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Morre o cantor Reinaldo, o Príncipe do Pagode

Publicado em Grupo Especial
Segunda, 18 Novembro 2019 00:05

Por Luis Leite

Morreu na madrugada desta segunda-feira (18), aos 65 anos, o cantor Reinaldo, mais conhecido como o Príncipe do Pagode.  Segundo informações de sua assessoria de imprensa, o sambista teve uma parada cardiorrespiratória e chegou a ser levado para o hospital Albert Einstein, em São Paulo, mas não resistiu. O músico lutava há quatro anos contra um câncer no pulmão.

Reinaldo Gonçalves Zacarias nasceu no bairro de Cavalcanti, na Zona Norte do Rio.  Iniciou sua carreira na década de 1980, quando ganhou o apelido de O Príncipe do Pagode dado por um locutor de uma rádio FM no Rio de Janeiro.

Em 1986, gravou o seu primeiro álbum, "Retrato Cantado de um Amor", que leva o nome de um de seus maiores sucessos. Outras canções que marcaram a carreira de Reinaldo foram "Aquela Imagem", "Coisa de Amante", "Nos Pagodes da Vida", "Pra ser minha Musa", "Papel Assinado", "Saudade de Amar", "Tem que ter Fé", "Brilho no Olhar", "Trapaças do Amor" e muitos outros.

Em 2012, o cantor se candidatou a vereador na cidade de São Paulo, mas não foi eleito.

O enterro do cantor ocorrerá no Cemitério Bela Vista, em Osasco, na Grande São Paulo, às 17 horas, e será aberto ao público.




O enterro será realizado no cemitério Bela Vista, em Osasco (SP), às 17h (de Brasília).... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/11/18/cantor-reinaldo-o-principe-do-pagode-morre-aos-65-anos.htm?cmpid=copiaecola
O enterro será realizado no cemitério Bela Vista, em Osasco (SP), às 17h (de Brasília).... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/11/18/cantor-reinaldo-o-principe-do-pagode-morre-aos-65-anos.htm?cmpid=copiaecola
O enterro será realizado no cemitério Bela Vista, em Osasco (SP), às 17h (de Brasília).... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/11/18/cantor-reinaldo-o-principe-do-pagode-morre-aos-65-anos.htm?cmpid=copiaecola

Cantor e compositor Rico Medeiros: "Nossa Senhora!"

Publicado em Entrevistas
Quinta, 07 Novembro 2019 14:24

Por Luis Leite

Nascido em Niterói, Nilzo Medeiros, popularmente conhecido como Rico Medeiros, começou sua trajetória no mundo do samba na Estação Primeira de Mangueira. Além de ser cantor “de meio de ano”, participou de vários programas de calouros na TV como o Cassino do Chacrinha, Carlos Imperial, Jair de Taumaturgo, César de Alencar entre outros, sendo o primeiro colocado em todos.  

Na Mangueira, em 1975, ganhou o concurso de melhor puxador de samba, na qual também defendeu o samba campeão dos compositores Tolito e Rubens da Mangueira que descreveram o enredo “No Reino da Mãe do Ouro”.  Rico passou a ser o primeiro puxador de samba da Verde e Rosa dentro da quadra.  No entanto, na avenida, Jamelão era o intérprete oficial, até porque na época ele não gravava LP de samba-enredo devido os conflitos das gravadoras. Nesse mesmo ano, Rico gravou o samba da Flor da Mina do Andaraí, que à época desfilava ainda como bloco carnavalesco.

Para sua decepção depois de ter gravado no estúdio o samba da escola para o Carnaval 1976, excluíram sua voz do disco e colocaram a voz de Rubens da Mangueira, irmão de Zuzuca do Salgueiro. Rico gravou também no LP “Carnaval 77 Ensaio Geral”, o samba “Nossa querida Mangueira”, do compositor Ney e o álbum "Os Melhores Sambas-Enredo 1977 - Ala dos Compositores", "Vamos falar de saudade", dos autores Jonas, Djalma e Tião Grande.

No Acadêmicos do Salgueiro se notabilizou e passou a ficar conhecido como Rico Medeiros. Rico foi levado pelo compositor Renato de Verdade para defender sua obra, consagrando o samba campeão na quadra e na avenida, cujo enredo era “Do Yorubá à Luz, à Aurora dos Deuses”, a obra também foi vencedora do Estandarte de Ouro de melhor samba, prêmio oferecido pelo “Jornal O Globo”.

No ano de 1978, Rico Medeiros passou a ser a voz oficial do Salgueiro tanto na avenida quanto na gravação do disco de samba-enredo sucedendo Noel Rosa de Oliveira. Nesse ano, o cantor gravou um disco pela gravadora RCA Victor com o sucesso “Blusa Amarela”, de sua autoria e em parceria com Moacyr M.M. O samba foi muito tocado nas rádios no final da década de 70 e no início dos anos 80.  A obra também foi gravada pelos grupos Originais do Samba, Banda Rio-Copa e o Terra samba.  Além de ter suas músicas gravadas por Neguinho da Beija-Flor “Deixa eu te amar mais uma vez”, no LP Meu Mundo Novo ano de 1983, e Reginaldo Terto, no LP Carnaval 83 (Vol.2) Subindo nas paredes.

Já intérprete no Salgueiro, no ano 1980 para o carnaval 1981, gravou no LP de sambas-enredos das escolas do grupo 2B duas faixas: Unidos de Nilópolis e Unidos de Cosmos.  Fora do Rio no ano seguinte, foi intérprete oficial da agremiação Embaixada do Morro, uma das mais tradicionais e vitoriosas escolas de samba de Guaratinguetá, em São Paulo, onde gravou e seguiu puxando samba nos anos de 1982,1983,1984,1985,1987,1988 e 1990 pela Vermelha e Branca.

