Enredos: Carnaval 2009
Grupo Especial
Unidos do
Viradouro
Enredo: "Vira Bahia, pura energia!"
Carnavalesco: Milton Cunha
SINOPSE
Começou o desfile. Sente
o frio?
Esse vento que passa provoca arrepios.
Esfregue as mãos, cubra o corpo, chegue mais perto de
mim.
Não deixe que o sangue congele. Se embole, se agite.
Nunca vi nada assim.
Grite! Procure saber de onde vem o vento, a ventania.
Esfria, arrepia, me esquenta.
Ouça o samba. Mexa o corpo, requebre, me agüenta.
Quero fazer sua vontade. Te arrepiar na folia.
Quer fazer a cabeça? Enrolado, arrepiado, embolado,
colorido.
Qual é o seu estilo? Arrumadinho, despenteado,
espetado, transviado.
De qualquer jeito, a gente se vira e desvira, desvia.
Desperte o meu desejo, num beijo.
O seu corpo estremece no meu.
Vem comigo, vem pro mundo,
mas traz no seu grito a alegria
de quem já é poesia
somente porque nasceu.
Para mudar o sentido da vida,
reescrever a história,
recompor a memória, a cena, a música.
Criar uma mesma emoção.
Está tremendo? Mas amor, o que passa agora?
Me abraça, que também sinto o coração disparar.
O horror a me turvar a mente: desolação.
A vida que se deixa num fio, no fogo, no jogo do
poder.
O fim consentido, provocado, executado.
Centenas, milhares, milhões de vidas perdidas.
E o que mais ainda arrepia? Essa não! Que nojo!!!
Não quero decepcionar. A gente está só se conhecendo.
Mas chama alguém corajoso, de vassoura ou de chinelo,
que com esses seres eu me pelo.
Veja só o que vai passar! Sente um calafrio?
Esses monstros terríveis, que provocam pesadelos,
pulam da tela e vêm aqui te assustar?
Mas me abraça, que, mesmo apavorado, com você aqui do
lado,
já me dá outro arrepio!
Por tudo o que já se viu,
a Viradouro vai arrepiar.
Mas nem pense que é o fim.
Porque o maior arrepio
virá de um vento tardio.
Daqueles que sopram na memória.
Um vento sem frio,
um tempo de aquecer as lembranças
e sentir arrepios de emoção e saudade!
Não fale. Simplesmente exale
o perfume que roubam de ti!
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Samba-Enredo
Autores: Heraldo Faria, Flavinho Machado, Edu Velocci,
Raphael Richaid e Floriano do Caranguejo |
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Quando Orum se encontra com Ayê
Oh! Mãe-Pátria! Salve a sabedoria
Eu quero caminhar com a Natureza
Me ensina a desvendar toda essa riqueza
Recebo do seu chão a energia
E bate bem forte o tambor
Nas ruas de São Salvador
Conduz os meus passos, Senhor do Bonfim
Olorum mandou cuidar do seu jardim
E disse mais, vai buscar na mata
No biocumbustível a nossa proteção
Filha do sertão no Tabuleiro
Dendê, meu dengo, óleo de cheiro
Um dia Oxalá iluminou
Tocou no coração da nossa gente
(bis)
O acordo do bem se faz oração
O mar não pode invadir o meu sertão
Sopra um vento nos canaviais
Brota a doce esperança de paz
Na força do trabalho dessa gente
Do bagaço nasce um tesouro
O lixo se veste de luxo, reluz em ouro
A água deixa o céu e se abraça com o chão
Renova a energia sob as bençãos de um trovão
Vermelho e branco, que paixão
A Viradouro pede axé
Caô, Xangô, Iansã, Yalodé
(bis)
Vira-Bahia, pura energia
Explode num canto de fé |
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