SAMBAS-ENREDOS
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2007
ENREDO:
O tempo que o tempo tem
COMPOSITOR(ES): Marcelo Borboleta, Charuto, Ditão, Valdir
e Fernando de Lima
Quanto tempo o tempo tem?
Perguntas trazem meus versos
Nem a ciência conseguiu nos explicar
Nas mãos divinas as origens do universo
Há mais de 15 mil anos a humanidade busca respostas
Nascer e pôr-do-sol... Definiram o dia
A semana e o mês, a astrologia
Tempo me escravizou, virei robô
Fez meu mundo girar, bem devagar
No tique-taque das horas (bis)
Nosso samba virá história
E jamais vai se apagar
Os relógios surgem despertando a inteligência
Calendários marcam o início de uma existência
Povos construíram suas tradições
Nos astros eu previ várias paixões
Tempo, nossa vida em suas mãos
Voa e leva meu coração
Quero mais ser feliz, bem feliz!!!
Se o tempo é um mistério, quem saberá?
Me diga do futuro, deixa "pra" lá (bis)
Deus Cronos me responda: quem te seduz?
Tempo... É Santa Cruz!!!
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2006
ENREDO:
Liberdade, igualdade e fraternidade - Um sonho
chamado França
COMPOSITOR(ES): Doutor, Marquinhos Bombeiro, Ditão, Eli
Penteado e Fernando de Lima
Mergulhei na história
Luta por vitórias marcam a existência do país
Da revolução nasce o progresso
Aí o povo vive mais feliz
Cante a liberdade, a fraternidade, igualdade
Esse lema é imortal
França dos pintores, poetas, escritores
Pólo da cultura universal
Vem meu amor, me abraça
Vem sonhar (bis)
Belos cafés, velhos cabarés, cassinos
Só Paris nos dá
Oh! Quanto glamour
Vien mon amour para conhecer
A Torre Eiffel, perfume, alta costura
Culinária, que loucura
Queijos, vinhos dão prazer
Na estação das flores renascer
Hoje eu vou bailar sob a luz das estrelas
Vem amor que tudo é festa
Vamos lá conhecê-la, vem sonhar
Deus Baco, vou me embriagar
Ah! De tanto amar (bis)
Na fantasia de Debret descobri você
Hoje Santa Cruz é França, coração balança
Lindo é reviver
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2005
ENREDO:
Rio - conquistas e glórias de uma cidade de histórias
COMPOSITOR(ES): Ditão, Marquinho Bombeiro, Doutor, Eli Penteado, Fernando
de Lima, J.Charuto, M.Borboleta, Careca, Rafael e Valdir
Paiva
Hoje viajei na poesia
Quanta magia vamos juntos descobrir
Rio de conquistas e de glórias
Vou contar suas histórias
Nesse eterno patropi
Logo após o descobrimento
Aventureiros de além-mar
Chegaram nessas terras
Vieram conquistar
Pisaram nesse chão
Estácio de Sá
Fundava São Sebastião
Orgulho, uma paixão
É nesse porto que eu vou amor
Ciclo do ouro me faz sonhar (bis)
Das obras à escravidão
Nas ruas evolução vai rolar
E nos trilhos do progresso
Cochos, diligências, lampiões à gás
O desenvolvimento da imprensa
Política, cinema um mundo de ideais
Hoje eu quero amor e paz
Rio, berço de tantas fantasias
Leva meu samba a poesia
Tu és o palco universal
Brinca no meu carnaval
Eu vou cantar esta cidade tão linda
Brindei a felicidade infinda (bis)
Sou contente! Competente, sou legal
Sou carioca! Sou o carnaval
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2004
ENREDO: Nas
paginas do Brasil, Santa Cruz escreveu sua história
COMPOSITOR(ES): Ditao, Marquinho Bombeiro, Doutor, Eli Penteado e Fernando de Lima
Vamos viajar
E retratar em poesia
As origens deste chão
Fascinação, pura magia
Depois da colonização
Foi fincado neste solo
Um símbolo de paz
Era a Santa Cruz, abençoada, imortal
Patrimônio cultural
O clero gerou riqueza
A ponte Guandu, represa (bis)
Abri a comporta das recordações
E desagüei as emoções
Você foi
pioneira em orquestra e coral
As correntes quebrou afinal
Libertando o Brasil (Brasil)
Jóia que o amor poliu
Mergulhei meus sonhos em tua baía
O correio no país nascia
És a cidade industrial
Princesa do meu Carnaval
Pintei
de amor meu coração
Deixei entrar a sedução (bis)
Brindo esta terra que a história traduz
Santa Cruz
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2003
ENREDO: Do
universo teatral à ribalta do carnaval
COMPOSITOR(ES): Doutor, Eli Penteado, Jorge Charuto, Marquinho Bombeiro e Fernando
de Lima
Vem contracenar
Mesclar verdade e fantasia
Esta cultura milenar
Que vem dos deuses
Traz um mundo de magia
Anjos do bem e do mal
Na era medieval, que sedução!
