OBatuque - Estácio de Sá fará seu ensaio de rua sob as bençãos de São Sebastião nesta segunda-feira

Estácio de Sá fará seu ensaio de rua sob as bençãos de São Sebastião nesta segunda-feira Destaque

Publicado em Grupo Especial
Sexta, 17 Janeiro 2020 21:09
Jack Maia rainha de bateria Medalha de Ouro, da Estácio de Sá Jack Maia rainha de bateria Medalha de Ouro, da Estácio de Sá Foto: Zé Arruda/divulgação

Por Luis Leite

Nesta segunda-feira, dia 20 de Janeiro, feriado de São Sebastião, Padroeiro da Cidade do Rio de Janeiro, a Estácio de Sá realizará seu tradicional ensaio técnico de rua na Avenida Salvador de Sá, a partir das 20h30.

O treino terá a presença de todos os seguimentos  e a comunidade mostrará a força do seu canto e evolução pelas ruas do bairro.  A concentração será na Praça Coronel Castelo Branco em frente ao Sambódromo e termina na quadra da agremiação.

A Vermelha e Branca do morro de São Carlos será a primeira escola a desfilar no domingo de carnaval, dia 23 de fevereiro, pelo Grupo Especial com o enredo "Pedra", desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães.

 

 

 

Última modificação em Domingo, 19 Janeiro 2020 15:44

Itens relacionados (por tag)

  • Mocidade, Salgueiro e Beija-Flor são os destaques da segunda noite de desfiles na Sapucaí

    Por Luis Leite e Danndara Kyzy

    Fotos: Luis Leite

    A São Clemente abriu o segundo dia de desfiles do Grupo Especial, com toda sua irreverência e crítica com o enredo "O conto do Vigário", contando a história das malandragens e trambiques que ficaram famosos desde o período colonial.  

    A escola trouxe as vigarices tecnológicas como os golpes pelas redes sociais e as fake news (notícias falsas em inglês). O ator e comediante Marcelo Adnet, um dos compositores do samba, desfilou no quinto carro representando o presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro. Durante a performance, Adnet jogou laranjas artificiais para o público, fez flexões de braço e simulou uma arma com as mãos. Na alegoria onde ele estava havia cartazes com frases como "tá ok?", a culpa é do Leonardo di Caprio" e "acabou a mamata".

    Sobre um elemento cenográfico, a comissão de frente narrou o duelo entre dois vigários que dispultavam a imagem de uma santa amarrada no burrico pelas ruas de Ouro Preto.

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    O quarto carro vende-se um pedacinho do céu, representa o lobo em pele de cordeiro que oculta suas intenções financeiras por detrás da capa de homem santo no intuito de enganar o povo.

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    A ala de baianas representou mães de santo modernas que prometem trazer o amor perdido de volta em três dias.

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    Garrafadas milagrosas, a mágica de cura.

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    Tem marajá puxando férias em Bangu

    Referência às regalias no cárcere de políticos que vivem como estivessem de férias.

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    Disciplinada, a bateria comandada por mestre Caliquinho desfilou vestida de laranjal, fazendo alusão às falcatruas cometidas pelos políticos brasileiros.  Com fantasias divertidas, um dos destaques foi a última ala "A grávida de Taubaté", que faz menção à mulher que mentiu sobre gestar quadrigêmeos em um programa de TV, com uma falsa barriga gigante.

    No quesito evolução, a Amarelo e Preto de Botafogo passou bem, veio leve e solta brincando na avenida sem cometer nenhum percalço.

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    A Unidos de Vila Isabel, a segunda a passar pela avenida, homenageou os 60 anos de Brasília, com uma lenda indígena no tema "Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil", no qual a capital federal nasceu para levar as esperanças aos povos das terras, onde vive o pequeno curumim. Com carros alegóricos imponentes e fantasias volumosas ricas em detalhes, a escola transmitiu um enredo claro de extremo bom gosto. O grande destaque foi a bateria, comandada pelo mestre Macaco Branco, que fez várias paradinhas ao longo da avenida.

    A comissão de frente coreografaram os indíginas se transformando em tigres guerreiros.

