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25-02-2008
Mauro Vianna
e a dedicação Por Wellington Lopes Mauro dos Santos Vianna é uma dessas pessoas que promovem no anonimato o aparecimento de novos talentos na cultura afro-brasileira. A luta diária pelo resgate e pela perpetuação do samba de raiz no cenário de nossa MPB faz do nosso Gente Bamba um importante personagem de destaque nesse segmento. Aficionado pelo assunto, o jornalista Mauro Viana é apresentador do talk-show "República do Samba", que é exibido toda primeira sexta-feira do mês no Museu da República, na Glória, com entrada franca. O programa é um desdobramento do projeto Afro-talk-vídeo (antigo Awo-Dudu), cuja estréia aconteceu em 7 de maio de 1999. Mas foi exatamente em 2003, após várias tentativas em dar um nome para o programa que falasse da cultura negra como um todo, já que existia uma gama de eventos ligados aos movimentos negros, que o público optou pelo samba e daí surgiu o nome "República do Samba", com o aval da diretoria do Museu da República. Hoje, aos 38 anos, além do programa mensal, Mauro carrega a experiência de ter passado por diversos veículos de comunicação, atuando como produtor, escritor, âncora e locutor. O talk-show é uma ótima opção cultural para adeptos e aficionados. Numa sala com capacidade para 80 pessoas, o programa multimídia do jornalista promove uma exibição de vídeos históricos, apresentação de livros, DVD, CDs, entrevistas e, lógico, muito samba de raiz. Nos 4 anos de sucesso do programa, o pesquisador de cultura negra teve a honra de receber diversos bambas ilustres. Entre eles, Jorginho do Império, Walter Alfaiate, Zezé Motta, Tia Doca, Tia Surica, Velha Guarda de Vila Isabel, Blecaute Junior, Darci da Mangueira, Adilson Bispo, Aldir Blanc, Beth Carvalho, Moacir Luz, Nei Lopes, José Carlos Rego, Helena Theodoro, Marília Trindade Barboza e mais de 165 personalidades entre grupos e palestrantres. Ao contrário do que possa parecer, na visão de Mauro não é necessário, como alguns saudosistas sugerem, que só se fale nos sambas antigos, principalmente os sambas-enredo, que passam por uma crise de identidade. O resgate e a renovação, segundo ele, são fundamentais. No entanto, a arte é mutável, adaptável e correspondente ao seu tempo: "O importante é que sempre exista", afirma. O que ele gosta?
Um samba? "Sublime Pergaminho". Um Carnaval? 2008. Um líder? Zumbi dos Palmares. Uma escola? Império Serrano e Escola de Magistratura. Um intérprete? Elza Soares. Uma passista? Soninha Capeta. Um passista? Serginho do Pandeiro. Um prato? Arroz com lentilha e pimentão recheada de proteína de soja: sou vegetariano. *** *** *** Comente esta notícia no fórum: http://www.obatuque.com/2.0/forum |
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