Estrelas de luz
O artista traduz emoção
Tem
pierrô e colombina,
amor
O circo encanta, me fascina, chegou (bis)
Encena o sonho, abre a cortina, eu vou
Olha, o show já começou
Lindo é descobrir
Toda a magia desta arte universal
Veio do Ocidente até o lado oriental
Brilha, meu Brasil
Tablado encanta
Doce mundo de ilusão!
Salve o sentimento do artista
Que invade a lama do sambista (bis)
E alegra o coração
É Santa
Cruz, pode aplaudir, alto-astral
O nosso show hoje é aqui, mundial (bis)
Você faz esta festa, chegou a hora é Carnaval!
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2002
ENREDO: Papel
- Das origens à folia - História, arte
e magia
COMPOSITOR(ES): Doutor, Jorge Charuto, Eli Penteado, Fernando de Lima e Pepê
Folheando a história
Do papel me apaixonei
Das origens a folia
Com sua arte e magia
Delirei...
Lá pras bandas do Egito
O papiro então surgiu
No Oriente e no Ocidente
Este sonho
seduziu.....
No
papel se fez canções
de amor
Deu ao homem seu real valor (bis)
Gerou a riqueza a arte encantou
Brindou com a sorte o sonhador
Nas asas...
Nas asas da imaginação
Recriei....
Do papel eu fiz brinquedo
Revelei tantos segredos e amei
Vem cantar...
fazer o nosso amanhã florir
E reciclar a consciência
O futuro vai sorrir
Minha escola é a luz
Que nos conduz
Novo mundo descobri
Joga
confete e serpentina
Vem brincar (bis)
Uma folia em cada esquina
Vem sambar
A Santa Cruz canta levanta o astral
Faz seu papel no carnaval
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2001
ENREDO: Mário
Lago – Na rolança do tempo, uma vida
de histórias
COMPOSITOR(ES): Da Roça, Luiz Carlos Fininho, Henri, Ditão e Luizinho
Andanças
Brilhou no cenário do samba
A estrela de um bamba
Que hoje é o meu cantar
Mário Lago é poesia
Que a academia vem mostrar
Ao som do batuque cresceu
No foco da boêmia
Fez da bola uma paixão
Tricolor de coração
Pra onde
vou?
Nessa viagem ao passado (bis)
Vou rever os seus amigos
Nos cafés da Ouvidor
Bom conversador
Criador da mulher de verdade
Que o cordão do Bola Preta
Ainda canta pelas ruas da cidade
Ó aurora, não
quero chorar
Atire a primeira pedra (bis)
Quem não sabe amar
Jornalista, escritor
Nacionalista contestador
O teatro de revista
Consagra o artista
Oh! Quanta emoção
No rádio e na televisão
E na rolança do tempo
Ainda arde a chama que inflama seus ideais
A sua arte é magia
Que inebria e encanta a multidão
Vou
nas águas desse mar
Meu senhor! (bis)
Quem pensava em te calar
Não calou!
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2000
ENREDO: Brasil
do extrativismo à reciclagem 500 anos de riquezas
COMPOSITOR(ES): Dito Foguete e Carlinhos Moleque
Canta meu gigante e encanta
Sua flora e sua fauna me seduzem
É lindo deslumbrar tanta beleza
Nas terras de Santa Cruz
O índio desfrutou com sapiência
Das nossas riquezas naturais
Do chão que o africano cultivou
Brotaram viçosos cafezais
Lá se
foi pau Brasil
Homem branco explorou (bis)
Ouro e pedras preciosas
Bandeirante encontrou
É...
tempo
É tempo de tecnologia
O progresso se alastrou
A máquina substituiu o homem
É a era do computador
Na arca do sonho viajei
Reconstruí e acreditei
E lá vou eu criando e reciclando
Pra um novo milênio acordei
Hoje é dia de festa
Eu também quero brincar com meu amor
Meu pavilhão é paz e esperança
De um futuro promissor
Brasil, Brasil, oh meu Brasil
500 anos de riquezas (bis)
Um grito de alerta ecoou
Em defesa da mãe natureza
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1999
ENREDO: Abraham
Medina em noite de gala
COMPOSITOR(ES): Pepê, Carroça, Marcelo Porquinho e Charuto
Amor! Tá chegando a hora!
