Átila,
começou na Império Serrano em 1981, na bateria mirim, com o
mestre Silvio e Natalino Costa. Teve um grande aprendizado com falecido Maurici,
em partes musicais, afinação, empunhamento à parte mais
pesada. São vinte e dois anos da bateria. A bateria do Império,
segundo o mestre, é a bateria mais cadenciada do carnaval. Isso se
deve à tradição da própria escola. Ele comenta
essa tradição:
- A velha guarda reclama se estiver rápida. O filho do mestre Fuleiro,
os baluartes, Toninho. O tamborim tem uma batida coordenada, chamamos aqui
de “florear” (“carreteiro” em outras escolas). O agogô
quatro bocas, criado por Edgar do Agogô, que era nosso companheiro até
1992, tem a batida do jongo. Edgar fundou essa ala maravilhosa, que até
hoje soa muito bem na bateria. Este ano haverá outra novidade no recuo,
que eu não posso falar, e faremos uma homenagem ao Macarrão,
diretor de bateria, morto o ano passado.
Mas o andamento
cadenciado a que tanto se referem os críticos, como o ilustre Fernando
Pamplona, fã número um da bateria da Serrinha, pode ser alterado
conforme o desfile da escola.
- No ano passado a escola estava meio lenta. Foram dadas cinco paradinhas
para que não caísse o ritmo. Este ano o samba está pra
cima e temos o Wantuir, que dá mais alegria ao samba - explica Átila.
Mesmo toda a
tradição que existe na escola em relação à
cadência da bateria não impediu que os diretores fizessem as
tão faladas paradinhas, que alguns saudosistas são contra, porque
acreditarem que atrapalham a evolução da escola.
- Estamos fazendo para mostrar que somos capazes. Mas isso não preocupa,
pois existe códigos entre o puxador e eu, onde sabemos a hora em que
o samba vai subir ou cair.
No ano em que
ganhou um dos seis Estandartes de Ouro, em 1997, a bateria teve problemas
com a fantasia, onde alguns componentes desmaiaram porque não conseguiram
vesti-la corretamente, além de estarem muito pesadas.
- A bateria dividiu-se em duas conta mestre Átila -, mas depois corrigimos
e fomos até o final muito bem.
Com esperança de um belíssimo carnaval, como o de 1982, quando a escola ganhou seu último título no Grupo Especial, Átila diz estar preparado para levantar a Marquês de Sapucaí com sua bateria, com o mesmo ritmo cadenciado que conquistou por seis vezes o Estandarte de Ouro e dar novamente à Império Serrano o título tão esperado pela comunidade da Serrinha.
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