Carnaval 2003


Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial

OBatuque.com | Carnaval 2003 | 4 de fevereiro de 2003 2:34

06h43min – O carro “Pirataria S.A.” critica a pirataria profissional, e apresenta carros, cds, calçados, brinquedos e outros itens pirateados na sociedade, trazendo ainda dizeres alertando para a situação. A última alegoria, “O Pirata do Carnaval dos Sete Mares Não Tem Nada de Mal”, traz à frente a modelo Daniela Sarahyba e, no alto, o cantor Elymar Santos personificando o “pirata do carnaval”, o único que não faz mal a ninguém. Deixando a Avenida cantando com a escola, a carnavalesca Rosa Magalhães e, fechando o descontraído desfile da Imperatriz Leopoldinense, a tradicional Velha Guarda.

06h24min – Precedido por uma ala em vermelho-fogo, o carro que retrata a Ilha de Tortuga mostra piratas latinos. O terceiro carro faz uma leitura infanto-juvenil do enredo, representando a Terra do Nunca e com componentes personificando personagens como o Capitão Gancho, a fada Sininho e um Peter Pan voador. O carro “Toda a América Pré-Colombiana” retrata a pirataria de que foram vítimas os astecas. Chega ao recuo a bateria da madrinha Luiza Brunet, com os ritmistas fantasiados de papagaios de pirata. Mestre Beto rege diversas paradinhas ao longo da Avenida.

06h07min – A comissão de frente vem de fantasiada de pirata. Ela traz um baú com um tesouro e os componentes evoluem com uma divertida coreografia. Atrás do abre-alas, as baianas desfilam com a fantasia “Os Tesouros Ambicionados pelos Piratas”, em ouro e branco. Depois, o consagrado casal de mestre-sala e porta-bandeira Chiquinho e Maria Helena, mãe e filho, que completam vinte anos juntos defendendo a escola de Ramos. Colorida e alegre, a Imperatriz atravessa a Avenida evoluindo bem e bastante descontraída.

05h50min – Ao contrário de anos anteriores, o enredo de fácil assimilação e o refrão do samba na boca do povo faz a escola ter uma boa recepção no setor 1 do Sambódromo. As primeiras alas mostram fantasias bonitas e leves, facilitando a evolução dos componentes.

05h35min – Fechando o desfile do grupo principal de 2003, entra na Avenida a Imperatriz Leopoldinense, com o enredo “Nem Todo Pirata tem a Perna de Pau, Olho de Vidro e a Cara de Mau”, da carnavalesca Rosa Magalhães. A escola desfila com 3 mil componentes em 30 als e sete carros alegóricos. O samba de Darcy do Nascimento, Brandãozinho, Rubens Napoleão e Jorge Rita é defendido por Davi do Pandeiro. O abre-alas é o maior e mais caro carro da escola e representa a cobiça dos dos piratas em busca de tesouros.

05h25min – Antes mesmo da armação da Mocidade uma componente destoava da alegria dos demais. Valéria, que nasceu no Rio mas mora em Amsterdam, estava desiludida. “Pois é. Roubaram minha fantasia. Estava com um grupo de cinco pessoas e de repente o meu chapéu e minha jaqueta não estavam mais onde havia deixado”, lamentava. Valéria comentou que alguns componentes insistiram para que fosse escondida no meio da ala, mas ela não quis. “Pesou um pouco a consciência, a escola podia perder ponto. Não seria justo de minha parte, não ia ser legal”, justificou.

05h20min – O último carro, “Seu Coração É uma Estrela” faz uma emocionante homenagem ao falecido carnavalesco da escola, Fernando Pinto, personificado pelo ator Marcos Palmeira. A bateria deixa o curral e a Mocidade encerra um desfile animado e para cima, ovacionada pelo público da Praça da Apoteose.