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    Ala das baianas, caldeirão de brasilidade

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    Fantasiada de colombina, Aline Riscado marcou sua estreia como rainha de bateria, substituindo Sabrina Sato que deixou o posto depois de nove anos e desfilou à frente da escola como rainha da Azul e Branco, acompanhada pelo presidente de honra Martinho da Vila.

    SABRINA SATO NA VILA ISABEL 1 copiar

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    Último carro, Brasília jóia rara prometida.

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    Salgueiro transforma a Sapucaí em um tremendo picadeiro a céu aberto

    O Acadêmicos do Salgueiro pedi passagem e arma o seu circo na avenida. Com o enredo “O Rei Negro do Picadeiro”, a Vermelho e Branco narrou a história de Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil, morto em 1954. A comissão de frente encantou o público com técnicas de ilusionismo.

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    A atriz Erika Januza veio fantasiada de arlequina.

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    Apesar do samba não empolgar as arquibancadas, faltou alegria de alguns componentes. A escola pode perder alguns décimos em evolução, devido a alguns buracos formados entre as alas.  Além de muita criatividade, na plástica as fantasias e alegorias estavam impecáveis com cores vibrantes de fácil leitura.  O destaque porém ficou para o último carro que trouxe a escultura de Benjamim, onde a máscara branca deu lugar ao rosto negro.

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    A soberana rainha de bateria Viviane Araújo, desfilou fantasiada de cigana esbanjando sua boa forma com muito samba no pé.

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    Carro abre-alas retrata a construção do Cristo Redentor

    De volta a Unidos da Tijuca, o carnavalesco Paulo Barros que prometia muitas surpresas, levou para a Sapucaí o enredo "Onde Moram os sonhos", que retrata a história da arquitetura e urbanismo do Rio, desde as primeiras construções no Egito até as megacidades atuais.  A agremiação também falou da poluição que destrói o meio ambiente, colocando em perigo o presente e o futuro da humanidade.

    Celebrando o arquiteto Leonardo da Vinci: a comissão de frente veio com dançarinos de macacão, com luzes de led que deveriam acender de forma sincronizada, o que não aconteceu. O fato ocorreu em frente ao módulo de julgadores. Quanto à parte estética, a escola ficou devendo, com alguns pontos negativos em fantasias e alegorias, que se mostraram mais simples do que o esperado.

    A ala das baianas representou a Catedral de Brasília, primeiro monumento projetada por Oscar Niemeyer.

    Destaque para a ala de passistas que representou o cotidiano de quem procura sobreviver numa cidade desigual.

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    Estreando com rainha de bateria na escola, a cantora Lexa desequilibrou e caiu no meio da avenida. No entanto, a funkeira não perdeu a majestade, rapidamente se levantou e continuou a sambar. A pista estava molhada devido a chuva que caiu mais cedo.

    Elza Deusa Soares, essa nega tem poder

    A penúltima escola a se apresentar na Marquês de Sapucaí, a Mocidade Independente de Padre Miguel fez um tributo a cantora Elza Soares, contando sua história de vida e artística desde o momento em que explodiu para fama: no show de calouros do apresentador e compositor Ary Barroso.

    A comissão de frente mostrou a infância pobre de Elza, nos tempos em que ela carregava latas de àgua na cabeça.

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    Minha fé! Sincretismo religioso da cantora.

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    Ala das baianas, Elza canta Mãe Menininha do Gantois.

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    Quarto carro: o circo da vida mas é dura na queda, trouxe uma pantera negra, símbolo da resistência contra a opressão.

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    A Verde e Branco de Vila Vintém fez um desfile empolgante, tendo como ponto alto o canto forte da comunidade.  Apesar do bom samba e a beleza no desenvolvimento do enredo, a escola apresentou algumas irregularidades em alegorias e adereços, onde era perceptível falhas de acabamento em alguns carros. Elza desfilou no último carro, intensamente ovacionada pela plateia.

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    Fechando o desfile de segunda-feira do Grupo Especial, a Beija-Flor de Nilópolis veio para tentar se reerguer depois de um amargo 11° lugar no ano passado. Com o enredo "Se Essa Rua Fosse Minha", a escola narrou a história da evolução do homem no que se refere às suas histórias mais antigas de criar e seguir caminhos e ruas.  

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    Segura o povo, que o povo é o dono da rua

    A comissão de frente no estilo Mad Max, interpretou o encontro de grupos de gangues rivais em um ferro velho disputando o domínio sobre as ruas. 