No ano 1982 após o retorno ao carnaval 1983 no Acadêmicos do Salgueiro, Rico criou dentro do estúdio Hawaí o alusivo no samba com o seguinte refrão: “O carnaval é a maior caricatura, na folia o povo esquece a amargura”, com enredo “Traços e troças”. Nesse ano teve sua voz na gravação do samba-enredo do Boêmios da Madama, agremiação do carnaval de Niterói.

Como político, Rico foi vereador em São Gonçalo-RJ entre 1982 e 1988. Nesse período, como puxador oficial do Salgueiro, ele gravou o samba-enredo da Lins Imperial, do Grupo A, para o carnaval 1985, mas não pôde desfilar na escola devido ao falecimento de seu pai. Seguiu com o Salgueiro, onde permaneceu como intérprete por lá até o carnaval de 1986. Nesse ano, Rico prestou uma homenagem ao compositor Bicho de Pena, apelido de Pedro Correia de Carvalho, o Pedro Marreco, chamado pelos jornais da época de Dono do Morro, entoando na gravação do samba-enredo do Salgueiro “Alô, Bicho de Pena!”, o tema era “Tem que se tirar da cabeça aquilo que não se tem no bolso” - tributo a Fernando Pamplona. Participou do LP-álbum da Simone “Amor e Paixão”, na faixa “Rei por um dia” com os puxadores do samba.  

No ano 1987, após ser dispensado pelo Salgueiro, teve uma breve passagem pela Imperatriz Leopoldinense a convite do presidente Luiz Pacheco Drumond. Na escola de Ramos, cantou no carro de som com Alexandre D’Mendes. No mesmo ano gravou o samba-enredo da escola de Manaus Vitória Régia.

Dois anos mais tarde, retornou para o Salgueiro, passando a ser o segundo da escola ao lado do puxador Rixxa. Desde então sua última passagem como intérprete oficial da Vermelha e Branca da Tijuca foi em 1990 com o enredo “Sou Amigo do Rei”.  Nesse mesmo ano gravou para o carnaval 1991 no LP das escolas de samba de Manaus o samba-enredo do G.R.E.S Jovens Livres.

No ano de 1993, Medeiros foi o segundo puxador ao lado do Quinzinho no carro de som da Unidos do Viradouro, também participou da coletânea “Escola de Samba”, da gravadora Sony Music, no LP do Acadêmicos do Salgueiro, cantando o samba “Quilombo dos Palmares”, de 1960.

Já fazendo parte da Ala de Compositores e também intérprete oficial da Unidos do Viradouro, Rico participou das disputas de sambas-enredos dois anos consecutivos, saindo-se vencedor com a parceria de Gilberto Fabrino, Jorge Baiano e PC Portugal, com o enredo “Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal”. Nesse ano 1994, a escola obteve o terceiro lugar no desfile, e no ano de 1995, ganhou com o compositor José Antônio Olivério mais a junção da parceria de PC Portugal. O enredo era “O Rei e os três espantos de Debret”. Já em 1999 defendeu o samba campeão da parceria de Dadinho na Viradouro e também no ano 2002 o samba-enredo composto por Jacy Inspiração, Celso Tropical, Rogerão e Gilberth Castro no Acadêmicos do Cubango. Em 2010, foi intérprete da escola de samba de Niterói Souza Soares. No último carnaval, gravou e puxou o samba do Acadêmicos da Pedreira, escola onde canta por mais de 30 anos em Belém do Pará.

   

OBatuque.com - Por que o apelido de Rico?
Rico Medeiros - Na minha época de cantor, quando eu cantava em tudo que era programa, eu conheci uma pessoa que passou a ser meu padrinho. Ele tinha o apelido de Gordurinha e achava que Nilzo não era nome de cantor, então achou melhor colocar o meu nome artístico de Rico Medeiros.

OBatuque.com - Conte como começou sua trajetória no mundo do samba como cantor?
Rico Medeiros - Foi em 1973 quando tudo começou. Eu, desde garoto, já cantava músicas de meio de ano, cantei em vários programas de calouros na TV como Chacrinha, Carlos Imperial, Jair de Taumaturgo, César de Alencar entre outros, sendo o primeiro colocado em todos.  

OBatuque.com - Em 1975 você ganhou o concurso de melhor puxador de samba na Mangueira, conte como foi essa experiência?
Rico Medeiros - Um belo dia alguém falou pra mim: “Por que você não vai lá na Mangueira? Está tendo um concurso de melhor puxador de samba-enredo, já que você ganha samba em tudo que é lugar”. Então resolvi me inscrever, nesse ano eu disputei com mais de 50 candidatos. Cada semana tinha eliminação até eu chegar entre os cinco finalistas do concurso, tornando-se o grande campeão. Passando a ser o primeiro cantor da Mangueira com direito a gravar e defender na quadra o samba-enredo, mas quando chegasse na avenida eu seria o segundo cantor, porque o Jamelão era o primeiro. Nessa época, Jamelão não gravava e nem defendia samba-enredo.        

