ACADÊMICOS DO CUBANGO

SAMBAS-ENREDOS

 

2007

ENREDO: De fio a fio na Real, pa-ra-lá, pa-ra-alí - Paracambi
COMPOSITOR(ES): Arthur Bernardes, Sardinha, Junior Duarte, Carlinhos da Penha e Edson Carvalho

Terra dominada pelos índios
Local de caça e pesca
no rio dos macacos minha origem nascerá
Na colonização, o Jesuíta construindo faz brotar
A nova "luz", para ao futuro me guiar
Fazenda santa cruz o meu pilar
O bravo bandeirante desbrava o meu chão
Em busca de riquezas naturais
A caminho das minas gerais
Na força de uma raça, lamento e escravidão
O ciclo do café enriquecendo a região

E nesse vai e vem, de lá pra cá
Lá vem o trem pra estação  (bis)
Com o progresso da industrial revolução

O imigrante ao chegar
Se encantou foi divinal
Foi erguendo seu mundo
Na Cia. Têxtil Brasil industrial
"De fio a fio na real", teci o amor no coração
Qualidade de vida em meu berço
É cultura da população
Em minhas matas "verderjar",
Em águas claras me "banhar"
Na fábrica de sonhos "despertar"

Eu sou "Cubango" amor ôô
"Paracambí" meu bosque em flor   (bis)
Um canto vai ecoar, o curió faz-se ouvir
De verde e branco na Sapucaí

 

2006

ENREDO: Na magia da escrita, a viagem do saber!
COMPOSITOR(ES): Diego Nicolau, Marcelo Camões, Gustavo Soares, Luciano Tinoco e Bruno Derani

Vai minha imaginação
Voa com o livro ao infinito
Deixa essa máquina do tempo
Decifrar cada momento
Desse sonho tão bonito
Mergulhei...
Nessa magia, me tornei aventureiro da ilusão
Me fiz, um viajante das constelações
Achei no brilho das estrelas, o caminho
Para novas civilizações

Viajei, e na ciência encontrei
Fonte de conhecimento  (bis)
Vi o "mal" explodir
Surgindo assim o clamor
Que a natureza, preservou

Sou herói em contos de amor
Sonhos trago na palma da mão
A sabedoria é uma arte divinal
Passa geração a geração
Virá, um verso lá do céu
E fará no papel, a obra "imortal"
Renascerá...
Um novo mundo repleto de paz
Na liberdade que eu sempre quis
Escrevo um final feliz!

Eu vou viajar nas asas de um livro
Pra construir um universo ideal  (bis)
Contando história, nessa passarela
Cubango faz seu Carnaval

 

2005

ENREDO: O fruto da África de todos os deuses no Brasil de fé...Candomblé
COMPOSITOR(ES): Flavinho Machado, Rogerão, Gilberth de Castro, Rubinho e Carlinho da Penha

Surgiu, no raiar de um novo dia
Nasceu, no solo fértil da mãe África
A nação guerreira, Yorubá
E hoje a Cubango vem mostrar
Com braços fortes e valentia
Oduduá se fez senhor
E o destemido Oranian rei de Oyó
Criou a suprema dinastia
Bravos na luta
Não se entregavam jamais
Nas suas crenças e seus rituais
Cultuavam as forças naturais

Do pranto à união, um canto em oração
Que o ideal da liberdade  (bis)
Não seja ilusão

E nessa “viagem”, surge a imagem
De um “mundo” promissor
Em nosso chão a reunião de tradições e louvações
As sementes floresceram na sagrada Bahia
Na casa branca do engenho velho
Em Salvador de todos os orixás
O Candomblé ergue o seu império
A chama que não se desfaz

O toque do tambor, embala minha fé
Salve a nação Nagô  (bis)
Raiz do Candomblé
Auê yorubá auê
Agô alafiá axé

 

2004

ENREDO: Cubango é Shopping, no mundo do toma lá, dá cá
COMPOSITOR(ES): Fábio Gomes, Fernando Gaguinho, Gegê, Aderbal e Délio

Cubango dá um toque de magia
Do troca-troca ao camelô, oô
As caravanas, a feira livre, loja de rua
E o comércio se instalou
A muito tempo antes de Cristo
Hoje se informatizou
Vender é arte e não há quem disfarce
O dom de ser vendedor
Olhe nossa vitrine e se ilumine com o esplendor
Apaixonado eu sou e neste dia eu vou
Dar um presente pra agradar o meu amor

Já que a data é especial
Aproveite a promoção  (bis)
Vale cheque pré-datado
Crediário ou cartão

