UNIDOS DE VILA ISABEL

Enredos: Carnaval 2005

Grupo Especial

Unidos de Vila Isabel

Enredo: “ Singrando os mares... construindo o futuro ”
Carnavalesco: Joãosinho Trinta

SINOPSE

Altaneira e intrépida a Vila Isabel pede passagem.
Reverencia Olokum, o senhor dos mares.
E volta, aos tempos bíblicos, para contar a história da navegação: uma pomba branca retorna trazendo um ramo de oliveira. É o fim do dilúvio. Desponta uma belíssima aurora. Um esplendoroso Arco-íris anuncia uma aliança entre os céus e as terras. Dentre as brumas, surge triunfante, a arca de Noé. Cheia de vida ela é o símbolo do renascer e o exemplo do saber popular que diz: “Depois da tempestade vem a bonança”.

O tempo passa. Muitas civilizações aconteceram e algumas, desenvolveram a navegação marítima. Destacou-se o Egito assombrando o mundo com os altares a seus deuses e sua imensa sabedoria.

Ao norte, vindo de regiões frias, com poderosos barcos, os Vikings invadiram a Europa e outras terras, alterando fronteiras e demarcando novas geografias. E o mundo teve certeza que era um globo terrestre com o início das grandes circunavegações. Tudo teve início na Escola do Infante Henrique de Sagres. As caravelas começaram a enfrentar os mares em busca dos caminhos para o oriente. Todos sonhavam com seus fascínios e riquezas. E o Brasil foi descoberto.

Os navegantes portugueses pensaram que tinham chegado nas índias orientais. Por isso, chamaram nossa gente de índios.

Obrigados ao trabalho forçado, nossos silvícolas revoltaram-se. Houve guerras.

Os brancos Europeus iniciaram uma das páginas mais dramáticas de nossa história: a escravidão negra. O horror dos navios negreiros.

A resistência cultural do africano aconteceu. Trazendo no corpo, na alma e no espírito a força dos deuses e ancestrais. Em nossas terras, o negro pariu uma nova mãe África. Somos nós, um Brasil miscigenado, buscando seu futuro glorioso. Houve luta.

Mesmo proibido, a escravidão continuava a fazer parte do seu maldito tráfico. No norte, Francisco José do Nascimento, conhecido como o “Chico da Matilde” chamado também de “O Dragão do Mar”, recusa-se a fazer o desembarque de novos escravos. É a chamada “Revolta dos Jangadeiros”. Além dele há outros heróis.

O pulso firme e a mente brilhante fizeram do Almirante Tamandaré uma figura admirada e respeitada. Sua imagem lembra um majestoso Cisne Branco, navegando em noite estrelada esperando um novo dia raiar.

Um outro grande vulto nacional é o Barão de Mauá e iniciou a indústria naval no Brasil, que hoje, retoma seu fôlego construindo até plataformas em alto mar. A construção de navios de médio e grande porte emprega centenas de pessoas das mais diferentes categorias. Estimula a formação de novos profissionais. O transporte marítimo, pelas suas facilidades, traz inúmeras vantagens em várias direções. É um atestado de nossa capacidade de planejar e realizar.Atualmente, Cruzeiros Marítimos de luxo, trazem até nós, turistas que ficam maravilhados com as potencialidades deste país.

Aplaudem a força de nossa cultura popular onde se destaca o carnaval, hoje considerado como “o Maior espetáculo da Terra”.

Através dos mares o Brasil cresceu. De caravelas a modernos transatlânticos escrevemos uma trajetória. A retomada da Construção naval garantirá avanço altamente promissor à nação. E na vibração e entusiasmo de seu carnaval a Vila Isabel exalta os milênios de navegações singrando os oceanos, rumo ao futuro.

Que toquem bem alto os tambores, repeniques e agogôs...

Girem queridas baianas e sestrosas mulatas!

Imponente vai desfilar a tradicional escola do bairro de Noel, pois “Sambar na avenida de azul e branco é o nosso papel, mostrando pro povo que o berço do samba é em Vila Isabel”.

Martinho da Vila, Joãosinho Trinta & W. Victer

Samba-Enredo

Autores: André Diniz. Prof. Newtão, Sidney Sã e Miguel Bedê


Olokum, abre caminhos no mar
Pra minha Vila Passar
Depois da tempestade
Branca paz, felicidade, a bonança
O azul retorna a seu lugar
O povo de Noel singra a história em direção
À Arca de Noé que navegou pra salvação
Egito que embarcou, cultura milenar
À fria região, com o viking a velejar
A proa da ambição fez brilhar

Caravela "leve" a Vila, "Oriente"...
O paraíso é aqui, vem descobrir (bis)
O "feitiço" dessa gente

Lágrimas corriam no semblante negro
Oceano de lamento nos tumbeiros
Jangadeiros sobre a bravura de um dragão
Negavam desembarcar a escravidão
Num cisne branco flutua
A luz do Almirante em noite de lua
O Barão de Mauá, se fez pioneiro
Na construção do naval
Que volta a soprar de cada estaleiro
Ventos à indústria nacional

É carnaval um "Rio" de prazer
Cada turista que chegar vai ver (bis)
É linda, a Vila balançando nas ondas do mar...
Rumo à vitória navegar


 

UNIDOS DE VILA ISABEL