-se a tropicália
E no Senado ascender
E a Coluna vai embora
Prestes soube e fez a hora
Esperar é perceber...
Hoje de cara pintada
Grande Rio irmanada, com imenso prazer
Tocantins se manifesta, a hora é essa
Prestes a acontecer

Ah! eu tô maluco, amor!
Ah! quero reformas já  (bis)
Ah! quero paz e amar
Sou Caxias, vou marchar

 

1997

ENREDO: Madeira-Mamoré, a volta dos que não foram,
lá no Guaporé

COMPOSITOR(ES): Sabará, Muralha, Jarbas da Cuíca e Grajaú

Sonha, a Grande Rio é um sonho
Em águas claras eu quero sonhar
Enfeitar a vida de alegria
Pra quem um dia, o Sol não quis despertar
Chegaram cheios de esperança
Não sabiam dos mistérios que teriam de enfrentar
Essa mata tem segredos
Que o homem não consegue desvendar
É um mundo de encanto e magia, perfume e fantasia
Cicatriz que a Amazônia fez chorar

Olha o índio no caminho, é caçador
Meu cavalo é de fogo, eu vou que vou  (bis)
Se a selva é perigosa, meu amor
Rondônia é alegria, esqueça a dor

Era o eldorado do látex no Brasil
A riqueza que a cobiça alimentou
Nessa história Tio Sam também entrou
No Tratado de Petrópolis tudo começou
O Acre da Bolívia ganhei
E a borracha para o mundo eu exportei
Cada dormente é uma vida, a vida uma flor
Na Maria Louca delirando eu vou
Em sucata o meu sonho terminou
Vou voltar pra onde não fui
O seu encanto é que me seduz (ai, iê, iê, ô)

Cacagibe, Orum de Oiá, Oiá, Oiá
O Guaporé está em festa  (bis)
Os vodus vêm pra brincar

 

1996

ENREDO: Na era dos Felipes o Brasil era espanhol
COMPOSITOR(ES): Barbeirinho, Bebeto do Arrastão e Jailson da Grande Rio

Viajando no tempo eu vou eu vou
Eu sou a arte e vim brilhar nesta história
Na era dos Felipes o Brasil era espanhol
E lá vou eu
Desfolhando um livro de memórias
Os mensageiros da Coroa Imperial
Comunicam o domínio de Espanha em Portugal
Sangue na terra o seu filho derramou
Em defesa deste chão que a Espanha conquistou

Indo em busca de um tesouro
Procurei o Eldorado  (bis)
Numa terra preciosa
Onde o solo é cobiçado

Interesses no poder
Aliam-se em busca de um reinado
Em cada crença uma fé
E continua o embate no mercado
(Mas o Índio)
Mas o índio se catequizou
Com braço forte o Maranhão se defendeu
Bahia envolvida nessa guerra
Holandeses nessa terra
Em solo fértil a liberdade então se deu

Imponho sou Grande Rio, amor
Dando um banho de cultura, eu vou  (bis)
Pro abraço da galera, me leva
Lindo como o pôr-do-sol eu sou

 

1995

ENREDO: Estória para ninar um povo patriota
COMPOSITOR(ES): Paulo Mumunha, Adão Conceição, Marcos do Açougue e Anísio Silva

Nessa história em verde e amarelo
A Grande Rio deu um toque tão sutil,
Nas terras do rei Amazonas
Do continente do imperador Brasil
Vamos viajar, nas matas de tantas riquezas
Entre rios e igarapés
Vivia Manaus, a linda princesa
Das lendas que os índios conviviam
O artista resolveu criar
Neste ENREDO de encantos e magias
Onde tem o boto rosa com o dom de conquistar

Um brinquedo de criança
Virou tesouro profundo  (bis)
Despertando a cobiça
Do outro lado do mundo

Perguntou:
Espelho, espelho meu
Será que existe alguém mais rica do que eu?
Minha rainha poderosa,
Manaus é um tesouro muito maior que o seu
A Inglaterra mandou, um emissário pra cá
Tudo que viu ele voltou pra confirmar
Teatro, casa de chá, boemia,
Muito mais a fidalguia tinha aos seus pés
Os barões da borracha tinham ousadia
De acender os charutos com 500 mil réis
Um navio sorrateiro apareceu
Levando quase ao mundo inteiro
As seringueiras, com isso a princesa adormeceu
Entre fadas-madrinha, no seu sono prosseguia
Pra despertar do berço da ecologia
E o príncipe encantado, Manaus ele beijou
Para tecnologia a princesa acordou

Embala eu, embala eu
Pátria mãe, gentil  (bis)
No despertar deste sono
Encontrei meu sonhado Brasil...

 

1994

ENREDO: Os santos que a África não viu
COMPOSITOR(ES): Mais Velho, Rocco Filho, Roxidiê, Helinho 107, Marquinhos e Pipoca

África... Misteriosa África
Magia, no rufar dos seus tambores se fez reinar
Raiz que se alastrou, por esse imenso Brasil
Terra dos santos que ela não viu
Da negra terra é lei
Veio o meu negro rei
Ogum de fé que neste solo se encantou
No mercado os ciganos lhe venderam ao senhor
Do tumbeiro à senzala seu lamento ecoou

Plantou caiana
Socou café  (bis)
Pilou dendê
Pra benzer filho de fé

(E no culto de malê)
Viu no culto de malê (malê, malê)
Preto velho catimbó (catimbó)
De um povo morenado
Conheceu caboclo bravo
Fascinado por Tupã... (Yara)
Yara no rio, sereia no mar
É Janaína que seduz com seu cantar
Correu gira pelo norte
Cpoeira azar ou sorte
No Nordeste conheceu
Quem viveu na boemia
Malandragem, valentia e até hoje não morreu
Eu sou jongueiro baiana
Sapucaí eu vou passar
E a Grande Rio vem comigo, saravá

Quem sou eu... Quem sou eu?
Tenho o corpo fechado  (bis)
Rei na noite sou mais eu!!!

