Por Alexandre Almeida
O grito de guerra remete ao nome: “Salve a Academia do Samba… Tá Bom à Bessa!”. Leonardo Rodrigues Bessa começou na Alegria da Passarela, atualmente Aprendizes do Salgueiro, passou por diversas agremiações, e anos mais tarde se transformou num dos melhores produtores musicais dos CDs das escolas do acesso. Hoje, conhecido como Leonardo Bessa, está de voltar ao Salgueiro, sua escola de coração. Neste bate-papo com nossa equipe, ele fala da expectativa para o Carnaval 2012 e o projeto para o mais recente CD, ainda sem data prevista para o lançamento, porém o repertório incluirá “Salgueiro é uma raiz” e “Fragmentos”.
OBatuque.com – Como foi a sua trajetória no samba? Bessa - Comecei bem novo na escola mirim Alegria da Passarela, que depois mais tarde tornou-se a Aprendizes do Salgueiro, fundada por minha mãe, Tia Mirthes, onde fui o primeiro intérprete e autor do primeiro samba. No final dos anos 80, comecei a aprender cavaquinho. Em 88, passei a integrar a Ala de Compositores do Salgueiro, sendo o mais novo compositor da escola. Disputei alguns sambas lá e participei de quatro finais, mas não cheguei a ganhar. Passei também a ser o cavaquinista oficial e passei também, com músico, por várias outras escolas como Beija Flor, São Clemente, Grande Rio, Caprichosos, Ilha, Império da Tijuca, Lins Imperial, Santa Cruz, Arranco entre outras. Ganhei dois sambas na São Clemente (1995 e 2000) e um na Lins Imperial (2004). Nesse mesmo ano voltei a exercer a função de intérprete, sendo contratado pelo Arranco, por onde fiquei 2 anos e subi com a escola para o Grupo de Acesso A. Em 2006, assumi o microfone da São Clemente, na qual fiquei por 5 anos, ganhei o título de 2007 e um Samba-net de melhor puxador em 2006. Em 2009, retornei à minha escola de origem, o Salgueiro, para compor o carro de som e em 2011 assumi o microfone oficial juntamente com o Quinho e Serginho do Porto.
OBatuque.com - Além de Intérprete da Acadêmicos do Salgueiro, você exerce outra atividade? Qual?
Bessa - Sim, sou produtor musical.
OBatuque.com – Quem é o seu ídolo no samba?
Bessa - Minha mãe.
OBatuque.com - Você acha que na escolha de samba-enredo, a direção da agremiação tem que escolher um samba que seja adequado ao cantor ou o cantor que deve se adequar ao samba?
Bessa - Tem que haver um meio termo.
OBatuque.com - O termo puxador de samba o incomoda, assim como incomodava o falecido mestre Jamelão?
Bessa - Não mesmo, pois a função é essa, puxar a escola para a frente.
OBatuque.com - Cite um grande momento que mais te marcou na sua trajetória no mundo do samba?
Bessa - Minha estreia no Grupo Especial, em 2008, na São Clemente, e minha na minha escola de coração, em 2011.
OBatuque.com - Cite um samba que você gostaria de ter cantado na avenida?
Bessa - Ih, são tantos (risos).
OBatuque.com – Qual é o samba que você interpretou que mais te marcou?
Bessa - Arranco 2005: “Quem Vai Querer”.
OBatuque.com - Fale sobre o CD?
Bessa - Samba romântico, pagode e duas regravações: “Salgueiro é uma raiz” e “Fragmentos”.
OBatuque.com - A expectativa em relação a este novo trabalho?
Bessa - A melhor possível, e mostrar que o puxador de samba também pode cantar no meio do ano.
OBatuque.com – Já tem data marcada para o lançamento do CD?
Bessa - Não, ainda estou tentando fechar com alguma gravadora.
OBatuque.com - A expectativa para o Carnaval 2012?
Bessa - A vitória.
OBatuque.com – Gostaria de mandar um recado para alguém?
Bessa - Obrigado a todos que passaram pela minha vida e aos que estão comigo neste momento, pois de alguma forma contribuíram para o que sou hoje.



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