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O samba de uma nota só

Publicado em Artigos
Quarta, 15 Agosto 2018 09:17

Por Aloisio Villar

Me marcaram esta semana no "Twitter" em uma conversa que se desenrolava sobre os concursos de samba-enredo. O papo começou porque o Império da Tijuca teve apenas cinco sambas inscritos em seu concurso de samba-enredo, e alguém me marcou para dizer que concorri na Beija-Flor com mais de 100 sambas. Verdade, foi na Beija-Flor em 2004 com 107 sambas.

Essa não foi a única disputa que me marcou pela grande quantidade de sambas. A minha estreia na União da Ilha foi com 53 sambas! Coisa impensável hoje em dia pensando que faz algum tempo que a disputa insulana não passa dos 20 sambas. A Beija-Flor mesmo faz disputas com bem menos sambas e a Portela se enche de orgulho por ter 32 em seu concurso.

Por que isso ocorre?

Ocorre por culpa de todo o mundo. Culpa das escolas e suas escolhas pouco claras. O Império da Tijuca, que hoje tem cinco sambas em seu concurso, tem um histórico de bons sambas escolhidos, mas também de decisões polêmicas que afastaram compositores. Compositores dos bons saíram, não teve a entrada e assim foi esvaziando. Falei do Império da Tijuca, todavia são várias as escolas que hoje pagam por decisões polêmicas, pela falta de confiança dos compositores. Pagam também pelo alto preço cobrado pela inscrição dos sambas. Não sei como é hoje, porém nas vezes que concorri no Império foi bem caro e isso afasta.

Culpa das escolas, entretanto culpa dos compositores também. O custo está alto demais e os compositores são os culpados pelo alto preço gasto em concursos. Os compositores inventaram as torcidas de samba-enredo, inventaram os churrascos e os 30 ônibus por semana nas quadras, inventaram a entrega dos CDs para componentes e recentemente inventaram os vídeo-clips. Agora inventaram até o teaser! Para que tudo isso? Só a vaidade explica, a mesma vaidade que faz gente que não sabe compor assinar samba e tirar onda de compositor.

Vários bons compositores como meu amigo Paulo Travassos tiveram que se afastar por não ter condições financeiras de competir, dando lugar a gente com grana que não escreve, mas banca. Compositores novos surgiram com menos quantidade que antigamente, porque o jovem normalmente não tem dinheiro para bancar concursos caros. As próprias parcerias não aguentam o monstro que criaram e se fundem em duas, três parcerias. Antigamente parcerias eram compostas de duas, três pessoas. Hoje em dia são nove assinando, três participações especiais, mais uns quatro ou cinco "por fora". Uma parceria de samba-enredo pode envolver aproximadamente 20 pessoas que poderiam fazer parte de quatro ou cinco parcerias.

Culpa dos formadores de opinião que minimizam esse problema. Vi na discussão gente importante da imprensa repetindo o clichê que "basta um samba bom" e que não sente saudades de ouvir o samba do "Zezinho da velha guarda".

Ok, basta um samba bom, e quando não tem esse samba bom? É matemático, quanto mais opções, quanto maior a quantidade maiores as chances de ter um ou mais sambas bons. E por que ter um só? Por que ser refém de um samba apenas sem opção de escolha ou de uma parceria apenas que faz o samba bom de todos os anos? E no ano que essa parceria não acertar? E se essa parceria sair da escola? Faz como?    

Não entendo gente que ama samba querer elitizar dessa forma algo que sempre foi tão democrático. Imagine se alguém de fora do carnaval falar: "Para que 12 escolas se a Beija-Flor desfila bem todos os anos? Basta ela", ou então: "Para que tantos sites de carnaval informando se basta um bom para isso?". Isso é ditadura. Ainda bem que o Boi da Ilha, em 1997, não pensou: "Para que o samba do Aloisio Villar se existe o samba do Ito Melodia?".  

É curioso ver a queda da quantidade de sambas em um concurso, ainda mais se vermos que menos escolas fazem disputas em virtude dos sambas encomendados. Naturalmente os compositores dessas escolas migrariam para outras. Não migraram.

Temos que ver para onde esses e outros compositores foram, mas tem gente que acha que isso não é importante. Basta um.

Vira samba de uma nota só.

Twitter - @aloisiovillar

Facebook - Aloisio Villar

 

 

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