Bem vindo à praça de alimentação
Um chope pode ser uma opção
Teatro cinema e cultura
A beleza é postura
O shopping é sedução
Tem área de lazer, presente pra você
E esse show eu não vou perder

É um sonho
Hoje eu fui sorteado  (bis)
A verde-branco na avenida
É um shopping iluminado

 

2003

ENREDO: Cândido Mendes, um século de paixão na história da educação
COMPOSITOR(ES): Quinzinho, Eduardo Poeta, Eduzinho, Lênio da Cotia e Sardinha

Na Bela Época
O charme do meu Rio encantou
E na sedução da História
A Academia de comércio despontou
Uma geração cristã, guerreira
Trazia um sonho lá do Maranhão
Nas asas da nobreza abençoada
Iluminada... Ensina que eu viajo na emoção

Eu vou ao paço...
Que eu não passo sem você
Tradição e liberdade, vem ver

Pioneira na economia
Prêmio latino de comércio exterior
Faz direito que é direito
Justiça a um povo que merece ser doutor
No silêncio da Nação
Palavra é crença, a Bandeira tremulou
Sob a força da opressão, uma voz não se calou
África, Oriente... Centro de estudos sem igual
Cultura faz quem sabe a arte
Espaço infinito, o destino é social
No meu olhar vai brilhar a jóia rara
A Universidade mostra a cara
Hoje, o centenário é carnaval

Vem, meu amor eu vou...
Pós-graduar paixão
SOU CUBANGO, sou Cândido Mendes
Cem anos de educação

 

2002

ENREDO: África, o exuberante paraíso negro
COMPOSITOR(ES): Jacy Inspiração, Celso Tropical, Rogerão e Gilberth Castro

Tão linda igual a cor da noite
Pureza simboliza a raça
Nesse paraíso exuberante
Onde a natureza é divinal
Doce fonte de riquezas que seduz (bis)
A força da mensagem cristalina
Que o negro traduz na fé
Na crença, no rito e na reza
Momentos de pedir axé
Nas oferendas em louvor aos orixás
No ecoar do toque do tambor

O negro canta, o negro dança
Esperança de um tempo promissor  (bis)
Com inteligência e a imaginação
Desperta o poder de criação

A beleza do artesanato
É o retrato que fascina a multidão
É arte, é cultura e poesia
Obras desta raça milenar
Multicolorindo o dia a dia
A gente não se cansa de exaltar

Ilu-ayê mãe África
Negra forma de viver  (bis)
Ago-iê mãe África
Hoje a Cubango é você

 

2001

ENREDO: A Cubango mostra a tua raça, Niterói é teu berço, a cidade te abraça
COMPOSITOR(ES): Flavinho Machado, Rogerão, João Belém, Paulinho Hadad, William e Juarez, Maurilinho

Quando o sol iluminou a arena da folia
Um guerreiro anunciou o duelo de paz e alegria
Veio de lá da Grécia milenar
Como passei a me chamar
Minha cultura, minha arte é soberana
É de origem africana
Tenho orgulho do que herdei de um rio de Angola
Meu pavilhão, é meu tesouro real
Minha paixão maior, é o Carnaval

Eu sou batuque, sou raça
Negritude é hora de sorrir  (bis)
Nesta festa que congraça
Todas as raças na Sapucaí

Meu verde...
Lembra dessas matas, desse meu Brasil
Branco estandarte de encantos mil
Sementes de bambas plantei
O mais puro samba cantei
Cidade sorriso, do índio guerreiro
Sou a Cubango simplesmente
Desfilando em seu louvor
Trazendo este samba de presente

De Niterói sou raiz
Da fina flor do samba verdadeiro  (bis)
Aqui vai meu abraço feliz
Pra você, oh Rio de Janeiro

 

2000

ENREDO: Por uma independência de fato
COMPOSITOR(ES): Celso Tropical, Rolian do Cavaco, Pepê, Williane e Altair

"Gigante pela própria natureza"
Ainda menino se deixou sonhar
Um grito às margens do Ipiranga
Literatura e dragões na Aquarela
Quem sabe faz a hora, é o despertar
"Por uma independência de fato"
É um ato pra se libertar

Velas ao vento
Caravelas, sofrimento e o lamentar  (bis)
Para a esperança iluminar

Ganga-Zumba, grande rei Zumbi
Palmares "inda" ecoa por aqui  (bis)

Oh! Mulher, o sutiã em chamas
Em teus seios, a liberdade
Espaço é condição humana
Vestido de noiva em cena
Na arte, a bravura
Teatro, Tropicália e cinema
A independência da cultura
Folia sem repressão, erradicado o mal
São três dias de alegria
A magia do meu Carnaval