    O casal de mestre-sala e porta-bandeira, formando por Selminha Sorriso e Claudinho, que comemora este ano bodas de prata, caracterizados de Sol demonstrou muita elegância no sincronismo.

    Representando Xica da Silva, a cantora de funk Jojo Todynho desfilou com os seios de fora na Sapucaí.

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    A fé me guia!

    O quarto carro trouxe um altar em consagração à Virgem Maria do estilo barroco com 20 metros de altura.

    Com um desfile grandioso e impactante, a escola levantou as arquibancadas desde o primeiro momento, porém acabou tendo problemas com a colocação dos destaques no último carro alegórico o que fez com que acelerasse o andamento, comprometendo a evolução e por poucos segundos não ultrapassou o tempo de desfile.

     

  • Viradouro,Mangueira e Grande Rio foram destaques no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial

    Por Luis Leite e Danndara Kyzy

    Fotos: Luis Leite

    A primeira noite de desfiles da elite do carnaval carioca de 2020 trouxe para avenida sete escolas, entre elas a campeã e a vice-campeã do ano passado: Mangueira e Viradouro. Os desfiles apresentaram temas sobre religiosidade, tolerância, meio ambiente e críticas aos políticos brasileiros.

    A Estácio de Sá, de volta ao Grupo Especial, abriu a noite de gala com o enredo "Pedra", que está presente em vários recortes da história do nosso país, mostrando-a como guardiã dos animais pré-históricos, fonte de riqueza, morada dos espíritos indígenas e também da exploração desenfreada em busca de poder e riqueza. Com um desfile morno, a escola não empolgou o público, porém faltou garra e evolução de seus componentes.

    A carnavalesca Rosa Magalhães comemorou os seus 50 anos de carreira desfilando no quinto carro, que representava o garimpo de Serra Pelada. 

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    Homens das cavernas alcançando o espaço

    A comissão de frente mostrou a evolução dos homens primatas até a chegada à Lua, inspirado no filme de Stanley Kubrick "2001 - Uma Odisseia no Espaço", lançado em 1968. 

    O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Zé Roberto e Alcione, se apresentaram vestidos com a cor da escola, significando a pedra Rubi no processo de lapidação.

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    Jaqueline Maia fez sua estreia como rainha de bateria na Estácio, personificando a Deusa da mata.

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    A terra vista da lua

    Destaque para a última alegoria da escola, além da imagem de São Jorge trouxe também astronautas suspensos simulando a gravidade zero, com uma crítica ao meio ambiente.

     

    A comissão de frente da Estácio representou os homens das cavernas, inspirado no filme "2001: Uma Odisseia no Espaço" (1968), de Stanley Kubrick. O abre-alas reproduziu uma pedra que se abre e se transforma em Lua, com uma astronauta fincando a bandeira da escola de samba.... - Veja mais em https://www.uol.com.br/carnaval/2020/noticias/redacao/2020/02/23/pioneira-estacio-de-sa-retorna-a-elite-do-rio-com-enredo-sobre-a-pedra.htm?cmpid=copiaecola
    A comissão de frente da Estácio representou os homens das cavernas, inspirado no filme "2001: Uma Odisseia no Espaço" (1968), de Stanley Kubrick. O abre-alas reproduziu uma pedra que se abre e se transforma em Lua, com uma astronauta fincando a bandeira da escola de samba.... - Veja mais em https://www.uol.com.br/carnaval/2020/noticias/redacao/2020/02/23/pioneira-estacio-de-sa-retorna-a-elite-do-rio-com-enredo-sobre-a-pedra.htm?cmpid=copiaecola
    A comissão de frente da Estácio representou os homens das cavernas, inspirado no filme "2001: Uma Odisseia no Espaço" (1968), de Stanley Kubrick. O abre-alas reproduziu uma pedra que se abre e se transforma em Lua, com uma astronauta fincando a bandeira da escola de samba.... - Veja mais em https://www.uol.com.br/carnaval/2020/noticias/redacao/2020/02/23/pioneira-estacio-de-sa-retorna-a-elite-do-rio-com-enredo-sobre-a-pedra.htm?cmpid=copiaecola
    A comissão de frente da Estácio representou os homens das cavernas, inspirado no filme "2001: Uma Odisseia no Espaço" (1968), de Stanley Kubrick. O abre-alas reproduziu uma pedra que se abre e se transforma em Lua, com uma astronauta fincando a bandeira da escola de samba.... - Veja mais em https://www.uol.com.br/carnaval/2020/noticias/redacao/2020/02/23/pioneira-estacio-de-sa-retorna-a-elite-do-rio-com-enredo-sobre-a-pedra.htm?cmpid=copiaecola
    A comissão de frente da Estácio representou os homens das cavernas, inspirado no filme "2001: Uma Odisseia no Espaço" (1968), de Stanley Kubrick. O abre-alas reproduziu uma pedra que se abre e se transforma em Lua, com uma astronauta fincando a bandeira da escola de samba.... - Veja mais em https://www.uol.com.br/carnaval/2020/noticias/redacao/2020/02/23/pioneira-estacio-de-sa-retorna-a-elite-do-rio-com-enredo-sobre-a-pedra.htm?cmpid=copiaecola