OBatuque.com - No ano 1976, mesmo não tendo sua voz gravada no LP dos sambas-enredos, por que optaram por colocar a voz do compositor Rubens da Mangueira?
Rico Medeiros - Assim que eu passei a ser o puxador da Mangueira, um dos compositores da obra vencedora, com o enredo “No reino da mãe do ouro”, pediu para eu gravar o samba em lá maior, até porque nessa época eu não entendia e nem sabia nada de tonalidade de samba - talvez tenha sido um dos motivos. Quando cheguei ao estúdio, o maestro perguntou pra mim: “Qual o tom do samba?”. Eu respondi pra ele que era lá maior, levei escrito as notas do acorde e gravei o samba. Depois de alguns dias eu fui ouvir a gravação, minha voz não estava no disco. O próprio compositor Rubens pediu para apagar a minha voz e colocar a dele, e ninguém da diretoria tomou partido.

OBatuque.com – Como foi sua chegada no Salgueiro em 1977 levado pelo compositor Renato de Verdade, conte como foi essa história?
Rico Medeiros - Então, eu já estava decepcionado por ter tirado minha voz da gravação do disco de samba-enredo da Mangueira, depois disso pensei assim: não quero mais saber de escola de samba, porque não existe ninguém honesto. Um belo dia, eu estava em casa quando alguém bateu em minha porta me procurando. Era o compositor do Salgueiro Renato de Verdade pedindo para eu defender o samba dele na quadra. Ele falou assim pra mim: “Caso esse samba ganhe no Salgueiro, você vai ser o puxador da escola, porque o presidente vai dar esse direito, até então o que aconteceu com você na Mangueira todo mundo tomou conhecimento”. Aí eu peguei a letra do samba e coloquei a melodia. O samba foi campeão e passei a ser o puxador oficial do Salgueiro, assim nasceu Rico Medeiros. O samba foi trilha sonora do filme “007 Contra o Foguete da Morte”.

OBatuque.com - Como foi que você criou o alusivo no samba?
Rico Medeiros - Eu criei, lançando os gritos de guerra: “Nossa Senhora!”, “Simbora, Salgueiro!”, Explode, Salgueiro!”. No ano de 1982, eu estava na Espanha e falei com os amigos: quando eu voltar ao Brasil vou mudar essa chamada, porque todos os puxadores estão fazendo igual. Nesse mesmo ano, voltando de viagem, eu cheguei no estúdio Havaí para gravar o samba-enredo do Salgueiro, para o Carnaval 1983, quando o maestro Gino iria dar a introdução, eu pedi a ele fazer uma acorde sol maior eu gritei assim: “O carnaval é a maior caricatura, na folia, o povo esquece a amargura”, então eu, Rico Medeiros, em 1982 lancei o alusivo no samba.

OBatuque.com - No Salgueiro, você passou a ser intérprete oficial em 1978 e ficou até 1986. Por que você foi dispensado?
Rico Medeiros - Porque no carnaval de 1986, em Belém do Pará, eu puxei em duas escolas de samba no mesmo dia, o Acadêmicos da Pedreira e o Rancho não Posso me Amofiná assumindo o posto de Dominguinhos do Estácio que precisou viajar para cantar na Estácio de Sá.  Então quando eu cheguei ao Rio de janeiro para puxar o samba do Acadêmicos do Salgueiro, cheguei muito cansado e fui para avenida 50%, mas tive a felicidade de receber nota máxima dos jurados. Foi assim que o Senhor Miro, patrono da escola, com toda razão me dispensou do Salgueiro por eu ter puxado samba em duas escolas.

OBatuque.com - Nesse mesmo ano, durante a gravação do LP do samba-enredo do Salgueiro, você prestou uma homenagem ao compositor Bicho de Pena, chamado pelos jornais da época de Dono do Morro, conta como foi esse desfecho?
Rico Medeiros - Então, cada ano eu criava alguma coisa para valorizar a obra dos compositores, até porque todo o samba-enredo do Salgueiro eu mexia na gravação, e o compositor Jorge Melodia não gostou do que eu fiz, além de eu fazer um chamado no samba: Alô, Bicho de Pena! Sem eu saber, ele mandou chamar o Bicho do Morro, que também fazia parte da parceria, para ir ao estúdio Transamérica, saber o motivo da mudança da linha melódica do samba. Chegando lá, o Bicho pediu ao técnico para tocar o samba e perguntou para o Jorge: “Você mandou me chamar pra ver o quê? O samba está dez vezes melhor do que estava”, logo em seguida o Bicho apertou a minha mão parabenizando o meu trabalho.

OBatuque.com - Em 1982 você foi vereador de São Gonçalo, por que você optou pela política naquele ano?
Rico Medeiros - Eu fui vereador de 1982 até 1988. Então, não fui eu que optou pela política, foi a política que optou por mim. Nesse ano, eu cheguei de viagem da Espanha, e a cúpula do PDT foi à minha casa pedir ajuda, para eu participar da campanha política do partido, pois eu tinha chance de ser vereador. Faltando alguns meses para as eleições, sem saber nada de política, eu aceitei o convite. Dentro de três meses eu consegui fazer dois mil e poucos votos, sendo o sexto mais votado dentro município.  Dali pra frente comecei a minha carreira como político.

OBatuque.com - Após a política e o Salgueiro, você foi para a Imperatriz e depois para a Viradouro, inclusive foi vencedor de dois sambas nesta escola, como tudo aconteceu?
Rico Medeiros - Eu fui para a Unidos do Viradouro a convite do presidente José Carlos Monassa, em 1993, cantei no carro de som junto com Quinzinho e nesse mesmo ano passei a fazer parte da Ala de Compositores e convidei Cláudio Fabrino, Paulo César Portugal, Jorge Baiano e fizemos o samba na minha casa, eles vieram com a letra do samba, e eu com a linha melódica. O enredo era em homenagem a “Teresa de Benguela”. No ano seguinte, tive o prazer de ganhar novamente, mas dessa vez junto com o compositor José Antônio Olivério. O meu samba teve a fusão com o refrão da parceria de PC Portugal.

