COMPOSITOR(ES): Lino, Fabrício, Walter Bastos e Marquinhos Pagodeiro
Navegando, ô, em busca de riquezas
Caravelas portuguesas
Aqui chegaram comandadas por Cabral… por Cabral…
Deslumbrando com a terra
Caminha escreve ao rei de Portugal
Terra rica igual não há se plantando tudo dá (bis)
O colonizador trouxe as sementes
Que brotaram vários frutos diferentes
Mas os insetos daninhos
Foram destruindo a plantação… plantação…
Como aqui tudo é possível
Surge o monstro invisível
Criado pelo homem animal
Enquanto a mão do homem mata o inseto
O monstro mata o homem por completo
Isso é coisa de multinacional
Vou trepar, tirar um coco
Onde o vento faz a curva (bis)
Menina larga o toco
Pega o cacho de uva
E o verde?…
Do verde só restou a dívida externa
O negro pássaro estimula a baderna
As florestas quase viraram papel
Nossa fruta tornou-se suco-exportação
E o jacaré sapateia na inflação
Nossa cana ganhou roupagem fina
Minha cachaça mudou agora é gasolina (bis)
(Mas chegou…)
Mas chegou, ô ô, a nova República
Para organizar a vida pública
O pássaro branco anuncia
Raiou enfim a Democracia
Carnaval eu vou brincar… eu vou brincar
Ver meu time campeão (bis)
Mas na hora de pular… Eu não…
Eu não tiro o pé do chão



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