05h10min – O terceiro carro representa a doação de órgãos e mergulhadores profissionais, dentro de aquários feitos de cilindro, representam órgãos humanos. Elza Soares vem no carro que representa a célula-mãe da justiça. A escola segue fazendo um desfile marcado pela descontração e alegria e a recepção, principalmente por parte do público dos setores populares, é muito positiva. As baianas representam a “estrela-máter” e trazem o pavilhão da Mocidade na fantasia. Assim como os ritmistas e as alas nobres, as baianas trazem um coração verde no peito. A bateria, já no curral, segue dando um show de ritmo e de paradinhas, sem perder a cadência do samba.

04h55min – O carro “Cosme e Damião – os Patronos da Medicina”, traz representação do primeiro transplante da história, com componentes vestidos com roupas da Idade Média. Teria sido o transplante da perna de um soldado. Como anunciado pelo carnavalesco, as alegorias apresentam-se vazadas. Os empurradores desfilam de máscaras, como se fossem enfermeiros e demais auxiliares médicos, integrados ao enredo. Nora do falecido patrono e viúva do ex-presidente da Padre Miguel, Beth Andrade volta a desfilar após uma ausência de dez anos. A porta-bandeira Babi volta à Avenida ao lado do mestre-sala Toninho, evoluindo à frente da bateria de mestre Coé, que tem a madrinha Viviane Araújo e Andrezinho, filho do legendário mestre André, como um dos diretores.

04h35min – A atriz e coreógrafa Dill Costa, que defendeu o pavilhão da Paraíso de Tuiuti no desfile do Grupo de Acesso A no sábado, despede-se da Avenida (viajará após o carnaval para viver fora do país) saindo na comissão de frente e representando a estrela símbolo da escola. Os componentes da comissão evoluem com círculos de ferro que pesam 27kg executando difíceis e arriscadas coreografias. Representam “A Divina Forma Humana”. Destaque do abre-alas, muito aplaudida, a apresentadora Ana Maria Braga, que recentemente superou grave problema de saúde. A alegoria é composta de dois carros que são unidos harmoniosamente, moda deste ano. Para faciliatr a montagem das formas do carro e a colocação dos destaques, a última alegoria foi a primeira a ser colocada na concentração. Dessa forma, realizou-se manobra com a alegoria de um lado enquanto o carro ficou no lado oposto. É a escola que vem tendo maior participação do canto dos componentes no início dos desfiles. Algumas das primeiras alas são inteiramente compostas pela comunidade de Padre Miguel e Vila Vintém.

04h15min – Sétima escola a desfilar no segundo dia de desfiles do Grupo Especial, a Mocidade Independente de Padre Miguel entra na Avenida para defender o politicamente correto enredo “Para Sempre no seu Coração, Carnaval da Doação”, do carnavalesco Chico Spinosa. São oito carros alegóricos e 4 mil componentes divividos em 30 alas. O samba de Santana e Ricardo Simpatia é interpretado por Paulinho Mocidade. A comissão de frente faz uma arriscada evolução, que provocou muitos acidentes durante os ensaios. Ela vai se transformar na “Divina Forma Humana”, de Leonardo Da Vinci. O abre-alas tem 26m de altura e representa o Olimpo, trazendo um grande coração à frente da estrela, símbolo da escola.

04h08min – A bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel faz o esquenta sob o grito de “é campeão” vindo do setor 1 e da área da concentração. A escola aquece com o lindo samba “Como Era Verde Meu Xingu”, enredo de Fernando Pinto para o carnaval de 1983.

03h55min – O sexto carro vem representando a Lapa, tradicional bairro da boemia e da malandragem carioca. As crianças vêm fantasiadas de “O Futuro nas Mãos”. Fechando o descontraído desfile da Porto da Pedra, a última ala traz a representação das ruas da cidade, com mistura de executivos, prostitutas, mendigos etc. A alegoria final tem o céu, o purgatório e o inferno, representando a divina comédia urbana e a esperança de encontrar o paraíso na Sapucaí. A bateria sai do curral e, fazendo paradinhas, deixa a Avenida.

03h44min – A bateria de mestre Marcinho, com a madrinha Ketula Rocha, bem batendo com várias paradinhas e chega ao curral. Vinte homens, divididos em duas filas de dez, vêm à frente da quarta alegoria, como escravos, puxando toda a riqueza dos nobres. A escola vem com cerca de 100 componentes em cada ala, com fantasias bem realizadas e de fácil interpretação. Entre as alegorias existem em média de três a quatro alas, todas compactas, evoluindo bem, mas pecando um pouco no canto.