    Candidata ao título, Viradouro ensaboa a Sapucaí

    A Unidos do Viradouro veio logo a seguir com o enredo "Viradouro de Alma Lavada", assinado pelos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon. A agremiação contou a história das Ganhadeiras de Itapuã, escravas que trabalhavam duro para conseguir comprar a alforria.  Com carros alegóricos grandiosos e fantasias luxuosas, na plástica a Vermelho e Branco de Niterói apresentou um trabalho impecável, coerente e de fácil leitura. No quesito harmonia, a comunidade cantou o samba do início ao fim e fez a Sapucaí ecoar o refrão 'Ó mãe! Ensaboa, mãe! Ensaboa pra depois quarar'.

    49577341036 5e46bdf2e2 k 3158398Carro abre-alas, "Prelúdio das Águas"

    Um dos destaques emocionantes foi a comissão de frente, que representou as zungueiras lavadeiras que durante a coreografia, as bailarinas no requebrado do corpo saudavam Oxum, cujo em cima de um tripé revelava uma sereia nadando dentro de um aquário. A performance encantou e tirou aplausos do público.

    A bateria de mestre Ciça foi um show à parte. Dentre muitas paradinhas realizadas ao longo do desfile, duas ritmistas saiam de dentro de uma escultura em forma de um tambor tocando timbal.

    A ala das baianas, representaram quituteiras de saias bordadas com abarás, acarajés e tapiocas.

    O último carro, denominado “As Ganhadeiras de Itapuã - O axé que veio da Bahia”, apresentou problemas na iluminação, o que pode acarretar perda de pontos na escola.

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    Em nome do pai

    Logo após foi a vez da atual campeã, Estação Primeira de Mangueira, com o enredo "A Verdade Vos Fará Livre" questionando sobre como seria o retorno Jesus Cristo nos dias atuais, no mundo de tanta intolerância. 

    Com um desfile emocionante a Verde e Rosa conseguiu passar para o público sua mensagem com muita clareza no enredo.  O abre-alas exibiu o retrato da sagrada família com Alcione representando Maria, a mãe do filho de Deus e Nelson Sargento, do outro lado representando José, pai de Jesus.

    A comissão de frente apresentou Jesus de tênis, vestindo jeans e carregando um celular. Na encenação da Santa Ceia, Cristo e os apóstolos são vítimas de opressão policial.

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    A rainha de bateria Evelyn Bastos representou Cristo em corpo de mulher, ela cruzou a avenida vestida de roxo, com um coroa de espinhos na cabeça e sem sambar.

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    Uma das principais alegoria foi o carro do Calvário que trouxe a imagem de um jovem negro de cabelo pintado de loiro crucificado e com marcas de tiros, causando um grande impacto na Sapucaí.

     

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    A quarta desfilar, a Paraíso do Tuiuti, levou para a avenida o enredo "O Santo Rei", que entrecruza as vidas e as trajetórias de Dom Sebastião de Portugal e o Santo Padroeiro, além de abordar a diversidade e religiosidade retratado como Oxóssi na cultura do candomblé e da umbanda brasileira.

    A comissão de frente trouxe dançarinos que além de interpretar o encontro dos Sebastiões, manipulavam bonecas ventríloquo, representando as senhoras da comunidade do Tuiuti.

