Enredos: Carnaval 2009
Grupo A
Caprichosos de Pilares
Enredo: "No Transporte da Alegria... Me Leva
Caprichosos a Caminho da Folia!"
Carnavalesco: Lane Santana e Sandro Gomes
SINOPSE
Tudo inicia quando se
constata, há milhares de anos, que sobre a terra o
homem caminhou. Cujo gênio inventivo ao seu
deslocamento aprimorou, ao invés de carregar seu
fardo, sobre troncos, ele o arrastou. Sentidos que de
seu ambiente observou e, que, certamente, as formigas
operárias transportando-se a rigor da sorte o
influenciou.
Desde a força humana, os primeiros troncos de madeira
a mulher teria sido a pioneira. Em seu ventre carrega
sua cria, cabendo a ela uma função ordeira, de
transportar objetos domésticos e crianças com coragem
de mulher guerreira.
Para esses homens em formação tudo soa como aviso.
Passam usar a força animal e criam os primeiros
transportes descobrindo que transportar é preciso!
Carro de boi, carroça, carreta, carruagem... Por
caminhos, picadas, atalhos e estradas seguem viagem.
Guiados pelos seus tinos, sobre rodas, transportam
gêneros e até pessoas rumo ao mais variados destinos.
Transportando-se através dos tempos, passando pelos
primeiros transportes da sociedade moderna, chegamos à
cidade. Tudo vida, sem engano, o progresso ano após
ano, determina o crescimento urbano de um tempo que
nos deixou lembrança: de ruas calmas e brincadeiras de
criança...
Tempo em que passageiros de origem mais humilde se
aventuravam a bordo do bonde CaraDura, que além da
passagem ser a metade do preço não havia censura.
Podiam viajar descalços, sem colarinho, carregando
pacotes, trouxas, aves e até tabuleiros de doces com
grande fartura. O bonde do povo era alvo de muitas
histórias e anedotas. Tudo cultura, como em toda
literatura, urbana era sua assinatura.
Saudosa viagem pela Avenida Central, que marcou ser a
primeira e vitoriosa a bordo dos primeiros ônibus à
cidade maravilhosa. Tão bela como os passeios de
bonde, que não perdíamos por uma boa borrifadela,
quando passavam e deixavam a alegria de um sorriso
sereno brilhando em cada janela.
O transporte expande-se. E num vai-e-vem o tempo passa
e com ele a necessidade da criação dos transportes de
massa.
Recorda-se a tradição nomes havia muitos para mesma a
situação. Mamãe me Leva, Chope Duplo, Chifrudo,
Sinfonia Inacabada e Gostosão. Divertidos apelidos que
os passageiros davam aos coletivos que atendiam a
população.
Evoluiu por todas as vias [que ironia] não somente a
terra e ao mar se limitaria. Até aonde, muitos,
outrora duvidariam o homem, por meio do transporte,
até o céu "dominaria".
Tanta gente a trazer tanta gente a levar, por uma só
via, a bordo do transporte da alegria seguimos, [que
ousadia] passando pelo difícil labor de ser locomover
no dia-a-dia, a caminho da folia.
Noite de sábado [mas pelo horário] o trânsito não
deveria está tão engarrafado! Freadas, buzinas,
palavrões... Cuidado um pedestre quase foi atropelado.
Não tem jeito vou me atrasar, o caos está instalado.
Que situação! Esse caos é diário, provoca
congestionamentos, poluição e atraso nos horários.
Contudo, as conduções cheias causam irritação nos
usuários, que de um jeito ou de outro, se ambientam
procurando ser solidários.
Mas é meio ao caos urbano que tudo se converte. Os
passageiros comemoram, dançam, vendem, namoram e até
casam e todo mundo se diverte. Aniversário, natal,
novo itinerário até o que se ler no noticiário numa
condução se comemora. Senhor, senhora, estudante,
camelô, pedinte, ninguém fica de fora.
Em movimento tudo vale como observação, estar à frente
conduzindo uma "lotação" tem que ter bom humor e um
santo de devoção. Haja vista, que as flâmulas de
decoração de alguns motoristas, trazem bordadas São
Jorge, São Cristóvão e até São Sebastião para que
durante a viagem lhes dêem sorte e proteção.
Com a brisa no rosto, chegando à folia, sentimos certo
gosto, de saber que tem gente e até "político", que
está disposto a solucionar o problema que, aqui, foi
exposto. Desta feita tudo caminha para um futuro de
desenvolvimento físico-territorial, econômico e social
com a velocidade permitida para alegrar meu carnaval.
Guiado pela magia, trazemos no peito um legado e na
Avenida deixamos, em forma de samba, o nosso recado.
Muitos são os planos traçados, em documentos, que até
já foram assinados, que apontamos soluções para
execução de projetos públicos e privados: o uso do
biodiesel, a construção de corredores exclusivos e
campanhas de conscientização. Tudo para melhoria da
qualidade de vida e preservação.
Num encontro mágico e poético, Pilares transporta o
público para uma "alegria sustentável" e apresenta o
enredo de seu carnaval por uma "via socialmente
responsável".
Mas contudo uma pergunta não nos deixa calar! A onde
isso tudo vai dar? Seguindo pela terra, pelo céu e
pelo mar e, no futuro como será? Estaria nos
transportes do futuro a solução de uma nova Era? Trens
balas, carros voadores, interplanetários... Ou no
transporte da alegria da Caprichosos de Pilares? Bom,
quem viver verá.
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Samba-Enredo
Autores:
Jorginho Moreira, Sidnei de Pilares, Professor Laranjo, JB e
Celso Bombeiro |
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No ventre fui carregado
Inspirado nas formigas, caminhei
Do pólen à semente, na trilha da vida
Com a roda o transporte inventei
Que saudade do cara dura
O bonde do povão
Do primeiro ônibus lotado
Do chifrudo, chope duplo e gostosão
O céu desafiei, nas águas desbravei
E na estrada do tempo no progresso viajei
Se está engarrafado, tô nem aí
Tem festa, tem pagode e tititi (bis)
Na flâmula a fé na condução
Qualquer motivo é comemoração
Assim na minha trajetória
Coragem no rumo da vitória
O trânsito livre, sem poluição
Projetos construídos, pra conscientizar
Preservar a vida é não dar mole pro azar
Hoje minha alegria transportei
Na fantasia bordei a sinalização
Na velocidade permitida
Chegou Pilares, minha estação
Sou Caprichosos no raiar de um novo dia
Com tecnologia na arte de sambar (bis)
Minha bateria é a energia que vai me guiar
Quem viver verá
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