OBatuque.com - Depois disso, Rico Medeiros não cantou mais na Sapucaí, por quê?
Rico Medeiros - Eu já estava cantando contra a minha vontade. Por isso acabei abandonando o samba. Tive várias decepções.

OBatuque.com - Como você vê a quantidade de intérpretes num carro de som?
Rico Medeiros - Hoje é um gritando mais do que o outro, e você não sente a linha melódica do samba funcionar na avenida. Ou seja, a definição da melodia.

OBatuque.com - Como você avalia a compra de um samba em detrimento da ala de compositores?
Rico Medeiros - Hoje e muito relativo. No meu tempo, quando eu era cantor e trabalhava na ala de compositores do samba, chegava um candidato pedindo ao presidente pra ser compositor da escola, ele dava um papel e uma caneta e mandava o cara escrever o samba na hora. Aquele que pelo menos fizesse três estrofes tinha uma chance na agremiação. Hoje virou comércio qualquer um pode ser compositor é quem dá mais.

OBatuque.com - Fale-me sobre o Acadêmicos da Pedreira, escola de samba de Belém do Pará aonde você canta a mais de 30 anos?
Rico Medeiros - Eu canto no Acadêmicos da Pedreira desde 1982. Então, todo o fim de ano eu viajava para desfilar na escola, até porque o carnaval de lá ocorre uma semana antes do nosso. Tive a felicidade de ser campeão pela Vermelha e Branca, se não me falha a memória, umas quatro ou cinco vezes, e no desfile de 2019 marcou o meu retorno e também da agremiação ao carnaval de Belém, depois de dez anos fora da avenida. Agradeço ao presidente Waldir Fiock (Rudar), onde eu tenho um enorme carinho e respeito pela sua pessoa, aos componentes e principalmente ao povo da Travessa Timbó, do Bairro Pedreira que sempre me apoiou desde o início e pretendo encerrar a minha carreira de intérprete no Acadêmicos da Pedreira, escola que eu amo em Belém do Pará.

Salgueiro terá ensaio especial neste sábado em homenagem a Mestre Louro

Publicado em Grupo Especial
Sexta, 01 Novembro 2019 09:39

Por Luis Leite

O Acadêmicos do Salgueiro homenageia neste sábado, 02 de novembro, feriado de Finados, um dos maiores ícones da escola, Mestre Louro que, se estivesse vivo, completaria 71 anos neste fim de semana.

"Louro foi um verdadeiro pai para muitos dos nossos ritmistas e diretores. Deixou um legado de formação de mestres e construiu uma história dentro do carnaval que jamais deve ser esquecida. Foram cinco Estandartes de Ouro à frente da Furiosa e a gente precisa render homenagem sempre a quem ajudou a construir a história da Salgueiro", disse o presidente André Vaz.

Para homenagear o Mestre que esteve no comando da bateria por 31 anos, amigos e intérpretes do Carnaval irão se reunir para celebrar a data como todo bom sambista gosta: com muito samba. Embalados pela Furiosa, Ito Melodia, Serginho do Porto, Gilsinho, entre outros grandes nomes do Carnaval, subirão ao palco da Academia para agitar o público.

Em 2020, a Vermelha e Branca da Tijuca será a terceira a desfilar na segunda-feira de carnaval com enredo “O Rei Negro do Picadeiro” do carnavalesco Alex de Souza. A escola homenageará os 150 anos de Benjamin de Oliveira, considerado o primeiro palhaço negro do Brasil.

A entrada do público feminino é gratuita até às 23h e comunidade apresentando a carteirinha não paga. Os ingressos custam R$40; camarotes disponíveis através do telefone (21) 2238 9226.

A quadra do Salgueiro fica na rua Silva Teles, 104 – Andaraí

Mangueira,União da Ilha e Estácio de Sá escolhem sambas para o Carnaval 2020

Publicado em Grupo Especial
Domingo, 13 Outubro 2019 09:24

Por Luis Leite

Estácio de Sá decidiu juntar dois dos três sambas finalistas

Com quadras lotadas, torcidas animadas e disputas acirradas, Mangueira, União da Ilha e a Estácio de Sá escolheram, na madrugada deste domingo (13), seus sambas-enredos que será levado à Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2020.

Na Estação Primeira de Mangueira, após a apresentação dos três sambas finalistas,venceu a parceria de Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo. A dupla aprovou o novo modelo de disputa proposto pela Verde e Rosa com a proibição de intépretes de outras agremiações e comemoraram a vitória.

“Vencer um samba com esse formato de disputa é muito importante para nós. A Mangueira deu um passo para a democratização e igualdade nunca vista numa disputa de samba-enredo. Temos uma ligação muito forte com a questão da justiça social e ouvir as pessoas da Mangueira, do morro, cantando nosso samba, com este enredo contextualizado me impactou profundamente”, disse Máximo.