 

1993

ENREDO: No mundo da Lua
COMPOSITOR(ES): Nêgo, Jacy Inspiração, Mais Velho, G. Martins, Dicró, Juarez Dy Calvoza, Adão Conceição, Carlinhos P2, Rocco Filho e Ronaldo

Do mundo encantado de Jaci
Nessa aquarela a Grande Rio é a tela
Vem do céu...
Pra se refletir nesta folia
Oh!
Doce fonte de inspiração
Influenciando no destino
Um toque de astrologia
No mistério e na magia

Ô luar, ô luar (ô luar)
Vem pratear a nossa rua  (bis)
A semente da fartura semear
Virar o mundo de bumbum pra lua

Nos mares, cachoeiras e cascatas vem se banhar
Eu queria ser um astronauta pra te alcançar
Tu és a vida na beleza dessas matas
Tu és a sorte para quem acreditar em ser feliz
Quem me dera um dia no teu colo
Cantar, sorrir, sambar, brincar
E no encanto do seu mundo vai
Tornando tantas mentes aluadas
Como é gostoso se adoçar no mel
Em noites enluaradas
Salve Ogum D'Ylê
Na imaginação de um guardião
É lindo ver a tua imagem
Encantando a multidão

Clareia Didinha
Teu mundo taí  (bis)
A festa é nossa hoje na Sapucaí

 

1992

ENREDO: Águas claras para um rei negro
COMPOSITOR(ES): G. Martins, Adão Conceição, Barbeirinho e Queiroz

É hora de seguir com fé
E pedir axé, para o deus maior
Chega, de violência, sofrimento e dor
O pelourinho ainda não findou
Para os ocultos opressores da nação
Há de ser um negro rei, para purificar
Nossa libertação com as águas de Oxalá
Sapucaí, meu quilombo (vou cantar)
Grande Rio é a bandeira (vou lutar)
se é isto que nos resta
Vamos fazer nossa festa
Nos costumes de além-mar

Tem frutos da natureza
É bom demais  (bis)
Vamos dar em oferendas
Para o rei dos Orixás

Todo mundo quer saber, quer saber
Da real libertação
O anseio de um povo
De nascer um Brasil novo
Livre dessa servidão
Será, que quem traçou nosso caminhos
Deixou outro pergaminho pra nova libertação
Voa divina pomba da paz, igualdade vê se traz
Para todos eu espero
E quando esse milagre então fluir
Todos vão se juntar se produzir
Nas cores verde e amarelo
(Porque)

Para ser livre
Nunca é tarde demais  (bis)
Onde há fé e esperança
A crença não se desfaz

 

1991

ENREDO: Antes, durante e depois, o despertar de um homem
 COMPOSITOR(ES): Ventura, Andrade e Leovenir
 
 De um raio de luz brilhou a vida
 Gerando um paraíso sem igual
 O homem primitivo não sabia
 Desfrutar das regalias
 Tecendo assim o irracional
 E na ilusão do cavalgar
 Guiado pelas mãos das ambições
 Sufocando os direitos
 Sem pudor com preconceitos
 Construiu os seus brasões
 
 Gafanhotos viram mísseis
 Vírus bem alimentados  (bis)
 São os frutos da maldade
 Pelo mundo espalhados
 
 Da força fez a taça do poder
 Galopando um horizonte irreal
 Usando o vigor e a rebeldia
 O que mais ele queria
 A submissão universal
 Ao perdurar as incertezas
 Chora a Mãe Natureza
 Uma sinfonia de amor
 Despertando o sonhador
 Pois o bem venceu o mal
 Brindando nesta festa colorida
 O florescer da nova vida
 Sonhando com a paz universal
 
 Gira baiana
 Gira o Sol e gira a Lua  (bis)
 Gira o girar do tempo
 E a Grande Rio continua

 

1990

ENREDO: Porque sou carioca
COMPOSITOR(ES): Adão Conceição, G. Martins e Barberinho

Depois de Cabral
Era preciso o paraíso conquistar
Mas o índio em pé de guerra
Manchou de sangue a terra
Flechando Estácio de Sá
Malandreou e não deixou se escravizar
Era um continente para se explorar
Aproveitar a natureza
Matas Virgens e o rio Carioca
Onde a nação Tamoio
Cultivou sua beleza

Ayimberê morreu no mar
Foi a glória o invasor, ô ô ô ô  (bis)
Depois da casa de pedra
O branco cariocou

Dessa mistura de raça
A mulatinha gerou
Propagando esta massa
Com seu jeito gozador
Gente que é otimista, versátil, esportista
Festeira e feliz
Com talento e euforia
E um humor sem igual
Embaixador da alegria
Ensina ao mundo a fazer carnaval

Ah! Meu povo
Somos cariocas da gema do ovo  (bis)
É tão feliz se sentir
O dono da festa na Sapucaí

GRANDE RIO

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