Enredo: ” Sargentelli, um carioca do Brasil. É samba, é alegria, é mulata nota mil”
Carnavalesco: Sandro Gomes
SINOPSE
- Se perguntarem por aí quem foi Osvaldo Sargentelli, provavelmente dirão:
“Era o famoso empresário de show de mulatas!”
Ou talvez de forma compacta:
“Ah, era um cara que adorava a mulata brasileira!”
Muita gente responderá:
“Era um grande defensor da música popular brasileira!”
-Ele amava o samba, era portelense, filho de Ogum, Iemanjá, Oxum e Oxossi. Sargentelli era o rei do bate papo, da conversa de botequim, do samba da caixinha de fósforo, do bom humor, da irreverência…!
-Sargentelli era botafoguense doente. Falar mal do garrincha ou do Nilton Santos era xingar a mãe dele.
-Era sobrinho de Lamartine Babo e curtia muito suas composições, desde as marchinhas de carnaval, às lindas canções e os hinos dos clubes do futebol cariocas.
-Quem tem mais de quarenta anos, ouvia rádio e assistia televisão estará lembrando dos programas “Viva meu samba” nos anos 50 e 60, pelas rádios, Mundial, Guanabara e Mauá, das entrevistas contundentes na TV, em que a voz de trovão imprensava políticos e gente famosas na parede, com perguntas picantes, ou de sua participação como jurado, “Gente Boa” no programa Flávio Cavalcante, importou turistas e exportou a imagem do Rio e do Brasil levando seus shows à Europa, Estados Unidos, México, Caribe e América do Sul.
-Qual desses aspectos representa melhor o Sargentelli?
A resposta é todos.
-Sargentelli transitava por todas essas atividades com o mesmo talento, o mesmo bom humor e a mesma irreverência que fizeram dele, um carioca típico.
-Sua casa de show Oba-Oba em Ipanema, entre outras que trabalhou, tornou-se uma ponte entre a cultura popular afro-brasileira, oriunda do centro. Zona norte, e dos subúrbios e da cultura da elite da zona sul, que recebeu de braços abertos aquela explosão de samba, fantasia, canto e da beleza da enchendo a casa de cariocas, brasileiros de todos os estados e turistas de todo o mundo
-Foi pioneiro em mostrar, que shows unicamente com mulatas, negros, caboclos e cafuzos, tinham energia, qualidade e profissionalismo suficiente para se apresentar em qualquer lugar, sem precisar contar com estrangeiros ou estrelas de fora.
-Com tudo isso, alguem duvida que a gente vai chegar lá?
-Repetindo Sargentelli no seu grito de guerra:
‘Saravá, Ziriguidum, Telecoteco, Balacobaco, Borogodó, no Buco-Bafo do Caterefofo, seis Catiripapos”
Viva o Império da Tijuca!
Viva o morro da Formiga!
Viva o carnaval carioca do Rio de Janeiro!
Samba-Enredo
Autores: Eddie Naval, Genival Cirilo, Roberto Eloy, Antonio do Santo Antônio e Renato Grajaú
Quando uma voz
De trovão anunciou
A estrela que caiu do céu iluminou
Sargentelli um carioca do Brasil
É samba, é alegria, é mulata nota 1000
Portela sua águia altaneira
Vibrava com o escrete do fogão
Fazia um batuque na caixinha
O rei da irreverência popular
Lamartine… Influência popular (que legal)
O nosso bamba conquistou
O rígido cenário cultural
Sarava meu pai
Ecoa o brado no terreiro (bis)
Oferenda para os orixás
Desponta o artista brasileiro
No rádio e na televisão
“Viva meu samba”
Grande entrevistador ô ô ô
Atuou em “Gente boa”
Exportando negritude
Eis o oba-oba internacional
Voa… Você que não está no mapa
Fez nascer em nossa data
O mais lindo laço de união
É do balacobaco, é do ziriguidum
Sargentelli é carnaval (bis)
Canta Tijuca
Seu orgulho imperial



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