Atual campeã do carnaval carioca, será a terceira escola a desfilar no domingo de folia com o enredo “A Verdade Vos Fará Livre”, de autoria do carnavalesco Leandro Vieira, que levará para avenida a biografia de Jesus Cristo.

foto final de samba na U.da Ilha

Na União da Ilha, a noite também foi de festa e decisão. Os vencedores foram Márcio André, Marcio André Filho, Rafael Prates, J. Alves, Daniel e Marinho.  A Tricolor Insulana será a sexta a desfilar no domingo de Carnaval com o enredo “Nas encruzilhadas da vida, entre becos, ruas e vielas, a sorte está lançada: salve-se quem puder!” dos carnavalescos Fran Sérgio e Cahê Rodrigues.

Já na Estácio de Sá, a direção da escola optou por fazer a junção entre dois sambas, o da parceria Carioca e Guanabara com a dos compositores Edson Marinho, Jorge Xavier, Júlio Alves, Jailton Russo, Ivan Ribeiro e Dudu.
No próximo ano, a Vermelha e Branca do Morro de São Carlos apresentará o enredo "Pedra", que está sendo desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães.  Será a primeira agremiação a se apresentar no domingo de Carnaval. 

Em clima circense, Salgueiro escolhe samba para o Carnaval 2020

Publicado em Grupo Especial
Sábado, 12 Outubro 2019 08:46

Texto e foto: Luis Leite

O circo chegou no Salgueiro!

Após uma disputa acirrada, com três obras finalistas, o Acadêmicos do Salgueiro escolheu na manhã deste domingo(12), feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças, o samba-enredo que levará para Marquês de Sapucaí em 2020.  A parceria vencedora foi a dos poetas Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga do Salgueiro, Getúlio Coelho, Ricardo Neves e Francisco Aquino. Marcelo sagrou-se campeão pela oitava vez dentro da Acadêmia.

"Nosso samba, acima de tudo, tem toda a virtude do DNA salgueirense. Traz, em sua totalidade, a energia e a emoção com a qual nossa comunidade se identifica e que tornou-se tradição através dos carnavais exaltando este personagem como vencedor que foi, trazendo em sua letra a integralidade do enredo. Ele é forte, é pulsante, sem que a melodia caia no oba-oba.  Retrata a luta vitoriosa de Benjamim, de uma forma poética, original e alegre como o artista foi, sem curvar-se à melancolia", Contou o compositor Motta.

No ano que vem a Vermelha e Branca da Tijuca será a terceira a desfilar na segunda-feira de carnaval com enredo “O Rei Negro do Picadeiro” do carnavalesco Alex de Souza. A escola homenageará os 150 anos de Benjamin de Oliveira, considerado o primeiro palhaço negro do Brasil.

A abertura do evento ficou por conta da roda de samba do grupo Pagada Brasileira,com atração principal do grupo Pique Novo, agitando o público com seus grandes sucessos.  A noite seguiu com a ala Show de Passistas comandada pelo coreógrafo Carlinhos do Salgueiro, proporcionando um belíssimo espetáculo, além dos principais seguimentos da escola, embalados pelas vozes marcantes de Quinho e Emerson Dias, todos caracterizados de palhaços.foto Luis Leite 2

O evento foi marcado pela presença da rainha de bateria Viviane Araújo vestida com a fantasia de palhacinha. A atriz, com todo seu gingando, mostrou muito samba no pé, interagiu com público e posou para fotos ao lado de fãs.  

A festa terminou na Rua Silva Telles com todos os salgueirenses exaltando o samba vencedor.

 

Link do video: https://www.youtube.com/watch?v=XZnOyg0hg94

 

Confira a letra do samba campeão:

Na corda bamba da vida me criei

Mas qual o negro não sonhou com liberdade?

Tantas vezes perdido, me encontrei

Do meu trapézio saltei num voo pra felicidade

Quando num breque, mambembe Moleque

Beijo o picadeiro da ilusão

Um novo norte, lançado à sorte

Na companhia do luar

Feito sambista

Alma de artista que vai onde o povo está

E vou estar com o peito repleto de amor

Eis a lição desse nobre palhaço

Quando cair, no talento, saber levantar

Fazer sorrir quando a tinta insiste em manchar

O rosto retinto exposto

Reflete no espelho

Na cara da gente um nariz vermelho

Num circo sem lona, sem rumo, sem par

Mas se todo show tem que continuar

Bravo! Ah esperança entre sinais e trampolins

E a certeza que milhões de Benjamins

Estão no palco sob às luzes da ribalta

Salta menino!

A luta me fez majestade

Na pele, o tom da coragem

Pro que está por vir

Sorrir é resistir!

Olha nós aí de novo

Pra sambar no picadeiro

Arma o circo, chama o povo, Salgueiro!

Aqui o negro não sai de cartaz

Se entregar, jamais!

Ê laroyê ina mojubá! Parceria do Cantor Magal Clareou vence disputa na Beija-Flor

Publicado em Grupo Especial
Sexta, 11 Outubro 2019 07:38

Por Luis Leite

Segura o povo que o povo é o dono da rua!

Em clima de festa, a Beija-Flor de Nilópolis escolheu, na madrugada desta sexta-feira (11), o samba-enredo que irá embalar os componentes no Carnaval de 2020 com o enredo “Se essa rua fosse minha”, desenvolvido pelos carnavalescos Cid Carvalho e Alexandre Louzada.

A parceria campeã foi a dos compositores Magal Clareou, Diogo Rosa, Julio Assis, Jean Costa, Dario Jr. e Thiago Soares. Magal que é vocalista do grupo de pagode 'Clareou', atualmente um dos melhores do Rio.

A noite começou em grande estilo, com o show dos demais segmentos da Azul e Branco, embalados pela bateria comandada pelos mestres Plínio e Rodney e pela voz do intérprete oficial Neguinho da Beija-Flor, que se recupera de uma pequena cirurgia, antecedendo o início da apresentação dos três sambas finalistas.