Sou Cubango, sou felicidade
Meu sonho eu fiz verdade  (bis)
Guerreiro da liberdade

 

1999

ENREDO: Tempero - Uma pitada na história
COMPOSITOR(ES): Eduardo Poeta, Mário di Minas, Quinzinho, Jo Ennes, Lênio da Cotia e Eduzinho

Por "mãos divinas"
Teci minha sina em uma era milenar
Sou o "sal da terra"
Planta de cheiro, sou erva
Temperei com feitiço
Deu rebuliço, sedução
Dei um toque de magia
Fiz arder seu coração

"Tirei onda" de tesouro, encantei
Tem capricho nesse molho, vem provar  (bis)
Fui jardim, curei
Eu sei, nobreza coroar

Disputado por nações
Riqueza de um poeta iluminado
Um mistério do oriente
Pelo velho mundo cobiçado
Um dia, a luz se apagou
De heresia que em "trevas" se ocultou
Renasci... naveguei...
Ao novo mundo mostrei meu sabor
Mistura na cor, gosto, raça e raiz
Receita que me faz feliz

O aroma me chamou... me leva
Me leva, que tempero é de iaiá  (bis)
Cubango põe água na boca e galera
Faz carnaval com um gostoso paladar

 

1998

ENREDO: Nausicaa - A odisséia cubanga dos verdes mares
COMPOSITOR(ES): Boró, Márcio Souto, Huguinho Fernando de Lima e M. André

Em verdes mares baila a poesia
Lá vou eu desvendar
Fazendo uma odisséia na avenida
Deságua minha luta pelo mar
De lá pra cá
Daqui pra lá
Vou navegar
No reino de Netuno
No fundo desse mar
A beleza encontrar
E com povos navegantes
Oceanos conquistar

E a poluição
Quem não viu  (bis)
Riquezas desse mar, destruiu
Nosso alerta assim surgiu

Salve as nossas águas cristalinas
Os rios, mares e baías
Pesquisadores, alquimistas
E hoje o ideal é preservar
A fauna e a flora
Um banho de mar
Sambando nas ondas
Minha escola vem cantar

É nessa onde que eu vou
Eu vou, eu vou  (bis)
Vem nessa despoluir
Cubango na Sapucaí

 

1997

ENREDO: Nos pontos de nossos contos
COMPOSITOR(ES): Marcio Souto, Márcio André e Boró do Porto

Vem ser criança vem
Neste carnaval
São livros abertos de pura magia
Ilusões desfilando na avenida
Libertando um furacão de alegria ôô
Nesse mundo de encanto e fantasia
Vem sonhar, lembrar
Das histórias da vovó, amor
Que os pontos são poemas na canção
E os contos se revelam neste chão

Vem comigo vem brincar (vem brincar)
Levantar o seu astral (que legal)  (bis)
E no faz de conta aprender
O que é o bem e o mal

E assim o teatro infantil me levou
Lindo universo de luz e de cor
Mágica do amor, lendas e mitos
Castelos e tesouros escondidos
Eu vou, no disco voador
Viajar na imaginação
Do escritor que não pára de criar
Meu samba vem te homenagear

Lá vem Cubango, canta meu povo
Lá vem raiz  (bis)
Juntando os pontos, dos nossos contos
Fazendo um sonho tão feliz

 

1996

ENREDO: Dos brasões do Reino de Portugal ao esplendor da Bandeira Nacional
COMPOSITOR(ES): Henrique Inspiração, Paulinho Degrau, Huguinho e Maneco

Quando a Idade Média despontou
Renasceu um novo dia
Brilharam os brasões
Que enalteceram... A nobreza
Vem nas ondas como herança
Ordem de Cristo e minha esperança
Com o poder da esfera armilar
E os sete castelos dourados
Um grande Reino foi criado

A pomba branca do divino
Bumba-meu-boi, maracatu  (bis)
Meu folclore em aquarela
Aconteceu de norte a sul

Foi riscada neste chão
A liberdade sonhada
Anseios de um povo
Oh! Pátria amada
Em meio a tantas bandeiras
Erguidas no país
Surge a soberana
Sob um céu azul anil
Ordem e progresso, Brasil

A fé que me leva (oi)
Me leva ao infinito  (bis)
Meu brasão é o coração
Minha bandeira é minha paixão

 

1995

ENREDO: Da aldeia de São Lourenço a Niterói, a cidade sorriso
COMPOSITOR(ES): Ismael do Nascimento, Odir Sereno e Rolian do Cavaco