Chama a vizinha que o show vai começar!
Vai ligando a TV e arraste o sofá que eu quero sambar
É "noite de gala"! Santa Cruz vai desfilar!!!
Eu vim de lá pra cá! O Rio eu fiz brilhar
E dei pro povo arte, vida e emoção
Sou alegria eu sou! E pra folia eu vou!
Sou "Rei da voz" no sonho da televisão
Quem quer TV
Tá na loja pra comprar! (bis)
Tá na loja pra vender!
Tô guardando pra você!
(Ai
que saudade)
Ah!
A saudade hoje está no
ar
O meu show vai continuar
Vem me aplaudir
Ontem era preto e branco
No meu sonho eu colori
Vou vender ilusões na tela da Sapucaí
Eu quero festa!
Quero brilho e serpentina
Pra saudar Abraham Medina (bis)
E dizer que sou seu fã!
Quero balé!
Quero "IV Centenário"
Pra brindar aniversário
Santa Cruz foi campeã!!!
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1998
ENREDO: O
exagerado Cazuza nas terras de Santa Cruz
COMPOSITOR(ES): José Luiz e Cláudio Carioca
Clareou! Uma estrela vem surgindo!
O poeta está sorrindo e pede bis
Pro dia nascer feliz
Viajando... no sonho de fantasias
Anjos do bem e mal querer,
Beijos e fadas no amanhecer
Poeta
do amor
te chamo minha flor (bis)
Daqui até a eternidade
O codinome beija-flor
Vago
na lua deserta, das pedras do Arpoador
O tempo não pára
Num clipe sem nexo, um pierrô-processo
Meio bossa nova e rock'n'roll
Enquanto houver a burguesia
Não vai haver poesia
Ser teu pão, tua comida
Ideologia eu quero uma pra viver
Barão Vermelho canta um conto de emoção
Promessas malucas
Curtas tanto quanto um sonho bom
Alô Cazuza!
Exagerado no samba chegou (bis)
A Santa Cruz hoje faz parte do seu show
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1997
ENREDO: Não
se vive sem bandeira
COMPOSITOR(ES): Carroça, Pepê e Carlinhos 18
Santa Cruz vem desfilar e levantar sua bandeira
Abre o manto da ilusão, da emoção tão brasileira
Meu samba é azul e belo, verde-amarelo, "branco-redentor"!
A ordem é do Rei, o progresso da folia!
Canta de alegria!...
Na bandeira da arte eu vou
Te dar meu estandarte, amor!
Vem sacudir o meu desejo
Meu beijo vai te balançar!
Roda baiana, porta-bandeira!
Roda e me faz feliz!
Te quero pendão! Te quero país!
Na "chama" do meu coração!
Zazueira,
zazuê!
Vou de bandeira, vou brincar o carnaval! (bis)
Ê! Ê! Ê!
Zazueira, zazuê!
Não dá bandeira, vem pintar o meu astral!
Brilha muito, brilha tudo, brilha mais!!!
Na dança das estrelas o teu céu brilha
de paz!
Teu chão tem a flor da esperança
O ouro que balança e agita os mortais!
Um amor "não se vive sem bandeira"!
Sem você eu não consigo mais vibrar!
Quero viver, vem tremular!
Ao ver a Santa Cruz passar!!!
Se "liga", que eu tô aí!
Tô cheio de felicidade! (bis)
A festa das bandeiras
Vem sacudir!
Vem agitar essa cidade!