    Mesmo com um bom conjunto de alegorias e fantasias, a azul e amarelo não empolgou a avenida, faltou animação e a comunicação dos componentes com o público.

    Por conta do atraso, para colocar os destaques sobre um carro na área de concentração, a escola precisou correr para não estourar o tempo previsto.

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    A noite marcou a estreia de Lívia Andrade como rainha de bateria da agremiação, representando a guardiã Ninfa das águas místicas. 

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    O último carro levou a imagem de São Sebastião lembrando a violência como uma das flechadas que atinge os cariocas em seu cotidiano.

     

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    Respeita o meu axé! O enredo é um alerta contra a intolerância religiosa

    Quinta escola a cruzar a Marquês de Sapucaí, a Acadêmicos do Grande Rio, com o enredo "Tata Londirá - O Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias”, contou a história de um dos mais famosos babalorixás do Brasil: Joãozinho da Gomeia. Líder religioso negro e homossexual, Joãozinho superou as barreiras do preconceito e em seu terreiro em Duque de Caxias atendeu milhares de pessoas, incluindo grandes nomes da política e também do mundo artístico.

    A comissão de frente reuniu bailarinos representando os orixás Iansã e Oxóssi, que regiam o homenageado. Na coreografia se transformavam em índios caboclos. No fim eles subiam em cima de um tripé e dentro de um espelho d'água encenava a infância do pai de santo.

    3269284 paolla oliveira ficou com os olhos marej 950x0 2De volta ao posto de rainha de bateria que havia ocupado em 2009 e 2010, Paolla Oliveira brilhou vestida de Cleópatra.

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    Com um dos sambas mais apreciados do Carnaval 2020, a Tricolor da Baixada Fluminense fez o seu melhor desfile dos últimos anos.  Integrantes cruzaram a Sapucaí cantando em plenos pulmões e interagindo com o público.  Apesar da exuberância de algumas alegorias, a escola enfrentou dificuldade com o carro abre-alas que entrou desacoplado na avenida.  A demora fez com que um enorme buraco se abrisse no início do desfile. Porém a agremiação pode perder pontos em evolução.

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    Mostrando a vida como ela é

    Penúltima a desfilar na madrugada desta segunda-feira (24), a União da Ilha foi marcada por vários problemas durante a sua apresentação, que resultou um enorme buraco no meio do desfile. O terceiro carro alegórico "Operários em Construção", quebrou e teve que ser empurrado por integrantes da escola comprometendo a evolução. Com estética realista, o enredo “Nas encruzilhadas da vida, entre becos, ruas e vielas, a sorte está lançada: salve-se quem puder!” abordou os principais problemas que afetam a sociedade, notadamente nas camadas mais pobres da população, instaladas em comunidades.

    A comissão de frente retratou a importância da educação no nosso país, em homenagem a Carolina Maria de Jesus, mulher negra e favelada que se tornou uma grande escritora.

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    Helicópteros pilotados por componentes fantasiados de policiais reproduziram a cena comum em operações. Em vez de disparar tiros jogavam camisetas com a palavra "paz"

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    Além de quatro aeronaves sobrevoando uma imensa favela no carro abre-alas, a escola chamou atenção com outra alegoria que causou impacto na avenida: um ônibus, onde era simulado um assalto.  O bandido fazia uma mulher de refém e apontava uma arma para a cabeça dela.  Em determinado momento a vítima escrevia com batom a palavra "Socorro", no vidro do veículo. A cena fez alusão ao sequestro do ônibus 174, em 2000.

    Reflexos da vida privada

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    O quarto carro trouxe réplicas gigantes de fuzis e pistolas, com políticos sentandos em privadas douradas. Mostrou também a situação em que o país se encontra depois de tantas promessas não cumpridas, escândalos e golpes.

    A Tricolor Insulana ultrapassou o tempo máximo em 1 minuto, resultando na perda de 1 décimo como punição.

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    Portela foi a sétima e última escola a entrar na avenida com o raiar do dia, a maior campeã do carnaval carioca trouxe o enredo “Guajupiá, Terra Sem Males”, assinado pelo casal de carnavalescos Renato Laje e Márcia Lage que marcaram sua estreia na Azul e Branco de Madureira.

    A Majestade do Samba apresentou a história do Rio de Janeiro pela visão indígena e trouxe alegorias extremamente luxuosas com riqueza de cores incríveis que também proporcionam efeitos de luz belíssimos.