03h35min – A Porto da Pedra quebra um padrão atual dos desfiles e traz a Velha Guarda, tradicionalmente vestida, no 3º setor da escola. Segundo a Harmonia, eles representam os guardiões do 1º casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rogerio e Alessandra.

03h15min – A comissão de frente da Porto da Pedra mostra um guarda tentando dar um jeito no trânsito da cidade. O próprio Amir Haddad personifica o guarda, usando muito o apito para tentar impor a ordem. A escola vem com carros grandes, porém sem o já famoso artifício do 2 em 1. Todos possuem recursos de iluminacao testados na armaçãao, mas que somente são ligados à medida que chegam ao setor 1, para tristeza do povão que acompanha o desfile da avenida Presidente Vargas.

03h14min – As radiografias revelaram que a atriz Neuza Borges sofreu fratura do fêmur da perna direita. Os médicos avaliam a necessidade de submetê-la a uma cirurgia.

03h12min – O tigre do abre-alas da escola vem vestido de metaleiro e move a cabeça, abre a boca, mexe a pata direita e escola e ruge com muita ferocidade na Avenida. Fernanda Abreu segue a comissão de frente fantasiada de gari. A Porto da Pedra vem com muito branco em sua primeira parte, seja no corpo das fantasias ou nas plumas. Inclusive as belas baianas, que trazem panos com arco-íris às costas. A combinacao de cores é suave e harmoniosa e elas representam os artistas da rua. O segundo carro é baseado nos despachos religiosos feitos nas encruzilhadas da cidade e chama-se “Pedindo Licença a Ogum”.

02h25min – A Unidos do Porto da Pedra entra na Avenida com sete alegorias e 3.600 componentes em 35 alas que contarão o bem-humorado enredo “Os Donos da Rua, um Jeitinho Brasileiro de Ser”, do carnavalesco Mário Borrielo. Preto Jóia canta o samba de Duda, Max Mendonça e Silva. Formada por artistas do grupo “Tá na Rua”, a comissão de frente, fantasiada de “Rio 40 graus”, é coreografada por Amir Haddad e representa cenas típicas das ruas da cidade, acompanhada da cantora Fernanda Abreu. Atrás, o abre-alas “Selva Urbana”, com o tradicional tigre que simboliza a escola apoiado em esculturas de automóveis amassados.

02h25min – Com a evolução e o desenvolvimento do enredo prejudicados pela quebra dos carros, a escola vai completando sua passagem pela Avenida. Apesar dos problemas, os componentes passaram animados e as últimas alas, que representavam a volta dos agudás à África, fecharam com muita empolgação o desfile da Unidos da Tijuca atrás da bateria.

02h10min – A atriz Neuza Borges foi removida para o hospital Souza Aguiar para exames radiográficos. A atriz sente dores na região lombar.

02h03min – Mais um acidente atrapalha o desfile da Unidos da Tijuca. O último carro, “Obatalá Mandou Chamar seus Filhos”, que representaria a volta dos agudás e os costumes que eles levaram do Brasil. A partir da metade do desfile melhora a evolução da escola, com a presença dos componentes da comunidade do Borel, que cantam alto e forte o hino tijucano.

01h58min – A bateria vem com a fantasia “Pantera, Símbolo da Família Real” e faz o recuo para o curral com a madrinha Fábia Borges à frente. Recuperado, o terceiro carro consegue passar pela avenida. O quarto carro da Unidos da Tijuca traz uma grande serpente-dragão, cuja imagem aparece nos anéis usados pelos reis dos agudás e que com seus movimentos chega próxima aos camarotes e às arquibancadas. O carro destaca-se pela beleza plástica e refinado acabamento, superior aos das primeiras alegorias da escola.