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1996
ENREDO: Ribalta,
sonho, luz e ilusão
COMPOSITOR(ES): Hugo Reis
Viajando pelo mundo
Buscando a minha felicidade
Fiquei fascinado pela arte
Pois vi show em toda parte
Nos palcos de grandiosas cidades
Das touradas em Madri
Aos cassinos de Las Vegas
Tudo era sedução (sedução, sedução)
Uma Grécia tão antiga
Gladiadores em bigas
Aclamados pela multidão
Tem
tradição milenar
No Oriente (bis)
China, Japão é sensação
É mito, é gente
Na
Rússia, o teatro Bolshoi
É lindo exemplo
Encontrei sagrados templos
O grande Lidô de Paris
Aqui (oi aqui), minha viagem se encerra
Pois o maior show da terra
É o carnaval do meu país
Encantou
meu coração
Ribalta, sonho, luz e ilusão (bis)
Encantou meu coração
Santa Cruz é festa, é emoção
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1995
ENREDO: Deuses
e costumes nas terras de Santa Cruz
COMPOSITOR(ES): Agostinho e Hugo Reis
Lá vou eu...
Nas asas da imaginação
Sou negro sim... quero cantar !
Eu vou abrir meu coração
Os negros africanos aqui chegaram
Iludidos e vendidos como escravos
A saudade fazia lembrar
Seus deuses e costumes de além-mar
Cantavam e rezavam pra voltar
Daí a cultura africana
Nas terras de Santa Cruz chegou
A música entoava seu lamento
Amenizando sofrimento e dor
Jongo
e capoeira pra dançar
Ladainha e lundu pra cantar (bis)
Vatapá e acarajé
Feijoada a noite inteira
Como é gostosa a culinária brasileira
Os
Deuses transformados em Orixás
Ogum Oxossi Iemanjá
Todo dia tem seu canto
Roda na gira
Quem tem gira pra girar
Tome um banho de arruda
Com galho de Guiné (bis)
Sai fora olho grande
Vou rezar com muita fé
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1994
ENREDO: Rota
dos mercadores
COMPOSITOR(ES):
Oh, que maravilha !
Retrato de uma era milenar (milenar)
Foi o homem aventureiro
Barganhando pelo mundo
Desenhou seu caminhar (ô seu caminhar)
Da Fenícia trouxe o brilho
Mercadores andarilhos
E nesse luxo me fiz rei
Sob tapetes encantados
Persiana enamorado e jóias me banhei
Vou
armar a banca na Sapucaí
Eu tenho tudo pra fazer você sorrir (bis)
Retalhei em parte os continentes
Da Índia busquei raros cereais
Exuberantes tecidos,
Porcelanas geniais
Alcançando a Ásia
Rumo ao oriente viajei
Com vitrais tão valiosos deparei
Em Veneza um império revelei
Desbravei terras
Às Américas cheguei (bis)
Trouxe fumo, trouxe açúcar
Por metais me enamorei
Feira
tão livre pelo
mundo se alastrou
Tá pra lá de Marrakesh ver o peso
meu senhor
Tv a cores, brilho do computador
Tem até o shopping center na rota do mercador
Olha
eu na praça meu bom freguês
Tem seda pura na barraca do chinês (bis)
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1993
ENREDO: Quo
Vadis, meu negro de ouro
COMPOSITOR(ES): Doda, Zé Carlos, Carlos Henry, Luis Sérgio, Mocinho
e Carlinho 18
Nasci em remotas eras
No ventre da terra
Energia que a natureza recriou
Importante parte da história
Que a mão do homem esculturou
Sete irmãs ambiciosas
Tentaram me ocultar
Suas garras poderosas
Só queriam dominar
A humanidade depende de mim
Sou liberdade e poder enfim (bis)
Sou princípio, sou meio e fim
Negro de ouro cobiçado sim
Oh divina terra de Santa Cruz
Povo oprimido que encontrou a luz
Transformando mãos em elos da corrente
Derrotou o monstro bravamente
Hoje movimento o dia-a-dia
Gerando progresso enriqueço a nação
De corpo presente nos braços da alegria
Sou sonho, fantasia e emoção
Verde-amarelo é meu coração
Desperta gigante !
