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Folia, confete e memória

OBatuque.com | Carnavais,Carnaval 2012,Destaques,Notícias,Pé do Meu Samba | 28 de setembro de 2011 10:51

Por Vinícius Natal

Quando pensamos em “Pé do Meu Samba”, pensamos em algo que sustenta e embasa nosso querido carnaval. Por isso, trago o tema sobre a memória do carnaval para discutirmos um pouco sobre o assunto.

Quem, sambista, nunca se pegou em discussões acaloradas indagando o companheiro de outra escola que em carnaval passado, sua escola merecera ganhar? Ou que não mereceria ter sido rebaixada? Quem nunca se pegou falando que os carnavais de antigamente eram melhores?

Todos esses acontecimentos são baseados na memória que temos de determinado fato ou ação.

Visto isso, lanço a seguinte pergunta: qual a ação exercida pelas entidades, Liesa, Lesga, AESCRJ ou algum órgão competente que visa a manutenção efetiva da memória das escolas de samba?

De pronto, não nos vem nenhuma resposta direta em mente, pois simplesmente não há nenhuma ação de grande alcance nesse sentido.

Devemos louvar, sim, o trabalho de espaços interessados em salvaguardar a memória das escolas de samba como: o Centro Cultural Cartola e o Centro de Referência do Carnaval – UERJ, que não medem esforços para promover ações que visem discutir o carnaval e trazer à tona memórias carnavalescas esquecidas.

Porém, existem indivíduos que mesmo sem o apoio das escolas, se lançam em uma empreitada muitas vezes solitária para o resgate da memória das escolas de samba: os departamentos culturais. Atuando como “Guardiões de Memórias” das escolas, em contato íntimo com a velha guarda e a ala das baianas, se preocupam com o que de fato deveria ser preocupação das escolas de samba, o trato com a memória.

Por esse motivo, a partir dessa edição, lançarei uma série que conta um pouco a história dos departamentos culturais no Rio de Janeiro. Alguns desses verdadeiros guerreiros que contribuem para que a memória do nosso carnaval não morra.

Sugestões de departamento cultural, pessoa ou grupo que se preocupe com a memória de sua escola para conversarmos sobre, fiquem à vontade: vfnatal@bol.com.br .

Até Logo!

1 Comentário »

  • Waldecy Marinho de Almeida disse:

    Vinicius, acho muito boa essa sua iniciativa e gostaria muito de compartilhar dela.Sou um dos que vêm há anos trabalhando e lutando pela verdadeira matriz do samba, que de há muito vem perdendo a sua essência e se descaracterizando, devido ao apelo econômico e comercial, que cada vez mais o distanciam do povo e dos que tem o samba nos pés e nas veias.Já há muito me distanciem das ditas Escolas de Samba do Grupo Especial e, me voltei a desenvolver trabalhos junto às menos favorecidas que lutam para manter o samba vivo.Sou da Velha Guarda da glotiosa e resistente Unidos de Lucas e componente de outras agremiações dos grupos B,C,D e E e, também Diretor e Carnavalesco , dos mais abandonados ainda, de um Bloco de Enredo do Grupo A , em Campo Grande. A luta é grande,árdua, platônica e visionária -até diria – mas como bem diz o samba que me fortalece:"Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar…"
      Um forte abraço e até a próxima,
    Waldecy Marinho ( Grande da Ponte )  

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