01h51min – A atriz Neuza Borges, sempre engajada nas causas do movimento negro, havia pedido ao carnavalesco Milton Cunha para desfilar, e Milton prontam,ente atendeu ao pedido dela. Ela estava muito emocionada com o desfile a as primeiras informações dão conta que a atriz sofreu apenas escoriações e sente dores lombares, mas que ainda pretende entrar na Avenida.

01h45min – Um carro-duplo da escola, o terceiro, “A Deportação Malê”, quebrou na entrada da Avenida e abriu um grande buraco em frente ao setor 3 da Sapucaí. A atriz Neuza Borges caiu do alto do carro, sendo levada na maca para o posto médico do Sambódromo.

01h35min – A comissão de frente evolui representando “os pregoeiros do destino africano”, utilizando efeitos de fumaça e alternando adereços. Logo após o abre-alas, a colorida ala de baianas, com pano verde limão às costas e saias em degradê, do amarelo e ao laranja. Depois, uma grande ala de jovens iemanjás, “Atravessando o Mar de Iemanjá”, desembocando no carro de mesmo nome.

01h35min – Como uma constante em todos as escolas, o som da bateria só chega aos auto-falantes do setor 1 e da
concentracao após vinte minutos de desfile, gerando reclamações do público presente.

01h15min – A Unidos da Tijuca é a quarta escola a desfilar nesta segunda-feira de carnaval na Marquês de Sapucaí, com o elogiado enredo do carnavalesco Milton Cunha, “Agudás, os que Levaram a África no Coração e Trouxeram para o Coração da África, o Brasil”, que conta a saga dos escravos que retornaram à Africa levando costumes brasileiros. A agremiação do morro do Borel vem com sete carros alegóricos e 4 mil componentes em 27 alas. O intérprete Nêgo canta forte um dos melhores sambas do ano, de autoria de Haroldo Pereira, Valtinho Junior e Wantuir. O tradicional pavão do abre-alas entra na Avenida adaptado ao enredo africano.

01h08min – A Velha Guarda passa com a fantasia “Anfitriões do Banquete Beija-Flor”. O carro “O Grande Banquete do Povo” fecha o desfile da Beija-Flor. Traz uma grande escultura do presidente Lula e uma teatralização de mendigos que lembra o enredo que Joãosinho Trinta fez para a escola em 1989, “Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia”. Um corpo é velado e anjos em oração precedem o grupo de componentes que, de velas, simulam um velório.

00h48min – A segunda metade da terceira alegoria do carro relativo às grandes navegações possui um belo
trabalho de reciclagem de copinhos plásticos, que foram
pintados com diversos tons de azul e fazem o acabamento de um grande monstro. A alegoria “O Paraíso Terrestre – Uma Segunda Chance”, outro carro-duplo, traz representações de indígenas e belezas naturais. Fechando o setor “Queda da Bastilha”, a bateria de mestres Plínio e Paulinho dirige-se ao curral tendo à frente a jovem rainha Raíssa, de apenas 12 anos. A entrada dos ritmistas com a fantasia “Os Reis Mendigos” no recuo abre passagem para as alas que representam os heróis nacionais, como Zumbi e Tiradentes, e a grande alegoria “Heróis Nacionais – Guerreiros Saídos do Povo”. O carro traz esculturas relativas a Zumbi, aos quilombos, à Inconfidência Mineira e os heróis do Nordeste.

00h35min – A segunda alegoria, “Apocalipse – A Ira do Criador”, mostra um belo trabalho de detalhes no acabamento das esculturas e de iluminação. No interior do carro estão vários jovens que interpretam sensações de sofrimento e dor. A cabeça da escola atinge o meio da pista de desfile. Com a fantasia “Genesis – Milagres da Criação”, a porta-bandeira Selminha Sorriso e o mestre-sala Claudinho recebem aplausos da platéia com suas evoluções logo após a comissão de frente. Depois do abre-alas, Pinah, a eterna “Cinderela Negra”, conduz a ala das baianas, que vêm representando “As Cintilantes Aves do Paraíso”; as baianas mais antigas vestem a fantasia “Reluzentes Flores de Luz”.

