Barrados no baile

OBatuque.com | | 21 de maio de 2007 23:00

Carnavalesco: Comissão de Carnaval

SINOPSE

I- UTOPIA DA PÓS-MODERNIDADE

Nos idos dos anos 60, a sociedade ocidental inicia um movimento de respeito às liberdades individuais, cuja voz maior, Roland Barthes, preconizava a “Teia pós-modernista” que viria a ser o mundo do fim do milênio.

As tribos, tudo podem…

É o rompimento com as antigas verdades e o deslocamento do “eixo do poder”.

Parecia que o mundo havia focado no projeto da utopia, cujas formas arquitetônicas fantásticas de Antoni Gaudí, são as mais perfeitas traduções: mosaicos e arcos, um universo livre e colorido.

II- A GALERA DO ARCO-ÍRIS

Com a visibilidade da pós-modernidade aqueles que amam pessoas do mesmo sexo estavam incluídos no contexto de livre expressão, pois a frase da hora dizia:

Faça amor não faça a guerra!

Londres vira a Meca dos exilados sexuais: homossexuais, heterossexuais, pansexuais e multisexuais.

Não devem existir regras para o amor, ele deve seguir apenas o respeito e a liberdade.

Olha a faca…

O mundo é gay…

III- O TEU CABELO NÃO NEGA MULATA

Cartão vermelho para o racismo no futebol.

Cotas para negros na universidade… É a solução?

Crescimento profissional… A cor é obstáculo?

No peito e na raça as coisas acontecem:

HIP HOP

BASQUETE DE RUA

JONGO DA SERRINHA

FUNK N` LATA

AFRO REGGAE

Aonde você guarda o seu racismo?

IV- PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS

Eu quero pegar um transporte…

Eu quero estudar…

Eu quero trabalhar…

Eu quero praticar esportes…

Ei… Ei… Ei…

Muito prazer, eu existo…

V- BAILE DAS MINORIAS

A Constituição garante:

Ver os índios como cidadãos brasileiros, com direitos especiais.

Deixem a minha terra…

Por favor, não me queimem…

Todo dia é dia de índio .

As mulheres sofrem com as violências domésticas.

Trabalham pela metade do salário.

Os migrantes precisam de trabalho, moradia e escola.

Os gordinhos desprezados pela “ditadura da estética”.

Os preconceitos são muitos…

Mas a esperança nunca morre…

A São Clemente sem discriminação nenhuma…

Convida a todos para participarem do…

Carnaval, o baile que não barra ninguém!

Comissão de Carnaval

Samba-Enredo

Autores: Alemão do Táxi, Carlinho da Penha, Maninho, Gil Melodia e Jassa

Sou um vencedor
Pouco me importa se você não acredita
Em meu coração
Tem emoção
A igualdade é a palavra mais bonita
Derrubei verdades
Quero ter livre minha forma de expressão
Na arte, esporte e cultura
Abaixo a discriminação

Sou índio sou negro sou filho da terra
Meu canto de guerra é contra opressão (bis)
Não traio a verdade eu sou diferente
Tenho a São Clemente no meu coração

Sinto a luz que me conduz
Em busca da felicidade
No meu arco íris
Não tem preconceito
Respeito o direito à sua opção
Chega de maus tratos à mulher
Justiça e trabalho sem distinção
Assumo os deveres
E exijo os direitos
Quero ser tratado como cidadão

A são clemente não discrimina
Convida geral (bis)
Do hip hop ao axé
Com muito samba no pé
Vem para o baile do meu carnaval

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