Rogerinho & Priscila
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Rogerinho começou sua vitoriosa carreira aos 14 anos de idade na Mocidade Independente de Padre Miguel. Durante os anos de 1988 e 1989 Rogerinho fez parte da ala mirim da escola. Em 1990, ele integrou a ala das crianças. Em 1991 voltou para a ala mirim, onde ficou até 1993, e em 1994 foi o 2º mestre-sala da Mocidade, conquistando seu primeiro “Estandarte de Ouro”, prêmio concebido pelo jornal O Globo aos melhores do carnaval. Sempre apaixonado pela dança, Rogerinho foi se aperfeiçoando com o tempo e de lá para cá só vêm colecionando elogios e prêmios. A partir de 1995, Rogerinho passou a ser o 1º mestre-sala da agremiação de Padre Miguel, junto com a porta-bandeira Lucinha, e assim foi durante os três anos seguintes (1996/ 1997/ 1998). Em 1999, ao lado de uma nova companheira de dança, Nira, Rogerinho conquistou seu segundo “Estandarte de Ouro” pela sua escola de coração. O mestre-sala no ano de 2001 saiu da Mocidade e foi trilhar caminho por outras estradas que também lhe renderam muitos frutos. Na Unidos da Tijuca, Rogerinho desfilou durante quatro anos consecutivos ao lado novamente da sua companheira Lucinha, também ex-Mocidade. O carnaval que mais marcou a carreira profissional do mestre-sala foi o de 2003, quando ganhou o prêmio “Tamborim de Ouro”, ofertado pelo jornal O Dia. Mas essa emoção não foi somente por mais um prêmio, e sim por ter sido o único casal que conseguiu somar 40 pontos na apresentação na Marquês de Sapucaí. Enquanto esteve na Unidos da Tijuca, Rogerinho conciliava os ensaios com o seu lado social. Ele levava um pouco de alegria às crianças do Morro do Borel. Agora, de volta à Mocidade, ele continuará fazendo esse mesmo trabalho, só que desta vez as atenções serão voltadas para as crianças não só de Padre Miguel, como todas as outras que quiserem aprender um pouquinho da dança. O convite para retornar à Mocidade surgiu em abril deste ano, quando viajava pela Suíça. Rogerinho diz estar muito feliz por voltar à sua escola de samba de coração e muito animado de poder dançar com Priscila Rosa, sua mais nova companheira: “Estou muito feliz por ter tido a oportunidade de voltar à Mocidade e, principalmente, ao lado da Priscila, que vem fazendo um ótimo trabalho. Vamos ensaiar bastante para fazer uma excelente apresentação para o nosso público. Sei que ainda não é hora de encerrar minha carreira, mas quando isso tiver que acontecer, quero que seja na minha escola de coração. Quero me enraizar cada vez mais na Mocidade” declarou. |
A porta-bandeira Priscila Rosa possui conhecimento em diversos setores da dança. Durante sete anos fez aula de balé, depois se dedicou ao jazz, sapateado, além de ter feito também nado sincronizado. Começou sua carreira na Acadêmicos do Salgueiro e pela escola foi passista mirim e rainha mirim em 1992. Aos oito anos de idade teve a oportunidade de ser porta-bandeira mirim da escola de samba Aprendizes do Salgueiro. Para se aperfeiçoar ainda mais, ela fez um curso durante dois anos ministrado por Manoel Dionísio. No ano seguinte, foi convidada para desfilar como 2ª porta-bandeira da Portela. Priscila diz ter adorado essa experiência: “Qualquer minuto de nossa vida deve ser aproveitado como se fosse o único. Qualquer experiência é sempre um aprendizado!”. Em 2004, Priscila foi convidada pelo presidente da Imperatriz Leopoldinense e também diretor de Carnaval da Acadêmicos da Rocinha, Wagner Araújo, para estrear na Marquês de Sapucaí como a 1ª porta-bandeira da Rocinha. Sobre este trabalho, Priscila conta que se esforçou e treinou muito para entrar na Avenida: “Fui muito bem recebida por toda a comunidade e saí da escola de alma limpa, pois junto com Daniel ganhamos as notas máximas. Trabalhamos muito para esse resultado e tivemos a ajuda de diversas pessoas especiais, como a Selminha Sorriso (Beija-Flor), Lucinha Nobre (Unidos da Tijuca) e Ricardo Fernandes (diretor de Harmonia da Porto da Pedra)!”. Quando pensava na possibilidade de continuar na Acadêmicos da Rocinha, Priscila Rosa foi convidada por um diretor da Mocidade Independente de Padre Miguel para defender o pavilão da escola em 2005. O convite foi imediatamente aceito, mas a porta-bandeira diz que não iria para qualquer escola: “Me senti em casa na Mocidade. Sempre admirei seus desfiles e gostaria de trabalhar em uma escola em que pudesse desenvolver um bom trabalho”, explica. “Amo a cor verde e quero ter meu nome ligado ao da escola, mas para que isso aconteça vou trabalhar arduamente”. A porta-bandeira esclarece que a confecção da fantasia é fundamental para o bom desempenho do casal na Avenida, e acha importante participar do desenvolvimento de sse trabalho. "Tive a sorte de poder acompanhar de perto a confecção da minha fantasia no ano passado na Rocinha, mas, pela falta de experiência, errei em alguns aspectos que não se repetirão na Mocidade", revela. "Além do mais, o carnavalesco Paulo Menezes está nos dando a maior atenção e liberdade para escolha do responsável pela confecção, do modelo e materiais de nossa preferência." |