00h20min – A Beija-Flor revela-se mais uma vez um exemplo de organização. A armação e a ocupação da concentração ocorre de forma tranqüila e perfeita. Os diretores não gritam e apenas com gestos e palavras de comando acertam as posições dos componentes e dos carros. As alegorias parecem não ter sofrido qualquer dano com a chuva. O abre-alas possui diversos canhões de iluminação, assim como a 3ª alegoria. O artifício de encaixar alegorias é também utilizado na Beija-Flor, que traz três carros-duplos. Tal mecanismo acaba se constituindo numa maneira de driblar as limitações impostas pela LIESA em oito alegorias por escola.

00h01min – Vice-campeã do ano passado, a Beija-Flor de Nilópolis começa seu desfile com a comissão de frente representando a dualidade entre o bem e o mal. A escola traz quatro mil componentes em 50 alas e oito carros alegóricos ajudando a comissão de carnaval formada por Shangai, Laíla e Cid Carvalho a contar o enredo “O Povo Conta a sua História: Saco Vazio Não Pára em Pé, a Mão que Faz a Guerra Faz a Paz”. Neguinho canta o samba de Betinho, J.C. Coelho, Ribeirinho, Glyvaldo; Luís Otávio, Maniel do Cavaco, Serginho Sumaré e Vinícius. O abre-alas da escola, um imenso carro-duplo, traz o paraíso celestial, com Adão e Eva negros no Jardim do Éden, que também conta com figuras do mal representando a passagem de Satanás por ali.

03-fevereiro-2003

23h48min – As baianas passam vestidas de branco com detalhes em rosa, fantasiadas de pombas da paz e o último carro, “Paz e Liberdade”, traz componentes da Velha Guarda junto a crianças, representando a nova geração mangueirense. A última ala fecha o desfile criticando a intolerância religiosa, com componentes personificando judeus, católicos, muçulmanos e protestantes vivendo juntos em harmonia. A Mangueira encerra sua passagem com a arquibancada cantando junto o samba interpretado com vigor por Jamelão.

23h26min – Ainda com boa resposta das arquibancadas, uma ala de grande efeito visual, em azul claro e branco, simula o Mar Vermelho e abre-se para a passagem da ala anterior, representando a travessia dos hebreus. A Mangueira desfila com fortes tons de rosa em uma grande seqüência de alas. Também o dourado é muito utilizado. A bateria chega ao recuo, com mestre Russo regendo a inconfundível batida dos tambores da Mangueira, e com os 250 ritmistas fantasiados de “Passagem do Mar Vermelho”. O quarto carro traz Moisés e as tábuas dos dez mandamentos, além de um grande bezerro de ouro.

23h10min – Na armação da Mangueira o rigor
dos organizadores em afastar pessoas alheias ao desfile mostra-se bem maior que o de outras escolas. Várias pessoas credenciadas na área de serviço foram
cordialmente abordadas, com a seguinte frase:”Vocês
poderiam se afastar um pouco mais? Após o desfile da
Mangueira podem voltar normalmente”.

23h05min – A comissão de frente, que faz alguns truques de ilusionismo, representa a caravana dos hebreus. Ela é coreografada por Carlinhos de Jesus, que personifica Moisés, levitando sobre a Avenida e apresentando as tábuas dos mandamentos, onde lê-se em letras de fogo a palavra “paz”. Uma faixa homenageia a falecida dona Zica, com os dizeres: “Tia Zica, você está aqui”. O gigantesco abre-alas – que com 87m é o maior carro deste carnaval – representa o palácio do faraó, com bigas, esfinges e componentes personificando o povo hebreu. À frente, uma ala de personalidades famoas, como os ex-jogadores Junior e Raí e Zeca Pagodinho e Beth Carvalho, que foram abraçados na pista pelo ministro da Cultura Gilberto Gil.

