Às vésperas do Carnaval 2005, durante a abertura do
barracão da Imperatriz Leopoldinense para a imprensa e
comissão julgadora, a reportagem de OBatuque.com conversou
com alguns dos jurados presentes para saber um pouco mais
da difícil tarefa de julgar as escolas de samba e ficar
sempre na berlinda, jamais agradando a todos. Nesta série, estaremos conhecendo mais sobre
eles e como realizam a árdua tarefa de julgar os
protagonistas do maior espetáculo da Terra.
OBatuque.com – Qual a sua formação, o quesito que
vai julgar e há quanto tempo esta no grupo de julgadores?
Isabela Cerqueira Campos
– Eu sou atriz, vou julgar o quesito Fantasia e esta é
minha 1ª vez.
OBatuque.com – Qual o principal critério que você
vai estar utilizando para o julgamento de Fantasia?
Isabela Cerqueira Campos
– São vários. A fantasia é muito complexa. Ela tem a
forma, a harmonia das cores, a harmonia entre as diversas
alas e tudo isso de acordo com o enredo. É uma área bem
complicada e é um dos itens em que a escola mais investe.
Então, é muita responsabilidade julgar fantasia, tanto
pela complexidade em si do quesito, como pelo alto
investimento feito pelas escolas.
OBatuque.com – Você acompanha as escolas de samba
há muito tempo?
Isabela Cerqueira Campos
– Eu sempre assisti aos desfiles das escolas, até porque
eu adoro carnaval, me considero uma carnavalesca.
OBatuque.com – Ao longo dos anos teve algum momento
que chamou mais sua atenção, em relação aos critérios que
você mesma aponta como relevantes?
Isabela Cerqueira Campos
– Eu fiquei alguns anos em Visconde de Mauá e acompanhava
pela TV, mas quando voltei teve aquele enredo do Jegue
("Mais vale um jegue que me carregue, que um camelo que me
derrube...Lá no Ceará"), onde eu vi um primeiro trabalho
da Imperatriz com a Rosa e fiquei fascinada. Acho-a
incrível, a cultura, a sensibilidade, a criatividade dela,
realmente me chamou muito a atenção. A gente vê outros
carnavalescos também fantásticos, mas a acho fascinante.
OBatuque.com – Nossa equipe deseja sucesso nesse
primeiro ano de julgamento.
Isabela Cerqueira Campos
– Muito obrigada. Não sei bem como começou essa história
de julgador, mas espero fazer o melhor, julgar com
consciência e justiça e desejo sucesso para todas as
escolas.