Engenho da Rainha, na força de
sua tradição, garante a vitória
no Grupo Rio de Janeiro 3
Por
Daniel Duarte
Na segunda-feira de carnaval, na
Avenida Intendente Magalhães, em Campinho, quatro
agremiações desfilaram recebendo o credenciamento de
favoritas ao caneco do Grupo Rio de Janeiro 3 da AESCRJ.
Unidos da Vila Santa Tereza, correndo na frente,
Acadêmicos do Engenho da Rainha, Unidos da Vila Kennedy e
Rosa de Ouro realizaram apresentações de impacto,
desfilando seus enredos através de alas bem vestidas e
alegorias bem trabalhadas.
Atingindo a expressiva marca de 160 pontos, a tradicional
agremiação do bairro Engenho da Rainha superou as demais,
garantindo uma das três vagas para ascensão de grupo. Vila
Santa Tereza, que despontava como franca favorita, pela
qualidade plástica do desfile realizado, quando apresentou
o enredo "Pindorama, o nascimento do Brasil", perdeu 7 décimos, ficando com a segunda
colocação, também garantindo a tão sonhada vaga.
Também com a mesma pontuação, 159,3, a Vila Kennedy, que
perdeu no desempate, ficou em terceiro lugar. A grande
decepção da noite acabou sendo a Rosa de Ouro, que pecou
na finalização da segunda alegoria e em algumas alas,
permanecendo na quarta colocação e consequentemente no
Grupo Rio de Janeiro 3, junto com outra grande escola, a
Em Cima da Hora, que também não conseguiu reeditar o belo
desempenho de 2006.
Na briga contra o descenso, a Mocidade Unida do Santa
Marta por apenas 1 décimo ficou à frente da Leão de Nova
Iguaçu, garantindo a 11ª colocação e a permanência no
grupo. A Leão, a sempre previsível Arame de Ricardo, a
Delírio da Zona Oeste e a Unidos Sacramento ocuparam,
respectivamente, a 12ª, 13ª, 14ª e 15ª posições, todas
rebaixadas para o Grupo Rio de janeiro 4, que desfila na
terça de carnaval, também em Campinho.
A nota triste ficou por conta dos prejuízos sofridos pela
Unidos do Sacramento. Segundo seu presidente, Almir
Brandão, o descumprimento de um acordo firmado entre a
escola e representantes da Secretaria de Cultura de São
Gonçalo impediu que os coletivos prometidos levassem seus
componentes e fantasias a tempo para o desfile. A escola
desfilou com a comissão de frente sem fantasia, assim como
a bateria. Alas inteiras não apareceram, inclusive os
integrantes do carro de som, restando ao presidente Almir
e seu vice puxarem o samba na Avenida sem harmonia de
cordas, o que fizeram com extrema valentia.
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