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O evento também contou com a presença da rainha de bateria Raissa de Oliveira, depois de dois meses afastada por ter dado à luz a sua primeira filha, Rhayalla. A morena mostrou que está em plena forma física e com muito samba no pé celebrou bastante a escolha do samba vencedor.

A Deusa da Passarela será a sexta e última escola a desfilar na segunda-feira de carnaval na Marquês de Sapucaí.

 

Link do Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=6Ka-q_qEjTg&list=RD6Ka-q_qEjTg&start_radio=1

 

Letra do samba campeão:

 

Ê LAROYÊ INÁ MOJUBÁ
ADAKÊ EXU ÔÔÔ
SEGURA O POVO QUE O POVO É O DONO DA RUA
*Ô CORRE GIRA QUE A RUA É DO BEIJA-FLOR*

PRECEITO! MINHA FÉ PRA SEGUIR NESSA ESTRADA
ODARA Ê! REINA FIRME NA ENCRUZILHADA
ABRAM OS CAMINHOS DO MEU BEIJA FLOR
POR ROTAS JÁ TRILHADAS NO PASSADO  
O TEMPO DE TORMENTAS QUE ESSE  MAR LEVOU
REVELAM ESTE NOVO ELDORADO
NAS TRILHAS DA VIDA... DESBRAVADOR!
DESTINO TRAÇADO... VENCEDOR!
NOS BECOS DA SOLIDÃO
MOLEQUE DE PÉ NO CHÃO

E NESSAS ANDANÇAS EU SIGO TEUS PASSOS
SÃO TANTAS PROMESSAS DE UM PEREGRINO
É CRER NO MILAGRE, SAGRADOS VALORES
EM TANTOS ALTARES. EM TANTOS ANDORES  

A VELA QUE ACENDE A DOR QUE SE APAGA  
A MÃO QUE AFAGA SE TORNA CORRENTE

NILOPOLITANO EM ROMARIA
A FÉ ME GUIA! A FÉ ME GUIA!

EM MEUS DEVANEIOS
ENTRE O REAL E A IMAGINAÇÃO
SAUDADE PERSISTE,
INSISTE EM PASSEAR NO CORAÇÃO  
FEITO UM POEMA A BEIRA-MAR
CANTO PRA TE VER PASSAR
ME VEJO EM TEU CAMINHO
NESSA IMENSIDÃO AZUL DO TEU AMOR
E ÀS VEZES, PERDIDO
EU ME ENCONTRO EM TUAS ASAS, BEIJA-FLOR
POR MAIS QUE EXISTAM BARREIRAS
EU VIM PRA VENCER NO TEU NINHO
É BOM LEMBRAR, EU NÃO ESTOU SOZINHO

 

Parceria de Marcelo Adnet vence disputa de samba na São Clemente

Publicado em Grupo Especial
Domingo, 06 Outubro 2019 05:22

Por Luis Leite

Foto: Alex Maia/Divulgação

A São Clemente definiu na madrugada deste domingo(6), o samba-enredo que levará para a Sapucaí no ano que vem.  A agremiação vai contar as histórias da malandragem e as falcatruas começando com a cobiça pelo ouro das Minas Gerais do século XVII, seguindo sua linha crítica e irreverente no Carnaval 2020.

Das três obras finalistas venceu a composição de Marcelo Adnet, André Carvalho, Pedro Machado, Gustavo Albuquerque, Gabriel Machado, Camilo Jorge, Luiz Carlos França e Raphael Candela.  O humorista Adnet sagrou-se campeão pela primeira vez na disputa de samba na sua escola do coração.  A letra faz referências indiretas às denúncias sobre funcionários laranjas em gabinetes políticos.

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Presidente Ricardo Almeida, rainha de bateria Raphaela Gomes e sua diretoria

“Estamos muito felizes com todo o processo da disputa de samba. Nossa ala de compositores correspondeu muito bem às nossas expectativas e tivemos grandes obras no concurso. Chegamos à final com três sambas de alta qualidade. Sobre a parceria campeã, nada a dizer a não ser comemorar. Uma super obra, com a classe e a marca registrada da nossa escola: alegria e irreverência. Vamos confiantes para um grande Carnaval”, analisou o presidente Renato Almeida Gomes.

O evento teve início com o show do grupo Orgulho Clementiano e também a apresentação completa de todos os seguimentos da escola.

A Preta e Amarela de Botafogo será a primeira a desfilar na segunda–feira de folia com o enredo “O Conto do Vigário”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira.

 

https://www.youtube.com/watch?v=KBoW0bM85IU

 

Veja a letra do samba campeão:

Meu povo chegou ôô!
A maré vai virar, laiá!
Na ginga, pra frente, lá vem São Clemente
Sem medo de acreditar!

O sino toca na capela e anuncia
Nossa senhora começou a confusão!
Quem vai ficar com a imagem de Maria?
O burro vai tomar a decisão

Mas o jogo estava armado
Era o Conto do Vigário
Nessa terra fértil de enredo
Se aprende desde cedo
Todo papo que se planta, dá
Dom João deu uma volta em Napoleão
Fez da colônia dos malandros capital
Trambique - patrimônio nacional

Tem laranja!
Na minha mão, uma é três e três é dez!
É o bilhete premiado, vendido na rua
Malandro passando terreno na Lua!