Minha aldeia era um lindo paraíso
De um eterno sorriso que jamais se viu igual
Araribóia, fundador dessa cidade
Que me enche de vaidade, foi também Vila Real
Nasce a cidade litorânea
Com orgulho a gente ama, batizada Niterói
Onde tudo é belo e natural
Os imigrantes fixaram residência
E D. João se fez um grande anfitrião
É tudo alegria
Em plena luz do dia

Na festa do 'beija-mão'
A vila virou cidade  (bis)
Um sonho realizou
Ficou cheia de vaidade

Porque se emancipou
Com a ajuda de D. Pedro
Tudo nessa terra se expandiu
A indústria foi crescendo
O comércio aparecendo
Sendo um marco no Brasil
De lá pra cá, daqui pra lá
A barca da Cantareira
Chegou o grande dia
É pura cantoria
Bate o bumbo Zé Pereira
As Sociedades
Entram pra história do Carnaval
Nascem as primeiras Escolas
O sambista deita e rola no desfile principal
Tem a Cubango e Viradouro na avenida
Neste duelo foi o povo quem ganhou
Niterói se sente vaidosa
Mais bonita e orgulhosa onde só existe amor

A cultura e o esporte a evoluir
Niterói hoje é Cubango na Sapucaí  (bis)

 

1994

ENREDO: Ao mestre com carinho - Homenagem a Fernando Pamplona
COMPOSITOR(ES): Maneco, Rogerinho e Huguinho

Eu vou sorrir para a saudade
Olha eu aí...
Sou a felicidade
Não sou a maior, nem tão pouco a melhor
Eu sou Cubango
Eu sou do povo
Estou aqui, trago um sorriso novo
Pioneiro, teceu sua arte
No barracão, deu vida ao estandarte
A chama da paixão moldou Palmares
E surgiu...
Um menino campeão
Espelho de uma geração
Quando não se tem o que se quer
Usa-se a imaginação
Põe-se no papel, cria-se então
É tudo uma grande emoção

Vem, ver amor... Ver Fernando
Um talento, um esplendor  (bis)
Vem, ver amor... Que a vida passa
Mas Pamplona não passou

Lindo é ver
No horizonte um novo amanhecer
De esperança e paz
Eis a nossa homenagem
Ao mestre dos carnavais
Meu cantar, vai ecoar
No céu, no mar, no ar
Então eu vou te ver feliz
Envolvido no meu manto
Pois você é a raiz

Eu vim cantando, eu vim cantando
Pra mostrar como é que é  (bis)
Trago no samba, trago no samba
Minha força e minha fé

 

1993

ENREDO: Do fogo às águas, recriando a terra
COMPOSITOR(ES): Maneco, Chico e Bujico

Quando a Terra
Girava na imensidão
Era bola incandescente
O iniciar da criação
Deus Leba indiferente
Assistia o padecer de sua gente
Aí surge Olufã, deus maior
Com piedade e seu amor profundo
Cria uma estrada para um novo mundo
Põe Ogum de guardião
E para anunciar um novo dia
Xangô, para o bem e o mal avaliar
E Obaluaê para curar

Atotô Obaluaê, Atotô ê ê
Atotô Obaluaê, Atotô ê ê  (bis)

E para criar as matas
Vem Oxossi caçador
Para lavar as profundezas
Levar todo o sinal de dor
Oxum, sublime deusa do amor
A fertilidade infinda,
Cobre o manto verde do mar
E a procriação da vida,
É a força de Iemanjá
Resplandece o amanhã,
Ressoam as trombetas
Vai pai Olufã levar a paz
A outro planeta

É Jure Ebá, é Jure Ebá
Canta a Cubango em seu louvor  (bis)
Epa babá, Epa babá

 

1991

ENREDO: Terra de Santa Cruz, dos abacaxis e dos filhos-da-fruta
COMPOSITOR(ES): Eduardo Poeta, Mário Di Minas, Quinzinho e Sardinha

Vem dos tempos da monarquia
A anarquia neste meu país (dos abacaxis...)
Seu Cabral só não previa
Que tanta patifaria estivesse por um triz
Em meio a tanta riqueza
Caminha escrevia ao rei de além-mar

A terra é santa
O que se planta dá... pra explorar  (bis)
Laiá Laiá...

