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Marcella Alves

Publicado em Entrevistas

Fotos: OBatuque.com e acervo pessoal de Marcella Alves

Depois de fazer muito sucesso defendendo o pavilhão da Acadêmicos do Salgueiro ao lado do mestre-sala Ronaldinho, a jovem e talentosa porta-bandeira Marcella Alves acaba de acertar com a Mocidade Independente de Padre Miguel. Em entrevista concedida ao OBATUQUE.COM, Marcella, entre outros assuntos, fala de sua carreira fora do carnaval, conta sua trajetória no mundo do samba e revela os motivos que a fizeram deixar a tradicional escola tijucana.

OBatuque.com - Quando e onde você nasceu?
Marcella Alves
- Em 1983, no Rio de Janeiro (Boca do Mato).

OBatuque.com - E onde vive atualmente?
Marcella Alves
- Na Barra da Tijuca.

OBatuque.com - Sua formação?
Marcella Alves
- Formada em Educação Física, no ano de 2004, pela Universidade Gama Filho. Estou cursando pós-graduação em Fisiologia do Exercício, também na UGF.

OBatuque.com - Seu trabalho fora do carnaval?
Marcella Alves
- Sou professora de Natação e Musculação.

OBatuque.com - Como surgiu o gosto pelo samba e como você chegou até ele?
Marcella Alves
- Entrei no Balé Clássico aos seis anos de idade e desde então me deparei com uma vontade enorme em dançar um pas-de–deux. Como no clássico criança não dança pas–de–deux, resolvi tentar o palco do samba. O meu avô paterno foi presidente da Lins Imperial e sempre tive esse contato com o samba, até me despertar pela dança de MS & PB, aos nove anos de idade.

OBatuque.com - Por quais escolas você passou até chegar a assumir o primeiro pavilhão da Acadêmicos do Salgueiro?
marcella alves 1Marcella Alves
- No Grupo Especial fui apenas da Caprichosos de Pilares e, no Acesso, Lins Imperial.

OBatuque.com - O que representou assumir esse posto?
Marcella Alves
- Foi maravilhoso quando recebi do Maninho o convite de portar a bandeira do Salgueiro. Isso não tem como explicar, só posso dizer que me sinto lisonjeada em me confiarem essa responsabilidade, pois só quem sabe a essência dessa dança e do carnaval, sabe a importância que isso tem. Sem contar que portar a bandeira do Salgueiro é um grande prazer, fazia com muito amor e carinho.

OBatuque.com - O passo de um casal é muito visado pelo jurado. No dia do desfile, dá aquele “friozinho na barriga”?
Marcella Alves
- Por mais experiente que uma pessoa seja, sempre dá o tal “friozinho”, pois cada ano é um ano e naquela “arena”, tudo pode acontecer.

OBatuque.com - Três dos quatro jurados acharam que você e o Ronaldinho não se apresentaram com vibração. Um fez uma comparação com a apresentação do ano passado (2004). Outro disse que um passo de balé, o pas-de-deux, não atingiu o clímax. O que houve? O pas-de-deux é obrigatório ou é invenção de jurado?
Marcella Alves
- Não sei se o jurado sabe, mas pas-de-deux não é um passo de balé. Pas-de-deux quer dizer "passo de dois" e a nossa dança é um passo de dois. E creio eu que a vibração é subjetiva demais para ser julgada. Além de não fazer parte do critério de julgamento, é muito difícil de se ver diante daquela quantidade de roupa, a não ser que eu e Ronaldinho saíssemos pulando, balançando os braço e fazendo movimentos que chamassem atenção, o que descaracterizaria a dança. Acredito que eles tenham confundido criatividade (que faz parte do critério de julgamento) com vibração (que não faz parte do critério), pois nossos movimentos eram muito singelos e discretos, simulando uma confissão ao padre, uma ida à igreja e uma benção a Joana, antes de ir para a Guerra.

OBatuque.com - Sua roupa atrapalhou?
Marcella Alves
- Não. Sabia desde o início como seria a minha roupa e me preparei para aguentar, porém, acredito que quem estava vendo de fora tinha a impressão de que eu estava presa ali dentro. Acho que enquanto os carnavalescos não perceberem que daqui para frente só ganhará dez quem tiver com fantasia bonita, porém pequena e leve, poucos casais ganharão a nota máxima. Apesar disso, não me acho no direito de dizer que não aceito vim com um determinado tipo de fantasia, pois sou contratada para dançar e, como profissional, devo estar preparada para o que o carnavalesco achar que deve me vestir.

OBatuque.com - Você dá opinião no momento da confecção?
Marcella Alves - Sim, claro. Alguns materiais são mais leves e dão o mesmo efeito e algumas coisas são desnecessárias. A fantasia deve estar confortável para a dança.

IMG 00311 salgueiroOBatuque.com - Alguns jornais estão atribuindo a sua saída do Salgueiro a um desentendimento com a diretoria e com Ronaldinho. O que há de verídico nessa história?
Marcella Alves
- O meu desentendimento foi único e exclusivo com o presidente administrativo, o Fú. Porém, a minha relação com o Ronaldinho veio se desgastando ao longo do tempo. Ele disse ao jornal O Dia que eu sou imatura demais ainda, por isso a minha saída do Salgueiro. Uma garota de 21 anos que passou pelo que já passei não tem a menor condição de ser imatura. Apenas sei o que no momento é melhor para o meu trabalho e, como amo os salgueirenses e sempre quis dar o melhor de mim para a escola, e sabia que com o desentendimento meu com o Fú passaria a existir um clima ruim entre ele e eu, preferi jogar a toalha. Não quis correr o risco de desrespeitá-lo, como ele fez comigo.

