Cantos e encantos, um acalanto para Uiara

OBatuque.com | | 16 de maio de 2006 20:44

Carnavalesco: Cid Franco

SINOPSE

As margens do famoso Rio São Francisco em Minas Gerais, há uma lenda sobre Uiara, a mãe d’água do Rio São Francisco, uma espécie de sereia a deusa do rio, onde todos do lugar que eram, os pescadores remeiros, os índios cariris e etc. vinham prestar suas homenagens ou pagar suas promessas. Faziam oferendas diversas para “UIARA”.

O canto de Uiara era como se fosse uma canção de ninar, um melodioso acalanto tudo acontecia quando era lua cheia. Que tudo se faz sonhar que era o momento mais importante. A mãe D’água com seus longos cabelos e como em transe o maravilhoso espetáculo. É chegada a hora! Os tambores (toré) rufam em suas homenagem.
Meia-noite! O toré anunciou! É chegada a hora. Diz à lenda que o negro da água aparecia meia noite, levava as oferendas para Uiara limpando as águas do Rio São Francisco num clarão. Fez-se magia! Todo o rio prateava, do céu, descia uma cascata de luz que se derramava resplandecente, somente ai é que Uiara aparecia muito bela, parecia agradecer, nesse espaço de tempo tão lindo e coisa tão bela. Já é noite alta, é lua cheia, lua de prata iluminando toda terra, iluminando toda a água do São Francisco.

De repente tudo é silencioso! Silêncio porque o Rio São Francisco dorme. Uiara semeia o silêncio, cantando uma canção de ninar, assim diz a lenda.

A Acadêmicos de Vigário Geral, na certeza deste embalo e com muita garra como num passe de magia, galgando em sua trajetória com a certeza de que Uiara nesta noite ‘a Vigário se faz chegar”. Canto, porque esse canto é um acalanto.

O Rio São Francisco nasce na Serrada do Canastra em Minas Gerais. O maior trecho corresponde ao médio São Francisco entre: Pirapora (MG) e Juazeiro (BH) ou Petrolina (PE). O seu curso superior é bastante encachoeirado e nele vamos encontrar as cachoeiras de Paulo Afonso e Sobradinho.

Despeja suas águas no Oceano Atlântico, na altura do Litoral Alagoano, em Ponta da Prata.

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