Oh pátria mãe Brasil! (Brasil, Brasil) (bis)
Defenda a soberania
Que o maldito monstro ressurgiu
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1992
ENREDO: De
quatro em quatro eu chego lá
COMPOSITOR(ES): Ney, Brucutu, Jaime, Da Roça, Geovani e Luiz Carlos
Vem de lá
Da pré-história esse 4 milenar
Água, fogo, terra e ar
De 4 em 4 chego lá
Engatinhou no Egito
Trazendo esfinge
Para o nosso Carnaval
Lá vou eu
Sou menino no destino
Desse caminhar
O
mundo tá no sufoco
Tudo que tiver 4 (bis)
Dessa vida eu levo um pouco
Na luta entre o bem e o mal
Eu já fiz a minha escolha
Em 4 cantos caminhei
Minha sorte tirei
No trevo de 4 folhas
Haja coração
Felicidade não escolhe estação
4 fases tem a Lua
E a vida continua
O naipe da carta revelou
(Vem amor)
Vem amor
Saciar minha sede (bis)
Nosso amor é segredo
Entre 4 paredes
Caiu
de 4 iaiá, na saideira
Santa Cruz tá nessa festa (bis)
Que acaba na quarta-feira
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1991
ENREDO:
Boca do Inferno
COMPOSITOR(ES): Tião da Roça, Doda, Luiz Sérgio, Mocinho, Giovanni
e Carlos Henry (Grupo Simpatia)
Floresceu seu ideal lá na Bahia
Onde o poder da fidalguia
Sufocava o meu Brasil pela raiz
Surgiu no seio da sociedade
Lutando pela igualdade
Contra o preconceito social
Um jovem inteligente
De versos maldizentes
Com exemplos marcantes
Que o povo aderiu
Fluiu no peito do poeta a esperança
Gregório é Miserê, é abastança
Penitência do mal, luta de um bem querer
Seus versos tinham tal sabedoria
Era a mão da chibata a tirania
Em
noite de festa na fazenda
O terreirão (bis)
Gregório ponteia a viola
Verso vira canção
Essa
terra tem moral
Veja lá seu fazendeiro
Sua mesa tem fartura
O plantador tá sem dinheiro
Na luta da sonhada liberdade
Um preço bem alto "boca do inferno" pagou
Mas nos becos e vielas, nas cidades e favelas
Ecoou
pelos ares, despertou os palmares
Oh! Chama que não se apaga
De boca em boca propaga liberdade (bis)
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1990
ENREDO: Os
heróis da resistência
COMPOSITOR(ES): Zé Carlos, Carlos Henri, Carlinhos de Pilares, Doda, Mocinho
e Luís Sérgio
Oh! Divina luz que nos conduz
Com bom humor e irreverência
Hoje ninguém vai nos "gripar"
Somos os heróis da resistência
Vamos "pasquinar", recordar
Sorrir sem censura
Botar a boca no mundo, buscar bem fundo
Sem a tal da ditadura
Soltavam as bruxas, o pau comia
De golpe em golpe, quanta covardia! (bis)
Venha
com a gente, povão
Abra o seu coração
Para o Pasquim, o "pequenino imortal"
Simbolizado pelo sacana ratinho
Mesmo bombardeado, virou paixão nacional
Aí, na palidez da folha
Imprimimos personagens geniais
Lindas mulheres espelhando nossas páginas
Ipanema foi o centro cultural
Hoje, essa história é carnaval
Gip, gip, nheco, nheco
Por favor não apague a luz! (bis)
Goze desta liberdade
Nos braços da Santa Cruz
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1989
ENREDO: Stanislaw,
uma história sem final
COMPOSITOR(ES): Nei, Daguinho, Edinho e Cuca
Exaltando a passarela
A Santa Cruz vem homenagear
Sérgio
Porto
E suas obras imortais vamos cantar (bis)
É a saudade que ficou em seu lugar
Nasceu em Copacabana
Conheceu lindas mulheres
Todas elas conquistou
E nas muitas noites de orgia
Foi gozador e fez da vida poesia
Tia Zulmira
Stanislaw sempre exaltou (bis)
E fez do crioulo doido
Uma obra de valor
Senhor ministro vou lhe diplomar
Vais receber o "Febeapá"
Você falou, eu vou morrer de rir
Quem deve ao Brasil é o FMI
Quem
não tem quiabo
Não oferece caruru (bis)
Disse assim o jornalista
No meio do sururu
É alegria, é simpatia, é carnaval
O poeta hoje conta uma história sem final (bis)
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1988
ENREDO: Como
se bebe nesta terra
COMPOSITOR(ES): Mocinho, Fuguete, Quinha e Zezé do Cavaco