22h50min – A segunda alegoria da Mangueira mal pôde ser observada pelo público dos setores 1 e 3, dveido à grande quantidade de fumaça. Apesar da forte chuva antes do desfile, os danos nas alegorias foram mínimos, apenas algumas goteiras e tecidos soltos. O pente fino dos diretores de harmonia da escola não vem sendo tão eficiente quanto nas escolas de domingo. Alguns componente estão entrando na Avenida sem tornozeleiras e com sapatos diferenciados do restante do grupo. A idéia de vestir os empurradores de carros com roupas caracterizadas no enredo mostra-se arriscada, pois um grande número deles está sem o chapéu judaico da fantasia. Na entrada do terceiro carro, um grupo de vinte pessoas vestia a uma camisa com o nome de uma empresa de telecomunicações às costas.

22h40min – Sem chuva, a tradicional Estação Primeira de Mangueira, campeã do ano passado, entra na avenida debaixo de grande ovação popular, com as arquibancadas acenando as milhares de bandeirinhas distribuídas pela direção da verde-e-rosa. Com o enredo “Os Dez Mandamentos: o Samba da Paz canta a Saga da Liberdade”, de Max Lopes, a escola vem com sete carros alegóricos e 4 mil componentes em 30 alas. Jamelão canta um dos mais prestigiados sambas do ano, de Marcelo D’Aguiã, Bizuca, Gílson Bernini e Clóvis Pê.

22h32min – A penúltima alegoria da Tradição traz mensagens de paz com suas esculturas em branco e a taça referente ao pentacampeonato. No último carro, um trio elétrico que lembra a comemoração na volta dos jogadores que participaram da campanha. A escola encerra seu desfile com destaque para a evolução das alas finais, de fantasias extremamente simples mas de com muita empolgação.

22h21min – A mãe de Ronaldinho passou mal ao final do desfile, com problemas de pressão alta, sendo encaminhada para o serviço médico da Avenida.

22h20min – O quarto carro da Tradição, “Consagração Popular”, mostra a infância do jogador e traz familiares.A alegoria seguinte traz uma grande escultura do jogador fazendo embaixadinhas, seguida de uma ala de passos marcados, com perucas que lembram o corte de cabelo que Ronaldo usou na semifinal da copa de 2002, e outras alas marcadas representando os times por quais ele jogou. Depois, muito aplaudida, uma grande ala formada por muitos componentes deficientes físicos. Essa seqüência é o melhor momento da evolução da escola.

22h03min – A pista escorregadia é um risco para a evolução dos componentes da Tradição que desfilam no Sambódromo. A escola abandona um pouco o verde e amarelo e mostra mais o azul e branco de seu pavilhão. A bateria entra sem problemas na área de recuo vestida de malandros cariocas, com as madrinhas Rosiane Pinheiro e Priscila Vidal à frente. Mestre Dacopê comanda os ritmistas em diferentes paradinhas, animando o público.

21h37min – A comissão de frente atinge o meio do desfile bastante aplaudida. Com muito verde e amarelo, a Tradição traz as baianas com as cores da bandeira nacional na saia. O segundo carro destaca a conquista em definitivo da Taça Jules Rimet, lembrando as campanhas do tricampeonato de 1958 na Suécia, 1962 no Chile e 1970 no México. Apesar da chuva, as alegorias da escola resistiram bem e os componentes desfilam com animação.

21h15min – Sob chuva, a Tradição é a primeira escola a entrar na Avenida, neste segundo dia de desfiles do Grupo Especial. Ela traz oito carros alegóricos e 3.800 componentes divididos em 36 alas para contar o enredo do carnavalesco Orlando Junior “O Brasil É Penta, R É 9, o Fenômeno Iluminado”, que celebra o jogador Ronaldinho e a conquista da seleção de futebol no Japão. Celino Dias canta o samba de Adalto Magalha e Lourenço. O condor – símbolo da escola – vem no abre-alas cercado por referências futebolísticas, assim como a mãe do atleta. A comissão de frente, seguida de alunas de ginástica rítmica, evoluem acompanhada da madrinha, a técnica Georgette Vidor, e representando o “momento olímpico”.

20h52min – Um grande número de componentes da Mangueira está retido nas estações do metrô e da Central do Brasil devido às fortes chuvas, atrapalhando a concentração da escola.

20h30min – Meia-hora antes de começar o segundo dia de desfiles do Grupo Especial, chove forte em vários pontos da cidade, inclusive na Marquês de Sapucaí.

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