Chatô – a fanfarra do homem sério mais engraçado do país

OBatuque.com | | 21 de maio de 2007 23:25

Carnavalesco: Wagner Gonçalves

SINOPSE

Introdução:

Senhoras e senhores a Inocentes de Belford Roxo tem a honra de trazer de volta à Marquês de Sapucaí o pequeno grande homem que ergueu o império das comunicações no Brasil.

Cara de um focinho de outro

A cidade de Belford Roxo está em festa, a notícia começa a se espalhar pelas rádios, TVs, jornais e revistas. E a festa é nossa homenagem a um grande brasileiro, e ir além do reconhecimento dos seus feitos e suas glorias é o nosso desafio.

Vamos retratar a vida mágica e a personalidade de um grande brasileiro, de um Brasil mestiço de gente rica, de gente pobre, mulatos isoneiros, de brancos índios e negros que transmitem alegria através do carnaval.

O Dono de uma personalidade ambígua, uma das mais complexas do nosso país retorna à Marques de Sapucaí, como personagem hilariante, marcando sua presença num desfile bem humorado, em que a ordem é do jagunço e a alegria são de todos.

Do elogio à zombaria seu retrato cômico será traçado e caricaturado, salientando ainda mais seu espírito festeiro, folclórico, irônico, irreverente e carnavalesco.

O espírito do típico brasileiro. Como herói ou vilão seus ímpetos de lutas e sua vertente guerreira, seus atos subversivos serão retratados sem levantar nenhuma bandeira que não seja a da alegria.

Nessa saga episódica, o fazendeiro, o escritor, o diplomata, o mecenas e acima de tudo um jornalista e o filho do Leão do norte é no nosso carnaval um folião inocente (ou culpado?!).

Em nossa ópera popular tomaremos a anedota com verdade, da ordem faremos desordem. Vamos sambar com o “Rei do Brasil” e ele é quem vai nos conduzir por um desfile de polêmicas bem humoradas.

O cafonismo e as gafes colorem essa homenagem ao velho capitão, insolente e brejeiro senhor de uma divertida história de vida que vai do “Renoir à rapadura”.

Sinopse:

Terça-feira (carnaval) Fevereiro de 2007
Furo de reportagem

Assis Chateaubriand pega um pedaço de papel e um lápis e escreve a sua mais importante matéria a ser publicada nos cordéis da alegria e sabedoria popular que será divulgada na Marques de Sapucaí em forma de samba.

“Dêem asas ao Brasil”

- Caros Amigos, peguem os versos que escrevi, as polêmicas que criei, cinco ou seis coisas que fiz e um milhão que esqueci e brinquem esse carnaval. Neste reencontro com a vida, a minha alegria é saber que hoje todos terão a liberdade de um beija-flor, e o pólem vai semear sonhos e esperança de um Brasil melhor. Não se esqueçam dos planos lunáticos e dos aventureiros do ar. Mirem o sonho na lua, pois se errarem, estarão ao menos entre as estrelas. Dêem asas à juventude e dos Reis mudem as coroas de ouro e a cota de malha por gibão de couro e chapéu de palha e a ordem do jagunço. Não se preocupem com mais nada ,pois meu legado é imenso e minha casa e meu pais, aos que são presos ao que diz : eu digo e escrevo tudo que penso…

“E com a ginga mansa vou erguendo a batuta”

Vou fazer um carnaval como os que vi pela televisão, coisa igual eu nunca fiz, que maravilha!. Basta eu ter visto que melhor eu já faço, tragam de Pernambuco lembranças de minha infância colorida ,confete e serpentina em guerra e um menino gago de pés na terra. As cores boreais acrescentem as tropicais, deixem explodir em alegria o maracatu, o frevo e o reisado. Tragam a cavalhada a ciranda e os violeiros, e para o fidalgo da caatinga, um avião um jegue e um navio cargueiro.

Diversas antenas. Captar raios azuis e vermelhos é preciso. Por toda escola espelhos que reflitam as imagens de pequenas estrelas. Quero também o Bacanal de Corbeville e a “Corte de Saint James”. O senhor do Bonfim já guarda a Rainha, deixem os condes e barões desfrutarem do rega bofe da festa brasileira, pois eu…

“Ainda viro esse mundo em festa, trabalho e pão”

E também: milho, saco de açúcar, tocos de carvão, tora de madeira, palha de esteira, café, algodão, muita cachaça, rede de dormir, pra quando cansar deitar no Brasil. Estica a bandeira que vai hasteada voando no ar só “minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá”.

“Ao ser natural em sua poesia o povo lhe faz imortal”

Vamos todos na fanfarra do velho capitão: a taba associada, o amigo da onça e o “tenentes do diabo”, a miss Brasil, a Orquestra Tabajara, Carmem Miranda e Ari Barroso, o pif-paf e a charge, sejam todos bem vindos a esse fogo que desafia que vibra, esquenta, atiça e aperreia; faísca enlouquece e corre na veia é o carnaval, a festa brasileira, as marcas de um povo e de uma nação que passam diante dos nossos olhos. Alegria, loucura ou sonho?
Nada!!!

Tudo isso é verdade mais pura, mas também tem um pouco de literatura, história inventada pra relaxar! E eu que não minto não quero falar o resto eu só conto pra você, lá em Belford Roxo quando a escola ganhar…

Assis Chateaubriand
CHATÔ

Wagner Gonçalves

Samba-Enredo

Autores: Douglas do Pulo, Flavio Ignez, Rafael Poesia, Cristiano Oliveira, Ailton Santos, Mc Chumbinho, Jorge Ney

Com ginga mansa eu vou levando
Planos lunáticos e aventureiros do ar
Sou filho do Leão do Norte
Rei do Brasil e um cabra de sorte
De Pernambuco minha infância colorida
Um pouco da minha vida, hoje vamos recordar
Com “os pés no chão” pisei
O frevo e o maracatu dancei
Em Corbeville organizei um bacanal
Em Londres fiz a rainha brincar o carnaval

A bandeira do amor vou levantar
Fazendo o mundo todo festejar (bis)
Com a massa brasileira, vou sambar
Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá

Nessa saga delirante
Deixei de ser um diplomata importante
Como cacique da “taba”
Letras e som divulguei
Da ordem fiz desordem
A arte e a poesia me fizeram imortal
Vem com a Inocentes
Viajar nessa magia
Nesta festa sem igual

Brasil te dei asas
E a liberdade de um beija-flor (bis)
Brasil meu país
Sou jagunço Inocente, quero um carnaval feliz

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