Às vésperas do Carnaval 2005, durante a abertura do
barracão da Imperatriz Leopoldinense para a imprensa e
comissão julgadora, a reportagem de OBatuque.com conversou
com alguns dos jurados presentes para saber um pouco mais
da difícil tarefa de julgar as escolas de samba e ficar
sempre na berlinda, jamais agradando a todos. Nesta série, estaremos conhecendo mais sobre
eles e como realizam a árdua tarefa de julgar os
protagonistas do maior espetáculo da Terra.
OBatuque.com – Qual a sua formação? Qual quesito
julga? E desde quando?
Luiz Eduardo Resende
– Jornalista, julgo Evolução desde 1986. Fiquei alguns
anos ausente, mas a primeira vez foi em 86.
OBatuque.com – Conta um pouco pra gente quais os
principais critérios do quesito Evolução?
Luiz Eduardo Resende
– A evolução é a progressão da escola. Ela deve ser
contínua. A escola não pode parar, não pode abrir buraco,
não pode correr, começar devagar e depois sair correndo,
tem que ser contínuo. Não pode ter alas emboladas umas
dentro das outras. Tem que ter um espaçamento entre cada
ala. E, além de tudo, tem que ter empolgação, tem que ter
criatividade do sambista, ou seja, uma coisa mais também
de garra, de vigor do sambista, que também é levado em
consideração.
OBatuque.com – Qual o momento, ao longo dos anos
que você acompanha, em relação ao seu quesito, que mais
chamou a atenção no carnaval?
Luiz Eduardo Resende
– São vários momentos. Teve a Vila com "Quizomba", foi um
desfile muito bonito. O Salgueiro quando foi campeão. A
Beija-Flor nos últimos dois ou três anos, a própria
Imperatriz teve carnavais belíssimos. A Mangueira em
vários anos. As escolas campeãs sempre passam bem no
quesito Evolução. É muito difícil uma escola ser campeã
sem ter uma evolução boa. Posso até ser injusto falando de
algumas, não é que as outras também não tenham sido muito
boas. Você não consegue um bom desfile sem uma boa
evolução.
OBatuque.com – Agradecemos a entrevista e desejamos
sucesso no carnaval.
Luiz Eduardo Resende
– Muito obrigado a vocês.