Hoje, o vigário de gravata
Abençoa a mamata
Lobo em pele de cordeiro
Eu trago em três dias seu amor
¡La garantía soy yo!
Só trabalho com dinheiro
Chamou o VAR, tá grampeado
Vazou, deu sururu
Tem marajá puxando férias em bangu!

Balança na rede
Abre a janela, aperta o coração
O filtro é a fantasia da beleza
Na virtual roleta da desilusão

Brasil, compartilhou, viralizou, nem viu!
E o país inteiro assim sambou
Caiu na fake news!

Wilson Witsel visita a quadra da Beija-Flor em lançamento de 'Saúde de Bamba'

Publicado em Grupo Especial
Terça, 01 Outubro 2019 14:37

Por Luis Leite

A Beija-Flor de Nilópolis recebeu na manhã do último sábado, dia 28 de setembro, a visita do governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witsel. Ele marcou presença no lançamento do projeto Saúde de Bamba. A iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde (SES), em parceria com as escolas do Grupo Especial, tem como objetivo oferecer uma série de serviços gratuitos ao cidadão; como promoção e prevenção à saúde e emissão de documentos. A bateria da Beija-Flor ditou o ritmo do evento.

- O projeto foi pensado com a finalidade de unir o Carnaval, que é uma das paixões da população do nosso estado, com a saúde. Nas quadras, os moradores vão poder se cuidar e se divertir. Além da Beija-Flor, a iniciativa passará por outras escolas de samba - explica o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos.

- Pra nós é uma honra imensa receber o governador na abertura do projeto justo na nossa quadra. Ele vem se mostrando solícito e aberto ao diálogo com as escolas de samba. A todo momento deixa claro que a favor da nossa cultura. Vai ficar marcada essa visita. Toda a nossa comunidade agradece e deseja sucesso em sua vida política – afirmou Almir Reis, vice-presidente da azul e branca.

No primeiro evento do projeto "Saúde de Bamba", a população teve acesso a coleta de sangue, ação de prevenção contra o uso de drogas ilícitas, orientações sobre como se alimentar de maneira saudável, medição do nível do monóxido de carbono no pulmão dos fumantes, e material informativo de combate ao fumo, distribuição de preservativos, aplicação de flúor, além de um laboratório onde foi possível conhecer e acompanhar as fases de desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Beija Flor Governador Witzel Eduardo Hollanda 33

Além disso, a ação contou ainda com a Fundação Leão XIII, emitindo de forma gratuita a 1ª e a 2ª vias de certidões de nascimento e de casamento. E o Detran, para identidade. Já o Sine realizou o agendamento para a emissão da carteira de trabalho e para seguro desemprego.

Grande Rio escolhe samba para 2020

Publicado em Grupo Especial
Domingo, 22 Setembro 2019 10:50

Por Luis Leite

A Acadêmicos do Grande Rio escolheu na madrugada deste domingo (22), seu samba-enredo para o Carnaval 2020.

A parceria vencedora do concurso foi dos compositores Derê, Robson Moratelli, Rafael Ribeiro e Toni Vietnã.

A escola levará para avenida o enredo “Tatá Londirá: O Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias”, dos carnavalescos Leonardo Bora e Grabriel Haddad. Será contada a história do baiano Joãozinho da Gomeia, conhecido como Rei do Candomblé que foi um dos maiores pai de santo do país.

O evento contou com a participação de representantes de diferentes religiões.  A escola preparou uma cerimônia inter-religiosa em que todos eles fizeram discursos emocionados a favor da liberdade de crença e do respeito a manifestações de fé de todos os credos.

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O destaque da noite foi a coroação de Paolla Oliveira como rainha de bateria. Ela recebeu a coroa de sua companheira de elenco Juliana Paes, que deixou o posto após o carnaval deste ano. A atriz esbanjou simpatia, elegância e carisma à frente dos ritmistas. Também foi comemorado o aniversário de 31 anos da Tricolor de Caxias com um grande bolo.

 

https://www.youtube.com/watch?v=1WtDK6y-vRw

 

Veja a letra do samba campeão:

É PEDRA PRETA!
QUEM RISCA PONTO NESTA CASA DE CABOCLO
CHAMA FLECHEIRO, LÍRIO E ARRANCA TOCO,
SEU “SERRA NEGRA” NA JUREMA, JUREMÁ...

PEDRA PRETA!
O ASSENTAMENTO FICA AO PÉ DO DENDEZEIRO
NA CAPA DE EXU, CAMINHO INTEIRO
EM CADA ENCRUZILHADA UM ALGUIDAR

ERA HOMEM, ERA BICHO FLOR
BICHO HOMEM PENA DE PAVÃO
A VISÃO QUE PARECIA DOR
AVISANDO SALVADOR, JOÃO!

NO CAMUTUÊ JUBIABÁ
LÁ NA ROÇA A GAMELEIRA
"DA GOMEIA" DAVA O QUE FALAR
NA CURIMBA FEITICEIRA

OKÊ! OKÊ OXOSSI É CAÇADOR
OKÊ! ARÔ! ODÉ!
NA PAZ DE ZAMBI, ELE É MUTALAMBO!
O ALAKETO, GUARDIÃO DO AGUERÉ

É ISSO, DENDÊ E CATIÇO,
O RITO MESTIÇO QUE SAI DA BAHIA
E LEVA MEU PAI MANDINGUEIRO
BAIXAR NO TERREIRO QUILOMBO CAXIAS
MALANDRO, VEDETE, HERÓI, FARAÓ...
UM SARAVÁ PRA FOLIA
BAILAM OS SEUS PÉS
E PELO AR O BEJOIM
GIRAM PRESIDENTES, PENITENTES, YABÁS
CURVA SE A RAINHA E OS OGANS BATUQUEIROS PEDEM PAZ