Oi... "Esse coqueiro que dá coco"
Dizia na aquarela o Ary
Mas, coqueiro brasileiro  (bis)
No sufoco, pode dar abacaxi 

Nordeste do frevo, do maracatu
Escandalosa, a mandioca deu rebu
Vem de lá... Os minérios de Carajás
Onde está nosso tesouro
Onde é que foi parar
Arrancaram nosso couro
Multi-mistério de ouro
As oferendas à Bahia vou levar

Carmem Miranda, alô, alô, taí...
Roda baiana em verde-e-branco a sorrir  (bis)

Os índios perdem suas terras
Cansados de guerra com o branco explorador

Lá em Minas Gerais
Pedras preciosas nunca mais  (bis)
Vem a Cubango amargando o abacaxi
Dos filhos-da-fruta na Sapucaí

 

1989

ENREDO: Dançadas
Autor: Zequinha

Apresentamos neste carnaval
Em cenário de sonhos e de fantasias
As mais belas danças brasileiras
Nesta apoteose triunfal
Que maravilha, que fascinação
Ao rever folguedos e bailados
Com muita beleza e sedução
 
É no frevo que eu vou brincar
Em Recife ou em Salvador  (bis)
Entre blocos e pastorinhas
Com muito brilho e fulgor

De origem africana
Veio o maracatu
Das folias, o reisado e o Bumba-meu-boi
E os moçambiques
Entoando sempre o seu cantar
Ogum, obá... Oxun-marè, Ilê
No candomblé são Orixás
Olha o berimbau, rabo-de-arraia e bananeira

Ô abram alas para ver a capoeira
Samba
Que ao mundo inteiro faz vibrar  (bis)
E todo povo se encanta
Orgulho da nossa cultura popular

 

1988

ENREDO: Ave Bahia, cheia de graça
COMPOSITOR(ES): Heraldo Faria e Flavinho Machado

Axé, Axé
Deseja a Cubango  (bis)
A todo o povo que tem fé

Oh, legendária Bahia
De mistérios e rituais
Quando os atabaques anunciam
A semana dos Orixás
Exu, o mensageiro e Omolu, o curandeiro
São cultuados na segunda-feira
Em nova aurora vem Ogun guerreiro
Na quarta tem Xangô, grande orixá nagô
E Iansã dona dos ventos
Bela como a manhã
Yalodê, Oiá... Afè, fè, Oiá (bis)
Resplandece um novo sol
Com Oxóssi e Oxun
Ela, deusa menina, ele, Rei de Ara-Ketu
Na sexta reina Oxalá
Filho de Olorum e o maior dos orixás
No sexto dia o canto de magia
Yemanjá (Yemanjá...) A princesa de Aiocá
E no domingo Nanã-Burukè acende a esperança
Com Ibeji, divindade da criança

Auê, Auê... Auê, Auê
Ave Bahia Cheia de Graça  (bis)
Agô-iê, Babá, Okê

 

1987

ENREDO: O encantamento de Soboadam
COMPOSITOR(ES): Sardinha, Rolian do Cavaco, Ribeiro e Gira

A passarela
Hoje é o Palácio encantado de Xangô

Abrindo os portais
Exu e os guardiões  (bis)
Recebem as nações
Iabás, Iabás, Iabás

Orantos incrustados exibiam os Orixás
Ecoam batais e berrantes
Surgem então fascinantes
O Deus de todos Orixás
Oxalá
Nem o mar (Nem o mar...)
Com suas belezas divinais
Alegrou a Oxum
Foi preciso recorrer a rituais
Entre raios e trovões
Feitiço e magia
Soboadam encantador aparecia
É canto, é dança
Os negros no atabaque a rufar
Oxum dengosa e faceira
Ijexá
Consagrou Soboadam
Na mais bela lenda de Orixás

Alaafim yó, rei de Kossô
Grande Orixá, Xangô  (bis)

 

1986

ENREDO: Vamos ao teatro
COMPOSITOR(ES): Sardinha, Rogerinho, Rolian do Cavaco e Gira

Abrindo
As portas da cultura
No Brasil ele surgiu
Trazido pelos padres jesuítas
O teatro então evoluiu
COMPOSITOR(ES) e atores, personagens teatrais
Deixaram suas marcas neste meu país
Com suas obras imortais
Ceci, Peri, amor e paixão
Vividos em O Guarani
A comédia que nos faz sorrir
O rebolado com o show de travestis

"É fogo na Jaca"
"Bububu no bobobó"  (bis)
Vamos ao teatro
Curtição não tem melhor

Mostrando a todos seu valor
O teatro infantil
Com seus aprendizes no tablado
Encanta todo este Brasil
Na dramaturgia
Zé do Burro é o personagem principal
Caminhando sete-léguas para a morte
Em busca de um ideal

Ô baiana... gira na roda
Amarra a saia c'oa paia da cana  (bis)

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