OBatuque.com - Nessa entrevista ao jornal O Dia, Ronaldinho achou que você foi imatura na decisão de largar a escola, pois ele acredita que nessas horas tem-se que ter paciência e tranquilidade. Foi o peso da crítica que fez você sair?
Marcella Alves
- Não, não me preocupo muito com o que algumas pessoas falam, pois muitas se baseiam nas notas para falar e as notas não qualificam o meu trabalho num todo, apenas por um momento, e muitas vezes se contradizem. Se fosse pelas críticas, já não estaria no Salgueiro desde 2002, ano que minha bandeira caiu na Avenida, sofri muitas críticas...

OBatuque.com - E a sua negociação com a Mocidade? Você já assinou contrato?
Marcella Alves
- Recebi convite da Mocidade para o Carnaval 2005, mas não acho conveniente sair de uma escola como o Salgueiro porque outra escola lhe convidou ou você vai ganhar mais, pois nem tudo na vida é o dinheiro e, sim, o bem-estar. Estava bem no Sal e não pretendia sair, se não fosse o meu problema com o Fú. Quando o presidente Paulo Vianna ficou sabendo da minha saída, me procurou, assim como outros presidentes, e acabamos de acertar meu ingresso na escola.

OBatuque.com - Qual sua expectativa para o próximo carnaval com o pavilhão verde e branco de Padre Miguel?
Marcella Alves
- Continuarei fazendo um trabalho com bastante responsabilidade e darei o melhor de mim para a escola, além de ter o desafio de estrear com o Rogerinho, que é um grande mestre-sala.

OBatuque.com - Como você vê o trabalho da segunda porta-bandeira dentro de uma escola, já que no Grupo Especial, pelo menos, nesse troca-troca, nenhuma delas assumiu como primeira? As escolas preferem contratar de uma coirmã?
Marcella Alves
- Sempre é de grande valor na escola, serve para uma emergência, além de enriquecer o desfile. Infelizmente, isso realmente acontece, talvez porque não tenha chegado a hora ainda.

marcella alves 2OBatuque.com - Como surgiu a ideia da escolinha de mestre-sala e porta-bandeira que você criou no Salgueiro?
Marcella Alves
- Esse era um projeto que vinha comigo desde a Caprichosos de Pilares, porém ainda não me sentia preparada, não me sentia apta a exercer a função didática que uma professora deve ter. Acredito que não basta saber fazer para ensinar, devemos ter o conhecimento de como ensinar. Quando entrei no Salgueiro, iniciei minha graduação como professora de Educação Física e só aí comecei a me preparar para pôr em prática este sonho. Em julho do ano passado eu já estava no oitavo período da faculdade e aí conversei com o Ronaldinho, fiz um anteprojeto do que seria a escolinha e apresentamos ao presidente da escola, que gostou e aprovou.

OBatuque.com - Quem eram os responsáveis?
Marcella Alves
- A coordenadora do projeto sou eu, pois fiz todo o cronograma da oficina, escrevi textos e criei avaliações específicas, porém tinha o apoio do Ronaldinho, da Mara, do Mosquito e da Wilma, psicóloga.

OBatuque.com - E quem apoiava?
Marcella Alves
- Apenas o Salgueiro nos apoiou e alguns salgueirenses nos ajudaram a fazer a festa de conclusão do primeiro módulo, onde tínhamos 40 alunos.

OBatuque.com - E como anda a escolinha hoje?
Marcella Alves
- O projeto no Salgueiro, pelo que sei, está parado, íamos voltar agora em maio, mas saí da escola. O meu projeto, que iniciei lá, vai continuar, pois sou a autora dele. Mas ainda não sei quando nem onde.

OBatuque.com - Quais foram as pessoas que mais a apoiaram?
Marcella Alves
- Meus pais e minha família.

OBatuque.com - Qual seria, na sua opinião, o melhor casal? Ou então, a melhor porta-bandeira e o melhor mestre-sala? Uma pessoa na qual poderia dizer que se espelha nela?
Marcella Alves
- O melhor casal, Selminha e Claudinho, melhor porta-bandeira, Maria Helena, e melhor mestre-sala, aquele que for meu par, pois temos que dar valor a quem está do nosso lado.

OBatuque.com - Cogitou-se muito em 2003 que você poderia ser rainha de bateria do Salgueiro. Você deixaria de ser porta-bandeira para ser rainha de bateria?
Marcella Alves
- Imagina, minha estrela está na bandeira. Não saberia me portar como rainha de bateria.

OBatuque.com - Um momento que você gostaria de esquecer na Avenida?
Marcella Alves
- Nenhum. Mesmo aqueles que foram ruins foram importantes para mim, cada um com sua intensidade.

OBatuque.com - Um momento marcante?
Marcella Alves
- No carnaval? Todas as vezes que se abrem os envelopes com as notas dez.

OBatuque.com - Um samba que você gostaria de bailar na Avenida?
Marcella Alves
- "Dona Flor e seus dois maridos".

OBatuque.com - Na voz de quem?
Marcella Alves
- Wander Pires.

OBatuque.com - E em que escola?
Marcella Alves
- Lins Imperial.

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