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    A comissão de frente mostrou um ritual antropofágico, encenando um banquete em que os índios tupinambás devoravam um membro de uma tribo rival. 

    O casal de o mestre-sala e a porta-bandeira, Marlon Lamar e Lucinha Nobre, vieram fantasiados de “Irim-Magé. Lucinha veio com uma barriga artificial em que simulava uma gravidez, na performance  ela dava a luz a um bebê.  Durante a apresentação da dupla, em frente à cabine de jurados, Lucinha tropeçou e a bandeira enrolou no mastro.

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    A rainha de bateria Bianca Monteiro representou a cabocla Jurema

    DSC 0346 Com o tema ligado ao meio ambiente, a escola aproveitou a oportunidade para fazer críticas políticas e sociais, de maneira sutil.

    Em um trecho de samba há uma referência clara aos ataques sofridos pelos povos indígenas, principalmente vindos por parte do governo presidente Jair Bolsonaro.

    “… Índio pede paz, mas é de guerra Nossa aldeia é sem partido ou facção Não tem “bispo”, nem se curva a “capitão"…”

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  • Imperatriz, Santa Cruz e Unidos de Padre Miguel se destacam no segundo dia de desfiles das escolas da Série A

    Por Luis Leite e Danndara Kyzy

    A segunda noite de desfiles da Série A, na Sapucaí, apresentou um nível mais elevado do que a primeira. Não somente pela chuva que castigou as escolas da primeira noite, mas também pela evidente discrepância entre a organização e nível técnico das escolas na noite de sábado.

    A Acadêmicos do Sossego abriu os desfiles com o enredo "Os Tambores de Olukum", que celebrou as raízes sagradas, históricas e personagens do cortejo do Maracatu. Apesar de um desfile morno a escola de Niterói enfrentou problemas de acabamento em suas alegorias. Destaque para o casal de mestre-sala e porta bandeira, Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas, que fez uma apresentação arrebatadora.

    Na sequência, a Inocentes de Belford Roxo homenageou a jogadora da Seleção Brasileira feminina de futebol Marta da Silva com o enredo "Marta do Brasil - Chorar no começo para sorrir no fim". O tema contou a história de luta e superação e as conquistas através do futebol pelo mundo. Ovacionada pelo público, a atleta desfilou no último carro alegórico.

    A Unidos de Bangu, a terceira escola a entrar na Sapucaí com o enredo “Memorias de um Griô”, contou a origem do continente africano e um dos cenários mais triste da nossa história: a escravidão. A Vermelho e Branco da Zona Oeste enfrentou problemas durante o seu desfile em quase todos os quesitos, principalmente em alegorias com falta de acabamento e iluminação.

    Logo a seguir, a Acadêmicos de Santa Cruz, que trouxe o enredo “Santa Cruz de Barbalha – Um conto popular no Cariri Cearense”, iniciou seu desfile debaixo de uma chuva fina sobre a avenida. A escola fez um belo desfile com destaques para a evolução e harmonia, porém houve problemas com a entrada do terceiro carro que acabou atingindo o Setor 1. Não houve feridos no acidente. A agremiação também trouxe alas que representaram muito bem a cultura e espiritualidade presente no Cariri, com as festas e santos juninos da região.

    Já a Imperatriz Leopoldinense veio na sequência com a reedição do Carnaval de 1981 cujo enredo era "Só da Lalá", em homenagem a Lamartine Babo, autor de diversas marchinhas e de alguns dos hinos dos clubes do estado do Rio de Janeiro.  A Verde Branco de Ramos levantou o público das arquibancadas com desfile impactante sendo uma das grandes favoritas ao título.

    Sexta escola a pisar na avenida, a Unidos de Padre Miguel, disposta a brigar pelo acesso à elite, realizou um desfile de alto nível. A agremiação da Vila Vintém trouxe o enredo “Ginga”, contando a história da capoeira com alegorias e fantasias luxuosas e alas coreografadas que encantaram a Marques de Sapucaí.

    Fechando os desfiles da série A, Império da Tijuca, trouxe um desfile com poucos erros, porém com uma grande discrepância entre as alegorias e as fantasias que não conseguiram passar bem a mensagem do enredo.

 

 

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