Navegando: com destino às Índias ia Cabral
Deitando e rolando no vinho do Porto
Terra à vista, uma voz se ouviu
Foi um gajo de porre que a descobriu
De
mata a dentro bandeirante pé inchado
Na aldeia, índio pinguço, origem do meu
passado
A bagaceira endoidou o imperador
Independência então proclamou
A Candinha espalhou
Que, embriagado, J. Q. renunciou
A imprensa divulgou
Quem fez o vira copos no ministro se inspirou
Amor,
o bom tempo já era; refrigerante dá samba
É na lourinha que meu povo busca inspiração
Dei um beijo na branquinha; não liguei a burguesia
Bebo para ter motivação
Já tomei
a saideira vou tirar o meu da reta
Não vou ficar de bobeira
Feliz desponta Santa Cruz
Cheia de alegria e carinho que seduz
Se
não queres mais
beber
Não perca a sua esperança (bis)
Siga o exemplo das crianças
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1987
ENREDO: Quem
espera só se cansa
COMPOSITOR(ES): Noé Angelo, Renato Nobre, Almir Antunes e Barbosinha
O índio já não é o dono da terra
Tá na boca de espera
De um dia melhorar
Negro! Tua luta ainda é negra
Assim como o lavrador
Que semeia sem lucrar
Oh Deus!! (valei-me Deus)
Mande chuva pro nordeste
Ajude o cabra da peste
Se safar da situação (mas que situação)
Nesse
mundo cão danado
É o proletariado
Que enche o bolso do patrão
Pra
dar certo tem que ter
uma mulher
Francamente não entendo (bis)
Essa gente que não quer
A
mata já perdeu a virgindade
A luta ainda é árdua pela paz
O meu coração quase explodiu
E a tão sonhada copa
Foi pra longe do Brasil
Tá feia
a coisa
Já não sei em quem votar
Todo mundo prometendo
Aquilo que não pode dar
Hoje, amor
Quem espera só se cansa
A nova Santa Cruz tem esperança
Que vai dar certo
Tem que melhorar (cadê)
Cadê o
meu, cadê
Cadê o meu (bis)
Os autores estão querendo
A grana que o ECAD comeu
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1986
ENREDO: E
você o que é que dá?
COMPOSITOR(ES):
Aroldo Melodia, N’Angelo, Renato Nobre, Maya, Nilson, Colored e Brucutu
Eta terra boa é o meu Brasil (porque)
Tudo que se planta dá
São Paulo dá um gostoso café
Pra gente saborear (mais que legal)
E na terra do Tancredo
Eu bebo sem medo o leite que tem lá
É no Rio de Janeiro, meu amor
Que o samba rola sem parar
Mexe mulata
Ôba! Ôba! Que bumbum (bis)
Cafajestes empolgados
Entram no Ziriguidum
(Ô Bahia...)
Bahia
Deu petróleo, Martha Rocha e algo mais
Um vinho no capricho é legal
E a festa da uva é colossal
Com o progresso se alastrando
Surgiu Itaipu Bi-Nacional
Graças ao projeto Carajás
O incentivo... às indústrias minerais
Dou minha alegria
Nesta festa que seduz (bis)
Hoje sou a simpatia
E meu nome é Santa Cruz
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1985
ENREDO:
Ibrahim, de leve eu chego lá (Gente fina é outra
coisa)
COMPOSITOR(ES): Zé de Angola e Grajaú
Hoje eu quero é cantar, ô ô
Laiaiá lalaiá, ô ô (bis)
Deixe amor, meu amor
A minha alegria te contagiar
Pode me chamar de cafajeste, oi
Eu sou e quem não é? (e quem não é?) (bis)
Gente fina é outra coisa
Fale de mim quem quiser
No
seio de uma legião
amiga
O colunismo de Ibrahim nasceu
Na força do lirismo, seu neologismo venceu
Roda baiana ô baiana cai na roda
Olha o desfile de moda
O show de elegância está no ar
Deixe a vida nos fotografar
Hollywood, debutantes e princesa
Realçando a beleza ô iaiá
No
meu banquete não
pode faltar caviar (bis)
Na sociedade quem sabe, sabe
Quem não sabe, quer saber
Desse gigante nobre
Filho de imigrante pobre
Que lutou pra vencer
Ademã,
doa a quem doer
Só merece a voz do povo (bis)
Quem já fez por merecer
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1984
ENREDO:
Acima da coroa de um rei, só Deus
COMPOSITOR(ES): Enoque, Netinho, Thiago e Henri
Já é zera hora
Um novo dia se inicia
Ô laro Exu, axé para seus filhos de fé
