MÃE TERRA: o índio, o branco e o negro. A saga em busca do pote de ouro – PRIMAVERÔ (Fez-se a Primavera)

OBatuque.com | | 22 de maio de 2008 3:00

Carnavalesco: Luiz Carlos do Valle

SINOPSE

1ª Parte

Unidos num sonho, observa-se e pergunta-se:

- O que está havendo, o que podemos fazer?

No céu, perdura o grande Arco Íris, o mesmo que segundo a lenda diz que no seu final existe um grande pode de ouro.

Então, vamos à busca.

Como uma visão, começa a observar que o Arco Íris que conduz ao pote de ouro não é o mesmo, este já começa a perder o brilho, a intensidade das cores, a alegria e a beleza.

Olhamos em volta e só vemos destruição. A natureza chora, pedindo socorro.

EXCLAMAMOS

O que houve com os rios, onde estão as matas e as florestas? Pássaros tímidos tentam uma reação, alçando vôos rasantes sobre uma terra devastada. Pássaros sem cores nem expressão, borboletas queimadas, bem-te-vi inertes, rios poluídos, flores inexistentes.

É O CAOS

Seguimos em frente, não vamos desistir, o Arco-Íris ainda existe e, mesmo com as cores sem brilho, vamos segui-lo.

Precisamos atravessar aquelas barreiras de fogo de troncos de árvores em brasa, sobre ossadas de animais vítimas das grandes queimadas, mesmo que o ar esteja pesado com a poluição, ainda que a camada de ozônio esteja em risco, rios e mares poluídos por dejetos químicos e sobre a terra, plásticos, agrotóxicos, corrupção, numa destruição voluptuosa.

Nem que sejamos os últimos seres humanos, não vamos desistir, vamos a luta!

Vamos à busca do nosso pote de ouro.

A ESPERANÇA

2ª. parte

Uma cortina de fumaça separa outro ambiente, e podemos vislumbrar que ali estava acontecendo uma mudança e, timidamente, começamos a olhar. E como num sonho surge o novo mundo, onde tudo são beleza e como uma onda de energia, nos contempla. É a esperança.

De novo o Arco Íris volta a brilhar com intensidade, mostrando suas cores límpidas, com seus matizes originais.

Borboletas douradas, bem-te-vis reluzentes.

Pássaros voando e cantando, colorindo o espaço por entre as matas verdejantes, floresta em movimento sacudida por uma brisa suave sem igual.

Flores silvestres de todas as cores e matizes, samambaias gigantes e animais em abundância.

Beleza a saltar os olhos de um perfume estonteante, amor à flor da pele.

Postando-se diante de tanta beleza, lembramos que no dia 21 de setembro é o início da primavera, e aquele mundo no fim do arco íris seria o nosso pote de ouro que tanto procurávamos.

Enfim, a reação, o controle.

É a ESPERANÇA

Vamos, Boêmios, fazer a nossa parte.

Cantando e mostrando a beleza e natureza unidas e coesas num só ideal.

A Primavera é a nossa esperança
para um mundo melhor!

Luiz Carlos do Valle
Presidente

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