SALVE O CANDOMBLÉ, EPARREI OYÁ
GRANDE RIO É TATA LONDIRÁ
PELO AMOR DE DEUS, PELO AMOR QUE HÁ NA FÉ
EU RESPEITO SEU AMÉM
VOCÊ RESPEITA MEU AXÉ

(RESPEITA O MEU AXÉ)

De alma Lavada, parceria de Dadinho vence a disputa de samba-enredo na Viradouro

Publicado em Grupo Especial
Domingo, 22 Setembro 2019 06:58

Texto e foto Luis Leite

A Unidos do Viradouro, atual vice-campeã do Grupo Especial, escolheu na madrugada deste domingo(22), seu hino oficial para o Carnaval 2020.

O samba vencedor tem como autores Dadinho, Lair Machado, Rildo Seixas, Manolo, Anderson Lemos Carlinhos Fionda e Alves.

Das 22 obras inscritas, 12 foram selecionadas para o concurso e três composições chegaram à grande final.  Cada samba finalista, teve 30 minutos para se apresentar, em ordem que foi definida por sorteio.

A Vermelha e Branca de Niterói, levará para avenida o enredo ‘Viradouro de alma lavada’, em homenagem as Ganhadeiras de Itapuã, grupo musical que surgiu dos cantos, danças e crenças das lavadeiras do litoral da Bahia.  O tema será desenvolvido pelos carnavalescos Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira.

O evento teve início com o show emocionante das Ganhadeiras de Itapuã, inspirado no enredo da agremiação.  A noite também contou com todos os seguimentos da escola proporcionando um grande espetáculo.

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Comemorando os sete anos de reinado à frente da bateria da agremiação, Raissa Machado, mostrou que está com tudo em cima. A beldade sambou, esbanjou carisma e muita simpatia durante o evento. Segundo ela, o próximo desfile na Marquês de Sapucaí terá um gostinho bem mais especial:

“Acredito, e tenho certeza, que faremos um grande e belíssimo carnaval, com o número sete nos dando muita sorte! Além disso, temos uma comunidade forte e com muito trabalho, entraremos para buscar o título”.
Mas toda essa confiança não se baseia apenas no número, já que ela própria também se considera uma rainha de bateria “pé-quente”.

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“Sou rainha de dois campeonatos, com desfiles memoráveis. No primeiro ano à frente da bateria, já estreei sendo campeã. E viemos de um vice com gostinho de campeã”, conta a morena se referindo ao carnaval de 2019, em que a escola de Niterói perdeu por um décimo para a Estação Primeira de Mangueira.

Mãe da pequena Nicole, de quatro anos, Raissa já começou sua preparação para o carnaval e divide a sua rotina entre a família, os treinos diários, tratamentos estéticos e os novos projetos que, segundo ela, serão revelados em breve. A morena garante estar melhor do que nunca.

“Eu sinto que esse é o meu melhor momento. Em todos os aspectos. Já vivi várias fases na minha Viradouro. Já chorei, já sorri, já gritei. E sempre me dediquei muito. E mesmo faltando alguns meses para o carnaval, eu sigo a minha dieta, faço academia, mas tudo na medida. Além dos tratamentos estéticos semanais, que são os meus aliados”, avaliou.

O resultado saiu por volta das 5h10 e foi bastante festejado pela comunidade.

A Unidos do Viradouro será a segunda escola a pisar na passarela do samba no domingo de folia.

 

https://www.youtube.com/watch?v=3FEOfijDRp4

 

Letra do samba campeão:

LEVANTA PRETA QUE O SOL TÁ NA JANELA
LEVA A GAMELA PRO XARÉU DO PESCADOR
A ALFORRIA SE CONQUISTA COM O GANHO
E O BALAIO É DO TAMANHO DO SUOR DO SEU AMOR
MAINHA, ESSES VELHOS AREAIS
ONDE NOSSOS ANCESTRAIS
SEMPRE ACORDAM A MANHÃ
PRA LUTA
SENTEM CHEIRO DE ANGELIM
E A DOÇURA DE QUINDIM
NA BICA DE ITAPUÃ
 
*CAMARÁ GANHOU A CIDADE*
*O ERÊ HERDOU LIBERDADE*
*CANTO DAS MARIAS, BAIXA DO DENDÊ*
*CHAMA A FREGUESIA PRO BATUQUEJÊ*
 
SÃO ELAS DOS ANJOS E DAS MARÉS
CABOCLAS DO BALANGANDÃ, Ô IAIÁ
CIRANDA DE RODA NA BEIRA DO MAR
AGUADEIRA QUE BENZE E VAI PRO TERREIRO SAMBAR  
GANHADEIRA DE FÉ!
É A VOZ DA MULHER  
XANGÔ ILUMINA A CAMINHADA
A FALANGE ESTÁ FORMADA
UM CORAL CHEIO DE AMOR
KAÔ! O AXÉ VEM DA BAHIA
ESTA NEGRA CANTORIA
QUE MARIA ENSINOU

*OH MÃE ENSABOA*
*MÃE ENSABOA PRA DEPOIS QUARAR*

*ORA YÊ YÊ O OXUM! SEU DOURADO TEM AXÉ*
*FIZ O MEU QUILOMBO NO ABAETÉ*
*QUEM LAVA A ALMA DESTA GENTE VESTE OURO*
*É VIRADOURO! É VIRADOURO!*

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