Hoje
o meu terreiro é na
avenida
No asfalto vou armar o meu congá
Com danças, fetiches e magias
Que o meu povo contagia
E lindos cantos aos orixás
Auê,
auê, auê no
rufar dos atabaques
Firma ponto que eu quero ver (bis)
Segura
a pemba , a verde e branco é isso aí
Quem é de santo, devagar pra não cair
Que Ogum desceu, ele vem lá de Aruanda
Ele é senhor da guerra, saravá a sua
banda
Xangô e
Yansã
Na cangira de umbanda ele é Rei maior
O seu trono é na pedreira
Xangô nunca vai aló
Oxossi não é feiticeiro, é caçador
Na mata virgem no veloz ele atirou
Salve Oxalá, Deus supremo criador
Com sua luz nosso caminho iluminou
Yemanjá,
Yemanjá
No meu jubileu de prata (bis)
Trago oferendas para a rainha do mar
Ko si oba kan ofi olorun
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1983
ENREDO:
Uma andorinha só não faz verão
COMPOSITOR(ES): Enoque, Helson, Netinho e Alexandre
Falo da raça índia brasileira
Pioneira deste imenso torrão
Seu grito e seu choro ecoam no ar
Como pode uma andorinha só veranear (bis)
Tupã,
oh deus Tupã
Reúna o seu povo no pico da serra
Desenterre os tacapes e lanças de guerra
Os invasores chegaram
Como é linda
A história da cultura nacional
Onde um bravo navegante
Fez seu porto principal
Dos amores portugueses
O caboclo aqui surgiu, aqui o caboclo surgiu
Enriquecendo o folclore do Brasil
Jangadeiros,
boiadeiros, garimpeiros do sertão
Arrancando deste solo as riquezas da nação (bis)
Oh Chico rei, oh Chico rei
Chica da Silva e Zumbi
São vultos importantes das senzalas
Junto ao quilombo dos Palmares
Bailam as mulatas tão faceiras
Frutos de uma miscigenação
Que a fidalguia acolheu
Em seus luxuosos salões (bis)
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1982
ENREDO:
Braguinha, carnaval de sonho
COMPOSITOR(ES): Zé Carlão, Doda e Lavoura
Meu rio amanheceu cantando
Sonhei, sonhei, sonhei (bis)
E num mar de fantasias
Mergulhei
Copacabana, oh linda lourinha
As pastorinhas, o pirata da perna de pau
Vai com jeito chiquita bacana
As touradas em Madri
O carinhoso, china pau
Laura a saudade mata a gente
Fim de semana em Paquetá
Onde o céu é mais azul
São partes de poesias tão marcantes
Deste poema tão brilhante
Do carnaval de norte a sul
Delirei,
vi confetes, mascarados e serpentinas
Numa explosão de cores (bis)
Palhaços, pierrôs e colombinas
Quarta-feira pelas ruas da cidade
Só restaram pedacinhos de saudade
(Eu
quero é falar)
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1981
ENREDO:
Amazonas, verde que te quero verde
COMPOSITOR(ES): Valdecir, Zé Carlos e Agostinho
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1978
ENREDO:
O mestre da musicologia nacional
COMPOSITOR(ES): Jotabê
Lá, lá, lá,lá, lá;
Lá, lá, lá, lá, lá,
lá, lá, lá (bis)
(E
já diziam)
E
já diziam os poetas:
Musica — palavra de Deus
É como se fosse uma porta aberta
Para libertar um coração que se prendeu
Contam que a cidade de Campinas
Deu a luz a um menino
Para glória brasileira
E que essa luz se propagou,
O seu gênio iluminou (bis)
E atravessou fronteiras
“Cantata”, “O escravo”, “Joana”, “Maria
Tudor” (que amor)
Na “Noite do Castelo’, Nhô Tonico
No piano, fez bonito
Pra mostrar ao imperador
Mas,
foi então
Que Ceci amou Peri (bis)
Aí, o mundo inteiro se curvou
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1977
ENREDO:
Catulo da paixão cearense
COMPOSITOR(ES): Cesário, Grijó e Carlinhos
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1974
ENREDO:
O Rouxinol da canção brasileira
COMPOSITOR(ES): Luiz e Valdir Cruz
Aí então
Vou fazer meu carnaval
Alegria, pessoal ô ô
É tão grande a emoção
Vou pular de par constante
Com o Rouxinol da Canção
Que partiu tão de repente
E agora está presente
Nos portais da multidão
Seus trejeitos, sua classe
Causavam tremendo impasse
De norte a sul do país
Traduzindo em cancioneiro
O folclore brasileiro
Com acordes tão sutis
Cantou "menino passarinho"
Também teve o seu ninho
E ao paraíso voou
Desce uma névoa na cidade
Quando o bloco da saudade
Seu desfile terminou
Minha alma chora, senhora
Ele que vá se embora é hora
Madrugada chegando não pode mais ficar
Tenho dor no peito agora
Mas não tenho direito, senhora
Vá embora em paz
O céu é teu lugar
(e aí)
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1972
ENREDO: Brasil
folclórico
COMPOSITOR(ES): Waldir Cruz
Dentro da mais pura tradição
Fielmente aqui iremos retratar
O Brasil folclórico que até então
Numa só obra não pudemos apresentar
As suas danças suas festas
Suas lendas e crendices, alegrias e tradições
Vamos reviver na passarela
Emoldurados nesta aquarela
Lá dos Pampas minha gente
V vem churrasco e chimarrão
Vem a festa da uva, a espora e o Gibão
Dos Palmares vem o Frevo, o Maracatu real
Abram alas minha gente
Eis que chega o Mineiro pau “Mineiro ê”
Mineiro ê Mineiro pau
Mineiro ê Mineiro pau
Olhem só quantas moças bonitas
Lá em volta daquele quintal
Com seus laços e rendas de fitas
Vendo a dança do Mineiro pau
Bahia
do Preto Velho Sinhô
Dos atabaques em noites de Luanda a rufar
Tua magia tem um semblante sem fim
Que culmina com a festa do lava pés do Bonfim “Oba”
Nordeste também que chega de repente
Trazendo o repente que a gente sente
Que mexe com a gente sei lá, meu Boi Bumbá
Meu Boi Bumba, Bumba meu Boi
Quem quer ser e porque não sabe
Quem não quer porque um dia já foi
Não procure entender
A linguagem do Bumba meu Boi
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1970
ENREDO: Bravura,
amor e beleza das mulheres brasileiras
COMPOSITOR(ES): Rubens Fausto (Rubinho) e Paulo Fernandes
Lima (Paulinho)
Brasil
És um gigante encantado
Representado por teu pavilhão
Brasil
Hoje exaltamos o teu passado
Simbolizando as glórias em nossos anais
A despontar desta história
Com bravura, amor e glória
Da mulher que o mundo criou
Exuberância de Clara Camarão
Que em Pernambuco (bis)
Cumpriu sua missão
Brasil
Simbolismo de riqueza
Desde a época colonial
Com heroísmo da mulher
Houve transformação em geral
Ao desbravar tua nobreza
Com angústia e tristeza
Nos campos irmanadas para lutar
Anita Garibaldi, Bárbara Heliodora
Gênios imortais de nossa história
Ana Néri, a famosa enfermeira,
Que orgulhou todo torrão brasileiro
Independência e Abolição
Foram os fatos mais importantes desta nação
Quando os negros envaidecidos de alegria
Comemoravam a libertação
Brasil
Simbolismo de riqueza
Da beleza universal
Do samba altaneiro
E do patriotismo nacional
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1969
ENREDO: O
Rio dos Vice-Reis
COMPOSITOR(ES):
Belas páginas
Apresentamos de nossa história
Do Rio nos tempos dos vice-reis
Época que marcaram épocas
No ano de 1763
Quando antes era governador
Gomes Freire de Andrade
Mais tarde se consagrou
Conde de Bobadela, último governador
Aí veio o Rio dos Vice-Reis
Ainda sob o jugo português
Coube ao Conde da Cunha iniciar
O princípio foi regular
Mais tarde o Conde de Azambuja
Para o seu posto ocupar
Marquês do Lavradio, Dom Luiz de Vasconcelos e Souza
Também reinaram na cidade do Rio
Já existia a Inconfidência
Pela nossa Independência (bis)
No Estado de Minas Gerais
Rio de um poder exuberante
E história fascinante
A morte de Tiradentes
Por ordem do Conde de Rezende
Conde dos Arcos ocupou
E mais tarde o vice-reinado acabou
Eram lindas as cavalhadas, capoeiras e congada, lun-dum
e o Maracatu
Os negros mercadores empunhavam os seus valores
E a festa do divino
Sinhazinha e o senhor
Faziam o grande esplendor.
Rio dos vice-reis dos vice-reis
Glória a Dom João VI (bis)
As obras que ele criou
Ao mundo elas eletrizou
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